sábado, 27 de junho de 2015


Rosa dos Ventos

A direita unida...

por Mauricio Dias — publicado 27/06/2015 07h12, última modificação 27/06/2015 07h19
CARTA CAPITAL
O bordão mais conhecido da esquerda pode ser ajustado à reação conservadora que, graças ao bombardeio midiático, conquista boa parte da maioria desavisada

O momento é adverso para a esquerda. A direita brasileira uniu-se e com o objetivo de derrubar Dilma, desmoralizar Lula e, se possível, levá-lo à prisão. Por último, mas não menos importante, exterminar o PT. Coesão como esta ocorreu em 1964. Jango foi derrubado, manu militari, com sinal verde dos Estados Unidos.

Desta vez, as Forças Armadas estão fora da manipulação política e as vivandeiras não rondam os quartéis. Um contingente da classe média já saiu às ruas pedindo o retorno da ditadura. O modelo de antanho parece superado. Permanece ainda um gosto rançoso de 1964 orientando os propósitos sinistros de barões da mídia.
Há tentativas de golpe branco, com certas manifestações emergidas nos últimos meses e é, no momento, repetido com o método de sufocação parecido ao ataque de uma sucuri. O réptil corta a transmissão do ar para o pulmão da vítima.
Talvez se possa moldar um slogan para os direitistas. Eis aqui uma sugestão simples, solidamente sustentada pelos fatos: “A direita unida jamais será vencida”.
Bem, nem sempre. Trata-se de ironia em contraponto à palavra de ordem, simples e forte, criada pelas manifestações da esquerda: “O povo unido jamais será vencido”. Anima. Mas não tem sido assim.
Evidentemente, a história não é explicável pelos bordões. Mas eles absorvem e refletem alguma coisa da realidade. A direita, conforme-se com isso a esquerda, também tem uma parte do povo ao lado dela. Às vezes menos, às vezes mais.
Para ganhar quatro eleições seguidas o PT fez alianças com o centro e a centro-direita. Uma tentativa de unir partidos de campo político diferente encarregados de formar a base governista no Congresso.
Houve, nos últimos tempos, uma radical migração de eleitores para a direita, como aponta o resultado de pesquisa do Datafolha, sobre a tendência ideológica do eleitor (tabela).
De cada 100 brasileiros, 35 se dizem de esquerda e centro-esquerda, e 45 se identificam com a centro-direita ou com a direita simplesmente. O centro absorve 20 brasileiros. Até então, esse agrupamento estava disperso entre um lado e o outro. Produzia uma frágil estabilidade, favorecendo os governos petistas. Ela, no entanto, com as crises econômica e política, pendeu para a direita, compondo uma maioria expressiva: 65 entre 100 formam esse bloco.
Aí a base descontrolou-se de vez. Uma coisa é uma coligação, a outra um ajuntamento de siglas.
A força da direita, além de poderosas relações institucionais, conta com o apoio maciço da mídia, que, na oposição ao governo, cruza a ponte democrática e os limites profissionais para desembocar no jornalismo marrom, a se valer da ignorância e da ingenuidade política da maioria.
Cresceu a repulsa aos petistas. Bresser-Pereira, ex-ministro dos presidentes Sarney e FHC, identifica isso como “ódio de classe”, emergido a partir dos amplos programas sociais e consolidado após a derrota sofrida por Aécio Neves na eleição presidencial.
Não há surpresa nessa história. A questão social é uma intrusa na pauta da direita, que nunca deu prioridade aos pobres. O Programa Bolsa Família e a inclusão econômica são alvo desse repúdio de classe. Manifesta-se aqui e ali. A reação mais conhecida ocorre nos aeroportos do País.  Pergunta o usuário burguesote das linhas aéreas: onde já se viu pobre usar avião como meio de transporte?
Desagradável. A culpa é do Lula.















Operação Lava Jato: Fala o denunciante
CARTA CAPITAL

por Fabio Serapião — publicado 25/05/2015 03h00
Hermes Magnus, ex-sócio de José Janene, diz que a investigação pode avançar

Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Hermes-Magnus



 Hermes-Magnus
Magnus vive hoje em Portugal
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Confusões, equívocos, enganos
Ao condenar o doleiro Alberto Youssef pela lavagem de dinheiro proveniente dos desvios praticados pelo falecido José Janene, o juiz Sergio Moro ordenou a devolução de 1 milhão de reais a Hermes Freitas Magnus. Esquecido em meio aos vários delatores, empreiteiros e políticos citados na Lava Jato, o empresário foi sócio de Janene na Dunel Indústria e, ainda em 2008, denunciou o parlamentar quando descobriu que o empreendimento era utilizado para lavar dinheiro. As informações de Magnus levaram a Polícia Federal ao esquema de desvios na Petrobras e estimularam a descoberta de mais detalhes do esquema de corrupção patrocinado pelas construtoras.

O empresário, que hoje vive em Portugal, conversou com CartaCapital. Segundo ele, após um ano de operação, o balanço é positivo, principalmente pelo trabalho desenvolvido pelo juiz Sergio Moro. Magnus acredita, no entanto, ser possível ir mais além. Youssef, acredita, ainda não contou tudo o que sabe aos investigadores e caso sigam o caminho do dinheiro vão descobrir, diz, um esquema suprapartidário. “O Janene transcendia partidos, ele tinha amigos em todas as legendas e todas as esferas. Temiam a língua dele.”

Sobre Janene

Janene era um mestre da maracutaia, em criar mecanismos e subterfúgios para o crime. Com a sua morte, Youssef assumiu o posto e começou a deixar rastros. Ele não tinha a malícia em lidar com esse mundo político. O Youssef era um office-boy de luxo, seu papel era limpar o dinheiro desviado desses esquemas. Claro que não dá para elogiar esse PT de hoje, mas o Janene dizia que isso era inerente à política. Sobre o mensalão, ele dizia que todos os governos pagavam, o único que não pagou, segundo ele, foi o Collor. Não pagou por não conseguir, o PC Farias não tinha capacidade, dizia ele.

O que falta investigar

Se os investigadores me ouviram, eles seguiram os rastros do Claudio Mente, Carlos Alberto Pereira da Costa e Ruben de Andrade, os sócios da CSA Securitizadora e da CSA Project Finance, que era minha sócia. A investigação pode mostrar onde está o dinheiro dos fundos de pensão, das maracutaias envolvendo a venda de energia das eólicas e esquemas no setor elétrico. Então, acho que se seguir essa turma das CSAs, dia e noite, eles chegarão a várias vertentes do esquema, do IRB a Itaipu, passando pelo Banco do Nordeste e outros.

Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann

O Janene gostava de falar a onde seus rivais iam cair. Ele falava do anel viário de Maringá. O Alberto Youssef teria lavado dinheiro dessa obra para Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Ao voltar aos tempos do Janene e rever minhas anotações, encontrei uma na qual ele falava que ia dar muito pano pra manga. Pelo que soube, o ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel arquivou essa investigação sobre  o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, responsável pela obra.

Alberto Youssef

Eu sei que o Youssef tem muito mais a falar, muita coisa foi sintetizada. De fato, ele não contou tudo. Minha tese é de que ou há um conformismo da força-tarefa ou é uma estratégia: Ok, você está mentindo, mas vamos te pegar lá na frente. Ele precisa provar que não há mais nada de dinheiro no exterior. Apresentar provas. O Janene e o Youssef tinham laranjas no exterior. Precisa desarticular essa turma, para depois eles não voltarem a cometer crimes, como aconteceu com o doleiro no caso Banestado.

O árabe

Não saía da minha empresa um árabe- americano chamado Nabil Harajli, que andava com o Janene pra cima e pra baixo. Em 2008, o Janene esteve em Pasadena e esse árabe foi junto. Nessa época, eu vi o deputado tratando por telefone com outra pessoa que parecia ser de uma empreiteira. Na sequência, ele desligou o telefone e perguntou ao Carlos Alberto Pereira da Costa (laranja do esquema e delator da Lava Jato) se o cheque da Queiroz Galvão havia sido compensado. Esse cara está lá fora com a grana desses caras. O interessante é que esse tal árabe foi testemunha no mensalão do Janene. Foram duas testemunhas, o árabe e o Fernando Henrique Cardoso. Por que o Youssef e o Carlos Costa não falam do árabe na delação?

Conta em Luxemburgo

Se a CPI quer saber se existe essa conta, ela precisa ir atrás da investigação das autoridades portuguesas sobre as ramificações do Banco Espírito Santo em Luxemburgo. O Janene, uma vez que viajei para a Europa para visitar uns clientes, queria me pedir para transportar dinheiro de uma conta dele no Banco Espírito Santo para o Brasil. Voltei sem fazer o favor. Sugiro outro caminho. Em 2008, recebi a visita de enviados de um cliente sueco que queriam conhecer a nova estrutura da Dunel. Estiveram em Londrina, hospedados no hotel do Youssef e do Janene. Este sueco, o Lars Perers, era um especialista no mercado financeiro e criador de cavalos de raça. O Janene o convidou para conhecer seu haras e no caminho eu atuei como tradutor. Janene contou que usava muito offshore, pois o sistema tributário no Brasil era punitivo. O sueco disse que eles só usavam os canais em Luxemburgo, porque os impostos na Suécia eram pesados também. Eles ficaram de aprofundar a conversa. Depois do ocorrido, perdi contato com o cliente e agora aparece essa conta em Luxemburgo. Tudo pode ter começado naquela conversa.

Outro lado

A senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo,  afirmaram que nunca mantiveram contato com Janene e Alberto Youssef.

*Reportagem publicada originalmente na edição 850 de CartaCapital, com o título "Fala o denunciante"






O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente

 O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.
Temendo ser preso pelos malfeitos que cometeu - disso ninguém mais duvida - Lula apresenta habeas corpus preventivo.
Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)
Erramos: Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato. http://folha.com.br/no1647663 

Erramos: Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na...

No início da tarde, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o autor do pedido é Mauricio Ramos Thomaz, de Campinas (SP), "que se apresenta como consultor". Posteriormente, a Justiça confirmou a informação sobre a autoria do pedido.
Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, Thomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
O ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus.
Estranhamos que a notícia tenha partido do Twitter e Facebook do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)."






O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente
Divulgação
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.
Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)

O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente
Divulgação
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.

Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)  - 

O estranho caso do habeas corpus a favor de Lula

por Redação — publicado 25/06/2015 14h53, última modificação 25/06/2015 16h56
Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado acesso em primeira mão ao pedido; em 2010, o 'consultor' que criou constrangimento a Lula saiu em defesa de jornalista crítico do ex-presidente
Divulgação
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O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu um inusitado furo de "reportagem"
A cobertura jornalística das investigações da Operação Lava Jato foi afetada nesta quinta-feira 25 pelo que parece ser um factoide, notícia criada com o intuito de atrair a atenção da opinião pública. O próprio juiz federal Sérgio Moro, responsável por analisar a Operação Lava Jato, emitiu nota afirmando que não há investigações sobre Lula no âmbito da operação.
Na quarta-feira 24, Justiça Federal no Paraná, onde transcorre sob os cuidados do juiz Sergio Moro a investigação contra os acusados de corrupção sem direito a foro privilegiado, recebeu um pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na manhã desta quinta, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que tem entre suas propostas a extinção do PT, divulgou o pedido de HC por meio das redes sociais. Ao divulgar a existência do HC em primeira mão, o senador oposicionista se antecipou a jornalistas que participam da cobertura da Lava Jato há meses e têm contato direto com as autoridades e advogados envolvidos nela.

Às 11h25, a Folha de S.Paulo publicou notícia intitulada "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". Mais tarde, diante da negativa do Instituto Lula sobre a autoria do pedido, o jornal alterou o título de sua reportagem para "Habeas corpus preventivo pede que Lula não seja preso na Lava Jato". Mais tarde, assumiu o erro (veja o tweet abaixo)
No início da tarde, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o autor do pedido é Mauricio Ramos Thomaz, de Campinas (SP), "que se apresenta como consultor". Posteriormente, a Justiça confirmou a informação sobre a autoria do pedido.
Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, Thomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
O ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus.
Estranhamos que a notícia tenha partido do Twitter e Facebook do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)."

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Todos os comentários são moderados, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Não serão aceitas mensagens com links externos ao site, em letras maiúsculas, que ultrapassem 1 mil caracteres, com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Não há, contudo, moderação ideológica. A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso e civilidade. Obrigado.

No início da tarde, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o autor do pedido é Mauricio Ramos Thomaz, de Campinas (SP), "que se apresenta como consultor". Posteriormente, a Justiça confirmou a informação sobre a autoria do pedido.
Thomaz tem um histórico de intervenções curiosas em processos judiciais de cunho político. Segundo o Valor Econômico, ele fez pedidos liminares a favor de Marcos Valério e de Simone Vasconcelos, ambos condenados no processo do "mensalão". Em 2010 e 2011, Thomaz também fez pedidos na Justiça em favor do jornalista Diogo Mainardi, ex-revista Veja.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, Thomaz disse que não tem contato com Lula e que só apertou a mão do ex-presidente uma vez em 1982. Ele também confirmou já ter emitido Habeas Corpus em favor do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Às 12h, o Instituto Lula divulgou a nota "É falsa a notícia de que ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus em Curitiba", com o seguinte teor:
"Esclarecemos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou com o pedido de habeas corpus impetrado em Curitiba, no dia 24/6/2015. Lembramos que esse tipo de ação pode ser feito por qualquer cidadão. Fomos informados pela imprensa da existência do habeas corpus e não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide.
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