quarta-feira, 1 de julho de 2015


Dilma não pode ‘investir politicamente’ contra leis, diz Joaquim Barbosa


Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal usou o Twitter para disparar críticas contra a presidente

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Albari Rosa/Gazeta do Povo
Joaquim Barbosa voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff: mal informada
CRÍTICA

Dilma não pode ‘investir politicamente’ contra leis, diz Joaquim Barbosa

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal usou o Twitter para disparar críticas contra a presidente

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa reagiu à fala da presidente Dilma Rousseff, que disse nosEstados Unidos que “não respeita delator”. Sob o argumento que delação premiada “é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil”, Barbosa disse que Dilma é mal assessorada e que um presidente não pode “‘investir politicamente’ contra as leis vigentes, minando-lhes as bases”.
“Caberia à assessoria informar a Presidente que: atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!”, afirmou na segunda-feira (29) Joaquim Barbosa em sua conta no Twitter.
Em uma série de nove mensagens Barbosa criticou a presidente e sua equipe, que estão em visita oficial aosEstados Unidos. Lá, Dilma comentou pela primeira vez as acusações contidas na delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, em que seus ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Edinho Silva, Comunicação Social, são citados. “Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do País: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República”, alertou Barbosa.
O antigo presidente do STF propõe ainda uma reflexão aos seguidores dele na rede social. “Vocês estão vendo o estrago que a promiscuidade entre dinheiro de empresas e a política provoca nas instituições?”, questionou o ex-ministro.
Em palestra em São Paulo no meio de julho, Barbosa falou sobre corrupção e protestou contra a “relação umbilical existente entre empresas e Poder Público no Brasil. “Precisamos romper com esse capitalismo de compadres, essa história de não conseguir empreender sem ter uma ‘verbinha’ do governo”.






segunda-feira, 29 de junho de 2015


Aécio defende Aloysio e ‘cautela’ com impeachment


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirma que ainda é preciso cautela ao se falar num eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas diz, porém, que com a delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, e a possível rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU), esse desfecho se torna cada vez mais próximo. Aécio voltou a defender o ex-candidato a vice em sua chapa, Aloysio Nunes (PSDB-SP, também citado por Pessoa. 
Após as revelações de Ricardo Pessoa, o pedido de impeachment de Dilma volta à agenda do PSDB?
Continuo tendo a cautela de sempre nessa questão, mas é perceptível que o conjunto da obra leva a uma indignação da sociedade brasileira e essa indignação é um dos insumos necessários para que se chegue a esse desfecho. No entanto, vou continuar esperando que as coisas caminhem. Um momento extremamente importante para todo esse processo, até para a nossa definição, será o julgamento do Tribunal de Contas. É inaceitável que a presidente queira continuar transferindo responsabilidades sobre os atos do governo.
Outros líderes da oposição afirmam que já há elementos para pedir o afastamento da presidente da República.
Nós vamos conversar no início da semana, com todas as lideranças, para definir, de forma clara, os próximos passos que nós vamos dar. Mas o cerco é cada vez maior. E, como diz aquela expressão erga omnes usada numa operação pela Polícia Federal, mais do que nunca, a lei é para todos. Quem cometeu os delitos, vai ter que responder por eles.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi seu vice na chapa presidencial, também foi citado pelo dono da UTC.
Não se pode misturar um apoio legítimo, que um candidato recebeu, declarado na Justiça Eleitoral, com o assalto comandado pelo PT que foi feito na Petrobrás. Essas coisas não se misturam. O Aloysio é um homem de bem e é um dos nomes mais críticos a tudo o que está acontecendo com o País.
O que achou das últimas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas à Dilma e ao PT?
Lula tenta agora se descolar do governo, como se pudesse haver uma criatura sem um criador. O nosso papel agora será mostrar que não haveria Dilma sem Lula e não haveria esse governo, se não houvesse Lula e não houvesse Dilma. Eles são uma coisa só. Foram para o bem e serão agora também no momento difícil.
No próximo domingo, durante a convenção do PSDB, o sr. vai ser reconduzido à presidência nacional do partido. Há consenso em torno do seu nome?
Sim, é uma chapa única. Particularmente, acho que o PSDB está no melhor momento da sua história. Desde a última eleição houve um reencontro, uma reconciliação, do PSDB com setores da sociedade do qual o partido estava distanciado, e isso é algo que não pode ser desperdiçado.
Sempre há muita disputa interna no PSDB para decidir quem será o candidato à Presidência. Isso vai acontecer em 2018?
Nós sabemos que a viabilidade do nosso projeto passa pela nossa unidade. Ou estaremos todos unidos ou vamos perder mais uma chance histórica.
O sr. é a favor de prévias?
Sou, sempre fui.





Desafio de Dilma é sobreviver, diz editorial do Washington Post
Notícias ao Minuto
Notícias ao Minuto5 horas atrás
A presidente Dilma Rousseff enfrenta o desafio de "sobreviver" no Planalto, segundo editorial do jornal americano The Washington Post sobre sua visita aos Estados Unidos publicado neste domingo, 28, com o título "Um retrocesso no Brasil". Segundo a publicação, muitos dos problemas que a presidente enfrenta são resultado de políticas equivocadas de seu governo.
"Não será fácil: ela viu muito de seu poder efetivamente esvaziado por líderes congressistas, que diluíram algumas de suas medidas de austeridade", diz o texto. O Post ressalta que o próprio PT se opõe às "correções econômicas" em curso.
O editorial afirma que a corrupção em meio à uma recessão na economia provocaram uma crise na opinião pública. "A bolha parece ter explodido". Para reverter esse cenário, o jornal defende a necessidade de medidas liberalizantes que resgatem a confiança dos investidores privados.
De acordo com o Post, a correção de rumo deve levar à revisão das "políticas estatizantes" adotas por Dilma em seu primeiro mandato. "Sem isso, o futuro do Brasil permanecerá em suspenso", conclui. Com informações do Estadão Conteúdo.















domingo, 28 de junho de 2015


Delação anima ala do PMDB que defende rompimento com governo


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Brasília - A publicação de trechos da delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, deu força à ala do PMDB que defende maior afastamento do governo. Com aval do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o grupo pede a saída do vice-presidente Michel Temer da articulação política da gestão Dilma Rousseff (PT) após a conclusão das votações do ajuste fiscal.
Integrantes da legenda avaliam que as acusações jogaram a crise para dentro do Palácio do Planalto, uma vez que dois ministros - Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social) - foram citados pelo delator. Nesse sentido, continuar apagando os incêndios do governo, ainda mais com o ressurgimento da discussão de um possível impeachment, só traria prejuízos ao PMDB. A legenda tem parlamentares investigados pela Operação Lava Jato, incluindo o próprio Renan e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
A articulação já foi mapeada por aliados de Temer, que agem para controlar o movimento. Para eles, qualquer ação nesse sentido seria precipitada e retiraria o suporte político da equipe econômica em um ano difícil.
Embora a dissidência tenha nascido minoritária, aliados do vice-presidente reconhecem que a pressão tem crescido e admitem a possibilidade de Temer se afastar das conversas "de varejo", que incluem negociações por cargos e liberação de emendas.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou que vai se reunir com outras lideranças da oposição para definir o que fazer diante da nova delação. Pressionado a comandar nova campanha pelo impeachment, o tucano disse que as denúncias são graves, mas exigem cautela. "O que fica mais claro é que eu não perdi a eleição para um partido político, e sim para uma organização criminosa."
Aécio também defendeu o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), citado na delação de Pessoa como recebedor de doações em 2010 (R$ 300 mil oficialmente e R$ 200 mil em dinheiro). O parlamentar, que foi candidato a vice-presidente na chapa tucana no ano passado, disse em nota que "não teria a menor possibilidade" de influenciar decisões na Petrobras e que isso o diferencia de outros citados no caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Delator será ouvido em ação que investiga campanha de Dilma


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  • O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, que está preso em Curitiba
Brasília - O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, será ouvido pela Justiça Eleitoral para esclarecer se a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff no ano passado foi beneficiada pelo esquema de corrupção e cartel na Petrobras.
Pessoa é um dos delatores da Operação Lava Jato e disse em depoimento à Procuradoria-Geral da República que repassou R$ 750 mil ao tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi, e outros R$ 2,9 milhões ao ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, que está preso preventivamente.
Ele entregou uma planilha intitulada "pagamentos ao PT por caixa dois" em que relaciona os dois petistas ao repasse de 3,6 milhões entre 2010 e 2014.
A oitiva de Pessoa foi autorizada no dia 23 pelo corregedor-geral eleitoral João Otávio de Noronha, que é relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de uma ação de investigação judicial eleitoral da campanha à reeleição de Dilma em 2014. A ação foi protocolada no TSE em dezembro de 2014 a pedido da coligação pela qual o senador Aécio Neves disputou as eleições presidenciais, liderada pelo PSDB, e pede apuração de "abuso do poder econômico e político" e "obtenção de recursos de forma ilícita" da campanha petista.
O empreiteiro será ouvido após citar repasses para o PT e por ter sido mencionado por outras testemunhas da investigação eleitoral. Na planilha que Pessoa entregou aos investigadores são citados também os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Pessoa será chamado a esclarecer um suposto beneficiamento da campanha de Dilma pelo esquema que desvio recursos da Petrobras.
O acordo de delação firmado por Pessoa com a Procuradoria-Geral da República foi homologado na quinta-feira passada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A contribuição premiada poderá ser usada para reforçar indícios de participação dos suspeitos no esquema ou ainda para a abertura de novos inquéritos.
O depoimento de Pessoa está marcado para o dia 14 de julho no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. O empreiteiro reside na capital paulista, onde cumpre prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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PF teme que governo prove abusos em investigação contra Pimentel



sex, 26/06/2015 - 12:22
JORNAL GGN



Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Acrônimo, que atingem o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), têm causado preocupações também na cúpula da própria PF. Ontem (quinta, 25), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi pela manhã ao Palácio do Planalto se reunir com a presidenta Dilma Rousseff e o colega Edinho Silva (Comunicação Social), com o assunto em pauta. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a PF teme que excessos sejam apontados na Acrônimo depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado pedido de busca e apreensão na residência de Pimentel e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Painel, o temor da corporação é que a recusa do STJ seja interpretada como indicativo de que existam abusos nos procedimentos investigatórios. “Agentes da PF apontam que, apesar das restrições impostas pelo tribunal, o STJ reconhece vínculo concreto do governador mineiro com o caso. Para os investigadores, há indícios que comprometem Pimentel em quase todas as frentes da apuração”, diz trecho da coluna.
Ontem (quinta, 25), a PF fez diligências em escritórios de campanha de Pimentel na segunda fase da operação. As investigações se debruçam sobre operações financeiras e contratos entre o grupo de Pimentel e a agência Pepper, que prestou serviços para o PT durante corrida eleitoral do ano passado. A PF também apura repasses para a primeira-dama mineira, Carolina Oliveira – como informa a manchete da Folha nesta sexta-feira (25), entre 2011 e 2014 a firma de Carolina recebeu R$ 3,6 milhões de empresas que negociam com o BNDES, instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, pasta chefiada por Pimentel nesse período.
Na primeira fase da operação, deflagrada há um mês, os alvos foram empresários que doaram para partidos políticos na campanha do ano passado, suspeitos de lavarem dinheiro público. A PF prendeu cinco pessoas em flagrante, entre elas o suposto chefe da então organização criminosa, o empresário Benedito Oliveira. Ele é ligado ao PT e prestou serviços à campanha de Pimentel.
A coluna Painel informa ainda que os agentes da PF pretendem aprofundar a investigação sobre proprietários e usuários do hangar que Benedito usava em Belo Horizonte, e de onde o governador partiu para o Uruguai no jatinho do empresário. A suspeita é que outros empresários de Minas Gerais com trânsito pelo hangar possam ter envolvimento com os “negócios suspeitos” de Bené, como o acusado é conhecido.









Em entrevista, Dilma reclama de preconceito de gênero



Atualizado: 1 hora 30 minutos atrás

Em entrevista, Dilma reclama de preconceito de gênero

sex, 26/06/2015 - 13:38
Às vésperas de viajar aos Estados Unidos a presidenta Dilma Rousseff (PT) deu uma entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post em que diz estar preocupada com o aumento do desemprego. Ela acredita na recuperação da economia a partir de 2016 e destacou que sofre preconceito de gênero na avaliação de sua administração.
A entrevista foi concedida na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, e publicada na noite desta quinta-feira (25) no site do Washington Post.
Dilma defendeu o ajuste fiscal e disse que a mudança no rumo da política econômica do país não é uma decisão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas de governo. “Estamos absolutamente certos de que é essencial colocar em prática todas as medidas necessárias, não importa quão duras elas sejam, para retomar as condições de crescimento no Brasil. Algumas medidas são fiscais, outras são estruturais”, disse a presidenta à jornalista Lally Weymouth.
Ela destacou que está preocupada com o aumento do desemprego, mas que uma taxa de desocupação entre 6% e 7% não é alta. “É claro que eu me preocupo com isso, me preocupei desde o primeiro dia. Houve um aumento do desemprego nos últimos dois meses. Mas antes disso, já tínhamos criado 5,5 milhões de empregos. Queremos realizar um ajuste rápido porque queremos reduzir o efeito do desemprego”.
Perguntada sobre a queda na aprovação de seu governo, cuja avaliação positiva caiu para 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada esta semana, Dilma afirmou que o tema a preocupa, mas não a faz “perder os cabelos”.