sábado, 10 de janeiro de 2015

Mino Carta - 10/01/2015: A Ilusão de Dilma




Política
Editorial
A ilusão de Dilma
A presidenta está enganada se, ao agir como fariam os derrotados, garante tranquilidade ao seu segundo governo
por Mino Carta — publicado 10/01/2015 08:27
Volto de viagem, duas semanas de olvido, e sou recebido pelas seguintes informações. Não vou hierarquizá-las ao sabor da sua importância, todas, aliás, me parecem importantes. Se não, vejamos.
O mais inútil dos ministros do primeiro mandato de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, insuperável em pronunciar asneiras em momentos de tensão pinçados a dedo, foi confirmado na Justiça.
Aldo Rebelo deixa a pasta do Esporte para dedicar-se à Ciência e Tecnologia, a mostrar sua versatilidade. Vivesse ele na França do século XVIII quem sabe figurasse entre os enciclopedistas e passasse à história como indômito iluminista.
O novo titular do Esporte admite desconhecer a matéria entregue aos seus cuidados, mas se habilita a cumprir a tarefa por conhecer a alma humana. Em 2007 foi preso ao carregar uma caixa repleta de papel-moeda, verdadeiro tesouro dos piratas, e prontamente expulso do DEM, onde militava. Evangelizador antes de evangélico, o ministro infunde segurança na perspectiva das Olimpíadas de 2016, evento de hábito favorável a quem aprecia papel-moeda.
Ao assumir a pasta da Defesa, Jaques Wagner comunica à Nação que não carrega uma lanterna para vasculhar o passado, pelo contrário, encara apenas e tão somente as brumas do futuro. Nítida promessa da continuidade da dita lei da anistia, da impunidade dos torturadores e seus mandantes e da prescrição dos crimes contra a humanidade. Notícia preciosa no país que, pretensamente democrático, inova Montesquieu ao alinhar aos Três Poderes clássicos, o militar, provavelmente por dispor de tanques e canhões, argumento decisivo de uma pressão insopitável na terra da casa-grande e da senzala.
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, exibe toda a sua competência para o posto ao decretar que no Brasil o latifúndio não existe. Pouco importa se a dama em questão não somente ignora que no País 50% das terras agriculturáveis ficam na mão de 1% da população, mas também o tamanho das suas propriedades.
Surgem sinais de que um dos trunfos brasileiros em meio à crise global, o baixo índice de desemprego, começa a ensaiar uma tendência de alta. Com Joaquim Levy na Economia, cabe o temor de que o esboço se torne obra feita e acabada, mais uma conspícua oferenda ao deus mercado.
O ministro das Comunicações aventa novamente a hipótese da regulamentação da mídia, e logo espoucam as reações indignadas dos paladinos da liberdade de imprensa, entendida como aquela atribuída por direito divino aos porta-vozes da casa-grande, e, portanto, credenciados a omitir, inventar e mentir a seu talante. O deputado Eduardo Cunha, pretendente ao cargo de presidente da Câmara, apressa-se a anunciar que, com ele eleito, os propósitos do ministro Berzoini no pasarán.
Isso tudo não me proporcionou uma acolhida alvissareira. As intenções governistas me soam claras: garantir um transcurso mais ou menos tranquilo ao segundo mandato de Dilma. Como se fazer mais ou menos o que a oposição faria, com o useiro apoio da mídia nativa, tivesse o condão de colocar a presidenta a salvo, ao menos em boa parte, da virulência dos ataques daquelas.
A presidenta engana-se. E a quem ela ouve sugiro, por exemplo, a leitura do editorial do Estadão de quinta 8. O que está em jogo é uma questão visceral, pela qual Dilma, faça o que bem entender, representa a malta, assim como seu titubeante partido e quem o fundou, o inextinguível Lula. Não consigo imaginar o que ele pensa neste exato instante. Lá pelas tantas, fui levado a supor, no momento mais agudo do recente embate eleitoral, que criador e criatura haviam se reaproximado. Agora não sei. Única certeza: Dilma precisa de melhores conselheiros.




Mino Carta
Mino CartaDiretor de redação. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital e criou o Jornal da Tarde
EditorialA ilusão de Dilma
Comentários
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    Tudo indica que o PT passará quatro anos sangrando. A morte se dará em 2018?


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        Depois que o excelentíssimo Levy gerar desemprego com o seu "ajuste fiscal" Dilma e o PT vão pagar o pato.
        É o velho remédio amargo que só os pobres tem que tomar, como sempre privatizando o bônus e socializando o ônus.


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            Mino, sua presidenta está trabalhando por um projeto de poder. Como disse o Roberto Maringoni em artigo publicado pela própria Carta Capital em 23/12: "Dilma está fazendo exatamente o que acusou seus oponentes de perpetrar, caso fossem eleitos". E faz isso porque sabe que essa é a única receita segura, depois da gastança e descontrole que promoveu, para dar continuidade à saga petista no palácio do planalto. O próprio Lula, quando assumiu em 2003, convidou um deputado eleito do PSDB e ex-banqueiro para presidente do Banco Central, exatamente para não mexer na política econômica herdada do governo FHC. Ela só está repetindo a receita, antes que a vaca (que já tossiu umas 10 vezes) vá pro brejo. O resto, é composição rasteira com a penca de partidos que embarcou na coligação.


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                Joelmir Beting cunhou uma frase que nunca mais esqueci. Ele costumava encerrar muitas reportagens com ela: "Ou o Brasil ou o resto do mundo está errado." Como todos os jornais e revistas de grande circulação do mundo, e não apenas do Brasil, dão manchetes expondo os erros cometidos pelo governo do PT, a única maneira que a esquerda brasileira encontrou para explicar e continuar no erro foi esse: a mídia, do mundo todo, pertence à direita. Reescreveram a frase de Joelmir: ou a esquerda brasileira ou o resto do mundo estão errados.


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                    Há 2 posições a tomar: ou buscar uma sociedade socialista, ou ir mantendo a política neoliberal atenuada. O PT sabe que, para concretizar as conquistas sociais que concretizou, nunca o faria sem concessões à direita. Ou seja, a única forma de poder fazer alguma coisa pelo povo é não ser tão evidente na justiça distributiva. Uma no cravo outra na ferradura. Mas colocar na esplanada dos ministérios neoliberais num governo popular é demais. Poder é poder. Ou se tem, ou não se tem. A classe média é ideologicamente de direita e é ela que elegeu um congresso atrasado, com honrosas exceções.


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                        A Presidenta precisa de melhores conselheiros. Talvez Mino possa integrar essa equipe.


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                            A Dilma é vendedora de ilusões, e isso é crime, é estelionato.


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                                Isso seria mais viável se houver antes uma regulação econômica da mídia. Tal como é a situação oligopolizada da mídia atualmente, qualquer tentativa de mudança seria boicotada com narrativas falsas por parte do cartel de mídia. As narrativas falsas repetidas continuamente pela mídia tornam-se verdadeiras para parte da população.
                                Esse cartel midiático além de boicotar as mudanças, faria tudo para desestabilizar o governo. Teria para isso o auxílio dos que não querem mudar o país e até fazê-lo retroceder ao passado. Alguns deles estão no Judiciário e muitos no Legislativo.


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                                  e a crise energética se aproxima. será a mídia tão benevolente quanto o é com a crise hídrica de SP?


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                                      Mino, desculpe, mas esse trambolho do Dilma II tem muito dedo de Lula, o Conciliador. Conciliação tentada, sem o mais pífio resultado, por doze anos. Claro, rendeu reeleições, mas isso está muito perto do fim. Se o voto deixar de ser obrigatório, nas eleições de 2018 só a direita comparece.


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                                          Para fazer as reformas sociais e econômicas que o Brasil necessita urgentemente, entre elas a reforma política e tributária, Dilma é obrigada a fazer alianças puramente políticas para garantir apoio e maioria na Câmara Federal e no Senado. Algumas vezes os fins justificam os meios e há males que vem para o bem!


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                                              Os "sonhadores" ainda não acordaram, somos governado por uma cópia tosca do PRI mexicano do início do século passado.


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                                                Para alguns, Dilma cometeu um engano. Para outros, finalmente ela reconheceu o erro e tenta consertá-lo. Seja como for, que a história registre a farsa vergonhosa que foi a campanha da atual presidenta. Acabou por adotar, imediatamente após a posse, tudo que acusou seus concorrentes que fariam, como se fosse um assassinato aos mais pobres. Pela finalidade de se manter no poder agora veste a carapuça de assassina dos pobres que impingiu desonestamente aos concorrentes. Será que isso fará alguma diferença aos eleitores de sua ideologia na próxima eleição?


                                                  • Avatar


                                                    Presidenta, leia Carta Capital!


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                                                        Bom resumo da desastrosa equipe de governo da presidente Dilma. Porém, o autor engana-se ao achar que é necessário copiar a oposição. A nossa presidente já demonstrou, no primeiro mandato, que já sabe ser incompetente.


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                                                            Concordo plenamente. A esquerda precisa de outra solução em 2018, PT não dá mais...


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                                                                Arrependido, Mino?




                                                                  TAMBÉM EM CARTACAPITAL

                                                                  quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

                                                                  Marina Silva: novo governo Dilma é um grande equívoco - 08/01/2015 - 2h7minutos atrás



                                                                  Marina Silva: novo governo Dilma é um grande equívoco
                                                                  Estadão ConteúdoPor Pedro Venceslau | Estadão Conteúdo – 2 horas 7 minutos atrás
                                                                  ·          


                                                                  Candidata derrotada à Presidência da República em 2014, a ex-ministra Marina Silva (PSB) interrompeu nesta quinta-feira, 8, suas férias para divulgar um texto com críticas às primeiras medidas do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). "Os indícios preocupantes que já anunciavam um segundo mandato da presidente Dilma ainda mais divorciado das necessidades reais do Brasil e do povo brasileiro, infelizmente, já estão se confirmando", escreveu a pessebista. "O discurso de posse, a escolha de alguns ministros, as primeiras medidas tomadas ou anunciadas, tudo transmite contradição, ausência de sentido e a noção de um grande equívoco", completou.
                                                                  Assim como o senador Aécio Neves, candidato derrotado do PSDB à Presidência, Marina tem usado as redes sociais como tribuna de oposição. A ex-ministra voltará à ativa no dia 15, quando participará de uma reunião de seu grupo político, a Rede de Sustentabilidade, em Brasília. "Marina não tem muita ansiedade em disputar espaço no cenário nacional, mas ela vai se posicionar", diz Bazileu Margarido, dirigente da Rede e um dos mais próximos interlocutores da ex-ministra, que disputou duas vezes o Palácio do Planalto - em 2010, pelo PV, e 2014, pelo PSB.
                                                                  Para evitar a dispersão de sua base de eleitores, Marina pretende fazer uma caravana de viagens pelo Brasil a partir de abril. O objetivo será a formação de diretórios estaduais da Rede. O grupo está na fase final de coleta de assinaturas e espera estar regularizado enquanto partido em abril. Na carta divulgada hoje, Marina também criticou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e o ex-presidente Lula. "Se o ministro Mercadante diz que o candidato em 2018 é o Lula, então está pronto o roteiro, cada um tem sua fala, é só decorar e repeti-la mesmo quando desvinculada de qualquer nexo com a realidade".
                                                                  Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 






                                                                  PSDB acerta com TSE regras para auditoria nos resultados da eleição


                                                                  PSDB acerta com TSE regras para auditoria nos resultados da eleição


                                                                  Estadão ConteúdoPor José Roberto Castro e Letícia Sorg | Estadão Conteúdo – qua, 7 de jan de 2015

                                                                  O PSDB acertou nessa terça-feira, 6, com o Tribunal Superior Eleitoral os últimos detalhes para a liberação dos dados das urnas da última eleição presidencial. Os dados estarão à disposição do partido nas próximas horas e a equipe de trabalho já montada para fazer a auditoria da votação eletrônica deve começar a trabalhar na próxima semana, mais de dois meses depois de o TSE julgar o pedido feito pelo partido. As informações foram confirmadas pelo advogado da legenda e coordenador dos trabalhos, Flávio Henrique Costa. A expectativa é de que um relatório final seja divulgado em 60 dias.
                                                                  Até o acordo costurado nesta semana, pessoas ligadas à equipe que vai fazer a auditoria se mostravam incomodadas com a demora na liberação dos dados pelo TSE. Segundo o advogado do PSDB, detalhes técnicos impediram que o repasse fosse feito antes.
                                                                  O partido concordou com duas exigências feitas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli: manter confidencialidade dos dados até a conclusão do processo e apresentar um plano de trabalho que inclui um relatório final fundamentado. "Nosso trabalho é, a partir dos dados do TSE, fazer verificação da operacionalização dos dados do sistema, do processo de totalização dos votos e das transmissões dos resultados pelos diversos órgãos da Justiça Eleitoral", disse Costa.
                                                                  Coordenador jurídico da campanha de Aécio e autor do pedido de auditoria, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz que a revisão dos dados trará segurança para o processo eleitoral. Segundo Sampaio, há desconfiança sobre o pleito e só a auditoria poderá saná-las.
                                                                  A equipe responsável pela auditoria está praticamente fechada, mas o coordenador dos trabalhos evita citar todos os integrantes porque os contratos ainda não estão assinados e os funcionários também terão de se comprometer com as exigências da Justiça Eleitoral. Mas já certo é que o escritório Opice Blum, que trabalha com o PSDB, fará parte do grupo.
                                                                  Em audiência no início de novembro, o TSE rejeitou o pedido do PSDB de que fosse feita uma auditoria oficial nos dados, mas autorizou a liberação de documentos para que o partido fizesse sua própria revisão.





                                                                  domingo, 4 de janeiro de 2015

                                                                  CARTA MAIOR - ESTADÃO DESCARTA AÉCIO, O 'SELVAGEM'


                                                                  CARTA MAIOR

                                                                  04/01/2015 - Copyleft

                                                                  Altamiro Borges - altamiroborges.blogspot.com.br
                                                                  Estadão descarta Aécio, o 'selvagem'
                                                                  Na maior caradura, o Estadão - que fez campanha para Aécio - revela agora que 'Aécio foi um senador ausente.' Tudo para alavancar o moderado Alckmin.


                                                                  A mídia tucana, concentrada em São Paulo, já começa a descartar Aécio Neves, o cambaleante mineiro. Na semana passada, “Veja” deu nota zero para o senador, o pior no ranking da revista. Nesta quinta-feira (1), o Estadão publicou artigo venenoso contra o presidenciável derrotado. Assinado por Isadora Peron, o texto é demolidor. Afirma que Aécio Neves tenta se consolidar com a imagem de líder da “oposição selvagem”, mas terá de enfrentar “adversários fortes” para se viabilizar como candidato do PSDB em 2018. O jornalão da oligarquia paulista, que no passado já disparou o petardo “pó pará, Aécio”, numa insinuação tóxica, não esconde a sua simpatia pelo governador Geraldo Alckmin. Vale conferir trechos do artigo:



                                                                  *****

                                                                  Mesmo após ter conquistado cerca de 51 milhões de votos na eleição presidencial, o senador Aécio Neves (MG) ainda não conseguiu se firmar como nome natural do PSDB para 2018. Para se candidatar novamente ao Palácio do Planalto, ele terá de superar disputas internas e enfrentar adversários fortes, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Até agora, os dois tucanos têm adotado estratégias diferentes para alcançar o mesmo objetivo. Enquanto Aécio investe num estilo mais agressivo, Alckmin procura manter o seu perfil moderado. 


                                                                  Aclamado como líder inconteste da oposição no Congresso, o mineiro passou a atuar na linha de frente da “oposição selvagem” que o PSDB tem feito ao governo da presidente Dilma Rousseff. Desde que voltou ao Senado, após o 2.º turno das eleições, ele já chamou o PT de “organização criminosa”, deu apoio a protestos contra denúncias de corrupção e mostrou que o partido aprendeu a usar as manobras regimentais para complicar a vida da base aliada. “Vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada”, disse a correligionários durante a votação para alterar a meta fiscal. 


                                                                  Já Alckmin investe numa relação republicana com Dilma, para não perder o apoio da União em projetos importantes para o Estado. No final do ano, enquanto o PSDB armava todas as suas artilharias contra Dilma, chegando a pedir a cassação da candidatura da petista, o governador se encontrou com ela para negociar um pacote de ajuda bilionário a São Paulo. 

                                                                  *****

                                                                  Na maior caradura, o jornalão – que fez campanha escancarada para o presidenciável do PSDB – revela agora que “Aécio foi um senador ausente em seu primeiro mandato, com uma passagem pouco expressiva pelo parlamento”. Confessa, desta forma, que cometeu estelionato eleitoral e ludibriou os seus leitores mais tacanhos. O Estadão ainda tira uma casquinha ao lembrar a “dupla derrota” que o cambaleante tucano sofreu em Minas, seu Estado natal. “Além de o candidato ao governo do PSDB ter sido derrotado pelo PT, o próprio Aécio recebeu menos votos que Dilma em seu reduto eleitoral”. Quanto a Geraldo Alckmin, o jornal afirma que ele terá apenas “de fazer uma gestão muito melhor do que a primeira”. Melhor do que a primeira? Só se for na Cantareira!


                                                                  Durante a campanha de 2014, Aécio Neves contou com o apoio obstinado da maior parte da mídia. O objetivo era derrotar o chamado “lulopetismo” e impedir o segundo mandato de Dilma Rousseff. Em seus raivosos editoriais, o Estadão não escondeu essa postura militante. Nas capas espalhafatosas, o jornalão poupou o senador mineiro-carioca e só apresentou manchetes negativas contra o atual governo. Passado o pleito, porém, a famiglia Mesquita já se reposiciona politicamente. Ela descarta Aécio Neves, o “selvagem”, como bagaço, e ingressa no ninho tucano para alavancar o “moderado” Geraldo Alckmin. O senador mineiro que se cuide! Pode não sobrar pó em sua carreira política! 


                                                                  Em dezembro, por solicitação do comando de campanha de Aécio Neves, a Justiça determinou a quebra dos sigilos cadastrais e eletrônicos de 20 usuários do Twitter que criticaram o presidenciável do PSDB. Com base nesta decisão arbitrária, os advogados do tucano terão acesso aos dados desses internautas, o que possibilitaria a identificação e o pedido de punição individual. O cambaleante justificou a perseguição alegando que foi vítima de “caluniadores” e “detratores”. Caso insista em concorrer novamente em 2018, desafiando os paulistas Geraldo Alckmin e até o eterno candidato José Serra, o senador mineiro-carioca sentirá no lombo como se dá a ação dos “caluniadores” e “detratores” da grande imprensa! Ele até sentirá saudades dos tuiteiros censurados!


                                                                  Créditos da foto: Marcos Fernandes / Aécio Neves - Flickr
                                                                  Voltar para o Índice
                                                                  derado' Alckmin.



                                                                  CARTA MAIOR: VEJA CONFIRMA CARTA MAIOR - AÉCIO É NOTA ZERO




                                                                  29/12/2014 - Copyleft
                                                                  Veja confirma Carta Maior : Aécio é nota zero

                                                                  O político ao qual o conservadorismo pretendia entregar os destinos da nação figura como o lanterninha na quarta edição do ranking envergonhado da Veja.




                                                                  Em 11 de novembro último, a repórter de Carta Maior, Najla Passos, antecipou o que a revista Veja só reconheceu agora, um mês depois, e de forma envergonhada.
                                                                   
                                                                  Aécio é um parlamentar pífio, que pouco serve ao eleitor, produz pouco no Congresso e deixa um saldo medíocre ao país quando se trata de formular políticas e apresentar projetos de relevância para a sociedade.
                                                                   
                                                                  Esse balancete pouco enobrecedor foi sancionado pela nota zero que o veículo mais engajado na fracassada eleição do tucano à presidência da República fez da atuação parlamentar em 2014.
                                                                   
                                                                  O político ao qual o conservadorismo pretendia entregar os destinos da nação figura como o lanterninha na quarta edição do “Ranking do Progresso”, como a revista da Abril batiza a sua radiografia de desempenho dos parlamentares brasileiros.
                                                                   
                                                                  O veículo dos Civitas até tentou dourar o lacto purga injetado na biografia do ex-governador mineiro.
                                                                   
                                                                  Seria o ônus da dedicação exclusiva à campanha eleitoral, aventou a revista confiante na amnésia de seus próprios leitores em relação à indigente colocação de Aécio em rankings anteriores.
                                                                   
                                                                  No de 2013, por exemplo, ele recebeu uma pontuação inferior a quatro. Numa escala de zero a dez, seu desempenho ficou abaixo daquele cravado por Tiririca, por exemplo.
                                                                   
                                                                  Nesse melancólico final de 2014 para o conservadorismo, que viu frustrar mais uma vez o seu projeto de retorno ao poder, o protagonista-mór do fiasco coroou assim sua biografia com um esférico e inapelável boletim vermelho.
                                                                   
                                                                  Entre outras coisas, ele desautoriza a anunciada liderança que o tucano pretende exercer no cerco legislativo contra o segundo governo Dilma Rousseff.
                                                                   
                                                                  Quando a repórter Najla Passos publicou sua radiografia em novembro, o tucano estava em plena escalada lacerdista.
                                                                   
                                                                  Cercado de pompa e circunstância pelo dispositivo midiático, o ex-governador de Minas fizera então seu retorno ‘triunfal’ ao Congresso após o revés nas urnas.
                                                                   
                                                                  Com ataques e críticas ao PT e à presidenta Dilma Rousseff, Aécio acusou o PT, por exemplo, de ‘trabalhar pela redução dos direitos às liberdades no país’, citando a defesa petista da regulação da mídia. ‘Não se constrangem em propor o oposto à liberdade’, disse.
                                                                   
                                                                  E arrematou com a promessa de liderar a derrubada do decreto da presidenta Dilma, que amplia a participação dos conselhos populares na formulação das políticas púbicas. "O decreto dos conselhos populares deverá ter aqui no Senado o mesmo fim que teve na Câmara, ou seja, o arquivo’, garantiu.
                                                                   
                                                                  Está explicada a notoriedade do lanterninha do Congresso que ocupa na mídia espaço inversamente proporcional à sua produção legislativa. Aécio é o grão articulador dos interesses conservadores no parlamento. E assim promete se manter, como o guarda noturno das elites no Congresso brasileiro. Sua vocação apenas reafirma o acerto da rejeição que lhe dispensou o eleitor mineiro nas urnas de 26 de outubro.
                                                                   
                                                                  Foi exatamente o que demonstrou a sua radiografia parlamentar publicada por Carta Maior no início de novembro, e sancionada um mês depois pelo ranking envergonhado da Veja.

                                                                   
                                                                  Leia aqui a matéria de Najla Passos





                                                                  Créditos da foto: reprodução
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                                                                  4




                                                                  A pergunta que não quer calar é: como os Cevitas apoiam a candidatura de uma individuo desses para governar o Brasil? Será que eles odeiam tanto assim o povo brasileiro, mesmo fazendo parte dele? Ou será ainda, que podem acreditar que Aécio Neves Presidente, faria mal somente à parte do pais, na qual esse tipo de mídia não se sente inclusa? Pelo amor de Deus, jumentice tem limites, ou pelo menos deveria ter!

                                                                  Se pesquisar direitinho, vai ver que ele é menos zero!

                                                                  Na verdade, a Veja já está preparando o terreno para apoiar ou Serra ou Alckimim em 2018. Ela descobriu tardiamente que o Aécio é um zero a esquerda. Contudo, em 2018, vai perder novamente.

                                                                  Excelente informação! Vamos divulgar isso!