quarta-feira, 2 de setembro de 2015



Ex-ministro defende que PT assuma 'problemas éticos'

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O ex-ministro Gilberto Carvalho pregou nesta quinta-feira (27) que o PT reconheça seus "problemas éticos". Do contrário, diz, o partido não reconquistará a credibilidade com suas bases.
Durante seminário promovido pelo PT, Carvalho afirmou que a chegada do partido ao poder provocou seu afastamento de movimentos sociais. "E essas tensões foram agravadas com os problemas éticos que sofremos", analisou.
Na sexta-feira passada, em Teresina, Carvalho já havia defendido a necessidade de uma reflexão. Ele alegou que não se deve personalizar o mea culpa, concentrando críticas a João Vaccari Neto ou José Dirceu, mas sim






Aécio e Alckmin pregam 'convergência' para investigar governo Dilma

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o senador Aécio Neves (PSDB) minimizaram as divergências de ambos em relação à possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Em evento do partido realizado neste sábado, em Cuiabá, para a filiação do governador de Mato Grosso, Pedro Taques, os dois disseram que a "convergência" é pela necessidade de investigação.
Aliados de Aécio defendem a renúncia de Dilma e do vice-presidente Michel Temer e a realização de nova eleição, enquanto Alckmin tem sido cautelososobre a possibilidade de impeachment agora, quando ele não teria condições de deixar o governo para disputar com Aécio a indicação do PSDB e se candidatar à Presidência.
Pedro Ladeira/Moacyr Lopes junior/Folhapress
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin
"Eu vejo essas divergências muito mais nas páginas dos jornais. Para nós, qualquer desfecho para a gravíssima crise que o governo do PT mergulhou o Brasil se dará dentro daquilo que prevê a constituição", disse o senador mineiro.
Segundo Aécio, "não cabe ao PSDB prever os possíveis cenários para o desfecho dessa crise, mas garantir o cumprimento da Constituição e que as investigações ocorram".
Alckmin defendeu que as investigações sejam levadas adiante, mas disse que o país "precisa funcionar". "É preciso investigar, investigar e investigar. Enquanto isso, governabilidade. Nós somos governantes e o Brasil precisa funcionar", disse.
Também estavam presentes no evento os demais governadores do PSDB: Marconi Perillo (GO), Beto Richa (PR), Reinaldo Azambuja (MS) e Simão Jatene (PA). O presidente de honra da legenda, Fernando Henrique Cardoso, não compareceu.
Há duas semanas, FHC havia reunido Alckmin e Aécio em um jantar e pedido que alinhassem seus discursos contra o governo Dilma Rousseff. Os dois líderes tucanos despontam como os principais nomes do partido para disputar a presidência em 2018, 
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Em vídeos inéditos, ex-diretor da Petrobras revela medos e pressões


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O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse a investigadores da Operação Lava Jato que tem "medo" dos políticos, que a estatal é "uma empresa quebrada" e que a compra de uma refinaria na Argentina no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi "desastrada" como os negócios feitos pelos governos petistas.
As imagens dos depoimentos, que somam 45 horas de vídeos inéditos e estão em poder do Supremo Tribunal Federal, também revelam que um delegado ameaçou manter Costa preso por mais tempo se ele não entregasse gravações que a Polícia Federal achava que ele possuía.
Os vídeos documentam depoimentos prestados por Costa em Curitiba de 29 de agosto a 16 de setembro do ano passado, os primeiros depois que ele fechou acordo de delação premiada. Cópias dos videos estão nos inquéritos abertos pelo STF para investigar políticos suspeitos de envolvimento com a corrupção na Petrobras.
No início, Costa aparece falante, ao lado de sua advogada na época, Beatriz Catta Preta. Ao longo dos dias, começa a mostrar sinais de cansaço e deixa a barba crescer.
É no primeiro dia que ele diz temer por sua integridade física. "Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente muito graúda", disse. Um delegado afirma que os citados não têm histórico de violência. Costa abre um sorriso e diz "Celso Daniel", o prefeito petista de Santo André (SP) assassinado no início de 2002.
O delegado pergunta se ele sabia algo sobre o crime. O ex-diretor apenas diz ter ouvido "de muita gente" que "foi o PT que encomendou".
No mesmo dia, Costa disse que a Petrobras está "tecnicamente quebrada", pois o governo a obrigou "a participar em 30% do pré-sal em tudo". A situação teria piorado no governo Dilma Rousseff, pois ela "segurou o preço da gasolina e matou o álcool".
Para o ex-diretor, Dilma e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, como presidentes do conselho de administração da estatal, atuaram em defesa do governo, e não da empresa. Ele também criticou os representantes do setor privado no conselho, como o empresário Jorge Gerdau.
"Os demais conselheiros da iniciativa privada são omissos, vamos colocar essa palavra, na reunião do conselho. Porque normalmente são empresários e não querem ficar mal com o governo", afirmou o ex-diretor.
A pressão para que Costa entregasse gravações ocorreu no dia 1º de setembro. O delegado disse que o ex-diretor teria que "ficar mais tempo aí [na prisão] pensando, refletindo onde é que está esse troço". Costa reagiu: "Não, não me faça isso, pelo amor de Deus". Costa saiu da cadeia depois dos depoimentos e hoje cumpre prisão domiciliar.
Indagado sobre ativos da Petrobras na Argentina, Costa levantou dúvidas sobre a compra da refinaria Perez Companc por US$ 1,13 bilhão, em 2001, no governo FHC. O presidente da estatal era Philippe Reichstul. Essa compra foi tão desastrada quanto a compra [da refinaria] de Pasadena [EUA]", afirmou.
OUTRO LADO
O ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul (1999-2001) disse que "deve ter havido um erro" do delator "ou do ano ou do negócio", pois a venda da refinaria Perez Companc só foi feita em 2002, quando ele, Reichstul, já não presidia mais a companhia.
"Não fechei nem estudei o assunto Perez Companc. Não conheço os detalhes. Estrategicamente, porém, fazia sentido investir mais na Argentina naquele momento", disse.
O Palácio do Planalto e a Petrobras informaram que não iriam se manifestar sobre os comentários do delator Paulo Roberto Costa.
A assessoria do Grupo Gerdau também não quis comentar as críticas do ex-diretor sobre o papel de Jorge Gerdau no Conselho da Petrobras.
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O DELATOR NA TELA
O que Paulo Roberto Costa disse à força tarefa da Lava Jato
Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
29.ago.14
"EU TENHO MEDO"
Costa: Eu tenho um receio. É integridade física minha. [...] Porque... Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente muito graúda.
[...]
Delegada: O que te traz mais receio, mais medo, a reação dos políticos ou das construtoras?
Costa: Dos políticos.
Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
29.ago.14
"MANIA DE FALAR ALTO"
Costa: Ela [Dilma Rousseff] tem mania de falar um pouco alto, né? Então você começa a falar assim e depois o telefone vai assim... [afastando o telefone da orelha]. [...] Aí começamos a conversar e aí a mulher chegou e falou assim: "Olha, vocês têm dez minutos para explicar isso aqui". Dez minutos você não explica nada, né?
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Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
1º.set.14
"A POLÍTICA É PODRE"
Delegado lê anotação de Costa em caderneta: "Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder".
Costa: Isso aí colocaram na imprensa, né. Não é frase minha, mas é frase verdadeira.
Delegado: É do [jornalista e escritor] Millôr [Fernandes]. Mas o senhor escreveu na cadernetinha do lado dos pagamentos.
Costa: Para mostrar como é podre a política brasileira.
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Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
15.set.14
"MAU NEGÓCIO" NA ERA FHC
Delegado lê anotação de Costa em caderneta: "Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder".
Costa: A Petrobras comprou uma empresa chamada Perez Companc no ano de 2001, o presidente da Petrobras era o Philippe Reichstul. Eu diria que essa compra foi tão desastrada quanto a compra [da refinaria] de Pasadena [nos EUA].. 
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PMDB exibe programa na TV para dizer que o país 'quer e deve mudar'

Fran Welton/Divulgação
Temer grava cenas para programa do PMDB com o marqueteiro Elsinho Mouco
Temer grava cenas para programa do PMDB com o marqueteiro Elsinho Mouco
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Principal aliado da presidente Dilma Rousseff no Congresso, o PMDB fará mais uma demonstração de seu distanciamento do governo nesta semana, exibindo na televisão oito filmes publicitários em que as principais lideranças do partido dirão que o país precisa de mudanças.
"O Brasil é um só, e sempre vai ser maior e mais importante do que qualquer governo", diz em um dos anúncios o vice-presidente Michel Temer, que na semana passada se afastou da função de articulador político do governo com os partidos aliados.

"A nação quer mudar, a nação deve mudar, a nação vai mudar", diz em outro filme o ex-ministro Moreira Franco, um dos principais aliados de Temer na cúpula do PMDB, citando o deputado Ulysses Guimarães (1916-1992), um dos fundadores do partido.
Os oito filmes, cada um com 30 segundos de duração, serão veiculados a partir da terça-feira (1), nos intervalos comerciais da programação das emissoras de TV, no espaço reservado pela legislação para a propaganda partidária.
Os anúncios irão ao ar num momento em que o PMDB emite sinais cada vez mais fortes de descontentamento com o governo e a maneira como Dilma lida com a crise política e econômica em que seu governo mergulhou.
Depois de se afastar das negociações de cargos e verbas com partidos aliados, Temer avisou Dilma na semana passada que considerava inviável seu plano de recriar a CPMF, o imposto sobre transações financeiras extinto em 2007.
Neste sábado (29), o governo decidiu abandonar a ideia da contribuição, após avaliar que a resistência apresentada por políticos aliados e empresários tornava sua aprovação pelo Congresso impossível.
As principais lideranças do PMDB aparecem nas peças publicitárias, incluindo os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ). Os dois são investigados por suspeita de participação no esquema de corrupção descoberto na Petrobras.
Em uma das propagandas, a deputada Simone Morgado (PA) cita dois "mandamentos" de Ulysses Guimarães que estão na "ordem do dia": "O primeiro é que, diante de uma crise, a melhor atitude a ser tomada é a do diálogo".
Moreira Franco completa a mensagem: "Hábil e conciliador, ele dizia: vamos sentar e conversar. No outro [mandamento], ele é claro e direto: a nação quer mudar, a nação deve mudar, a nação vai mudar". Ulysses usou a frase no discurso que fez na promulgação da Constituição de 1988.
'GRANDEZA'Em outro peça publicitária, o vice-presidente reconhece que a situação do país é difícil. "O momento pede equilíbrio, pede grandeza", afirma Temer, usando a mesma palavra escolhida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) há duas semanas para sugerir a renúncia de Dilma como uma solução para a crise política. "A hora é de diálogo, de ouvir, de reunificar a sociedade", diz o vice-presidente.Há três semanas, Temer surpreendeu os políticos ao dizer numa entrevista que o país precisa de "alguém" capaz de "reunificar a todos".A frase foi interpretada por ministros petistas como uma tentativa do peemedebista de se credenciar para assumir a vaga da presidente no caso de seu afastamento, o que ele nega que fosse sua intenção.
APAZIGUADOR
Responsável pelos anúncios, o publicitário Elsinho Mouco disse à Folha que o objetivo é mostrar que "o PMDB de Temer é fundamental para apaziguar os ânimos e ajudar na governabilidade".
Em sua aparição, Renan Calheiros repete Temer. "Governos passam, e o Brasil sempre vai ser maior do que qualquer governo", afirma.
Cunha, que rompeu com o governo em julho e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, diz que seu "dever" como presidente da Câmara é "defender sua independência, cumprir rigorosamente a Constituição e, acima de tudo, priorizar o que é de interesse da sociedade".

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Filhos de fundador do PT criticam ação contra Dilma

Alan Marques - 31.jan.12/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 31-01-2012, 15h30: Helio Bicudo e Nelson Jobim no ato da OAB em defesa dos poderes do CNJ. Diante da expectativa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) vote ainda nesta semana se o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode ou nao investigar supostos desvios de conduta de magistrados antes das corregedorias regionais, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realiza ato publico na sede da entidade, em Brasília. O objetivo e reunir juristas, parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil brasileira na defesa dos poderes do CNJ e contra as tentativas de esvaziamento das atribuicoes do orgao de controle externo do Judiciario, expressas na Acao Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4638. (Foto: Alan Marques/Folhapress, PODER)
Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, que entregou a Eduardo Cunha pedido de impeachment de Dilma
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Filhos do advogado Hélio Bicudo criticaram o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) apresentado pelo pai deles nesta terça-feira (1º) ao Congresso Nacional.
A consultora em planejamento urbano Maria do Carmo Bicudo Barbosa, 68, primogênita entre os sete filhos de Bicudo, afirmou que o advogado "está no pleno exercício de suas faculdades mentais, mas cometeu um equívoco. No momento o país precisa de união para vencer as dificuldades que enfrenta, e não de um pedido de impeachment".
Maria do Carmo contestou a alegação do requerimento feito pelo pai de que a presidente Dilma Rousseff teve responsabilidade nos crimes apurados na operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
"Eu acredito que a presidente Dilma seja honesta e no governo dela há total transparência e liberdade nas investigações da Lava Jato. Em governos anteriores as apurações não ocorreriam da mesma maneira", afirmou.
O executivo do setor imobiliário José Bicudo, 66, o mais velho entre os quatro filhos homens de Bicudo (os outros três moram no exterior), disse ter ficado chocado com a medida judicial adotada pelo pai.
"Não há motivos suficientes para a apresentação de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma. Houve açodamento por parte de meu pai neste episódio", disse o executivo.
"O ato de meu pai assusta pela trajetória dele, pelo que ele representa na história da democracia do país. Esse ato só acirra os ânimos, em vez de apaziguá-los", completou.
Fundador do PT, o pai de José foi deputado federal (1991-1994) e vice-prefeito de São Paulo no mandato da atual senadora Marta Suplicy (sem partido-SP).
Maria do Carmo e José disseram não ter atuado em atividades políticas apesar do engajamento do pai na vida partidária.
Porém, o pedido de impeachment foi apoiado por uma das filhas de Bicudo, Maria Lúcia. Ela e advogada Janaína Paschoal, que também assina o pedido, foram as responsáveis pelo protocolo do documento no início da tarde desta terça na Câmara dos Deputados.
Procurada pela Folha para comentar as críticas dos irmãos, Maria Lúcia defendeu a ação do pai. "Há corrupção demais no país e é preciso adotar medidas fortes para promover mudanças. São necessárias ações concretas para resgatar valores como integridade e ética no país", afirmou.
Segundo a filha de Bicudo, a iniciativa partiu do próprio advogado e não tem relação nem com partidos políticos nem com movimentos favoráveis ao impeachment da presidente.
Em razão de sua idade (93 anos) e de seu estado de saúde, o advogado não participou da entrega do pedido. Em 2010, ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral).