segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015



20/02/2015 18h48 - Atualizado em 20/02/2015 19h55

Ministra do TSE nega pedido do PSDB para cassar mandato de Dilma

Maria Thereza disse que fatos apresentados pelo partido eram 'genéricos'.
Advogado do PSDB afirmou que vai recorrer da decisão na segunda-feira.



Fabiano CostaDo G1, em Brasília
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou monocraticamente o pedido protocolado no ano passado pelo PSDB para cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. Ainda cabe recurso da decisão, que pode vir a ser apreciado pelo plenário do tribunal.
ação apresentada pelo partido de oposição solicitava que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ficou em segundo lugar na eleição presidencial de 2014, assumisse a Presidência da República.
Em despacho dado no dia 4 de fevereiro e publicado na última quarta (18) no Diário de Justiça eletrônico, a magistrada do TSE argumentou que a petição do PSDB havia apresentado "de forma genérica" supostos fatos que demonstrariam abuso de poder econômico e fraude por parte da coligação encabeçada por Dilma. Segundo Maria Thereza, a defesa tucana não mostrou "prova" que justificasse a cassação do mandato da presidente e do vice-presidente.
"O que se verifica, portanto, pela leitura da inicial, é que, os autores [PSDB] apresentam de forma genérica supostos fatos ensejadores de abuso de poder econômico e fraude, e, lado outro, não apresentam o início de prova que pudesse justificar o prosseguimento de ação tão cara à manutenção da harmonia do sistema democrático", escreveu a ministra na decisão.
"Destarte, em juízo preliminar de cabimento de presente ação, dos argumentos contidos na inicial, não vislumbro presentes os elementos necessários para o prosseguimento da ação de impugnação de mandato eletivo, nos moldes exigidos pelo art. 14, § 10 da Constituição Federal", complementou.
Advogado do PSDB no processo, o ex-ministro do TSE Eduardo Alckmin afirmou ao G1 que irá apresentar recurso contra a decisão da ministra Maria Thereza na próxima segunda-feira (23) para que o plenário do tribunal analise o pedido de cassação do mandato. Alckmin disse discordar do argumento da magistrada de que a ação foi apresentada "de forma genérica".
"Evidentemente, discordamos [do argumento da ministra]. Procuramos de forma específica mostrar que ocorreram vários fatos que mostram abuso do poder econômico e gastos acima do limite. É um fato objetivo. Trouxemos muitas provas. Tem de ser esclarecido a forma que os recursos do PT para a campanha foram obtidos. Pode haver inclusive caixa 2", disse o defensor do PSDB.
Os argumentos do PSDB
O PSDB protocolou a ação para tentar cassar o mandato de Dilma no dia 18 de dezembro, data em que a petista foi diplomada pela Justiça Eleitoral, requisito para assumir o mandato de presidente.
O principal argumento utilizado pelo PSDB para pedir a declaração de inelegibilidade de Dilma é o de que campanhas do PT teriam sido financiadas com dinheiro de corrupção, o que tornaria a eleição de Dilma “ilegítima”.
O partido destacou na ação judicial que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal, em delação premiada, que a campanha de Dilma para a Presidência, em 2010, recebeu recursos de desvios cometidos na Petrobras. A representação tucana reforça que, segundo Costa, o pagamento de campanhas com recursos PT e o PMDB eram os maiores beneficiários do esquema de corrupção.
“Resta evidente, portanto, que o dinheiro desviado da Petrobras financiou direta e indiretamente a campanha dos requeridos, não se podendo olvidar que os dois partidos que mais receberam recursos das empreiteiras envolvidas com o escândalo da Petrobrás foram o da candidata a Presidente da República, o PT, e o do candidato a vice-presidente da República, o PMDB”, diz a representação do PSDB.
Em 54 páginas, o advogado Eduardo Alckmin citou supostos casos de utilização da máquina administrativa e abuso do poder econômico que teriam sido cometidos pela petista na disputa.
Ele destacou que envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato, da PF, revelaram que as campanhas do PT utilizaram recursos desviados da empresa.
“A obtenção de recursos nessas circunstâncias caracteriza o abuso do poder político, porquanto as aludidas doações foram feitas em decorrência de promessas de benesses ou de abstenção de criar entraves por parte dos agentes da empresa estatal”, afirmou o advogado na ação.
Como exemplo, o PSDB citou a convocação pela presidente de redes de rádio e televisão para pronunciamentos, a suposta manipulação de indicadores sócio-econômicos, e o uso de prédios públicos durante a campanha, sobretudo o Palácio da Alvorada.
"A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito de Dilma e de Michel”, destacou a representação.
O partido de oposição mencionou como prova uma fala da presidente em março de 2013, quando entregava um conjunto residencial inserido no programa 'Minha Casa Minha Vida’, em João Pessoa (PB).
Na ocasião, Dilma afirmou  que “podemos fazer o diabo quando é hora de eleição, mas quando se está no exercício do mandato, temos de nos respeitar, pois fomos eleitos pelo voto direto”. Em meio à eleição presidencial, Aécio chegou a ironizar a declaração da adversária, dizendo que o "diabo se envergonharia" da campanha feita pelo PT.

PT pedirá ampliação da abrangência da CPI para incluir período FHC

G1 - GLOBO

23/02/2015 14h23 - Atualizado em 23/02/2015 14h53

PT pedirá ampliação da abrangência da CPI para incluir período FHC

Pedido original pede investigação na Petrobras desde 2005.
Partido argumenta que ex-gerente confessou ter recebido propina desde 97.



Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O líder do PT da Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), anunciou nesta segunda-feira (23) que apresentará um requerimento para ampliar a abrangência da investigação da CPI da Petrobras, a ser instalada na próxima quinta (26), incluindo o período do governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB (1995-2002).
No pedido original aprovado pelos parlamentares, a comissão tem como objetivo se debruçar sobre irregularidades na estatal desde 2005, no pimeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os petistas argumentam que, em seu depoimento de delação premiada, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco admitiu que o esquema de corrupção na estatal funcionava desde a década de 1990.
“Vamos apresentar o requerimento à Mesa Diretora da Câmara e, conforme for, também durante os trabalhos da CPI”, afirmou Sibá Machado. O partido guarda ainda na manga um pedido de convocação de Barusco.
O ex-gerente da estatal confessou que começou a receber propina da empresa holandesa SBM em 1997 ou 1998 e que os pagamentos se tornaram sistemáticos no ano 2000, ainda no governo FHC. Em seu depoimento, Barusco acusou o PT de ter recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propina oriunda de contratos da estatal - o partido nega e diz que processará o ex-gerente.
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (CE), também defendeu a ampliação do escopo da CPI para que a apuração seja “ampla, geral e irrestrita”. “CPI não é para apurar contra uma pessoa ou outra. É para apurar tudo e nós queremos que se apure tudo desde 1997”, disse Guimarães.
Sobre a resistência da oposição em aprovar o aditamento, Guimarães respondeu em tom irônico: “Ora, mas não se quer apurar tudo? Quer dizer que só apura numa data? Por que não na outra? Então, não é razoável para quem quer apurar ser contra isso”.
Segundo a Secretaria-Geral da Câmara, porém, não é possível, de acordo com o regimento, a direção da Casa autorizar mudanças em um pedido de CPI já aprovado. Para técnicos da Câmara, o mais viável é aprovar o requerimento de ampliação do período de investigação durante os trabalhos da comissão.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)


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domingo, 22 de fevereiro de 2015





21.fev.2014 - Os atletas da Warwick University, uma das principais universidades do Reino Unido, posou pelo 6º ano seguido para o calendário nu que arrecada verba para combater a homofobia. O dinheiro arrecado em 2015, assim como em outros anos, irá financiar eventos e projetos de conscientização, além dos ensaios e da impressão dos calendáriosReprodução/Catraca Livre
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Impopularidade de Dilma é janela de oportunidade para oposição pró-impeachment

Alguns políticos da oposição e muita gente nas redes sociais vem divulgando ou pedindo a tese do impeachment. Como se tirar uma presidente eleita fosse, assim, coisa corriqueira – e como se não fosse melindrar os outros 50% que votaram nela, ainda mais com a tese sendo propalada sem fatos específicos que a sustentem. Isto pode mudar, mas até aqui o que temos são trechos selecionados e vazados na imprensa de delações premiadas do escândalo da Petrobras, muitas das quais tiradas de contexto e direcionadas de acordo com interesses político-midiáticos, quando não dos advogados dos réus.
Seja como for, as recentes pesquisas de opinião dando conta da queda abissal de popularidade do governo devem ter animado os “impeachmistas”. A imagem pessoal de Dilma foi bastante afetada nos últimos meses – o que somado ao pessimismo econômico abre um campo fértil para teses como a da “derrubada” da presidente.
De dezembro para cá a popularidade de Dilma despencou. E com um agravante: sua imagem pessoal – antes marcada pela “competência” e “trabalho” – está na berlinda, mostram as pesquisas.
Segundo o último Datafolha, não apenas seu governo está mal avaliado (42% de ruim/péssimo), mas a própria figura da presidente. 47% disseram que Dilma é “desonesta”; para 54% ela é “falsa” (três anos atrás apenas 13% achavam isso). Hoje apenas 35% a consideram “sincera” (contra 73% três anos atrás). E um dos principais atributos positivos do passado – ser “decidida” – minguou de 82% para 46%.
Pela primeira vez em muitos anos “corrupção” (21%) aparece como um dos principais problemas do país, perdendo apenas para “saúde” (26%), ao mesmo tempo em que 52% afirmam que Dilma “sabia da corrupção na Petrobras e deixou que ela ocorresse”.
Tudo isso é significativo porque a imagem individual do governante é um trunfo: abre-lhe campo de manobra. Pode jogar com sua popularidade e a identidade fixada junto à população conforme as circunstâncias. Se esta imagem esmaece, é uma carta a menos na manga. Aliado ao quadro econômico desfavorável, se tem um horizonte nublado no qual Dilma pode ficar exposta como alvo.
Governos impopulares podem reverter o quadro ou podem permanecer assim até o fim. No Brasil exemplos não faltam. José Sarney e FHC terminaram mandatos com baixa popularidade. Situação ruim e insatisfação não são sinônimos de impeachment.
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Barbosa critica advogados que recorrem a políticos

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São Paulo, 17/2/2015 - O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa criticou há pouco, por meio de sua conta no Twitter, a relação entre advogados e políticos. "Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos/deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos!", afirmou, por volta de 1h da madrugada desta terça-feira de carnaval.
Segundo ele, aqueles que recorrem à política para solucionar questões referentes ao mundo jurídico não têm objetivo de buscar Justiça. "Buscam corrompê-la. É tão simples assim", comentou o ex-ministro, que se aposentou antecipadamente do STF em julho de 2014.
As críticas a advogados de defesa que recorrem a políticos foram feitas três dias após Barbosa defender, também por uma rede social, a demissão do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a Presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça," escreveu.
As declarações do jurista se dão em meio a informações de que Cardozo teria se encontrado com advogados que defendem empresários envolvidos no suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. As reuniões não teriam sido publicadas na agenda oficial do ministro, o que levou a oposição a criticar a falta de transparência do ministro na condução dos encontros.
Ainda no fim de semana, Cardozo disse ao jornal O Estado de S. Paulo que só recebeu em audiência advogados da Odebrecht, como consta de sua agenda, e negou que tenha tratado da Lava Jato com Sérgio Renault, defensor da UTC, ou com advogados da Camargo Corrêa.



No Twitter, Joaquim Barbosa diz que é cidadão livre

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa recorreu novamente à sua conta na rede social Twitter para se defender das reações às suas recentes postagens, em que sugeriu a demissão do ministro da justiça, José Eduardo Cardozo. Barbosa disse que hoje é um cidadão livre e que seus críticos "fingem" não saber disso.

"Cidadão livre": livre das amarras do cargo público. Cidadão na plenitude dos seus direitos, pronto para opinar sobre as questões da 'Pólis'", afirmou ele, há pouco, em seu perfil no twitter.

Barbosa, que se aposentou antecipadamente do STF em julho último, citou ainda a expressão "plumes-à-gage", que, em tradução aproximada, indica quem escreve a serviço de alguém, para se referir aos "furiosos" com os seus comentários e sugeriu a eles "serem livres!". "Às 'plumes-à-gage' furiosas com meus comentários: experimentem ser livres! Sei que isso seria extremamente penoso e "custoso" para vocês", afirmou ele.

Na madrugada de hoje, Barbosa já tinha se manifestado sobre a relação entre advogados e políticos. Ele defendeu o fato de advogados em processos criminais recorrerem ao juiz quando identificarem "excessos/deslizes" da polícia. "Nunca a políticos!", disse o ex-ministro do STF. Barbosa afirmou que os que recorrem à política para solucionar questões relacionadas ao âmbito jurídico não buscam a justiça. "Buscam corrompê-la. É tão simples assim", acrescentou.

As críticas a advogados de defesa que recorrem a políticos foram feitas três dias após Barbosa defender a demissão de Eduardo Cardozo. "Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça", escreveu ele.

As declarações do jurista se dão em meio a informações divulgadas pela revista Veja de que Cardozo teria se encontrado com advogados que defendem empresários envolvidos no suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. As reuniões não teriam sido publicadas na agenda oficial do ministro, o que levou a oposição a criticar a falta de transparência de Cardozo na condução dos encontros. Cardozo negou que tenha tratado da Lava Jato com advogados. (colaborou Mário Braga - mario.braga@estadao.com)
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