domingo, 7 de dezembro de 2014

Aécio inicia processo para atualizar programa partidário - O GLOBO - 07/12/2014


O GLOBO - GLOBO.COM - G1

Aécio inicia processo para atualizar programa partidário
O objetivo é manter a mobilização dos jovens e incluir temas como a sustentabilidade
POR JÚNIA GAMA
07/12/2014 7:00 / ATUALIZADO 07/12/2014 8:38



BRASÍLIA - De olho nos novos segmentos da população que se uniram à oposição nas eleições deste ano, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), comandará nos próximos meses uma atualização do programa partidário tucano. O objetivo é tentar manter mobilizados jovens e demais eleitores que participaram ativamente da última campanha.
Segundo o tucano, o foco é o eleitorado que estava afastado da vida política mas que, desde junho de 2013, foi às ruas para reclamar mudanças na condução do governo. Como parte significativa dessa população aderiu à oposição, a ideia é oferecer uma estrutura de participação mais atraente para mantê-la ativa.
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O senador quer apresentar na próxima convenção do PSDB, que ocorre em maio de 2015, o novo programa do partido, um texto que incorpore temas sensíveis a esse eleitorado.
- Vamos discutir a atualização do nosso programa para incluir novos temas, como a sustentabilidade, e confirmar teses mais liberais na economia. O PSDB saiu muito renovado desta eleição, e o campo contrário saiu com cara de coisa velha. Acreditamos em um partido renovado e impulsionado por uma nova militância - afirmou Aécio.
O partido está estimulando o que é considerado um fato novo nas fileiras tucanas: o alistamento de estudantes para o comando de diretórios acadêmicos em universidades, espaço que tradicionalmente foi ocupado pelos partidos mais à esquerda. Essa militância que está sendo formada deverá ter participação na atualização do programa tucano.
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O presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana, afirma que é preciso "dinamizar" a vida partidária para que cresça o interesse da juventude.
- Queremos definir no programa o que seria a nova política, compatível com a sociedade contemporânea, que é ligada nas redes sociais e mais participativa. É preciso modernizar essa estética antiga do discurso unilateral, gritado, para um estilo de retórica e relacionamento mais atual. Assim vamos estar sintonizados com a juventude - afirma.
As reuniões para definir essa "nova agenda" devem se intensificar no ano que vem. Mas, nas próximas semanas, Aécio iniciará conversas sobre a proposta.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-inicia-processo-para-atualizar-programa-partidario-14762017#ixzz3PfsSb1Ay
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sábado, 6 de dezembro de 2014

Ato em São Paulo reúne protestos contra Dilma, os desvios na Petrobras e a votação da meta fiscal - O Globo


Ato em São Paulo reúne protestos contra Dilma, os desvios na Petrobras e a votação da meta fiscal
Segundo a Polícia Militar, 8 mil pessoas caminharam na Avenida Paulista durante a manifestação
POR ANA PAULA RIBEIRO
06/12/2014 15:42 / ATUALIZADO 06/12/2014 20:37


Manifestantes saíram do Masp em direção a praça Roosevelt, no Centron de SP - Miguel Schincariol / AFP

SÃO PAULO — Milhares de pessoas participaram de uma manifestação contra o governo Dilma, as denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras e a flexibilização da Lei de Diretrizes e Orçamentárias neste sábado, em São Paulo. Segundo estimativa da PM, o protesto reuniu cerca de oito mil manifestantes. O ato foi organizado pelos movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre e teve apoio de políticos de oposição na convocação.
A caminhada começou no Masp, na Avenida Paulista, e seguiu até a Praça Roosevelt. O senador José Serra (PSDB) discursou ao final do protesto. Para Serra, o ato deste sábado fortalece a democracia e a cobrança sobre os políticos. O senador aproveitou para pedir paciência aos opositores caso as mudanças não aconteçam.
— As coisas não vão se resolver em uma semana, um mês ou um ano. Mas precisamos estar prontos para o imprevisto, para o improvável. Não há história sem fatos inesperados — disse ele, sem especificar o que seriam 'fatos inesperados'.


O senador eleito por São Paulo José Serra discursou em cima de um caminhão - Fernando Donasci / Agência O Globo
Já o senador Aécio Neves (PSDB), que gravou vídeo convocando para o ato, não compareceu. Na página oficial do senador no facebook, uma foto da manifestação foi postada.
As reivindicações do presentes ao ato se dividem em duas. De um lado está os que pedem intervenção militar no país. Do outro, concentram-se pessoas que protestam contra a corrupção na Petrobras e as mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
— Queremos a apuração das denúncias de corrupção na Petrobras, somos contra a aprovação da flexibilização da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e queremos divulgar o voto distrital — afirmou Rogério Chequer, um dos organizadores do Vem Pra Rua.
Ele acrescentou ainda que, nesse momento, o movimento não defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar disso, uma série de participantes estava com bandeiras ou camisetas com a frase "Fora Dilma".


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/ato-em-sao-paulo-reune-protestos-contra-dilma-os-desvios-na-petrobras-a-votacao-da-meta-fiscal-14759749#ixzz3PgF1DgV7
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

AÉCIO NEVES: 30 DIAS


Aécio Neves: 30 dias
Folha SP/Opinião/Tendências e Debates
3011204
Completamos um mês do fim das eleições presidenciais. Tudo o que se viu neste período comprova, na prática, o que a oposição denunciou no processo eleitoral: a grave situação em que o país se encontra.
Além dos prejuízos causados pela má gestão e pela corrupção endêmica, o PT prestou, recentemente, mais dois grandes desserviços ao Brasil. Um na campanha, outro nos dias que se seguiram.
O primeiro, na ânsia de vencer a qualquer custo, o de legitimar a mentira e a difamação como armas do embate político. O segundo, o de contribuir para a perda da credibilidade da atividade política ao fazer, sem qualquer constrangimento, nos dias seguintes à eleição, tudo o que afirmou que não faria.
Como a atividade política é instrumento fundamental da vida democrática, sua desmoralização só interessa aos autoritários, para quem o discurso político não é compromisso, mas encenação que desrespeita e agride a cidadania.
Finda a eleição, a candidata eleita, rapidamente, pôs de lado as determinações do marketing e colocou em prática tudo o que acusou a oposição de pretender fazer.
Fez isso sem dar satisfação à opinião pública. Sem dar explicação sequer a seus próprios eleitores. Os mesmos eleitores que observam, atônitos, a presidente implantar as “medidas impopulares”, que usou como matéria-prima do terrorismo eleitoral contra seus adversários.
Hoje a realidade demonstra que ela concordava com todos os alertas que fiz sobre os problemas enfrentados pelo país, mas entre o respeito à verdade e aos brasileiros, e a insinceridade ditada pela conveniência do marketing, a presidente escolheu o marketing, o que não contribui para engrandecer a sua vitória.
Na campanha, o PT dizia que aumentar os juros tiraria comida da mesa do trabalhador. Três dias depois da eleição, foi justamente isso o que o governo Dilma fez.
No discurso do PT, se eleita, a oposição iria reajustar a gasolina, governar com banqueiros e patrões. Vencida a eleição, o governo anunciou o aumento dos combustíveis e convidou um banqueiro para a Fazenda. Anunciou ainda dois novos ministros: para cuidar da agricultura e da indústria, a dirigente e o ex-dirigente das confederações patronais.
Mesmo conhecendo a realidade, a candidata teve coragem de dizer que a inflação e as contas públicas estavam sob controle. Agora, deparamos com mais um rombo espetacular e manobras inimagináveis para maquiar as obrigações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Surpresos, os brasileiros assistem àquilo que muitos estão chamando de estelionato eleitoral. Tudo isso explica a indignação de milhares de pessoas que vão às ruas e se mantêm mobilizadas nas redes sociais.
São pessoas que se sentem lesadas, mas esse sentimento não tem relação com o resultado eleitoral em si. Processos eleitorais fortalecem a democracia, qualquer que seja o resultado da eleição. Vencer e perder são faces da mesma moeda. As pessoas estão se sentindo lesadas porque os valores que saíram vencedores na disputa envergonham o país.
Além do grave descalabro econômico e administrativo agora revelado, é assustador o que ocorre com a nossa maior empresa. Nos debates, ofereci várias oportunidades para a candidata oficial pedir desculpas aos brasileiros por ter tirado a Petrobras das páginas econômicas e a levado para o noticiário policial.
A situação, desde então, agravou-se de uma maneira jamais imaginada. A Petrobras hoje é um caso de polícia internacional. Não há mais como se desculpar.
Por outro lado, não deixa de ser simbólico o fato de a presidente ter se negado a participar do anúncio dos novos ministros da área econômica. É possível que ela tenha se sentido constrangida por correr o risco de se encontrar com a candidata Dilma Rousseff.
Os últimos 30 dias são uma amostra da situação real do Brasil e do que vem pela frente. E nos mostram por que não podemos nos dispersar.
AÉCIO NEVES, 54, senador por Minas Gerais, foi candidato à Presidência da República pelo PSDB na eleição deste ano




RESPOSTAS SEM BERROS



https://www1.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/MostraMateria.asp?page=&cod=10
Coluna - Janio de Freitas
Folha de S. Paulo - 30/11/2014
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Respostas sem berros
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O "ajuste" de Joaquim Levy não se fará sem mudar os rumos sociais do governo. O que o PT fará diante disso?

As melhores perguntas do momento só podem ter, na hipótese mais otimista, respostas que se limitem a tendências, ainda assim, vagas e fugidias. O que não falta, em comentaristas e no noticiário, são respostas com a pretensão de conhecimento ou de previsões bem refletidas. Especulações e chutes, nada mais. A reviravolta dada por Dilma Rousseff foi tão inesperada e tão extremada que nem a mínima informação segura está disponível na praça. Ou melhor, como convém dizer agora, no mercado.

A pergunta mais repetida: Joaquim Levy terá autonomia ou vai se chocar com as imposições agressivas de Dilma?

Certa vez, ouvi de Mario Henrique Simonsen que suas intenções, quando ministro da Fazenda, com frequência encontravam a divergência do "presidente" Geisel, dado a transformar conversa em discussão. Aos berros. Ia assim a coisa quando, certo dia, Simonsen levantou-se de repente e tomou o rumo da porta. Geisel não entendeu:

"O que é isso? Onde é que você vai?"

"Vou embora. Não posso conversar com o senhor aos berros."

E Geisel, ainda aos berros: "Pois então berra também. Senta aí e berra!"

Em sua passagem pelo Tesouro, Joaquim Levy esteve sempre predisposto a opor-se a gastos desejados por Lula como política social. Aumento real do salário mínimo, por exemplo. Lula é dado a má-criação, mas Levy, ao que consta, defendeu suas posições com todo o comedimento. Era um novato. Hoje tem credenciais, e está elevado a salvador do universo.

Lula não era de dizer "eu quero assim", "quem preside sou eu", expressões que nos últimos anos, diz-se, não foram raras no Planalto. Perguntado, na apresentação preparada para não ter perguntas, Joaquim Levy fez uma afirmação enviesada de que, sim, terá autonomia. Era a resposta obrigatória.

Outra das perguntas: o "ajuste" de Levy não se fará sem mudar os rumos sociais do governo, e como o PT agirá diante disso?

O PT foi um partido de ideia. Resta pouco daquele partido e quase nada da ideia. O governo Lula igualou a conduta partidária dos petistas à dos demais partidos grandes. No governo Dilma, o PT ficou imperceptível, murchou mesmo. O partido do governo foi o PMDB, que se impôs como tal. Não para servir. Para se servir.

São numerosos os focos de indignação com Dilma/Levy. Mas, para o caso de inconformar-se, o PT precisaria refazer sua capacidade de se mobilizar, o que não conseguiu nem para as eleições estadual e presidencial no que era o centro gerador de sua vitalidade, São Paulo. Sem reativar-se, a expressão partidária fica com os parlamentares, que, também reduzidos a políticos convencionais, tendem a jogar por conveniências que ainda não estão claras, entre a acomodação com algum proveito e o medo de desagradar demais o respectivo eleitorado. Mas há também a percepção, embora muito minoritária, de que o partido esboroa e precisa despertar. A tendência predominante, nesse conjunto de hipóteses, não se mostrou ainda.

Mais uma boa pergunta, com elaboração acrescida: os derrotados das três últimas eleições querem retomar o Poder, e a política de Joaquim Levy vai capitalizá-los; e Dilma e o PT, poderão mesmo repetir o primeiro mandato de Lula, cedendo no começo para fazer a festa nos dois anos finais?

O governo Lula foi cercado por conjuntura internacional bastante positiva, estando o seu mérito em aproveitá-la (com Guido Mantega). Hoje, até a fortíssima Alemanha cresce o mesmo 0,1% que o Brasil, com a diferença apenas de que a imprensa de lá não faz disso um escândalo com fins políticos. A recessão abala o Japão, a China está com seu crescimento diminuído. O futuro próximo é incerto.

Além disso, a oposição é comodista e está sem liderança de fato. E o PT acredita que, com ou sem presente de Joaquim Levy para os anos finais de Dilma, Lulalá decide 2018. Mas aí já é a religião lulista, e aprendi que religião não se discute.

https://www1.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/imagens/vazio.gif






EU PERDI A ELEIÇÃO PARA UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DIZ AÉCIO NEVES




Eu perdi a eleição para uma organização criminosa”, diz Aécio Neves

O senador Aécio Neves durante entrevista ao jornalista Roberto D´Ávila - Reprodução






30112014 – 21:00h
BRASÍLIA - O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência derrotado nas eleições de outubro, afirmou que não perdeu nas urnas para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila, da GloboNews, que foi ao ar na noite de sábado.
— Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está — disse o tucano.
Na entrevista, Aécio fez várias outras críticas a Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. Ele afirmou que Dilma se mantém no poder às custas do que classificou como “sordidez” investida contra os oponentes, em especial durante a campanha eleitoral.
— Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Não só eu fui vítima disso. O Eduardo (Campos) foi vítima disso, a Marina (Silva) foi vítima disso e eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará — disse Aécio a Roberto D’Ávila.
Para o tucano, um ataque em campanha eleitoral, com respeito a determinados limites, “faz parte do jogo”. Ele ressaltou que a disputa entre candidatos deve ser de ideias, não de caráter pessoal. O senador lembrou que os embates com a presidente durante a campanha foram duros:
— Eu tinha que ser firme, mas sempre busquei ser respeitoso. Mas, nesses embates, eu representava o sentimento que eu colhia no dia anterior, ou no mesmo dia de manhã, de uma viagem que eu tinha feito por alguma região do Brasil. Eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e também de indignação com tudo isso que aconteceu no Brasil.
A comparação do PT com uma organização criminosa feita por Aécio não caiu bem no partido da presidente. O secretário nacional de Comunicação do partido, José Américo, considerou a declaração irresponsável e típica de quem não sabe se conformar com a derrota na eleição. José Américo disse que não viu a entrevista toda, mas vai pedir ao departamento jurídico do PT para analisar se é o caso de buscar alguma ação na Justiça contra o tucano.
— É desagradável. Aécio mostra que não sabe perder. Não é só um problema político, ele está abalado psicologicamente. A derrota em Minas abalou Aécio porque, ao perder no seu estado, perdeu também a corrida dentro do próprio PSDB. Está em desvantagem na sociedade e no PSDB. E aí faz uma acusação irresponsável desse tipo.
Na mesma entrevista, Aécio alertou para o risco de o Judiciário brasileiro ser politizado pelas indicações que a presidente Dilma fará para tribunais superiores. Ao longo do novo mandato, a petista indicará pelo menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque cinco dos atuais ocupantes das cadeiras completarão 70 anos, limite para a aposentadoria compulsória, até 2018. A outra vaga foi aberta em julho deste ano, quando o ministro Joaquim Barbosa pediu aposentadoria.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PSB CONSIDERA APOIAR MARINA DE NOVO EM 2018...



PSB considera apoiar Marina de novo em 2018, diz herdeiro de Eduardo Campos
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Fernando Rodrigues
Do UOL, em Brasília
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O governador eleito de Pernambuco e um dos líderes emergentes do PSB, Paulo Câmara, 42 anos, afirma que seu partido tem "muitas convergências" com Marina Silva e que é possível reeditar a aliança com a ex-senadora na eleição presidencial daqui a 4 anos. "Em 2018 é muito provável que nós estejamos juntos de alguma forma. Ou ela [Marina] nos apoiando, ou nós apoiando ela", diz.
Em entrevista ao programa "Poder e Política", do UOL, Paulo Câmara diz que o PSB tentará construir alguma candidatura presidencial para 2018 em contraposição à do PT. Nesse projeto, Marina Silva é uma das possibilidades reais, mesmo que ela saia da legenda para fundar oficialmente sua própria agremiação a Rede Sustentabilidade.

Paulo Câmara no Poder e Política



Depois da morte de Eduardo Campos, em 13.ago.2014, Marina assumiu o posto de candidata a presidente pelo PSB neste ano. Uma parte da cúpula do partido não ficou satisfeita, como Carlos Siqueira, que deixou o comando da campanha. Siqueira é agora o presidente nacional do PSB e na 5ª feira (27.nov.2014) voltou a fazer declarações rudes a respeito de Marina. 

"Nunca a consideramos do PSB. Temos visões de mundo e de vida distintas e programáticas e portanto cada um vai seguir seu caminho na hora em que deseja", declarou o pessebista logo depois de o partido concluir uma reunião de sua Comissão Executiva Nacional, em Brasília. Apesar da beligerância de Siqueira, a opinião de Paulo Câmara é diversa. O governador eleito, um dos herdeiros de Eduardo Campos, acredita não haver obstáculos para uma aliança futura nos moldes da que se deu neste ano.

Na reunião de sua direção na 5ª feira, o PSB decidiu que manterá o que chama de "posição de independência" em relação à administração federal de Dilma Rousseff (PT). No segundo turno da disputa presidencial, o comando pessebista já havia apoiado o tucano Aécio Neves.


Só que o PSB tentará evitar ser confundido com o PSDB a partir de agora. "Não vamos ser oposição por ser oposição", declara Paulo Câmara. Na realidade, o governador eleito de Pernambuco pretende estabelecer uma relação de confiança e parceria com o Palácio do Planalto, pois dependerá de Dilma Rousseff para tocar vários projetos no Estado.

Uma demonstração do que significa ser "independente" e não "oposição por oposição" está no posicionamento do PSB sobre a polêmica atual a respeito de meta de superávit do governo. O Palácio do Planalto pretende alterar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) porque não conseguiu conter os gastos neste ano. Os deputados pessebistas são contra. Já os senadores do partido aceitam a proposta dilmista, segundo Paulo Câmara.
Se a LDO não for alterada estaria configurado o crime de responsabilidade de Dilma Rousseff, passível de punição até com um impeachment? O futuro governador de Pernambuco considera essa interpretação "um exagero".

Embora classifique o PSB como partido de esquerda, Paulo Câmara se alinha a alguns pensamentos conservadores. Por exemplo, é contra flexibilizar as leis que tratam de drogas e aborto no Brasil.
Sobre as acusações contra Eduardo Campos no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobras, afirma que todos no PSB serão "incansáveis" na defesa do ex-governador pernambucano.
As referências a Campos foram constantes nesta entrevista ao UOL. Formado em economia e mestre em gestão pública, Paulo Câmara deve sua carreira ao ex-líder do PSB. Auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco, foi nomeado em 2007, aos 35 anos, secretário da Administração na gestão de Campos.
Paulo Câmara era desconhecido dos pernambucanos no início da campanha: tinha apenas 11% de intenção de votos em julho de 2014. Virou a disputa e venceu Armando Monteiro, do PTB, no primeiro turno, com 68% dos votos válidos.
Quando indagado sobre sua futura administração, afirma que continuará a governar como Campos. Instado a citar uma meta, aponta a necessidade de universalizar o ensino em tempo integral em toda a rede de escolas públicas de Pernambuco.
A seguir, trechos da entrevista do governador eleito de Pernambuco, gravada nesta 5ª feira (27.nov.2014) no estúdio do UOL, em Brasília:
A Executiva Nacional do PSB decidiu por uma posição de independência em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff. O que isso significa?
O partido fez uma reflexão dentro da sua nova composição. Fez um processo de escuta com os deputados federais eleitos, com os senadores eleitos e os que vão continuar no mandato. Com os presidentes das Executivas estaduais. Com os novos líderes, como eu, que estou entrando agora na Executiva Nacional, como governador eleito. Esse processo de escuta foi muito rico. Mostrou o caminho que o PSB quer seguir, muito parecido com a decisão em 2013, quando o PSB saiu do governo Dilma. Nós tínhamos representantes, ministros, e do segundo escalão também. Resolvemos naquele momento entregar os cargos. A decisão de não aceitar cargos está mantida.
O PSB é um partido de oposição, portanto?
É um partido que tem um olhar crítico em relação ao que aconteceu nos últimos anos no Brasil. A gente entende que o Brasil poderia ter melhorado muito nos últimos 4 anos e não aconteceu isso. O partido vai tentar contribuir naquilo que acredita, tentando contribuir para o debate nacional.
Qual a diferença da posição do PSB em relação à de partidos como PSDB e o Democratas, que se dizem de oposição? É diferente ou é a mesma coisa?
É diferente. Há pontos que consideramos fundamentais para o Brasil. A partir do momento que o governo sinalizar para avanços nesses pontos... São pontos gerais, como reforma política, reforma do federalismo, mais recursos para a saúde, uma política diferente de segurança e olhar a questão federativa de maneira muito clara e muito transparente. Vamos apoiar o governo naquilo que seja mudança. Vamos analisar ponto a ponto. Não vamos ser a oposição pela oposição. Vamos contribuir para o Brasil, como contribuímos também no governo de Fernando Henrique Cardoso. O PSB foi a favor do Plano Real. Entendíamos que era importante para a estabilização econômica do Brasil. O PSB foi a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal. Vamos analisar cada ponto. Vamos discutir no partido. Vamos ter uma posição realmente de independência.
Vamos a um ponto bem específico. O governo federal, no momento, tenta, no Congresso, alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, para alterar a meta de superávit fiscal para que dessa forma as contas fechem no final do ano. O PSB nesse caso é a favor ou contra?
Do jeito que está o projeto, o partido vai se posicionar, na Câmara dos Deputados, de maneira contrária. No Senado, não. No Senado já há uma defesa de dar um crédito de confiança para o governo nesse momento, mas que espera também que isso não ocorra no futuro.
O governo tem ampla maioria e deve acabar aprovando essa nova lei orçamentária. Mas, se não aprovar, há quem argumente que houve então crime de responsabilidade por parte da presidente. O que o sr. acha?
Temos que aguardar realmente o fechamento dessa votação e o que vai acontecer. O governo ainda teria um mês, se o projeto não for aprovado, para cumprir a meta que está estipulada anteriormente.
E a gente não pode prejulgar. A gente tem que ter uma explicação muito clara do governo: quais foram os motivos que levaram a isso, quais foram as questões que não podiam parar, os gastos que não podiam parar de jeito nenhum.
Se essa explicação for responsável, for transparente, for sincera, eu não vejo por que o partido entrar nessa questão [sobre se houve crime de responsabilidade]. A presidente Dilma acabou de ser reeleita. Temos que respeitar a sua reeleição. Houve uma aprovação muito grande, principalmente das regiões e das classes sociais mais baixas. A gente tem que respeitar e entender que isso é a democracia. Temos que ajudar o governo a governar.
O Brasil tem mais 4 anos com a presidente Dilma. Temos de contribuir para esse país dar certo. O país precisa melhorar muito em muitos aspectos, precisa voltar a crescer, tem um desafio do combate à inflação e tem muita coisa a fazer. As desigualdades sociais persistem, o desemprego tem que cada vez mais ser controlado. É um conjunto de opções. O partido tem que ser muito responsável em relação a essas questões.
Alguns setores da oposição falam claramente que, se a nova lei orçamentária não for aprovada, haveria a configuração do crime de responsabilidade. Alguns setores falam que isso poderia levar ao impeachment da presidente. O sr. considera isso correto ou um exagero?
No momento, sem as explicações oficiais, é um exagero. A gente tem que respeitar realmente as instituições e dar um crédito para o governo se explicar e mostrar realmente o que que houve, o que que aconteceu, e o que vai mudar para frente para que não ocorra novamente.
O candidato a presidente neste ano pelo PSB foi Eduardo Campos. Com a morte dele, assumiu o posto Marina Silva. No segundo turno, o PSB apoiou o tucano Aécio Neves. Em 2018, o sr. diria que o PSB deve trabalhar para ter um candidato próprio, deve trabalhar para apoiar algum candidato de um partido da oposição ou apoiar algum candidato das forças governistas atuais?
Defendo e acredito que hoje a ampla maioria do partido defende que nós tenhamos que recomeçar. Trabalhar nesses próximos 4 anos para a consolidação de uma nova candidatura. Nós apostávamos muito na candidatura do Eduardo. Eduardo se preparou muito para essa candidatura. Fizemos um programa de governo.
O nosso desafio nesses 4 anos até a próxima eleição é mostrar realmente como o PSB pensa, o que o PSB quer fazer diferente, como o PSB pode contribuir para o Brasil. Os governadores têm também um papel muito importante nisso.
São 3 governadores?
São 3 governadores. Sou eu, em Pernambuco; Ricardo Coutinho, na Paraíba, e o Rodrigo Rollemberg aqui no Distrito Federal.
O PSB tem se destacado pelos seus governadores. Eduardo mostrou que é possível fazer muita coisa em favor da população, mesmo com as limitações orçamentárias. Vamos construir um novo projeto. A gente tem a perspectiva de poder apresentar também para o Brasil novamente, em 2018, um projeto e nomes que possam fazer com que o Brasil melhore, que continue avançando.
Mas o PSB caminhará em 2018 alinhado às forças atuais que apoiam a presidente Dilma ou de uma forma independente?
Atualmente, o partido vai caminhar de forma independente. Vai contribuir para o Brasil naquilo que a gente acredita que é importante e tentar criar novas lideranças, novas pessoas que possam ter condições de em 2018 apresentar um projeto –um projeto que já se iniciou em 2014, de avanço para o Brasil, que pense diferente a política, que tenha conceitos de desenvolvimento social e econômico diferente dos atuais.
Além dos 3 governadores do PSB, quem são os líderes que o sr. apontaria de destaque no partido hoje?
Nessa nova geração, incluo o prefeito Geraldo Júlio, do Recife. E temos as lideranças que estão há muito tempo construindo o partido, que ajudaram Eduardo a chegar na sua candidatura.
Temos o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França. Temos o deputado federal que foi candidato a vice-presidente com Marina Silva, Beto Albuquerque (RS). O ex-governador [do Espírito Santo] Renato Casagrande. Temos senadores. O prefeito Márcio Lacerda, de Belo Horizonte. São muitas pessoas.
Existe um herdeiro natural de Eduardo Campos no partido?
Não. Não tem. Eduardo era uma pessoa que estava acima do partido. Já tinha tomado uma dimensão nacional. Eduardo estava num patamar acima. O desafio do partido é construir, dentro de um colegiado, pessoas que possam, juntas, chegar ao mesmo tamanho que Eduardo chegou.
Os integrantes da família de Eduardo Campos, Renata, viúva, e alguns dos filhos, têm interesse em entrar na vida político-partidária-eleitoral?
Tanto Renata como os filhos ainda estão em um processo de recuperação. Não foi fácil tudo o que eles passaram. Mas a gente vê muita vontade de continuar o legado que Eduardo iniciou.
Tenho certeza que a família Campos vai honrar muito o legado que Eduardo deixou e vai contribuir muito com Pernambuco e também com o Brasil. Eduardo formou filhos que com certeza vão ainda dar muito o que falar no futuro próximo.
O PSB em 2018 pode marchar ao lado de Marina Silva na disputa presidencial?
É um exercício de futurologia. Mas temos muitas convergências com Marina. Bem mais convergências do que qualquer tipo de divergência que possa ter ocorrido ao longo desse período.
Marina contribuiu muito também com o partido no período, desde que ela se filiou –porque ela ainda é filiada. Ela tem o respeito de todos nós, da direção, do presidente do partido. Nós queremos inclusive que ela continue no partido, contribuindo com o PSB, contribuindo com o crescimento do partido, com suas ideias, com sua forma de pensar, mas respeitamos muito também a sua posição.
Ela foi muito clara, foi muito transparente, desde o início, de que queria e quer fundar um novo partido, a Rede Sustentabilidade. E tenho certeza que vamos estar ainda conversando muito com Marina, independente da posição partidária que ela tomar, e em 2018 é muito provável que nós estejamos juntos de alguma forma. Ou ela nos apoiando, ou nós apoiando ela. Construindo uma nova alternativa para o Brasil.
É possível a reedição dessa aliança?
É possível, sim. Não vejo nenhum impedimento hoje em relação a isso. Pelo contrário, como disse, temos muita convergência em relação à maneira como a gente pensa o Brasil.
O fato de ele já ser um nome nacionalmente lançado seria uma vantagem?
Também, mas o papel importante é sua forma de pensar, avanços, convergências com o PSB. Nós fizemos o programa de governo juntos, Rede e PSB. É um programa de governo que pensa o Brasil de maneira diferente. O Brasil voltando a crescer, combatendo a inflação, mas tendo políticas inclusivas e de sustentabilidade. E pensar a política de maneira diferente. Marina Silva com certeza vai estar sempre conversando com o PSB, independentemente do destino dela.
Como é a sua relação com Marina?
Tive uma relação ao longo da campanha política, como candidato ao governo de Pernambuco. Primeiro como pré-candidato, depois como candidato. É uma relação de muito diálogo, de muito respeito, de muita transparência.
Falou com ela depois da eleição?
Falei já algumas vezes com ela. Tivemos muitas conversas ao longo do segundo turno. E com certeza esses diálogos vão permanecer.
O PSB hoje pode ser considerado um partido de direita, de centro ou de esquerda?
O PSB é um partido de esquerda. Um partido que tem a questão social como central. Mas um partido que sabe também ver o que está acontecendo no mundo, sabe ver o que precisa avançar e se adaptar aos tempos.
O ex-presidente nacional do PSB Roberto Amaral ficou insatisfeito com a posição do partido no segundo turno da disputa presidencial. Disse que o partido "jogou no lixo" o legado de seus fundadores ao apoiar o tucano Aécio Neves. O que que o sr. acha dessa declaração de Roberto Amaral?
Uma posição pessoal dele. Não é uma posição do partido. O partido, por ampla maioria, decidiu apoiar no segundo turno Aécio Neves por entender que a mudança era necessária naquele momento e havia o compromisso do então candidato Aécio Neves de pontos que eram importantes. Pontos defendidos por Eduardo, defendidos por Marina, de se comprometer também a colocar em prática como presidente da República.
Mas o partido continua o mesmo do tempo de Amaral, continua o mesmo da decisão que tomou quando entregou os cargos no governo da presidente Dilma. O partido, após aquele período eleitoral, voltou a fazer a boa política, a política de buscar o futuro dentro daquilo que pensa. A aliança com o PSDB foi uma aliança para o segundo turno, estratégica. Acho que foi importante o partido se posicionar, não seria bom o partido não tomar uma posição no segundo turno.
Mas o partido pensa diferente do PSDB, como pensa diferente também da forma como a presidente Dilma governou o Brasil nos últimos 4 anos. É isso que tem que ser levado em consideração. O ex-presidente Roberto Amaral com certeza já está vendo e vai ter a possibilidade de acompanhar os desdobramentos. Inclusive da reunião que nós tivemos em relação ao futuro do partido.
O sr. diz ser "possível" estar em 2018, de alguma forma, com Marina Silva. Mas o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, protagonizou um episódio rumoroso ao sair da coordenação da campanha de Marina Silva neste ano. Como está a relação do atual presidente nacional do PSB com Marina Silva? Isto está superado ou não?
O momento eleitoral é difícil. Momentos de tensão. Aconteceu realmente um episódio com Carlos Siqueira, à época secretário-geral do partido. Ele decidiu não continuar com Marina exercendo o papel que ele exerceu na campanha de Eduardo. Foi uma posição de momento.
Como presidente [do PSB] já teve a preocupação de manter uma relação com Marina de diálogo, como sempre teve. Conversaram muito. Essa questão está superada, devidamente colocada e passada. Foi um momento eleitoral. A eleição realmente provoca muitos ruídos. Não é fácil comandar uma campanha, não é fácil ser candidato, não é fácil passar por tudo que Marina passou, Carlos Siqueira passou, Eduardo passou, eu passei em Pernambuco.
O pós-eleição também serve para isso. Serve para reflexão, serve para se conversar, para colocar as questões em ordem, para que, como a gente diz no Nordeste, lavar a roupa suja. Isso já foi devidamente feito e o partido hoje está unido. Carlos Siqueira deixou muito claro com Marina Silva: se houver o desejo dela de permanecer no PSB, ela vai continuar sendo respeitada, ouvida, e, se quiser, tendo participação ativa no destino do partido.
O sr. falou que o PSB pode ser considerado um partido de esquerda. O que pensa sobre liberalização do uso de drogas como forma de conter os crimes provocados pelo narcotráfico?
Entendo que esse debate ainda está muito recente no Brasil. Não é um debate maduro.
A sua posição qual é?
Atualmente, é contra. Eu acho que hoje nós temos outras questões muito mais importantes para discutir em relação a vários aspectos sociais.
O sr. se posicionaria hoje contrário a uma liberalização nos moldes em que ocorreu no Uruguai?
Contrário.
Sou a favor de se debater, mas acho que não está muito claro. Quando a gente não tem clareza do desdobramento de certas decisões, é preciso amadurecer bem para tomá-la.
O sr. acha que a lei atual sobre a prática do aborto é suficiente ou preciso ampliar o direito?
Nós defendemos a manutenção de como está hoje. Acho que [a lei] deve ser mantida e avançar nas discussões. Mas a posição forma que está hoje acho que é suficiente.
Na campanha presidencial, as posições de Marina Silva foram muito atacadas nos comerciais produzidos pela candidata do PT, a presidente Dilma Rousseff. Por exemplo a proximidade de Marina com Neca Setubal, que é da família que controla o Banco Itaú. Acabou  a eleição, Dilma Rousseff tentou convidar para ser ministro da Fazenda uma pessoa ligada ao Bradesco, Luiz Trabuco. Não deu certo. Convidou então um outro funcionário do Bradesco, Joaquim Levy para ser ministro da Fazenda. Como o sr. avalia esse episódio olhando agora a fotografia completa?
O debate não foi rico nesse sentido.
Quem conhece Marina sabe muito bem a sua forma de pensar. Em relação a essas questões, o Brasil hoje precisa de medidas que entendo que a presidente vai tomar com a escolha do Joaquim Levy. Mostra esse caminho de austeridade, de boa utilização dos recursos públicos. Isso é o que a gente ia fazer também, se chegássemos ao poder. Nós íamos ter medidas duras, mas medidas necessárias para o Brasil voltar a crescer, para o Brasil gastar melhor, para o Brasil arrecadar mais sem aumentar a carga tributária.
As propagandas críticas do PT foram desleais ou isso é regra do jogo mesmo numa eleição?
Fez parte do jogo. Quem acompanha a política brasileira vê que isso ocorre em toda a eleição. Acho que nessa eleição passou mais do tom do que deveria, em muitos casos, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Mas a gente não pode jogar pedra em ninguém. As regras eleitorais estão aí, permitem esse tipo de fato e o que a gente tem é trabalhar para que isso não ocorra mais, para que o debate seja mais propositivo, mais a favor do Brasil.
A presidente Dilma Rousseff deve nomear Armando Monteiro, que é do PTB, ministro do seu próximo governo. Armando Monteiro foi candidato pelo PTB a governador de Pernambuco. Ficou em segundo lugar. O sr. o derrotou. Há um risco de haver a influência política que possa deteriorar a relação entre o governo de Pernambuco e o governo federal?
A presidente tem toda a liberdade para escolher a sua equipe. Nós respeitamos muito isso. É sempre bom ter um ministro pernambucano, um ministro que conheça os problemas do nosso Estado e os desafios do futuro.
O sr. já conversou com ele depois da eleição?
Não. Não tive a oportunidade de conversar com o senador Armando, mas ele já se mostrou publicamente disposto ao diálogo, como eu também estou aberto ao diálogo. Com certeza a gente sabe, e espera, que o ministro Armando, na sua pasta, possa contribuir para o desenvolvimento de Pernambuco e possa me ajudar como ministro de Estado a enfrentar os desafios que Pernambuco tem.
Mas em política não podemos ser ingênuos, não é? Há interesse de Armando Monteiro, daqui a quatro anos, talvez voltar a ser candidato ao governo de Pernambuco. O sr., se fizer um bom mandato, imagino vai querer disputar a reeleição. Como vai ser possível essa convivência produtiva ao longo de quatro anos com dois adversários nessas duas posições?
Vou fazer o meu programa de governo que foi amplamente aprovado pela população de Pernambuco. Eu tive 68% dos votos. Foi a maior votação do Brasil. Pernambuco quer a continuidade do que Eduardo iniciou.
Vou trabalhar muito nos próximos quatro anos. Não estou pensando em reeleição. Só vou pensar nisso, em reeleição, em continuidade, e nesse projeto político em 2018. Até lá, eu vou ficar muito focado em governar Pernambuco, em fazer com que as coisas aconteçam e pensar a política diferente, em pensar a política em favor do serviço público.
Geraldo Júlio, prefeito do Recife, foi eleito há dois anos. O sr. acredita que, em 2016, ele deva disputar a reeleição?
É possível. Geraldo tem uma trajetória muito parecida com a minha. Nós somos do Tribunal de Contas, tivemos a oportunidade de ser secretários de Eduardo. Geraldo disputou sua primeira eleição e vem fazendo bem para o Recife, vem conseguindo melhorar a vida da população. Ele vai ter legitimidade em 2016 para pensar e refletir no que ele vai querer. Mas Geraldo pensa como eu, também só vai discutir essas questões em 2016. Ele sabe que tem muitos desafios por nossa cidade e está muito focado também em ser um bom prefeito e cumprir os seus compromissos.
Há um caso rumoroso hoje na política nacional que envolve a Petrobras, na chamada Operação Lava Jato. Paulo Roberto Campo, ex-diretor da estatal, disse em sua delação premiada, segundo foi noticiado, que Eduardo Campos teria sido também beneficiado com desvio de verbas para abastecer a sua campanha de governador em 2010. Uma das obras mais caras da estatal, que é a refinaria de Abreu e Lima, fica em Pernambuco. Como o PSB reagirá no momento em que tudo isso for oficializado e as delações premiadas se tornarem públicas?
Primeiro, é preciso esclarecer que a refinaria é em Pernambuco, mas não há nenhuma participação do governo de Pernambuco na sua construção. É toda da União, a execução é direta pela Petrobras.
Ficamos muito surpresos e indignados com o aparecimento do nome de Eduardo ao longo desse processo. Sabemos como ele sempre tratou essa questão da Petrobras. Ele foi um defensor incansável da abertura da CPI, trabalhou para isso junto à base do PSB, defendeu a apuração de todos os fatos. Tenho convicção de que Eduardo não tem nada a ver com isso, e caso persista o aparecimento do nome dele, nós vamos ser incansáveis na sua defesa.
Já houve uma conclusão dentro do PSB a respeito de quantas horas de voo a campanha de Eduardo Campos utilizou com aquele jato Cessna Citation, que foi o avião que acabou caindo no trágico de acidente lá em agosto?
O partido está levantando tudo, já tem a ampla maioria [das informações] e está esperando conclusões. Estamos preparados para esse debate. A gente quer dar muita transparência para que não haja qualquer dúvida sobre esse assunto.
O sr. já trabalhou no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, na análise de contas públicas. É correta a percepção que, em geral, as pessoas têm no Brasil de que a maioria das obras públicas sempre tem um pouco de corrupção?
Não pode generalizar. Agora, os controles podem ser aperfeiçoados para que a transparência seja cada vez maior. Precisa avançar na questão das formas de contratação, nós temos uma lei de licitações de 1993, muitas coisas poderiam ser melhoradas. [Precisa de] mais participação dos órgãos de controle, sem amarrações, porque as amarrações terminam refletindo no custo das licitações. As pessoas embutem o custo de estar participando de obra pública. O Brasil precisa ser mais ágil, mais produtivo e contratar melhor, porque sempre dá para contratar melhor.
Qual vai ser sua principal prioridade como governador de Pernambuco?
Temos um projeto de continuidade em relação à educação. Pernambuco conseguiu implantar a maior rede de escolas de tempo integral do Brasil. Isso já mostrou nos resultados do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] que é o caminho.
Quantos por cento das escolas públicas de Pernambuco têm educação em tempo integral?
Ensino Médio, hoje, 53%.
Qual é a sua meta?
Universalizar e fazer parcerias com os municípios para que haja também condição nas redes municipais de termos escolas de tempo integral.
Tem dinheiro e condições para isso?
Isso é o que a gente vai buscar. Quando se quer, se faz. E quando se prioriza, mais ainda. Pernambuco mostrou que dá para fazer, tanto é que nós temos hoje a maior rede pública de escolas de tempo integral [do país]. Maior do que todos os Estados da região Sudeste, que é a região mais rica. São Paulo, Minas [Gerais], Rio de Janeiro, se somar, temos mais vagas de escolas em tempo integral do que esses três Estados juntos. O resultado é muito claro, nas escolas de tempo integral temos as maiores notas do Brasil.
Pernambuco tem um programa de intercâmbio de estudantes para o exterior. Ele vai continuar?
Vai continuar. É o programa "Ganha o Mundo" que dá oportunidade...
Quantos já viajaram?
1.600 por ano. Esse programa tem 3 anos, foram em torno de 4 mil pessoas, porque às vezes não preenche todas as vagas. É um programa que aumenta os sonhos dos jovens e muda a vida dos que fazem o intercâmbio.
Estudantes do Ensino Médio?
Ensino Médio. Eles são selecionados de acordo com o seu rendimento escolar e têm a oportunidade de passar seis meses num intercâmbio. São jovens que saem do sertão, às vezes não conhecem nem a capital e já estão ganhando o mundo, indo para o Canadá, indo para a Nova Zelândia, Austrália.
Quanto custa um estudante no exterior nesse programa?
Em média, R$ 20 mil para 6 meses no exterior. É um custo relativamente barato, dada a valorização que se dá ao estudante e à oportunidade de alimentar os sonhos. Muita gente hoje está estudando mais tendo a crença que vai ter essa oportunidade de ganhar o mundo.
O sr. é jovem, tem 42 anos, 4 anos pela frente como governador. Como o sr. enxerga a sua carreira daqui para frente?
Tive a oportunidade de, na primeira eleição, alçar o maior cargo de Pernambuco, ser governador. E estou muito focado nisso, entusiasmado, até pela confiança que eu recebi da população. Não tenho planos para além dos próximos quatro anos. Vou trabalhar muito, ser intenso em relação ao meu programa de governo.
Mas o sr. se sente vocacionado? Gostou de disputar uma eleição?
Gostei, aprendi muito como candidato, tive a oportunidade de conhecer meu Estado profundamente. O bom da campanha eleitoral é o contato com a população, o processo de escuta, de ouvir, e isso eu levo também para o meu governo.
Acesse a transcrição completa da entrevista.
A seguir, os vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets, com opção de assistir em HD):
1) Principais trechos da entrevista com Paulo Câmara (6:45)
2) PSB fala em apoiar Marina em 2018, diz Câmara (2:21)
3) Não faremos oposição por oposição, diz Câmara (1:18)
4) Espero parcerias de PE com governo Dilma, diz Câmara (0:54)
5) LDO: deputados do PSB não querem mudar; senadores, sim (1:40)
6) PSB é de esquerda, mas contra liberar drogas e aborto, diz Câmara (2:07)
7) Ataque de Dilma a Marina na eleição faz parte do jogo, diz Câmara (1:30)
8) Lava Jato: Vamos ser incansáveis na defesa de Eduardo Campos (2:03)
9) Câmara: Minha prioridade é educação em tempo integral para todos (1:34)
10) Quem é Paulo Câmara? (1:41)
11) Íntegra da entrevista com Paulo Câmara (50:42)

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Paulo Câmara no Poder e Política10 fotos

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Paulo Câmara, governador eleito de Pernambuco, concedeu entrevista ao UOL em 27.nov.2014. A gravação ocorreu no estúdio do UOL, em Brasília. Sergio Lima/Folhapress

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

O AUTOENGANO PETISTA: PARECE QUE OS CORAÇÕES VALENTES ESTAVAM VIVENDO EM MARTE

25/11/2014

O autoengano petista: Parece que os corações valentes estavam vivendo em Marte -
25/11/2014 - Marcos Augusto Goncalves - Colunistas - Folha …
25/11/2014 03h00

Se a indicação, para o Ministério da Fazenda, do "ortodoxo" Joaquim Levy, causou
consternação entre petistas, a escolha, para a Agricultura, da senadora Kátia Abreu
provocou revolta e ranger de dentes. Nas redes sociais, não foram poucos os
entusiastas da candidatura Dilma que criticaram abertamente a decisão.
Nesse clima de "illusions perdues", houve até quem jogasse a toalha e se
declarasse na oposição. Mesmo alguns analistas da grande imprensa, com
experiência em bastidores e escaramuças políticas, mostraram-se decepcionados
com o que teria sido uma incoerência da reeleita -ou uma "capitulação" ao
mercado.

Pergunto: onde esses corações valentes estavam vivendo nos últimos anos? Em
Marte, o Planeta Vermelho? Acreditaram nas mistificações de João Santana sobre
banqueiros e executivos malvados do mercado que apoiavam Marina Silva e Aécio
Neves e comeriam as criancinhas nordestinas? Como esperar uma "guinada à
esquerda" de um governo enfiado até o pescoço em alianças -algumas nebulosas–
com o establishment econômico e com o que há de mais atrasado na política
institucional do país?

Faz tempo que o PT tornou-se o síndico do Centrão e deixou a retaguarda aberta
para um novo partido de esquerda – que já é o PSOL. Será preciso lembrar que o
vice-presidente da República se chama Michel Temer, que Edison Lobão é
ministro das Minas e Energia, que o bispo Crivella já ocupou o primeiro escalão e
que a nossa musa balzaquiana do agrobusiness é unha e carne com a presidente –
uma tecnocrata "revolucionária" que veste sapatos Louis Vuitton?
O autoengano da militância petista -sempre inclinada a ver "tática" onde o que
resta de estratégia, queira-se ou não, já se instaurou - chega a ser comovente em
seu jeito pueril de avaliar a realidade política. Desde pelo menos a famosa Carta ao
Povo Brasileiro, o PT -ao menos aquele em que Lula pontifica– tornou-se uma
espécie de versão mais aguerrida e "social" do PSDB, partido com o qual, aliás,
sempre manteve mais afinidades do que divergências.

Por razões de disputas políticas (e de afirmação ególatra), não raro paroquiais,
essas siglas, que nasceram como duas faces de uma mesma moeda (a da
hegemonia "esclarecida" de São Paulo nos anos pós-ditadura) procuraram e
procuram realçar ao máximo suas diferenças. De tal modo que preferiram dar o
braço a ACMs, Sarneys e Collors a buscar uma via mais curta e interessante para o
entendimento e a governabilidade. Ou será que a distância entre FHC e Lula era
mais longa do que aquela que separava cada um deles de ACM e Paulo Maluf?
Lula, não esqueçamos, fez campanha para FHC ao Senado nos tempos do MDB.
Alçado ao poder, o PT manteve, afinal, as bases da política econômica do governo
tucano, no qual Levy estreou como secretário-adjunto da Fazenda. Palocci, o extrotskista
neoliberal- progressista, e Meirelles -um ex-banqueiro que se filiara ao
PSDB-partiram da terraplanagem feita a duras penas pelo Plano Real, e a gestão
lulista logrou, com medidas distributivas e boa dose de sorte com os ventos
internacionais, dar um salto.

Lula, como se sabe, é um pragmático, um mediador, um espírito político forjado
pela negociação com o capital em favor de melhores condições para a classe
operária. Nunca desejou fazer revolução nenhuma, mas conseguir casa, comida,
TV, Fusca e escola para os mais pobres. Sempre foi um agente da ascensão social.
A inclusão que promoveu durante seu governo foi antes pela via do mercado do
que da cidadania: tratou-se ali de um segundo ciclo de integração de excluídos ao
mundo do consumo, após o primeiro, marcado pela estabilidade e a bancarização
dos pobres, propiciada pelo controle da hiperinflação.

O governo de Dilma Rousseff, personagem cheia de si e sabichona, mas com
frágeis qualidades para assumir a Presidência, até que tentou avançar em mais um
ciclo: se tudo desse certo, os juros cairiam a patamares mais civilizados -o que
beneficiaria a indústria, as contas públicas e o consumidor– e o país minimizaria
os efeitos danosos da crise mundial, preparando-se para uma nova etapa de
crescimento.
Só que deu tudo errado. A aprendiz de feiticeira enfiou os pés pelas mãos, errou a
mão no intervencionismo, na negociação política, nas mágicas contábeis e na
equipe econômica, sem falar na má sorte de ver os ventos internacionais - em
particular os orientais-mudarem de direção. Sim, manteve-se bom nível de
emprego e renda -aspectos exaltados durante a campanha, mas que não resistiriam
muito tempo mais ao desastre do desajuste fiscal, do baixíssimo crescimento (pior
que o dos anos Collor e FHC) e da inflação em trajetória de alta.

Diante desse quadro, uma pessoa querida perguntou-me antes da eleição: você
acha melhor o Aécio ou a Dilma? "Tanto faz", respondi, já impaciente e enjoado
com a campanha. "Claro que seria muito saudável para todos o PT passar um
tempo na oposição, mas a Dilma provavelmente vai ter melhores condições
políticas para fazer o ajuste econômico que os petistas acreditam ser uma proposta
equivocada do Aécio e dos neoliberais". Lula, que não é bobo e quer voltar (e aí o
PT, definitivamente, viraria nossa versão do PRI mexicano), sabe que é preciso
reconquistar a confiança dos investidores, dos mercados e da "zelite" -ainda mais
num momento em que o Petrolão assombra 12 anos de governança petista.
Lula, era público, queria alguém do mercado na Fazenda –Trabuco, ao que parece,
era seu predileto. Mas negou fogo. Levy vai na mesma linha, embora Armínio
Fraga, com quem tem muitas afinidades, pareça mais sofisticado.

Quanto a Kátia Abreu... Bem, Dilma é um trator movido a diesel. Por que a
surpresa?

Agora um pressentimento: são grandes as chances de que, após um período mais
difícil de ajuste, acompanhado de gritaria da esquerda, a economia entre nos eixos
e o país volte a crescer de maneira consistente – para deixar Lula (ou quem seja)
na porta do gol.
Quanto às preocupações ambientais e com a mudança de modelo em favor da
sustentabilidade... Bem, essa candidata era outra –e foi malhada por ser "amiga
dos banqueiros" e mudar de opinião. Como diria o velho Paulo Francis, waaaaaallll...

Marcos Augusto Gonçalves é editor da 'Ilustríssima'. É autor de 'Pós Tudo - 50 Anos
de Cultura na Ilustrada' (Publifolha, 2008) e de '1922 - A semana que Não Terminou'
(Cia das Letras, 2012).


ESCOLHIDO POR DILMA FEZ PROPOSTAS PARA GRUPO DE AÉCIO NEVES


25/11/2014 
Na campanha, escolhido por Dilma fez propostas para grupo de Aécio Neves - 
25/11/2014 - Mercado - Folha de S.Paulo

Na campanha, escolhido por Dilma fez
propostas para grupo de Aécio Neves
ANDRÉIA SADI
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
25/11/2014 02h00

Escolhido por Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da
Fazenda, Joaquim Levy colaborou informalmente com a
campanha de Aécio Neves (PSDB), principal adversário da
presidente na disputa eleitoral de 2014.
Segundo três integrantes do time do tucano e um
parlamentar que acompanhou a campanha de Aécio, a
linha direta de Levy era com Armínio Fraga, ex-presidente
do BC de Fernando Henrique Cardoso e coordenador do
programa econômico tucano.
"Levy é pupilo do Armínio e foi ouvido na campanha'', disse um aliado da equipe
do então presidenciável.
O ex-secretário do Tesouro, hoje no Bradesco, foi aluno de Armínio. Os dois
mantêm uma relação próxima.
Na campanha, Levy trocava ideias com Armínio sobre propostas para a área fiscal.
Ele, no entanto, não produziu textos para a campanha nem frequentava
pessoalmente reuniões com o grupo de economistas de Aécio.
Zô Guimarães - 29.ago.2014/Folhapress
Mais opções
25/11/2014 Na campanha, escolhido por Dilma fez propostas para grupo de Aécio Neves - 25/11/2014 - Mercado - Folha de S.Paulo

Armínio Fraga, a quem Levy fez sugestões para a área fiscal
Uma ala do PT ainda tenta reverter a escolha de Levy para a Fazenda, alegando sua
proximidade com o projeto econômico do PSDB.
Eles dizem que a indicação pode representar uma contradição em relação a críticas
feitas por Dilma durante a campanha. Ela criticou a escolha de Armínio como
possível ministro da Fazenda em um governo tucano.
A Folha procurou a assessoria de imprensa do Bradesco para registrar a posição
de Levy sobre o assunto, mas ninguém atendeu.
A reportagem enviou, então, um e-mail para o banco e não obteve retorno.
A reportagem também não localizou Armínio Fraga para comentários.
O nome de Levy tem o apoio de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda no
governo Lula e da Casa Civil no início do primeiro mandato de Dilma. Levy foi
secretário do Tesouro Nacional de Palocci e conta com o aval do ex-presidente
Lula.
BOLSA E DÓLAR
A indicação de Levy, confirmada pela Folha na sexta (21), foi bem recebida pelo
mercado: naquele dia a Bolsa de São Paulo subiu 5% e o dólar caiu 2,08%.
Nesta segunda (24), porém, sem a confirmação do nome, a Bolsa de São Paulo
25/11/2014 Na campanha, escolhido por Dilma fez propostas para grupo de Aécio Neves - 25/11/2014 - Mercado - Folha de S.Paulo

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oscilou e fechou o pregão em desvalorização de 1,21%.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 1,15%, cotado em R$
2,5476 no fechamento.
O comercial, usado em transações do comércio exterior, encerrou o dia valendo R$
2,549, alta de 1,07%.
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