quinta-feira, 9 de outubro de 2014



As diversas faces do antipetismo, por Matheus Pichonelli

O ódio, o antipetismo e o caráter

Como diria o poeta, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Ao fim da votação, tentei analisar, no último post, a tendência de acirramento no discurso tanto de eleitores petistas quanto de tucanos nesta segunda fase da eleição. Escrevi, e mantenho, que o esforço para dividir o “campo inimigo” entre petralhas e tucanalhas era parte de uma politização de arquibancada, redutora do espaço para o diálogo e da assimilação do contraditório. Este era (é) um ponto. 
Não significa que os projetos se equivalem ou que as ofensas sejam distribuídas de maneira equitativa. Apenas que, quando se manifestam, criam o campo propício para o ódio recíproco. E eliminam qualquer exame de consciência ou autocrítica, mutilados durante os picos de polarização. 
Um dos elementos deste acirramento, de fato, tem como origem o antipetismo, um fenômeno tão difuso quanto complexo. Da mesma forma como existem muitos PTs dentro do PT, de Olívio Dutra a Cândido Vacarezza, de Eduardo Suplicy a Agnelo Queiroz, existem muitos antipetismos dentro do antipetismo. Erra quem pensa que ele é apenas um fenômeno de uma elite egoísta e incapaz de aceitar a ascensão, no país, de grupos historicamente marginalizados. É também, mas não só. Se o fosse, não haveria explicação, por exemplo, para o discurso anti-PT que se assentou em representantes das classes populares. Há banqueiros que rejeitam o PT, mas há também motoboys, faxineiros, taxistas e porteiros. E isso só mostra que a questão é mais complexa do que apenas o abismo histórico entre as classes.
A reação difundida, e aparentemente reforçada em 2014, é explicada, em parte, pelo esgotamento do atual modelo de desenvolvimento e pelo alegado cansado em relação aos episódios de corrupção envolvendo o atual governo.
Em condições normais, quando os ventos da economia não são tão favoráveis, o apelo por mudanças passa a ser replicado e direcionado à figura do grupo no poder. Entre 1998 e 2002, quando a economia patinava, Fernando Henrique Cardoso também encarnava os males do país. Era o culpado tanto pela política macroeconômica quanto pela gripe, pelo calor, pelos calos, cravos e espinhas dos eleitores. Com uma diferença: a grita era contra ele, figura pública, e não contra o PSDB, seu partido. Da mesma forma havia o anti-malufismo, e não o anti-PPB (hoje PP), o anti-brizolismo, e não o anti-PDT, o anti-carlismo, e não o anti-PFL (hoje DEM). 
Com o PT é diferente: com a exceção, talvez, de Lula, o apoio ou ojeriza ao partido vem sempre antes de seus representantes. Por quê? Porque é o partido mais conhecido, mais organizado, mais falado e, ainda hoje, mais temido por sua capacidade de mobilização popular, ainda que menor em relação a outros tempos. 
Parte dessa dimensão é explicada pela própria origem da legenda. Surgido do anseio de movimentos populares no fim da ditadura, o PT se distingue por ter tomado impulso nas comunidades eclesiais de base, nos sindicatos e nas universidades, e não em fragmentos de bolo mal repartido dentro da própria burocracia do Estado (o PSDB é uma facção do PMDB; o PSD, uma facção do DEM; o PDT, do antigo PTB, e por aí vai). 
No PT, a imagem do partido é mais forte que as suas lideranças. Estas batem no peito para defender a bandeira. Usam broches com a estrela. Vestem vermelho. Irritam e são irritados, sobretudo com a má vontade da cobertura midiática. E transformam o PT em um partido mais exposto que os demais. Mais exposto, mais falado, mais admirado. E mais odiado, esteja ou não no poder.
Nas rodas de conversa, é comum ouvir eleitores dizendo que jamais votariam, ou que não novamente no PT, após alguma administração considerada desastrosa em sua cidade ou estado. Entretanto, quando a administração desastrosa é conduzida por alguma liderança de outro partido, a crítica se restringe à liderança - muitos nem sequer associam a bronca ao partido. Não se ouve “PMDB nunca mais” ou “Fora PTB”. A grita anti-PSDB existe, mas não está na boca do povo: restringe-se à militância de esquerda.
A força do PT, portanto, é também seu ponto fraco à medida que a população atravessa períodos de desencanto e desânimo com o próprio sistema político. Para quem não gosta de política, o PT é hoje “A” política. A política em sentido pejorativo.
Em ano de eleição, a sigla se torna um alvo preferencial não apenas de quem acompanha o noticiário político e fundamenta seu voto como um contraponto, por exemplo, ao papel do Estado como indutor da economia e da redução das desigualdades, um papel hoje defendido com mais ênfase pelos governos petistas do que por outras bandeiras - para estas, Estado forte se resume a loteamento e a inchaço da máquina pública, o que nem sempre é mentira. Mas o PT não é alvo só de liberais. É alvo também de quem se afasta do debate sob a fumaça da ojeriza à política, aos políticos e a tudo o que vem de Brasília. Os que se dizem desestimulados com a política e passam quatro anos dizendo que todos os políticos são sempre iguais são, muitas vezes, os mesmos que fazem campanha contra o PT em ano eleitoral. Muitos, sem saber exatamente o porquê, reforçam o coro apenas juntando cacos do que ouve aqui e ali sobre “velha política”, “roubalheira”, “quadrilha”.
O que não significa, repito, que a rejeição não tenha fundamento. Mas, como é o partido mais conhecido, mais amado e mais odiado, qualquer erro estratégico ganha dimensão significativa sobre o debate político. Quando os erros se repetem, a gritaria sai do controle. Basta lembrar, por exemplo, que a candidata à reeleição afirmou mais de uma vez que o histórico de seu governo era seu melhor plano de governo, até agora pouco detalhado. Em tempos de acirramento, a autoconfiança pode ser interpretada como mero descompromisso. Ou arrogância. O eleitor, portanto, tem o direito de rejeitá-la, sem necessariamente ser representante da elite ou da vassalagem à elite. (Vale lembrar que, dentro do antipetismo existem, inclusive, ex-petistas. Uma delas por pouco não foi para o segundo turno).
Dito isso, volto ao enunciado inicial: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é o diálogo inviável que a polarização PT x PSDB produziu desde meados dos anos 1990. Outra é a lógica do antipetismo, que ainda precisa ser estudada a fundo.
Outra, muito outra, é a manifestação de ódio produzida, mais uma vez, diante do resultado das urnas. Como já havia acontecido em 2010, o mapa da votação que mostra apoio maciço ao partido no Norte e no Nordeste virou motivo para certos eleitores tirarem do armário o que guardam de pior nos outros dias do ano. Uns retiram o próprio egoísmo e, enclausurados em regiões mais abonadas, passam a defender um estranho pacto social que flutua entre a demofobia e o separatismo: “os pobres que se lasquem”. É o primeiro passo para achincalhar os moradores do Nordeste e os beneficiários de programas sociais, como se estes fossem seres autômatos incapazes de dissociar o voto da suposta migalha.
Nesses casos, a manifestação não é resultado apenas antipetismo ou do atavismo político. É resultado da presunção. E essa é antes uma questão de caráter do que de opinião política.



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Comentário s ao texto; Há uma pedra no meio da língua de Aécio de 06/10/2014


Comentário s ao texto; Há uma pedra no meio da língua de Aécio de  06/10/2014



Milton Campanario - 08/10/2014
A dama de ferro não é de forja valeriana. Estamos próximos do Game of Thrones, com uma campanha longe dos programas daqueles que mais precisam, os nossos ribeirinhos e os drogados das esquinas. Há sangue e ódio para todos os lados. Não há neste jogo uma visão para lá da muralha de gelo, onde encontramos os nossos representantes fantasmas que tremem na base se vazar a delação premiada. Esta muralha se rompe. Não há saída para a sociedade brasileira a não ser aprofundar a democracia, radicalmente. Este jogo é pesado e queimou de morte a Marina, um dos melhores quadros humanos e políticos do país que foi atacada como se tivesse "desvio de carater". O PT entregou para a oposição o PV e o PSB. Estranho entregar a campanha a marqueteiros e batedores da ética alheia. Não há espaço nesta estrutura para uma renovação pois o PT virou velho e fazedor da velha política, com alianças que combateram até no novo governador do Maranhão, tudo em defesa de base. Para isto também serviu a aliança de Lula e Collor para eleger o filho do Renan. É de ficar maluco.

Fabio de Araujo - 08/10/2014
Gostaria de responder aos demais comentaristas três fatos que sustentam minhas críticas do último dia 6/out. Ontem, um Procurador da República aceitou a denúncia do PSDB por suposto uso indevido da empresa Correios para favorecer a campanha da candidata Dilma Rousseff e deu prazo de 30 dias ela providencie informações solicitadas. A Associação Nacional dos Profissionais dos Correios emitiu Nota Pública condenando o aparelhamento político da empresa estatal Correios. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso entregou carta ao Juiz Eleitoral do TRE desse Estado denunciando crime eleitoral e ainda afirma que o valor pago , R$ 0,65/postagem, foi inferior em 50% ao valor normal cobrado. Nos meus comentários procuro sempre estar baseado em fatos concretos. Reitero minha visão atual do PT: enquanto esse partido não se renovar e voltar às suas origens, deixar de querer se perpetuar no poder a qualquer preço usando as classes menos favorecidas como baluarte, ao alinhar-se com que há de pior na política brasileira, ele, o partido, vai gradualmente perder eleitores e simpatizantes.

Fabio de Araujo - 08/10/2014
Gostaria de responder aos demais comentaristas três fatos que sustentam minhas críticas do último dia 6/out. Ontem, um Procurador da República aceitou a denúncia do PSDB por suposto uso indevido da empresa Correios para favorecer a campanha da candidata Dilma Rousseff e deu prazo de 30 dias ela providencie informações solicitadas. A Associação Nacional dos Profissionais dos Correios emitiu Nota Pública condenando o aparelhamento político da empresa estatal Correios. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso entregou carta ao Juiz Eleitoral do TRE desse Estado denunciando crime eleitoral e ainda afirma que o valor pago , R$ 0,65/postagem, foi inferior em 50% ao valor normal cobrado. Nos meus comentários procuro sempre estar baseado em fatos concretos. Reitero minha visão atual do PT: enquanto esse partido não se renovar e voltar às suas origens, deixar de querer se perpetuar no poder a qualquer preço usando as classes menos favorecidas como baluarte, ao alinhar-se com que há de pior na política brasileira, ele, o partido, vai gradualmente perder eleitores e simpatizantes.

Robson Silva Distrito Federal - 08/10/2014
Agora que a disputa eleitoral está aberta para que a população tenha clareza do Brasil "elitista" e arrogante dos Aécios consumistas/chantagistas/agiotas e o Brasil que ainda não está na velocidade que ansiamos para fincar pé na democracia, mas mais enroscado num imediatismo de décadas de manipulação e chantagens dos coronéis do modelo politico brasileiro e universal. Espero, particularmente, que findando este pleito, possamos intensificar movimentos por uma Reforma Politica de fato e direito. Considero esse o maior desafio num próximo mandato de Dilma. Se isso não ocorrer, mesmo com a atual composição recém eleita para o Congresso que bloqueará a todo custo, bem no jargão nacional, a vaca vai mesmo com presépio e tudo de vez para o brejo.

Paulo Cesar de Paiva - 07/10/2014
Alguém explica para o Fábio, que quando a gente põe uma carta no correio e paga por ela, não se comete nenhum ilícito, da mesma forma a correspondência do Aécio e da Marina, devidamente pagas (não sei por quem), mas pagas também foram entregues. 

Quer que eu desenhe Fábio?

Fábio L. - 07/10/2014
A direita é cruel; a esquerda é ingênua. Afirmação, inclusive, feita pelo prefeito Fernando Haddad durante uma entrevista no Estúdio Fluxo.



Infelizmente, a afirmação sobre a ingenuidade da esquerda é uma verdade. É muito válido lembrar à quem acompanhou os debates eleitorais que verdades sobre Aécio e PSDB não impactaram em nada em suas campanhas. E, nesse sentido, é mais do que justo prever que não haverá efeito algum no eleitor saber ou não da derrota de Aécio em Minas. 



Quero dizer, que diferença isso irá fazer para o eleitor de direita? A meu ver, nenhuma. Para estes, essa derrota de Aécio em seu estado pode ter suas explicações e a instrumentalização dessa derrota em favor do PT pode simplesmente soar como mais "cheiro de esquerdismo sujo, corrupto e petista". 



Você vê, pouco vale a verdade e a coerência aqui. A direita não joga limpo e não vai se deixar abater por uma derrota dessa - mesmo sendo inegavelmente importante - já que considera o desempenho de Aécio na reta final do primeiro turno um "grande mérito e orgulho nacional". Em poucas palavras: não importa. E ainda pior: "petistas mentem". Muita gente não acompanhou a apuração dos votos e nem se preocupará em averiguar se, de fato, houve uma "derrota mineira" para o candidato do PSDB. Tanto faz o que vão dizer os "esquerdistas desonestos e corruptos" sobre a "direita correta e íntegra". Afinal, de que adiantou todos os esforços de Luciana Genro (PSOL) em desmascarar e expor parte dos escândalos do PSDB nos debates? Serviu muito mais para reafirmar o ódio à esquerda do que para reanimar o bom-senso do eleitor.



Ademais, não podemos esquecer jamais das constantes afirmações cínicas de Aécio e Alckmin nessa disputa. "Eu não vendi nada", disse Aécio sobre a proposta de privatizar a Petrobras anos atrás; "Não está faltando água em São Paulo", disse Alckmin sobre a crise hídrica atual. E o que prevaleceu? A mentira como resposta ou a verdade em forma de denúncia? A mentira. Perguntem-se o porquê disso e, finalmente, entenderão as razões pelos quais os eleitores irão votar em Aécio mesmo após revelarem sua derrota em Minas.



Nenhuma verdade sobre Aécio e PSDB trará impacto para suas campanhas ou será relevante para os eleitores, pois eles negarão tudo, assim como já o fizeram. E, mais uma vez, o que será tratado como joio serão as mentiras da direita.



O conhecido e chamado anti-petismo é, na verdade, um verdadeiro "anti-esquerdismo" que atribuí todos os piores elementos e características possíveis às bandeiras vermelhas, independentes de serem coerentes ou não e independentes de serem do PT ou não. 



Boa sorte para nós.

Fábio L. - 07/10/2014
A direita é cruel; a esquerda é ingênua. Afirmação, inclusive, feita pelo prefeito Fernando Haddad durante uma entrevista no Estúdio Fluxo.



Infelizmente, a afirmação sobre a ingenuidade da esquerda é uma verdade. É muito válido lembrar à quem acompanhou os debates eleitorais que verdades sobre Aécio e PSDB não impactaram em nada em suas campanhas. E, nesse sentido, é mais do que justo prever que não haverá efeito algum no eleitor saber ou não da derrota de Aécio em Minas. 



Quero dizer, que diferença isso irá fazer para o eleitor de direita? A meu ver, nenhuma. Para estes, essa derrota de Aécio em seu estado pode ter suas explicações e a instrumentalização dessa derrota em favor do PT pode simplesmente soar como mais "cheiro de esquerdismo sujo, corrupto e petista". 



Você vê, pouco vale a verdade e a coerência aqui. A direita não joga limpo e não vai se deixar abater por uma derrota dessa - mesmo sendo inegavelmente importante - já que considera o desempenho de Aécio na reta final do primeiro turno um "grande mérito e orgulho nacional". Em poucas palavras: não importa. E ainda pior: "petistas mentem". Muita gente não acompanhou a apuração dos votos e nem se preocupará em averiguar se, de fato, houve uma "derrota mineira" para o candidato do PSDB. Tanto faz o que vão dizer os "esquerdistas desonestos e corruptos" sobre a "direita correta e íntegra". Afinal, de que adiantou todos os esforços de Luciana Genro (PSOL) em desmascarar e expor parte dos escândalos do PSDB nos debates? Serviu muito mais para reafirmar o ódio à esquerda do que para reanimar o bom-senso do eleitor.



Ademais, não podemos esquecer jamais das constantes afirmações cínicas de Aécio e Alckmin nessa disputa. "Eu não vendi nada", disse Aécio sobre a proposta de privatizar a Petrobras anos atrás; "Não está faltando água em São Paulo", disse Alckmin sobre a crise hídrica atual. E o que prevaleceu? A mentira como resposta ou a verdade em forma de denúncia? A mentira. Perguntem-se o porquê disso e, finalmente, entenderão as razões pelos quais os eleitores irão votar em Aécio mesmo após revelarem sua derrota em Minas.



Nenhuma verdade sobre Aécio e PSDB trará impacto para suas campanhas ou será relevante para os eleitores, pois eles negarão tudo, assim como já o fizeram. E, mais uma vez, o que será tratado como joio serão as mentiras da direita.



O conhecido e chamado anti-petismo é, na verdade, um verdadeiro "anti-esquerdismo" que atribuí todos os piores elementos e características possíveis às bandeiras vermelhas, independentes de serem coerentes ou não e independentes de serem do PT ou não. 



Boa sorte para nós.

roberto danunzio - 07/10/2014
"Avanço da igualdade, salto na infraestrutura, impulso industrializante do pré-sal e reforma política com democracia participativa". Notou, leitor, como Saul Leblon, igual aos manipuladores do PIG, tenta impor a pauta dele como se fosse a sua, como se fosse a única pauta possível? Então, tudo o que foge deste quadro proposto, foi para o ralo do impossível, virou utopia? E aquela história de que o PSDB estava no CTI como o DEM? Quem vive cantando de galo vai repensar, por um acaso, suas posturas? O PT vai ter que parar para pensar que o milhão e meio de votos que foram para Luciana Genro pode decidir esta eleição, viu? Se não atentarem para este detalhe, pode ser fatal. Agora se quiserem conquistar o eleitor de Luciana Genro, vão ter que ir muito além, neste segundo turno, do que propõe o programa estreito em que Saul Leblon quer engessar suas esperanças, leitor. Fique atento, não se deixe manipular pelos apóstolos do pragmatismo político, os mesmos que podem decretar o fim do projeto Dilma se não se tornarem um pouco mais...sonhadores e combativos. Há teóricos que dizem que os governos do PT foram de conciliação de classes. Não concordo. Para beneficiar certas classes, banqueiros, latifundiários e empreiteiros, o PT vem combatendo sem trégua outras classes: o trabalhador do serviço público, os indígenas e ribeirinhos afetados por grandes obras, os sem terra que viram a reforma agrária estagnar, as minorias sexuais que rendem menos votos que os fiéis das igrejas messiânicas. Se estas pessoas, numerosas, não entrarem no projeto de governo do PT de Dilma e da revista do Saul Leblon, a reeleição da dama de ferro está comprometida. Fiquem espertos, é só uma dica.

arquimedes andrade - 07/10/2014
A disputa será entre Dilma X PIG - partido da imprensa golpista, com o apoio do capital financeiro (capitalismo parasitário). Aécio será apenas um ator /porta voz do atraso, das privatizações, do arrocho, do desemprego e do aumento da violência urbana. E como sempre jogará umas migalhas para a senzala e muito espetáculo midiático. Vamos ter que comparar didaticamente a era tucana X a era Lula -Dilma.

De modo que a população possa escolher o melhor caminho: mudança com políticas públicas inclusivas.

carlos a. nunes - 07/10/2014
Escrevem o que eu já disse aqui no pasquim fuleiro de vocês. Aécio será ELEITO PRESIDENTE enquanto vocês vão passar o resto da vida pontificando bobagens marxistas e fazendo protestinhos pelo RESTO DAS SUAS PATÉTICAS VIDAS. f o r a p t

Marcia Eloy - 07/10/2014
É interessante notar a ignorância do povo em política. Antes do ser humano aparecer, os chipanzés já possuíam líderes e votavam em líderes. O que conseguisse colher mais frutos para o grupo era o escolhido. Desde a primeira civilização há escolha de líderes e hierarquia funcional, em qualquer agrupamento humano ela é existente. Logo não votar, não gostar de política, nem de políticos, me fariam pensar, estas pessoas gostam de que? Gostariam de não ser governadas, gostariam do caos, ou contratariam uma empresa para governar o país?

Orlando F. Filho para carlos a nunes - 07/10/2014
Carlos você deve estar uns 300 séculos atrasado politicamente. A ditadura civil/militar já acabou faz tempo e sujeitos patéticos como vc não tem mais lugar pois veja a diferença entre nós, os esquerdistas patéticos, que permitimos que vc escreva aqui neste "espaço fuleiro". Será que no seu "espaço" nós teríamos voz? Como vc é patétito carlos. Pior, é mal informado pois nem sabe o que o PT fez nestes 12 anos de governo.

Orlando F. Filho para carlos a nunes - 07/10/2014
Carlos você deve estar uns 300 séculos atrasado politicamente. A ditadura civil/militar já acabou faz tempo e sujeitos patéticos como vc não tem mais lugar pois veja a diferença entre nós, os esquerdistas patéticos, que permitimos que vc escreva aqui neste "espaço fuleiro". Será que no seu "espaço" nós teríamos voz? Como vc é patétito carlos. Pior, é mal informado pois nem sabe o que o PT fez nestes 12 anos de governo.

Francisco C Pires - 07/10/2014
Oh Fábio de Araújo:



vc. parece que é um leitor e eleitor "alienado". Descupe-me, mais o Saul Leblon, quis dizer (para um bom entendedor, meias palavras é o bastante) ser uma "vergonha" para o candidato Tucano Aécio pó, que se propõe em "consertar o Brasil" de dimensão continental, o que ele não pode fazer ou melhor deixou de fazer em seu estado natal, de dimensão menor... e por isso ele foi derrotado no seu próprio estado... não importa o tamanho da diferença !



Se elle fosse bom como o próprio diz, tal diferença deveria ser em prol do mesmo, não importa o tamanho da diferença !



Carlos Alberto de Sousa Cardoso - 06/10/2014
O problema do PT é que só lembra de seus verdadeiros aliado na hora em que a corda aperta o pescoço. Pois, podemos observar na forma que Dilma tratou os professores universitários em seu mandato. Chamou o tal de PROIFES, fez acordos com esse ajuntamento e esqueceu que a grande maioria dos docentes das Federais não se sente representada por esses "sindicalistas" pelegos, traidores da categoria. Assim, não dialoga com que lhe deu apoio na última eleição. Será que agora Dilma e o PT vão mudar essas posturas? Vão respeitar os servidores públicos? Vão respeitar os movimentos sociais e não cooptá-los? Irei votar em Dilma, pois o psdb destruiu as Universidades Publicas quando governou, lembro muito bem o que Paulo Renato falava da Federais. Mas, espero que o PT Dilma vejam quem os apoia de fato e não permita que o futuro Ministro da Educação nos trate como Mercadante nos tratou, sem o menor respeito.

Maria Amelia Silva Silveira - 06/10/2014
Sem querer ser atrevida, mas sendo, gostaria de acrescentar ao texto que, na realidade, o Aécio governou MG, por direito, oito anos(2002 / 2010), e, de fato, mais quatro anos. O Anastasia só fazia o que ele determinava. Aliás, eu diria, sem medo de errar, que seu governo era uma verdadeira ditadura! Ele cooptou juízes, promotores, procuradores, PF,mídias, TCE,etc.Este último sempre aprova suas contas irregulares! Nenhuma investigação contra ele ou seus pares vai adiante. Lembram-se do mensalão mineiro? Mais antigo que o dos petistas condenados sem provas materiais!De todos os acusados, só restou o Azeredo. Assim mesmo, continua livrinho, e, por certo, estão esperando que complete setenta anos para encerrar o processo. Quem está com o Aécio tem todas as regalias, mesmo que atropele as leis. Mas coitado de quem o enfrenta, mesmo falando só a verdade!!

Orlando F. Filho - 06/10/2014
Sim, o segundo turno será duro mas temos que colocar na balança que Dilma terá mais tempo de dizer, por exemplo, que o programa Bolsa Família ajudou a diminuir a desnutrição infantil. Vejam que coincidência: Hoje na rádio band fm(sp) a "Fundação Salve the Children" da ABRINC(associação dos fabricantes de brinquedos...) esta associação colocou uma chamada assim: "No Brasil, mais de três milhões de crianças estão fora da escola. Isto significa toda a população do Uruguai. A fundação abrinc salve the children colabora...blá..blá...blá. Isso é bem subliminar não? Algumas pessoas que ouviram, o que pensaram? "Isso é culpa da Dilma..." E tem outra no mesmo contexto que agora não lembro. E nesta página, de novo, as pessoas citam fatos(caso dos correios) que nem sequer foram comprovados. Eu já trabalhei nos correios e existe um serviço chamado mala direta, que aceita apenas impressos para envio e isto significa que esses impressos são apenas etiquetados pela empresa e enviados à mostra, isto é, sem envelopamento e por isso os correios só aceitam contratos que envolvem envio de milhões de impressos. Os carteiros caso tenham jogado as correspondências fora, não foi por escolha política. Isto sempre aconteceu nos correios e a empresa tem um boletim interno que publica as punições e caso alguém consiga algum, verá que vários carteiros são punidos por jogarem correspondências nos bueiros. Portanto, sr. Fábio Araújo, dizer que Dilma ganhou por isso é tão ridículo que só perdi meu tempo com seu comentário idiota para esclarecer aos outros leitores como funcionam os serviços dos correios, que, aliás, estão entre os melhores do mundo.

decio carvalho - 06/10/2014
PQ a Dilma ficou em 3º lugar no Distrito Federal ?

Renato L. Martinelli - 06/10/2014
O articulista, como sempre conciso e objetivo.

A expressão do apoio eleitoral, o voto, necessariamente deve ser crítico.

Vamos lá, vamos votar e depois vamos cobrar.

Biasi Torres de Almeida - 06/10/2014
Difícil explicar também o caso dos correios, o monte de obras que a Dilma fez em Minas em relação aos outros estados( que por sinal estão em grande parte com o pagamento atrasado em mais de 4 meses) e o fato da Dilma ter perdido no Distrito Federal onde trabalha a tanto tempo se não me perco a memória 12 anos. Ou seja, se ela não satisfez as necessidades nem das pessoas a volta dela como pode satisfazer o país. A verdade é que sem o bolsa voto...... ops corrigindo família, ela não é nada.

REGINA GONÇALVES FONTES - 06/10/2014
Saul, o que me preocupa é o parlamento. Como é que a Dilma vai conseguir governar com esse parlamento?

wendel Anastacio - 06/10/2014
Vamos galera, agora é pra valer !!!!

Vamos varrer esta raça por mais 20 anos!!!!!

Pé na rua e com a nossa militância petista, iremos dar um banho nestes entreguistas que querem voltar ao governo para satisfazer os caprichos do mercado e saquear nosso pais novamente!!!

Fora PSDB !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sergio Martins Pinto - 06/10/2014
Desse processo todo, estranho apenas o seguinte:

- todos os institutos de pesquisa erraram na intenção de voto do Aécio, dando-lhe em torno de 22 a 25%, quando na a apuração ele teve 35%,

- todos os institutos de pesquisa acertaram na intenção de voto da Marina, que teve 21%,

- a urna eletrônica, na qual votei, que teve um comportamento diferente quando votei para presidente.

Fausto Neves Ribeiro da Silva - 06/10/2014
Aécio é tão Neves quanto eu. O que mais me incomoda é esse falso senão impossível "tancredismo" de que ele se reveste. Ele será sempre incapaz de emular Tancredo. Falta-lhe tudo pra tanto.

Lembro Ciro Gomes que diria de Aécio que ele é um "Fernando Henrique boy"

Edouard Mekhalian - 06/10/2014
Fabio de Araujo - não houve qq irregularidade nos Correios em MG. O Presidente dos Correios está para entrar com processo contra o PSDB/Aécio por injúria e difamação. Todos os despachos enviados aos Correios em MG pelo PSDB foram enviados, há provas cabais do serviço prestado. O PSDB e o Aécio são grandes mentirosos e ainda protegidos pela grande mídia familiar que domina os meios de comunicação brasileiros.

Ronan Melo Silva - 06/10/2014
Concordo plenamente com o "post" abaixo, do Sr. Carlos Alberto de Sousa Cardoso, pois o PT vem sendo avisado, desde janeiro/2003, pela militância e por simpatizantes do risco de abandonar o debate e a construção de um projeto popular com as bases (movimentos sociais, sindicatos etc.) e se tornar um partido de gabinetes. Nada de regulação da mídia, nada de reforma tributária, nada de reforma política, nada de reforma agrária. Dilma se encastelou no Alvorada e aceitou ser acuada pela mídia e seus urubus. Deu as costas para os movimentos sociais. Agora, Dilma, Lula e o PT pagam caro por suas escolhas, ou omissões, e nós, a militância, é que temos que "arregaçar as mangas" e correr atrás de uma vitória que poderia ter sido muito fácil se tivessem nos ouvido lá atrás e não cometessem tantos erros. Para que o Brasil não caia no precipício que se avizinha vai ser preciso muita luta. Quem acredita em DEUS que comece a rezar, pois só trabalho humano vai ser pouco! Aécio, aqui em Minas, virou piada. Só paulista compra essa tranqueira!

Lana Porto - 06/10/2014
Quero lembrar a essa escória da política que o povo de minas é maior que isso, e mostramos nossa força. o PSDB é o partido do "cala boca", como já fez na presidencia o sociólogo Fernando Henrique(KKKKKK) Alkimin em São Paulo e Aécio em Minas.... Nunca na história deste país vocês verão investigações nas dependências tucanas. Será porque? Fora de Minas Aécio, prá nunca mais!!!!!

Lana Porto - 06/10/2014
Sou mineira e professora e sabe porque não votamos em Aécio? porque conhecemos muito bem este tipo de político que cala a imprensa de um estado para fazer dele palanque político. Mas não somos bobos o recado está dado, entenda quem quiser!

Vitor Hugo Alencastro da Silva - 06/10/2014
Bom mesmo foi o recado dado pelos eleitores que pensam um pouquinho. 38.797.550 votos nulos, brancos e abstenção, este foi o real recado a classe politica! Nas próximas eleições a coisa pode chegar nos 50, 60 e ate 70% , quero ver estes políticos sobreviver sem o voto, quero ver se a imprensa não vai discutir este imenso recado dado nas urnas , mas que a imprensa da esquerda a direita se nega a analisar. Puro medo! Medo de que os eleitores por fim , começaram a quebrar paradigmas , e descobriram outra maneira de se expressar, que não seja o voto de protesto em outro candidato , tão ruim como o um! Parabéns aos 38 milhões de eleitores .

marco antonio lahr moura - 06/10/2014
Chegou a hora da militância voltar às ruas, coisa que aqui no Rio de Janeiro foi esquecida. Precisamos de mais apoio, não podemos prescindir da militância.

Marialba Corte Restitutti - 06/10/2014
" to be cult for to be free"

(José Martí)

Fabio de Araujo - 06/10/2014
A diferença na quantidade de votos a favor da candidata Dilma Rousseff não foi tão expressiva, como o sr Saul Leblon quer fazer crer e só foi maior do que de Aécio Neves porque houve utilização irregular, para não dizer prática de crime eleitoral, da empresa estatal Correios para favorecer a campanha da candidata do ex-presidente Lula. O resultado está aí, no total Dilma Rousseff obteve 43 mm de votos no Brasil, abaixo do que os líderes do partido esperavam.

Tiago Moreira - 06/10/2014
Caros, acho que há uma informação bem equivocada no texto, no seguinte trecho: "(...) a vantagem que Dilma leva agora para o 2º turno (41,5% x 33,5%, oito pontos e cerca de oito milhões de votos) é muito semelhante à dianteira relativa e absoluta que carregou contra Serra, em 2010 (48% x 40%)".



Em 2010, a vantagem de Dilma para Serra na apuração do primeiro turno era bem maior, de 46,91% para 32,61% - 14,3 pontos percentuais, e 14,5 milhões de votos de diferença!



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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Há uma pedra no meio da língua de Aécio - CARTA MAIOR - SAUL LEBLON



06/10/2014 00:00 - Copyleft

Há uma pedra no meio da língua de Aécio

Minas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio. Quanto mais ele ataca Dilma e o PT, mais complicado fica explicar a derrota no seu estado.

por: Saul Leblon 

Arquivo

Aécio Neves festejou a virada sobre Marina Silva, cujo encolhimento franqueou ao tucano a vaga de adversário de Dilma Rousseff no 2º turno da eleição presidencial deste ano.

A virada sobre a candidata do PSB, de fato expressiva (pesquisas de véspera davam a Aécio 21% das intenções de voto e ele chegou a 33,5%), precisa ser qualificada para não ser subestimada, nem mistificada.

Aécio cresceu menos por seus méritos, mais pela polaridade estabelecida entre Marina e Dilma, que praticamente monopolizaram o primeiro turno.

Se o embate entre as duas deixou a candidatura tucana no limbo por um período, contribuiu também para preservá-la de um escrutínio mais duro de propostas e dissecação histórica.

À medida  em que Marina perdeu o magnetismo inicial, setores que a apoiavam migraram em debandada de volta a Aécio, que arrebanhou, ademais, os votos temerosos de uma vitória de Dilma no primeiro turno.

Isso ficou nítido na votação significativa do tucano no quartel-general do conservadorismo brasileiro: no estado de São Paulo ele obteve mais de 10 milhões de votos, contra 5,9 milhões de Dilma.

Mesmo assim, a  vantagem que Dilma leva agora para o 2º turno (41,5% x 33,5%, oito pontos), embora inferior a de 2010 quando fez 47% contra  32,6% de Serra,  representa oito milhões de votos de dianteira. Em 2010 foram 14 milhões de votos (*).
Se é óbvio que desfrutará do apoio uníssono do jornalismo isento,  tucano não disporá mais do abrigo de ostracismo agora que personifica o polo antagônico do projeto de construção de uma democracia social no Brasil.

Não só.

Será difícil para quem se propõe a ‘consertar o país’, explicar por que os eleitores do seu estado natal, que vivenciaram essa habilidade  ao longo de dois mandatos sucessivos do candidato, rechaçaram solenemente a sua continuidade neste domingo.

Aécio foi duplamente derrotado em Minas Gerais.

Não qualquer dupla derrota.

O candidato do ex-governador foi derrotado logo no primeiro turno da disputa estadual; não por uma margem estreita, mas por 52% contra 43%. E não por qualquer adversário: pelo PT.

O mesmo partido que ele acusa de haver demolido o Brasil e assaltado a Petrobrás.

Minas tornou-se a pedra no meio da língua de Aécio.

Quanto mais ele ataca o PT, mais complicado fica explicar a sua derrota em Minas.

Como um partido tão ruim foi capaz de derrotar um ciclo tão bom de administrações comandadas por ele?

E para que não haja qualquer tentativa de confundir a derrota emblemática com questões locais, Minas enviou um segundo torpedo ao Brasil.

Embrulhado no ditado ‘só quem não conhece que te compra’, deu a Dilma 43,46% dos votos, contra 39,77% para Aécio Neves.

Nada disso deve ser confundido com otimismo ingênuo diante da virulenta batalha do 2º turno que começa nesta 2ª feira.

Mas é preciso qualificar o adversário que o conservadorismo tentará vender nos próximos dias  com o mesmo celofane da ‘unanimidade mudancista’, com que revestiu Marina Silva, quando ela chegou a ostentar 10 pontos de vantagem no 2º turno sobre Dilma (50% a 40%).

Despida a mística do proficiente governador chega-se ao núcleo duro da disputa, aquilo que realmente importa e está em jogo.

Serão três semanas de confronto duro entre dois projetos de país e duas estratégias de enfrentamento da crise mundial, que está longe de acabar.

Uma, preconiza desarmar a sociedade e amesquinhar o  Estado. Liberado o campo  –de que faz parte derrotar o PT--  entrega-se a economia à lógica do arrocho, esfarelando direitos, empregos, renda e soberania, para dessa forma canalizar riqueza aos mercados encarregados de reordenar  o país, a economia e os pilares do crescimento.

É a mesma lógica da ‘contração expansiva’ (contração dos de baixo para abrir caminho à expansão dos do alto) aplicada na Europa há quatro anos, com os resultados sabidos.

A outra estratégia envolve uma obstinada negociação política das linhas de passagem para um novo ciclo de desenvolvimento.

Ancora-se em quatro patas: avanço da igualdade, salto na infraestrutura, impulso industrializantes do pré-sal e reforma política com democracia participativa.

Nessa repactuação  de metas, prazos, concessões, sacrifícios, ganhos e salvaguardas, a voz dos mercados não poderá sem impor, nem abafar a da sociedade, que para isso requisita  canais adicionais que a vocalizem.

Esse é o jogo, cujo segundo tempo começa agora.

Como diz Lula, não é o tipo do jogo que se ganha em gabinetes.

Mãos à obra.

E pés nas ruas.
(*) Dados sobre totais de votos de 2010 retificados em 06/10 , às 12:57

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MCM: chance de Dilma vencer aumenta de 40% para 50%




MCM: chance de Dilma vencer aumenta de 40% para 50%
Por Mayara Bagio | Arena do Pavini – qua, 1 de out de 2014 16:46 BRT
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MCM: chance de Dilma vencer aumenta de 40% para 50%


As chances da petista Dilma Rousseff se reeleger em 2015 aumentaram de 40% para 50%, segundo relatório da consultoria MCM.
Após análise realizada em julho pelos consultores, que considerava bons resultados por parte da oposição e 60% de chance da presidente não conseguir vencer a corrida eleitoral, a MCM informou que a força de Marina Silva, do PSB, nestas eleições não tem persistido.
Neste cenário, a consultoria trabalhará com a reeleição de Dilma ou a vitória de Marina na proporção de 50% a 50%. A revisão dessa situação só será feita pelos consultores em 6 de outubro, um dia após as votações do primeiro turno.
De acordo com relatório, as últimas semanas têm indicado uma “direção mais firme” a uma nova gestão do PT. “A qualidade e o volume da propaganda petista no rádio e na televisão, a solidez do voto dilmista entre os eleitores mais pobres, as vantagens inerentes a quem disputa a reeleição dispondo do controle do poder federal, e a força das máquinas partidárias petistas e, em segundo plano, peemedebista, estão provando ser poderosos fatores de sustentação e impulsão da candidatura governista”, diz trecho do relatório.
Tucano não levantou voo
O tucano Aécio Neves, do PSDB, só aparece na análise da MCM antes de Marina despontar como líder da oposição. A esperança era de que Aécio Neves se beneficiasse pelas expressivas votações do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais e pela rejeição ao PT.
Há um mês, Marina estava empatada com Dilma no 1º turno, com 20 pontos de vantagem sobre Aécio. Na última sexta-feira, o Datafolha apontou que Dilma passou de 37% para 40% dos votos no primeiro turno. Marina caiu de 30% para 27% e Aécio Neves subiu de 17% para 18%.

VEM PRA URNA - DANIELA MERCURY






sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Citibank reduz estimativa de crescimento global e aposta em Marina na Presidência


Citibank reduz estimativa de crescimento global e aposta em Marina na Presidência

O Citibank reduziu a estimativa para o crescimento do PIB global em 2014, de 2,81% para 2,80%. Neste ano, o Citi já reduziu em 0,5 ponto percentual a estimativa, conforme relatório divulgado pelo banco. Para 2015, a alta esperada pelo banco é de 3,3%.
O banco destaca que promoveu neste mês reduções expressivas nas projeções de crescimento para vários países, entre eles Argentina, Brasil, China, Dinamarca, Japão, Romênia, Rússia, África do Sul e Suíça. A queda foi compensada pela revisão para cima da estimativa de crescimento americano neste ano e no próximo.
Brasil
Na análise do cenário brasileiro, o Citibank aponta um aumento da popularidade da candidata Marina Silva, do PSB, ante seu antigo aliado, Eduardo Campos, o que deve garantir sua vitória no segundo turno da eleição presidencial, dia 26 de outubro. Com Marina na Presidência, é esperada a implementação de mais políticas econômicas pró-mercado, o que deve permitir um crescimento de 1% do PIB em 2015. Neste ano, porém, o banco reviu para baixo a estimativa de crescimento, de 0,5% para 0,1% agora.
A inflação deve ficar em 6,4% neste ano e subir para 6,8% em 2015, de acordo com o IPCA, estima Marcelo Kfoury, economista do Citibank. O juro básico subiria mais um ponto, para 12% ao ano, voltando a 11% no segundo semestre.
Na área fiscal, a equipe manteve sua visão de que o superávit primário alcançará 1,0% do PIB no final de 2014 e um déficit em conta corrente que deve se estabilizar em um nível ligeiramente abaixo de 4% do PIB, com uma depreciação da moeda no médio e longo prazos.
China, comércio e Europa
Os analistas também indicam uma permanência da preocupação envolvendo a China e seu potencial de crescimento no médio prazo, além de uma provável lentidão do comércio mundial.
Na Europa, apesar do “não” escocês, os movimentos de independência política devem continuar com forte potencial. No curtíssimo prazo, a Catalunha prepara um referendo para tratar do tema no início de novembro.

Festa Junina