segunda-feira, 29 de junho de 2015


Aécio defende Aloysio e ‘cautela’ com impeachment


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirma que ainda é preciso cautela ao se falar num eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas diz, porém, que com a delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, e a possível rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU), esse desfecho se torna cada vez mais próximo. Aécio voltou a defender o ex-candidato a vice em sua chapa, Aloysio Nunes (PSDB-SP, também citado por Pessoa. 
Após as revelações de Ricardo Pessoa, o pedido de impeachment de Dilma volta à agenda do PSDB?
Continuo tendo a cautela de sempre nessa questão, mas é perceptível que o conjunto da obra leva a uma indignação da sociedade brasileira e essa indignação é um dos insumos necessários para que se chegue a esse desfecho. No entanto, vou continuar esperando que as coisas caminhem. Um momento extremamente importante para todo esse processo, até para a nossa definição, será o julgamento do Tribunal de Contas. É inaceitável que a presidente queira continuar transferindo responsabilidades sobre os atos do governo.
Outros líderes da oposição afirmam que já há elementos para pedir o afastamento da presidente da República.
Nós vamos conversar no início da semana, com todas as lideranças, para definir, de forma clara, os próximos passos que nós vamos dar. Mas o cerco é cada vez maior. E, como diz aquela expressão erga omnes usada numa operação pela Polícia Federal, mais do que nunca, a lei é para todos. Quem cometeu os delitos, vai ter que responder por eles.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi seu vice na chapa presidencial, também foi citado pelo dono da UTC.
Não se pode misturar um apoio legítimo, que um candidato recebeu, declarado na Justiça Eleitoral, com o assalto comandado pelo PT que foi feito na Petrobrás. Essas coisas não se misturam. O Aloysio é um homem de bem e é um dos nomes mais críticos a tudo o que está acontecendo com o País.
O que achou das últimas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas à Dilma e ao PT?
Lula tenta agora se descolar do governo, como se pudesse haver uma criatura sem um criador. O nosso papel agora será mostrar que não haveria Dilma sem Lula e não haveria esse governo, se não houvesse Lula e não houvesse Dilma. Eles são uma coisa só. Foram para o bem e serão agora também no momento difícil.
No próximo domingo, durante a convenção do PSDB, o sr. vai ser reconduzido à presidência nacional do partido. Há consenso em torno do seu nome?
Sim, é uma chapa única. Particularmente, acho que o PSDB está no melhor momento da sua história. Desde a última eleição houve um reencontro, uma reconciliação, do PSDB com setores da sociedade do qual o partido estava distanciado, e isso é algo que não pode ser desperdiçado.
Sempre há muita disputa interna no PSDB para decidir quem será o candidato à Presidência. Isso vai acontecer em 2018?
Nós sabemos que a viabilidade do nosso projeto passa pela nossa unidade. Ou estaremos todos unidos ou vamos perder mais uma chance histórica.
O sr. é a favor de prévias?
Sou, sempre fui.





Desafio de Dilma é sobreviver, diz editorial do Washington Post
Notícias ao Minuto
Notícias ao Minuto5 horas atrás
A presidente Dilma Rousseff enfrenta o desafio de "sobreviver" no Planalto, segundo editorial do jornal americano The Washington Post sobre sua visita aos Estados Unidos publicado neste domingo, 28, com o título "Um retrocesso no Brasil". Segundo a publicação, muitos dos problemas que a presidente enfrenta são resultado de políticas equivocadas de seu governo.
"Não será fácil: ela viu muito de seu poder efetivamente esvaziado por líderes congressistas, que diluíram algumas de suas medidas de austeridade", diz o texto. O Post ressalta que o próprio PT se opõe às "correções econômicas" em curso.
O editorial afirma que a corrupção em meio à uma recessão na economia provocaram uma crise na opinião pública. "A bolha parece ter explodido". Para reverter esse cenário, o jornal defende a necessidade de medidas liberalizantes que resgatem a confiança dos investidores privados.
De acordo com o Post, a correção de rumo deve levar à revisão das "políticas estatizantes" adotas por Dilma em seu primeiro mandato. "Sem isso, o futuro do Brasil permanecerá em suspenso", conclui. Com informações do Estadão Conteúdo.















domingo, 28 de junho de 2015


Delação anima ala do PMDB que defende rompimento com governo


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Brasília - A publicação de trechos da delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, deu força à ala do PMDB que defende maior afastamento do governo. Com aval do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o grupo pede a saída do vice-presidente Michel Temer da articulação política da gestão Dilma Rousseff (PT) após a conclusão das votações do ajuste fiscal.
Integrantes da legenda avaliam que as acusações jogaram a crise para dentro do Palácio do Planalto, uma vez que dois ministros - Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social) - foram citados pelo delator. Nesse sentido, continuar apagando os incêndios do governo, ainda mais com o ressurgimento da discussão de um possível impeachment, só traria prejuízos ao PMDB. A legenda tem parlamentares investigados pela Operação Lava Jato, incluindo o próprio Renan e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
A articulação já foi mapeada por aliados de Temer, que agem para controlar o movimento. Para eles, qualquer ação nesse sentido seria precipitada e retiraria o suporte político da equipe econômica em um ano difícil.
Embora a dissidência tenha nascido minoritária, aliados do vice-presidente reconhecem que a pressão tem crescido e admitem a possibilidade de Temer se afastar das conversas "de varejo", que incluem negociações por cargos e liberação de emendas.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que vai se reunir com outras lideranças da oposição para definir o que fazer diante da nova delação. Pressionado a comandar nova campanha pelo impeachment, o tucano disse que as denúncias são graves, mas exigem cautela. "O que fica mais claro é que eu não perdi a eleição para um partido político, e sim para uma organização criminosa."
Aécio também defendeu o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), citado na delação de Pessoa como recebedor de doações em 2010 (R$ 300 mil oficialmente e R$ 200 mil em dinheiro). O parlamentar, que foi candidato a vice-presidente na chapa tucana no ano passado, disse em nota que "não teria a menor possibilidade" de influenciar decisões na Petrobras e que isso o diferencia de outros citados no caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Delator será ouvido em ação que investiga campanha de Dilma


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  • O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, que está preso em Curitiba
Brasília - O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, será ouvido pela Justiça Eleitoral para esclarecer se a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff no ano passado foi beneficiada pelo esquema de corrupção e cartel na Petrobras.
Pessoa é um dos delatores da Operação Lava Jato e disse em depoimento à Procuradoria-Geral da República que repassou R$ 750 mil ao tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e outros R$ 2,9 milhões ao ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, que está preso preventivamente.
Ele entregou uma planilha intitulada "pagamentos ao PT por caixa dois" em que relaciona os dois petistas ao repasse de 3,6 milhões entre 2010 e 2014.
A oitiva de Pessoa foi autorizada no dia 23 pelo corregedor-geral eleitoral João Otávio de Noronha, que é relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de uma ação de investigação judicial eleitoral da campanha à reeleição de Dilma em 2014. A ação foi protocolada no TSE em dezembro de 2014 a pedido da coligação pela qual o senador Aécio Neves disputou as eleições presidenciais, liderada pelo PSDB, e pede apuração de "abuso do poder econômico e político" e "obtenção de recursos de forma ilícita" da campanha petista.
O empreiteiro será ouvido após citar repasses para o PT e por ter sido mencionado por outras testemunhas da investigação eleitoral. Na planilha que Pessoa entregou aos investigadores são citados também os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Pessoa será chamado a esclarecer um suposto beneficiamento da campanha de Dilma pelo esquema que desvio recursos da Petrobras.
O acordo de delação firmado por Pessoa com a Procuradoria-Geral da República foi homologado na quinta-feira passada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A contribuição premiada poderá ser usada para reforçar indícios de participação dos suspeitos no esquema ou ainda para a abertura de novos inquéritos.
O depoimento de Pessoa está marcado para o dia 14 de julho no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. O empreiteiro reside na capital paulista, onde cumpre prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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PF teme que governo prove abusos em investigação contra Pimentel



sex, 26/06/2015 - 12:22
JORNAL GGN



Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Acrônimo, que atingem o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), têm causado preocupações também na cúpula da própria PF. Ontem (quinta, 25), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi pela manhã ao Palácio do Planalto se reunir com a presidenta Dilma Rousseff e o colega Edinho Silva (Comunicação Social), com o assunto em pauta. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a PF teme que excessos sejam apontados na Acrônimo depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado pedido de busca e apreensão na residência de Pimentel e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Painel, o temor da corporação é que a recusa do STJ seja interpretada como indicativo de que existam abusos nos procedimentos investigatórios. “Agentes da PF apontam que, apesar das restrições impostas pelo tribunal, o STJ reconhece vínculo concreto do governador mineiro com o caso. Para os investigadores, há indícios que comprometem Pimentel em quase todas as frentes da apuração”, diz trecho da coluna.
Ontem (quinta, 25), a PF fez diligências em escritórios de campanha de Pimentel na segunda fase da operação. As investigações se debruçam sobre operações financeiras e contratos entre o grupo de Pimentel e a agência Pepper, que prestou serviços para o PT durante corrida eleitoral do ano passado. A PF também apura repasses para a primeira-dama mineira, Carolina Oliveira – como informa a manchete da Folha nesta sexta-feira (25), entre 2011 e 2014 a firma de Carolina recebeu R$ 3,6 milhões de empresas que negociam com o BNDES, instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, pasta chefiada por Pimentel nesse período.
Na primeira fase da operação, deflagrada há um mês, os alvos foram empresários que doaram para partidos políticos na campanha do ano passado, suspeitos de lavarem dinheiro público. A PF prendeu cinco pessoas em flagrante, entre elas o suposto chefe da então organização criminosa, o empresário Benedito Oliveira. Ele é ligado ao PT e prestou serviços à campanha de Pimentel.
A coluna Painel informa ainda que os agentes da PF pretendem aprofundar a investigação sobre proprietários e usuários do hangar que Benedito usava em Belo Horizonte, e de onde o governador partiu para o Uruguai no jatinho do empresário. A suspeita é que outros empresários de Minas Gerais com trânsito pelo hangar possam ter envolvimento com os “negócios suspeitos” de Bené, como o acusado é conhecido.









Em entrevista, Dilma reclama de preconceito de gênero



Atualizado: 1 hora 30 minutos atrás

Em entrevista, Dilma reclama de preconceito de gênero

sex, 26/06/2015 - 13:38
Às vésperas de viajar aos Estados Unidos a presidenta Dilma Rousseff (PT) deu uma entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post em que diz estar preocupada com o aumento do desemprego. Ela acredita na recuperação da economia a partir de 2016 e destacou que sofre preconceito de gênero na avaliação de sua administração.
A entrevista foi concedida na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, e publicada na noite desta quinta-feira (25) no site do Washington Post.
Dilma defendeu o ajuste fiscal e disse que a mudança no rumo da política econômica do país não é uma decisão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas de governo. “Estamos absolutamente certos de que é essencial colocar em prática todas as medidas necessárias, não importa quão duras elas sejam, para retomar as condições de crescimento no Brasil. Algumas medidas são fiscais, outras são estruturais”, disse a presidenta à jornalista Lally Weymouth.
Ela destacou que está preocupada com o aumento do desemprego, mas que uma taxa de desocupação entre 6% e 7% não é alta. “É claro que eu me preocupo com isso, me preocupei desde o primeiro dia. Houve um aumento do desemprego nos últimos dois meses. Mas antes disso, já tínhamos criado 5,5 milhões de empregos. Queremos realizar um ajuste rápido porque queremos reduzir o efeito do desemprego”.
Perguntada sobre a queda na aprovação de seu governo, cuja avaliação positiva caiu para 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada esta semana, Dilma afirmou que o tema a preocupa, mas não a faz “perder os cabelos”.






sábado, 27 de junho de 2015


Rosa dos Ventos

A direita unida...

por Mauricio Dias — publicado 27/06/2015 07h12, última modificação 27/06/2015 07h19
CARTA CAPITAL
O bordão mais conhecido da esquerda pode ser ajustado à reação conservadora que, graças ao bombardeio midiático, conquista boa parte da maioria desavisada

O momento é adverso para a esquerda. A direita brasileira uniu-se e com o objetivo de derrubar Dilma, desmoralizar Lula e, se possível, levá-lo à prisão. Por último, mas não menos importante, exterminar o PT. Coesão como esta ocorreu em 1964. Jango foi derrubado, manu militari, com sinal verde dos Estados Unidos.

Desta vez, as Forças Armadas estão fora da manipulação política e as vivandeiras não rondam os quartéis. Um contingente da classe média já saiu às ruas pedindo o retorno da ditadura. O modelo de antanho parece superado. Permanece ainda um gosto rançoso de 1964 orientando os propósitos sinistros de barões da mídia.
Há tentativas de golpe branco, com certas manifestações emergidas nos últimos meses e é, no momento, repetido com o método de sufocação parecido ao ataque de uma sucuri. O réptil corta a transmissão do ar para o pulmão da vítima.
Talvez se possa moldar um slogan para os direitistas. Eis aqui uma sugestão simples, solidamente sustentada pelos fatos: “A direita unida jamais será vencida”.
Bem, nem sempre. Trata-se de ironia em contraponto à palavra de ordem, simples e forte, criada pelas manifestações da esquerda: “O povo unido jamais será vencido”. Anima. Mas não tem sido assim.
Evidentemente, a história não é explicável pelos bordões. Mas eles absorvem e refletem alguma coisa da realidade. A direita, conforme-se com isso a esquerda, também tem uma parte do povo ao lado dela. Às vezes menos, às vezes mais.
Para ganhar quatro eleições seguidas o PT fez alianças com o centro e a centro-direita. Uma tentativa de unir partidos de campo político diferente encarregados de formar a base governista no Congresso.
Houve, nos últimos tempos, uma radical migração de eleitores para a direita, como aponta o resultado de pesquisa do Datafolha, sobre a tendência ideológica do eleitor (tabela).
De cada 100 brasileiros, 35 se dizem de esquerda e centro-esquerda, e 45 se identificam com a centro-direita ou com a direita simplesmente. O centro absorve 20 brasileiros. Até então, esse agrupamento estava disperso entre um lado e o outro. Produzia uma frágil estabilidade, favorecendo os governos petistas. Ela, no entanto, com as crises econômica e política, pendeu para a direita, compondo uma maioria expressiva: 65 entre 100 formam esse bloco.
Aí a base descontrolou-se de vez. Uma coisa é uma coligação, a outra um ajuntamento de siglas.
A força da direita, além de poderosas relações institucionais, conta com o apoio maciço da mídia, que, na oposição ao governo, cruza a ponte democrática e os limites profissionais para desembocar no jornalismo marrom, a se valer da ignorância e da ingenuidade política da maioria.
Cresceu a repulsa aos petistas. Bresser-Pereira, ex-ministro dos presidentes Sarney e FHC, identifica isso como “ódio de classe”, emergido a partir dos amplos programas sociais e consolidado após a derrota sofrida por Aécio Neves na eleição presidencial.
Não há surpresa nessa história. A questão social é uma intrusa na pauta da direita, que nunca deu prioridade aos pobres. O Programa Bolsa Família e a inclusão econômica são alvo desse repúdio de classe. Manifesta-se aqui e ali. A reação mais conhecida ocorre nos aeroportos do País.  Pergunta o usuário burguesote das linhas aéreas: onde já se viu pobre usar avião como meio de transporte?
Desagradável. A culpa é do Lula.















Operação Lava Jato: Fala o denunciante
CARTA CAPITAL

por Fabio Serapião — publicado 25/05/2015 03h00
Hermes Magnus, ex-sócio de José Janene, diz que a investigação pode avançar

Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Hermes-Magnus



 Hermes-Magnus
Magnus vive hoje em Portugal
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Confusões, equívocos, enganos
Ao condenar o doleiro Alberto Youssef pela lavagem de dinheiro proveniente dos desvios praticados pelo falecido José Janene, o juiz Sergio Moro ordenou a devolução de 1 milhão de reais a Hermes Freitas Magnus. Esquecido em meio aos vários delatores, empreiteiros e políticos citados na Lava Jato, o empresário foi sócio de Janene na Dunel Indústria e, ainda em 2008, denunciou o parlamentar quando descobriu que o empreendimento era utilizado para lavar dinheiro. As informações de Magnus levaram a Polícia Federal ao esquema de desvios na Petrobras e estimularam a descoberta de mais detalhes do esquema de corrupção patrocinado pelas construtoras.

O empresário, que hoje vive em Portugal, conversou com CartaCapital. Segundo ele, após um ano de operação, o balanço é positivo, principalmente pelo trabalho desenvolvido pelo juiz Sergio Moro. Magnus acredita, no entanto, ser possível ir mais além. Youssef, acredita, ainda não contou tudo o que sabe aos investigadores e caso sigam o caminho do dinheiro vão descobrir, diz, um esquema suprapartidário. “O Janene transcendia partidos, ele tinha amigos em todas as legendas e todas as esferas. Temiam a língua dele.”

Sobre Janene

Janene era um mestre da maracutaia, em criar mecanismos e subterfúgios para o crime. Com a sua morte, Youssef assumiu o posto e começou a deixar rastros. Ele não tinha a malícia em lidar com esse mundo político. O Youssef era um office-boy de luxo, seu papel era limpar o dinheiro desviado desses esquemas. Claro que não dá para elogiar esse PT de hoje, mas o Janene dizia que isso era inerente à política. Sobre o mensalão, ele dizia que todos os governos pagavam, o único que não pagou, segundo ele, foi o Collor. Não pagou por não conseguir, o PC Farias não tinha capacidade, dizia ele.

O que falta investigar

Se os investigadores me ouviram, eles seguiram os rastros do Claudio Mente, Carlos Alberto Pereira da Costa e Ruben de Andrade, os sócios da CSA Securitizadora e da CSA Project Finance, que era minha sócia. A investigação pode mostrar onde está o dinheiro dos fundos de pensão, das maracutaias envolvendo a venda de energia das eólicas e esquemas no setor elétrico. Então, acho que se seguir essa turma das CSAs, dia e noite, eles chegarão a várias vertentes do esquema, do IRB a Itaipu, passando pelo Banco do Nordeste e outros.

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann

O Janene gostava de falar a onde seus rivais iam cair. Ele falava do anel viário de Maringá. O Alberto Youssef teria lavado dinheiro dessa obra para Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Ao voltar aos tempos do Janene e rever minhas anotações, encontrei uma na qual ele falava que ia dar muito pano pra manga. Pelo que soube, o ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel arquivou essa investigação sobre  o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, responsável pela obra.

Alberto Youssef

Eu sei que o Youssef tem muito mais a falar, muita coisa foi sintetizada. De fato, ele não contou tudo. Minha tese é de que ou há um conformismo da força-tarefa ou é uma estratégia: Ok, você está mentindo, mas vamos te pegar lá na frente. Ele precisa provar que não há mais nada de dinheiro no exterior. Apresentar provas. O Janene e o Youssef tinham laranjas no exterior. Precisa desarticular essa turma, para depois eles não voltarem a cometer crimes, como aconteceu com o doleiro no caso Banestado.

O árabe

Não saía da minha empresa um árabe- americano chamado Nabil Harajli, que andava com o Janene pra cima e pra baixo. Em 2008, o Janene esteve em Pasadena e esse árabe foi junto. Nessa época, eu vi o deputado tratando por telefone com outra pessoa que parecia ser de uma empreiteira. Na sequência, ele desligou o telefone e perguntou ao Carlos Alberto Pereira da Costa (laranja do esquema e delator da Lava Jato) se o cheque da Queiroz Galvão havia sido compensado. Esse cara está lá fora com a grana desses caras. O interessante é que esse tal árabe foi testemunha no mensalão do Janene. Foram duas testemunhas, o árabe e o Fernando Henrique Cardoso. Por que o Youssef e o Carlos Costa não falam do árabe na delação?

Conta em Luxemburgo

Se a CPI quer saber se existe essa conta, ela precisa ir atrás da investigação das autoridades portuguesas sobre as ramificações do Banco Espírito Santo em Luxemburgo. O Janene, uma vez que viajei para a Europa para visitar uns clientes, queria me pedir para transportar dinheiro de uma conta dele no Banco Espírito Santo para o Brasil. Voltei sem fazer o favor. Sugiro outro caminho. Em 2008, recebi a visita de enviados de um cliente sueco que queriam conhecer a nova estrutura da Dunel. Estiveram em Londrina, hospedados no hotel do Youssef e do Janene. Este sueco, o Lars Perers, era um especialista no mercado financeiro e criador de cavalos de raça. O Janene o convidou para conhecer seu haras e no caminho eu atuei como tradutor. Janene contou que usava muito offshore, pois o sistema tributário no Brasil era punitivo. O sueco disse que eles só usavam os canais em Luxemburgo, porque os impostos na Suécia eram pesados também. Eles ficaram de aprofundar a conversa. Depois do ocorrido, perdi contato com o cliente e agora aparece essa conta em Luxemburgo. Tudo pode ter começado naquela conversa.

Outro lado

A senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo,  afirmaram que nunca mantiveram contato com Janene e Alberto Youssef.

*Reportagem publicada originalmente na edição 850 de CartaCapital, com o título "Fala o denunciante"






O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente

 O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.
Temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu - disso ninguém mais duvida - Lula apresenta habeas corpus preventivo.
Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)
Erramos: Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato. http://folha.com.br/no1647663 

Erramos: Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na...

No início da tarde, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o autor do pedido é Mauricio Ramos Thomaz, de Campinas (SP), "que se apresenta como consultor". Posteriormente, a Justiça confirmou a informação sobre a autoria do pedido.
Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. PauloThomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
O ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus.
Estranhamos que a notícia tenha partido do Twitter e Facebook do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)."






O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente
Divulgação
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.
Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)

O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.

Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)  - 

O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.

Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)
No início da tarde, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o autor do pedido é Mauricio Ramos Thomaz, de Campinas (SP), "que se apresenta como consultor". Posteriormente, a Justiça confirmou a informação sobre a autoria do pedido.
Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. PauloThomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
O ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus.
Estranhamos que a notícia tenha partido do Twitter e Facebook do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)."

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Todos os comentários são moderados, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Não serão aceitas mensagens com links externos ao site, em letras maiúsculas, que ultrapassem 1 mil caracteres, com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Não há, contudo, moderação ideológica. A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso e civilidade. Obrigado.

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Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. PauloThomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
O ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus.
Estranhamos que a notícia tenha partido do Twitter e Facebook do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)."

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