domingo, 1 de maio de 2016


Em meio à crise, sindicatos fazem atos pelo Dia do Trabalho


Dilma anuncia aumento no valor do Bolsa Família e correção do IRPF

A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou neste domingo (1º), durante festa do Dia do Trabalho organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Paulo, que vai reajustar em 9% o valor dos benefícios do Bolsa Família e corrigir a tabela do imposto de renda sobre pessoa física em 5%. O reajuste dos valores do Bolsa Família faz parte do chamado "pacote de bondades" preparado pelo governo que enfrenta um processo de impeachment no Senado. Leia Mais
Dilma anuncia aumento no valor do Bolsa Família e correção do IRPF - Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

Parlamentares e ministros participam de ato da CUT em SP

Parlamentares da base governista e ministros do governo Dilma Rousseff (PT) participam do evento realizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) em São Paulo em homenagem ao Dia do Trabalho. Entre os deputados presentes ao evento estão Orlando Silva (PCdoB-SP), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). O ministro do Trabalho, Emprego e Previdência, Miguel Rossetto, é um dos que também está no evento que conta com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT). 

Presidente Dilma já está no palco da CUT em SP

A presidente Dilma Rousseff (PT) já chegou ao evento promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) em São Paulo neste domingo (1º). Ela deverá anunciar um conjunto de medidas chamadas pela oposição de "pacote de bondades". Entre elas estão o aumento nos valores dos benefícios do Bolsa Família e o reajuste da tabela do imposto de renda para pessoa física. 

Presidente do PT diz que partido não vai dialogar com governo Temer

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse neste domingo (1º) que o partido vai dialogar com um eventual governo Michel Temer (PMDB). “Eu não converso com golpista. Eu não converso com quem trai a sua própria colega de chapa. [Temer] quer ser o presidente sem voto. Presidente biônico”, disse Falcão durante o evento realizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) em homenagem ao Dia do Trabalho, em São Paulo. Falcão voltou a chamar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) de “golpe”, disse que ele é orquestrado por setores do “Ministério Público e do Judiciário” e que a Justiça tem sido passiva em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamou de “ladrão”. 

Boulos chama Cunha de "bandido" e "delinquente" em evento da CUT em SP

O membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “bandido”, “safado” e “delinquente” durante o evento em homenagem ao Dia do Trabalho realizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) neste domingo (1º), em São Paulo. “É uma quadrilha liderada por um bandido, um delinquente, um safado chamado Eduardo Cunha. Que não tinha condição de comandar [o processo de impeachment de Dilma Rousseff], tinha que estar na Papuda [presídio federal em Brasília] comendo bandeco”, afirmou Boulos. Boulos criticou o processo de impeachment contra Dilma no Congresso Nacional. “Se querem derrubar a presidente da República por pedalada fiscal, que se derrube 16 governadores que também praticaram pedaladas”, disse. 

Marta Suplicy é vaiada em evento da Força Sindical em São Paulo

A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) foi vaiada durante um discurso neste domingo (1º) em evento realizado pela Força Sindical em São Paulo. Marta fez parte de um grupo de parlamentares de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) que discursou durante o evento realizado pela central sindical. Marta, que já foi prefeita de São Paulo quando ainda era filiada ao PT, foi uma das parlamentares mais vaiadas. Além dela, discursaram os deputados Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Mendonça Filho (DEM-PE). 

Cartazes dão "tchau" a Dilma em evento da Força Sindical em SP

A Força Sindical realiza evento para marcar o Dia do Trabalho no Campo de Bagatelle, na região de Santana, em São Paulo. Vários participantes erguem cartazes com a frase "Tchau, querida!" em alusão ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Os organizadores esperam a presença de cerca de 1 milhão de pessoas, mas não estimaram quantas já chegaram ao evento. A Polícia Militar só divulgará seus números à tarde. Leia Mais
Cartazes dão "tchau" a Dilma em evento da Força Sindical em SP - Mário Ângelo/SigmaPress/Estadão Conteúdo

Em São Paulo, cruz lembra trabalhadores rurais mortos no campo

Um protesto chamado "Fora Todos Eles" acontece neste domingo (1º) na avenida Paulista, em São Paulo, para marcar o dia do Trabalho. Manifestantes ergueram uma cruz com uma enxada, uma foice de cada lado e a bandeira do Brasil no meio, simbolizando o trabalho no campo, a luta e a morte pela terra do trabalhador sem terra nos acampamentos do país Leia Mais
Em São Paulo, cruz lembra trabalhadores rurais mortos no campo - J. Duran Machfee/Futura Press/Estadão Conteúdo

Planalto "respira" ares de fim de festa

A dez dias da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Senado, a rotina no Palácio do Planalto em nada se assemelha à resistência anunciada por movimentos sociais, sob gritos de "Não vai ter golpe!". Em gabinetes da sede do governo, funcionários já encaixotam suas coisas e alguns tentam retornar para a repartição pública de onde foram transferidos, os chamados "órgãos de origem". O medo do desemprego agora ronda o Planalto, onde servidores já falam abertamente sobre a troca de comando e a passagem de bastão para o vice-presidente Michel Temer (PMDB). A cena se repete na Esplanada dos Ministérios.  Leia Mais
Planalto "respira" ares de fim de festa - Pedro Ladeira/Folhapress

No PR, Dia do Trabalho terá 16 toneladas de churrasco

Na cidade de Cascavel, no interior do Paraná, o Dia do Trabalho será comemorado com 16 toneladas de churrasco. Aproximadamente 300 voluntários trabalharão em um evento organizado pelo Seminário São José, entidade ligada à Igreja Católica. O  churrasco, que será de costela, foi preparado no último sábado (30) e a expectativa é que até 25 mil pessoas deverão participar da festa.  Leia Mais

"Pacote de bondades de Dilma é ato de desespero", diz Paulinho da Força

O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), disse que o "pacote de bondades que a presidente Dilma Rousseff (PT) vai anunciar neste domingo (1) é um "ato mais de desespero e vingança" do que uma medida para beneficiar a população. "Ela (Dilma) já não consegue mobilizar mais ninguém. O povo já não acredita mais nela. Isso parece mais uma vingança por tudo o que está acontecendo com ela do que qualquer outra coisa. Isso que é triste", disse Paulinho. Leia Mais
"Pacote de bondades de Dilma é ato de desespero", diz Paulinho da Força - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Dilma e Lula participam de ato da CUT em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participarão, juntos, de um ato em homenagem ao Dia do Trabalhador organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) em São Paulo. O ato começa às 10h e deverá ter a presença de artistas como Beth Carvalho. De acordo com a CUT, Lula deve falar às 13h e Dilma às 14h. O ato será no Vale do Anhangabaú. De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, Dilma deve deixar Brasília por volta das 11h em direção a São Paulo.  Leia Mais


Parlamentares de oposição vão a evento da Força e pregam "novo começo"


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Parlamentares de oposição compareceram neste domingo (1º) ao evento comemorativo do Dia do Trabalhador organizado pelos sindicatos ligados à Força Sindical na praça Campo de Bagatelle, em São Paulo, e deixaram de lado as pautas trabalhistas para transformar o evento em um ato pela defesa do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Nos discursos dos oradores, que se revezaram ao microfone, o dia 11 de maio, data em que o Senado poderá decidir pelo afastamento da presidente por 180 dias, foi apontado como "o início de um novo começo" para o país.
Passaram pelo evento a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e os deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PB), Bruno Araújo (PSDB-PE), Major Olímpio (SD-SP), Rubens Bueno (PPS-SP) e Augusto Coutinho (SD-PE).
Anfitrião do evento, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, chegou a cantar uma música usada em atos de rua pró-impeachment, sem empolgar o público. O deputado Major Olímpio repetiu no palco a palavra "vergonha" que gritou na posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. "Vamos tirar o PT do poder", emendou.
O deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, afirmou que os deputados que estavam ali "cumpriram a obrigação votando pelo afastamento de uma presidente que cometeu crimes de responsabilidade e mentiu para a população". "Faltam poucos dias para o Senado afastar esse governo que tem maltratado o trabalhador", completou.
"Temos que dar um basta nesta situação e afastar o PT do poder", disse Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara. Autor do voto decisivo para a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE) disse que "milhares de pessoas perderam seus empregos por causa desse governo irresponsável". "Hoje é dia de dizer sim ao futuro", afirmou.
Vaiada ao ser anunciada e durante seu breve discurso, a senadora Marta Suplicy (SP), provável candidata do PMDB à Prefeitura, afirmou que "o Brasil tem jeito". "Daqui a 10 dias teremos uma luz no fim do túnel", disse ela, em referência à data de apreciação do processo de impeachment no Senado.
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'Síndrome' da alta rotatividade atinge Esplanada dos Ministérios



A síndrome do mandato relâmpago atingiu, na Esplanada dos Ministérios, estrelas da política, técnicos experientes na burocracia e petistas turbinados num momento de falta de quadros. O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff forjou uma lista de ministros com curta duração no cargo.
O bloco é liderado por um dos símbolos da habilidade em apagar incêndios e reduzir crises. Chamado para salvar o governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado para a Casa Civil em 17 de março, mas, por decisão judicial, não conseguiu sentar na cadeira de ministro.
Lula não teve respiro no cargo. Meia hora depois de sua posse, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto deu liminar suspendendo a nomeação. O ato do magistrado foi logo derrubado, mas no dia seguinte o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aceitou pedido de partidos oposicionistas para suspender a posse. Dias antes, Mendes antecipou a decisão ao acusar o ex-presidente de buscar o cargo de ministro para garantir o foro privilegiado no processo de investigação da Lava Jato. Lula ainda espera uma decisão final do STF.
O procurador baiano Wellington César Lima, apadrinhado do ministro Jaques Wagner, assumiu o Ministério da Justiça no dia 3 de março. Menos de uma semana depois, era desligado da função pelo Planalto, que atendia determinação da Justiça proibindo representantes do Ministério Público de assumir cargos fora da instituição.
A tentativa do Planalto de formar às pressas uma coalizão para evitar a aprovação do impeachment na Câmara aumentou o número de ministros de curta passagem pelo governo. O caso mais dramático foi a nomeação do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) na Secretaria da Aviação Civil. Menos de um mês depois de entrar para o governo, Lopes se desligou para voltar à Câmara e participar da votação do impeachment.
Antes disso, no entanto, ele passou pelo Palácio Jaburu, onde foi convencido pelo vice-presidente Michel Temer a votar pelo afastamento de Dilma. A presidente se espantou quando viu, pela TV, o deputado anunciar seu voto.
Com a saída de Mauro Lopes, a secretaria foi ocupada no último dia 29 por Carlos Eduardo Gabas. Ex-ministro da Previdência Social, Gabas recebeu da presidente Dilma Rousseff a tarefa de tirar da gaveta as concessões de aeroportos antes da votação do impeachment no plenário do Senado, marcada para o próximo dia 11.
Outro conhecido de Dilma, o técnico de carreira da Petrobras Marco Antonio Martins Almeida, recebeu, no último dia 21, um telefonema com a notícia de que comandaria o Ministério de Minas e Energia, pasta onde trabalha há quase 17 anos. Se Dilma sair, ele terá ficado três semanas no cargo.
O economista gaúcho Alessandro Teixeira pode permanecer pouco tempo à frente do Turismo, mas já deixou seu nome gravado na crônica política brasiliense. Há nove dias no cargo, ele conseguiu a façanha de se envolver em dois escândalos. A foto da família no gabinete ministerial foi substituída por um ensaio sensual da mulher, a modelo Milena Santos, na sala de trabalho.
Dias depois, descobriu-se que Teixeira nomeara, em novembro, uma tia da mulher para um cargo com salário de R$ 19,4 mil na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, órgão pelo qual tinha passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Por sobrevivência, Renan adere a Temer


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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez uma rara confissão em uma pequena roda de senadores em dezembro, no concorrido jantar promovido pelo líder do PMDB da Casa, Eunício Oliveira (CE). "Melhor segurar ela (Dilma Rousseff)", disse ele, mesmo reconhecendo a "fragilidade" da petista, que, na semana anterior ao encontro, teve aberto contra si um pedido de abertura de impeachment pelo presidente da Câmara.
Renan não admitia em privado a ascensão do vice-presidente Michel Temer ao Palácio do Planalto orquestrada por Cunha. Contudo, após atuar na resistência ao hoje iminente afastamento de Dilma, o peemedebista sucumbiu a Temer, desafeto histórico dele no PMDB, na quarta-feira, quando se reuniu com o provável presidente interino para discutir uma agenda legislativa a fim de superar a crise.
Essa fórmula de referendar o eventual governo Temer, ainda que de forma "institucional", como sempre frisa em entrevistas, é a mesma que tentou para tentar manter Dilma na Presidência. Ele mira sua sobrevivência política pessoal e também da sua "cria", o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB).
Indiretamente, Dilma contribuiu para Renan forjar seu novo discurso. Em abril do ano passado, pouco depois da abertura do primeiro dos nove inquéritos a que hoje responde na Operação Lava Jato, o presidente do Senado assistiu à troca do seu último aliado de peso na Esplanada: Vinícius Lages foi substituído por um apadrinhado de Temer, Henrique Eduardo Alves, no comando do Ministério do Turismo. O "último dilmista" passou a usar publicamente o discurso de independência em relação ao governo.
Mesmo reclamando a interlocutores de uma suposta falta de blindagem do governo ante o avanço da Lava Jato contra ele, Renan atuou para impedir que o afastamento da presidente venha a se consumar no Senado.
Entre os sete principais lances pró-Dilma do peemedebista, ele (1) ajudou na aprovação do impopular ajuste fiscal do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy; (2) criou a "Agenda Brasil", uma espécie de boia anticrise econômica para a presidente; (3) agiu no PMDB para derrotar a ação de Temer que derrubara temporariamente o líder do PMDB da Câmara, Leonardo Picciani (RJ); (4) criticou a "precipitação" do PMDB em ter rompido com o governo e (5) não defendeu um "rito sumário" na tramitação do impeachment do Senado; (6 e 7) tentou embaralhar e dificultar o caminho do vice apoiando a adoção de um semiparlamentarismo com Dilma no cargo e, recentemente, com a defesa da antecipação das eleições gerais.
O presidente do Senado não teve êxito. Mas, por instinto de sobrevivência e para aplacar os ânimos após um bate-boca público com o vice, ele começou a articular em janeiro uma chapa única para o comando do PMDB. No mês seguinte, Temer foi mantido e Renan emplacou o senador Romero Jucá (PMDB-RR) na primeira vice-presidência da legenda. Aliado de ambos, Jucá - ungido agora a presidente em exercício do partido e futuro ministro do Planejamento de Temer - e Eunício Oliveira - reeleito tesoureiro da legenda - são os dois principais artífices da aproximação. "Ele vai vir para o nosso lado", disse Jucá ao Estado, após a decisão.
No encontro da semana passada, Renan já acertou inaugurar a agenda de Temer no Congresso na próxima semana. Ele também se comprometeu com o vice a, tão logo ele assuma, convocar o Congresso para aprovar a revisão da meta fiscal para evitar a paralisia da máquina pública federal.
Renan discutiu ainda a votação de proposta que concede autonomia formal para escolha da diretoria do Banco Central.
Aliados do peemedebista dizem que a composição com Temer tem por objetivo garantir a Renan espaço na legenda após fevereiro de 2017, quando deixará a presidência do Senado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Em ato em São Paulo, CUT diz que impeachment é contra trabalhadores


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Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Três centrais sindicais, além de diversos movimentos sociais de esquerda, promovem ato conjunto no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, para marcar o Dia do Trabalho. Com o lema Brasil: Democracia + Direito, as centrais e os movimentossão contra o processo de impeachment contra Dilma Rousseff.  Está prevista a participação da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, no evento. 
Segundo Vágner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é uma união "histórica da esquerda brasileira" pela "a luta pela democracia". "Todos nós unificamos para defender a democracia, porque nós sabemos que o golpe é contra a Dilma e Lula, mas principalmente contra os trabalhadores. O golpe é para retirar direitos, acabar com a CLT, com a política de valorização do salário mínimo e com os benefícios sociais", disse.
"Sem dúvida, a gravidade do que o país está vivendo, um golpe de Estado, juntou. Não haveria outra situação do que fazer um ato unitário, de todos aqueles que estão contra o golpe, em defesa da democracia, em defesa dos direitos dos trabalhadores", disse Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical. "Não temos dúvida de que a unidade do povo brasileiro, das organizações da classe trabalhadora será fundamental para derrotar o golpe e garantir a democracia no nosso país e para garantir a continuidade das nossas lutas em defesa do emprego, do salário, dos direitos e das políticas públicas", acrescentou.
Para Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o processo de impeachment pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores. "Penso que a classe trabalhadora tem um motivo a mais [para ir para as ruas]. Nesse particular, o Brasil tem um recorte especial que é fazer valer o que foi garantido pela Constituição, que é o direito à democracia. A democracia é algo imperativo", disse.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também destacou a união da esquerda contra oimpeachment da presidente Dilma. "Acho que o mais importante é manter todos esses grupos e todas essas entidades que tem resistido ao golpe. É fundamental neste momento manter essa unidade para continuar combatendo o golpe. Temos a votação no Senado e, independentemente desse resultado, não vamos reconhecer a legitimidade de um governo que tenta assumir sem o voto popular. Isso não é só um atentado à democracia. É uma regressão social, política e cultural porque pela pauta apresentada por quem pretende sentar na cadeira antes da hora, são privatizações em série, mudanças no regime de aposentadoria, um ataque à Petrobras".
Falcão reconhece ser difícil reverter a admissibilidade do impeachment de Dilma no Senado. "Para que não tenhamos ilusões: é muito difícil impedir a admissibilidade, ou seja, uma maioria simples que afaste a presidenta por 180 dias. Mas é muito possível que, ao longo desses meses de afastamento, se ocorrer, que possamos ter 28 votos e evitar o golpe definitivo. Para isso, precisamos continuar com as mobilizações", disse o presidente nacional do PT.
O ato é promovido pelas centrais Única dos Trabalhadores (CUT), dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Intersindical, além de movimentos como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Frente Brasil Popular, a Frente Povo sem Medo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Impeachment
Os dirigentes das três centrais sindicais disseram hoje que pretendem intensificar os atos nas ruas para pressionar o Senado a não aprovar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
"Acredito que só nas ruas [o processo de impeachment será derrotado]", disse Vágner Freitas, da CUT. "A maioria [das pessoas] sabe que o impeachment não resolve o problema. A maioria não quer o Temer. A maioria acredita que vá aprofundar a crise política. E é isso que estamos tentando demonstrar para os senadores, com o povo nas ruas, organizado. Eles [senadores] vão perceber que, se eles votarem, eles vão ter prejuízos porque o povo vai lembrar de quem ajudou a trair o povo", acrescentou.
Edson Carneiro "Índio", secretário-geral da Intersindical, defende que a cobrança continue mesmo se o processo for aprovado pelos senadores. "Na nossa opinião, [é preciso] fazer luta, fazer greve, um dia nacional de paralisações para afetar a produção. Vamos mostrar para os orquestradores do golpe que não haverá paz. Não adianta achar que basta fazer um golpe e destituir a presidente que está tudo resolvido", disse. "A Intersindical não faz parte da base de apoio ao governo. Temos muitas críticas ao governo. Mas uma coisa é não apoiar o governo. Outra coisa é fechar os olhos para o que está acontecendo no nosso país", ressaltou.
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Ato contra impeachment de Dilma no Rio tem discursos e apresentações artísticas

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Frente Brasil Popular promove ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Frente Brasil Popular promove ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Aterro do FlamengoTânia Rêgo/Agência Brasil
Centenas de pessoas participaram hoje (1º) no Aterro do Flamengo, de um ato contra o processo de impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff. A manifestação, promovida pela Frente Brasil Popular, contou com apresentações musical e teatral, além de discursos de políticos do PT e artistas.
"Hoje nós passamos por um momento complicado da história do nosso país, principalmente em relação à democracia. A gente sabe o que ocorre quando a democracia está em xeque. Quando a democracia é prejudicada, o trabalhador é o próximo a ser prejudicado", disse o vice-presidente estadual do PT no Rio, Ricardo Pinheiro.
O ator Bemvindo Sequeira também discursou durante o ato e defendeu a permanência de Dilma no poder. Apesar disso, ele considera que a situação da presidenta é muito complicada, mesmo que ela consiga se manter no poder.
"Quem está vendido não vai mudar seu voto. Você pode botar 10 milhões de pessoas nas ruas, que eles vão votar pelo impeachment mesmo. Agora eu acho difícil que eles consigam, no julgamento final, os 54 votos [necessários para tirar Dilma definitivamente da Presidência]. Ao mesmo tempo, como é que ela volta [depois de ser afastada]? Como uma pessoa que morre e torna a voltar? É uma situação política estranha", disse o ator.
O professor Thiago Pereira aproveitou o domingo de sol para ir ao protesto com a mãe e sua filha de 2 anos. "Particularmente, tenho muitas críticas em relação ao governo, mas acredito que elas têm que ser resolvidas dentro da normalidade institucional e não através de uma tentativa de distorção do Estado Democrático de Direito. Não pode ser através de uma série de acusações que não têm sustentação e que são o arcabouço para se tentar derrubar uma presidente legitimamente eleita", disse.
Senado
A abertura do processo de impeachment foi aceita na Câmara, por 367 votos a 137, e agora está em discussão na comissão especial do Senado. Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, a decisão final cabe ao plenário do Senado. Para ser a abertura do processo ser aprovada, é necessária a metade mais um dos votos dos presentes, desde que votem pelo menos 41 dos 81 senadores da Casa.
Se o parecer da comissão for pela admissibilidade do processo de impeachment e o texto for aprovado pelo plenário do Senado, o processo contra a presidenta é instaurado e Dilma será notificada e afastada do cargo por 180 dias. Com isso, o vice-presidente Michel Temer assume o governo. Se o parecer da comissão pela admissibilidade for rejeitado no plenário, a denúncia contra a presidenta será arquivada.
Se o processo de afastamento da presidenta for aberto, começa a fase de produção de provas e a possível convocação dos autores da denúncia, da presidenta Dilma e da defesa até a conclusão das investigações e votação do parecer da comissão especial sobre o processo. Para que a presidenta perca o mandato são necessários votos de pelo menos 54 senadores, dois terços da Casa. A sessão final do julgamento será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em caso de absolvição, a presidenta reassume o mandato imediatamente. Se condenada, a presidenta é automaticamente destituída e fica oito anos sem poder exercer cargo público. O vice, Michel Temer, assume a Presidência da República até o fim do mandato, em dezembro de 2017.
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Na Avenida Paulista, ato da Conlutas pede novas eleições gerais no Brasil






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São Paulo - Manifestação do Conlutas na Avenida Paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)


Manifestantes pedem a realização de novas eleições no paísRovena Rosa/Agência Brasil
Em manifestação na Avenida Paulista, pelo Dia do Trabalho, a Central Sindical Popular (Conlutas), PSOL e PSTU pedem a realização de novas eleições gerais no país. O ato ocorre desde as 10h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Segundo os organizadores, participam do ato sindicalistas vindo de vários estados. São esperadas 10 mil pessoas até o encerramento do protesto. A Polícia Militar não fez estimativa de público até o momento.
Dirigente da Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Josias de Mello, disse que a categoria teme a retirada de direitos trabalhistas diante do atual cenário político. "Nós, trabalhadores aposentados, estamos sendo também atacados, por isso dizemos fora todos. A reforma da Previdência, o ajuste fiscal vai vir agora, prejudicando a classe trabalhadora e os aposentados", disse.
Os manifestantes dizem ser contrários à presidenta Dilma Rousseff, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); ao vice-presidente Michel Temer; ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Eles defendem a saída de todos esses políticos dos respectivos cargos.
De acordo com a Conlutas, a manifestação é um contraponto aos atos programados para hoje pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 12h, no Vale do Anhangabaú, e da Força Sindical, das 7h às 15h, na Praça Campo de Bagatelle, na zona norte da capital paulista.
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