terça-feira, 26 de maio de 2015


Executivo indica a participação de baixo escalão da Petrobras em esquema

De Brasília

Privado de dar detalhes sobre o processo de corrupção na Petrobras, o ex-vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Hermelino Leite sinalizou aos deputados da CPI da Petrobras que forneceu à Justiça Federal informações sobre envolvimento de funcionários do baixo escalão da estatal no esquema de corrupção. Leite disse que entregou ao Ministério Público documentos comprovando a participação dos funcionários.
Leite reafirmou o envolvimento de nomes já conhecidos, como os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque, além do ex-gerente Pedro Barusco. Ele mencionou também a participação de empresas de consultoria no esquema, as quais não pode revelar os nomes.
O executivo contou que entregou uma planilha ao MP indicando as obras e os recursos repassados aos operadores. Quando havia atrasos nos pagamentos, Alberto Youssef e Júlio Camargo costumavam cobrar os valores não pagos. "Éramos cobrados pelos operadores e por quem poderia influenciar (no contato com a Petrobras)", declarou.
Leite contou que prestou mais de 50 horas de depoimento aos investigadores da operação Lava Jato. "Hoje vejo com admiração o trabalho da Policia Federal e do Ministério Público", elogiou.
Entre os erros da Petrobras no processo, o executivo apontou a pressa na execução das obras e projetos básicos falhos como pontos que prejudicaram a estatal. Para ele, o escândalo pode ajudar a mudar os procedimentos da companhia. "Esse é um momento de reinvenção para que possamos ter um processo melhorado", avaliou.






Irregularidades com a Petrobras começaram em 2002, diz empreiteiro na CPI

Bruna Borges
Do UOL, em Brasília

O ex-vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Hermelino Leite afirmou nesta terça-feira (26) que os contratos ilícitos da empreiteira com a Petrobras foram "celebrados a partir de 2002". Ele depõe hoje à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Deputados que investiga as irregularidades na estatal.
"A partir de setembro 2009, quando assumi a diretoria de Óleo e Gás, recebi da empresa uma situação pré-existente de meus antecessores. A situação pré-existente da Camargo Corrêa consistia em combinações e contratos que foram celebrados através de consultorias a partir de 2002, conforme cópias de documentos já entregues ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal", declarou Leite ao se referir aos pagamentos de propina.
É a primeira vez que um empreiteiro menciona contratos anteriores ao governo do PT no país -- em 2002, o presidente era Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Questionado pelo relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), sobre a origem do esquema, o executivo disse que não lhe "foi passado o histórico".
"Minha única disposição é a de falar a verdade. Mais que arrependimento, tenho uma profunda frustração profissional, de ter batalhado e estar hoje envolvido neste escândalo de grandes dimensões", disse o empreiteiro. 
Leite realizou acordo de delação premiada com o Ministério Público. Ele se emocionou ao ser indagado sobre os motivos que levaram a colaborar com as investigações e se possui filhos. Eu penso nisso [fazer delação] desde que a operação começou. [...] Essa questão da delação é um processo individual e não é uma boa decisão jurídica é uma decisão pessoal", declarou Leite.
Ainda respondendo o que o motivou a fazer a delação, o empresário confirmou que tem filhos e chorou. "Prefiro que isso não seja um choro. [Há] um prejuízo de imagem à minha família, não me é agradável", disse.
O empreiteiro reafirmou que o doleiro Alberto Youssef, os ex-diretores da estatal Renato Duque e Paulo Roberto Costa, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto participavam do esquema de pagamento de propina de empreiteiras à petrolífera.
"O volume de propina que tínhamos que pagar era um absurdo, era um desconforto absurdo", declarou Leite.
Ele também reafirmou que pagava propina de 1% do valor dos contratos para as diretorias de Serviços e Abastecimento. Leite declarou aos deputados da CPI que a relação da empreiteira com a estatal seria "muito difícil" se não houvesse o pagamento de propina a diretores.
Leite, em depoimento da delação, afirmou aos procuradores que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobrou pessoalmente uma suposta dívida da empreiteira superior a R$ 10 milhões de "pagamentos de vantagem indevida frente a contratos da construtora com a Petrobras" e determinou que o valor fosse pago ao PT como doação oficial eleitoral ao partido.
Leite disse ainda que que a propina não era um tema discutido entre os acionistas da companhia, e sim considerado um "custo" para a construtora.
O PT sempre negou que as doações eleitorais fossem provenientes de pagamento de propina e tivessem origem ilegal.
Leite foi preso em novembro de 2014 por suspeita de participar de um esquema de formação de cartel de empreiteiras que pagaram propina a diretores da Petrobras. Ele agora cumpre prisão domiciliar após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no início de maio.




domingo, 24 de maio de 2015



Marcha contra presidente Dilma chega domingo ao Distrito Federal

Grupo pretende se encontrar com parlamentares no Congresso na próxima quarta-feira e pedir o impeachment da presidente. Caminhada começou em São Paulo no último dia 30




 postado em 23/05/2015 08:05

Reprodução/Facebook


Durante a caminhada, o grupo estendeu faixas com o pedido de impedimento da presidente Dilma: trânsito lento

A caminhada está perto do fim. A marcha que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff deve chegar ao Distrito Federal amanhã. O grupo, que entregará um pedido de impedimento da petista ao Congresso na quarta-feira, faz questão de ressaltar que a ação do movimento “não se esgota” com a saída ou não da presidente. “Temos propostas para melhorar a vida das pessoas”, disse ao Correio um porta-voz do grupo, pouco antes de chegar à cidade de Abadiânia (GO).
Segundo o paulistano Renan Santos, 31 anos, o programa do Movimento Brasil Livre, que organiza a marcha, não se extingue com um eventual impeachment de Dilma. “O MBL é um movimento ideológico. Nós temos propostas a apresentar para o país, concretizando-se ou não a saída de Dilma. Nós defendemos a redução da máquina do Estado, a privatização das empresas públicas, o fim do monopólio estatal em áreas como petróleo, gás e correios. Isso tudo pode melhorar a vida das pessoas”, diz ele. “Na educação, por exemplo, nós defendemos que se deem vouchers para pessoas pobres poderem estudar em escolas privadas. Porque o custo por aluno de uma escola pública é, geralmente, muito maior que em uma escola privada”, diz.

O servidor público Adolfo Sachsida, um dos organizadores dos protestos em Brasília, diz que o pedido de impeachment do grupo já recebeu cerca de 2 milhões de adesões, em um site de petições na internet. “São três fatos que fundamentam o pedido. Primeiro, as chamadas ‘pedaladas fiscais’ acusadas pelo Tribunal de Contas da União. Depois, a negligência dela no episódio da refinaria de Pasadena, quando ela presidia o Conselho de Administração da Petrobras. E, por fim, a alteração que ela promoveu na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em dezembro passado”, contou ele. “Temos um grupo de juristas ligados ao movimento, que foram responsáveis por esse texto”, disse.

Insolação

Santos também disse que as declarações dadas na quarta-feira pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disse que o impeachment de Dilma “não é agenda para agora” repercutiram mal entre os participantes da marcha, cerca de 30 pessoas. “É uma posição desmobilizadora, que deixa as pessoas órfãs de liderança política. E pior, ajuda a tirar a fé das pessoas na ação política. É por isso que temos essas pessoas pedindo uma intervenção militar. Quando elas não veem mais uma saída na política, adotam discursos irresponsáveis”, disse. Santos elogiou a atuação de parlamentares tucanos como Bruno Araújo (PE), Izalci (DF) e o líder da bancada, Carlos Sampaio (SP). “Espero que eles nos recebam”, disse.
Segundo Renan, o grupo, que começou a caminhada em São Paulo em 24 de abril, enfrentou dificuldades com as altas temperaturas registradas no interior goiano. “Algumas pessoas tiveram febre à noite, em decorrência da insolação. Outras tiveram problemas gástricos. O calor dificultou um pouco a caminhada”, contou. “As pessoas não comem tanto pequi como se diz, aqui em Goiás. Teve uma galinhada que nós tivemos de pedir para adicionar o pequi”, contou ele. Ele disse ainda que a guariroba, ou palmito-amargo, fez sucesso entre os ativistas. “Goiás está blindado contra o PT. Principalmente no interior, percebemos que as pessoas cultivam valores muito corretos”, disse.
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Iatagan
Iatagan - 23 de Maio às 20:51
Acho hilário quando vejo essas pessoas eleitoras da candidato derrotado fazendo marcha de SP a BSB pedindo impeachment da presidenta Dilma. Digamos que isso aconteça. Quem vai para o lugar dela? Temer , Renam, Eduardo Cunha. Ai vejo comentários dizendo que quando vê isso faz ele acreditar que o Brasil tem jeito. TÁ DE BRINCADEIRA! Já falei aceita que doí menos.
 
david
david - 23 de Maio às 19:42
É a caminhada do fracasso, sem rumo, sem propostas, bando de idiotas. É a caminhada do PSDB partido sem rumo que quer entregar as estatais ao capital estrangeiros e aos empresários corruptos e ladrão.
 
david
david - 23 de Maio às 19:36
São um bando de coxinhas, bando de vagamundos, são pessoas que estão há serviço da mídia golpista e corrupta. Deveriam está protestando contra um congresso conservador e corporativo, que em vez reduzir os gastos está aumentando mais as despesas. Talvez essas pessoas estão sendo patrocinada com dinheiro público.
 
Iatagan
Iatagan - 23 de Maio às 19:13
Sabe por que Aecio disse q o impedimento da presidenta nao é assunto para agora? Porque ele foi citado no depoimento de Youssef. O bicho vai começar a pegar para a oposiçao. Esses manifestantes que querem a saida da Dilma vao se espelhar em quem? Aecio , Fhc , aceita que doi menos. Vocês: SABEM DE NADA INOCÊNTE!
 
Jonas
Jonas - 23 de Maio às 18:30
ALGUÉM AI, JURISTAS, ETC..ETC...DO PSDB, DEVIAM LEMBRAR AO SR. AÉCIO NEVES, QUE ELE É SENADOR, E DEVIA IR PARA O SENADO TRABALHAR E APRESENTAR LEIS, QUE MELHOREM A EDUCAÇÃO, A SAÚDE, A INFRAESTRUTURA, QUE NENHUM SEGUIMENTO A PARTIR DE AGORA NÃO PODE VOTAR AUMENTO DE SEUS SALÁRIOS, QUE NENHUM DESEMBARGADOR, PODE VOTAR E INVENTAR, AUXILIO MORADIA DE R$ 4.377,73, QUE NENHUM POLÍTICO COM 8 ANOS DE MANDATO, PODE SE APOSENTAR, PORQUE SER POLÍTICO NÃO É PROFISSÃO, ETC..ETC...ENFIM, NÃO EXISTE NO BRASIL, 3º TURNO DE ELEIÇÃO. VÃO TRABALHAR, E ACABAR ESTES LEIS 171, QUE ESTE CONGRESSO NACIONAL, FAZ...HOJE NO BRASIL COM ESTAS LEIS QUE TEM AI, CRIADAS PELOS SENADORES E DEP. FEDERAIS, O CRIME COMPENSA...É ISSO QUE TODOS OS SENADORES E DEP. FEDERAIS, QUEREM...QUEM FEZ A LEI, PARA QUE A PETROBRÁS, PUDESSE FAZER OBRAS, COMPRAR MATERIAIS, COMPRAR E ENTRAR DE SOCIEDADES COM OUTRAS DISTRIBUIDORES, ETC..ETC. FOI O SENHOR. F.H.C. E O DEP. FEDERAL NA ÉPOCA, SR. AÉCIO NEVES, FOI QUEM ENCAMINHOU A LEI, PARA APROVAÇÃO. É POR ISSO QUE ESTÁ ESTA ZONA COM A PETROBRÁS, TUDO FEITO, SEM LICITAÇÃO, PORQUE O PSDB DO SR. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, FEZ E AÉCIO NEVES, ENCAMINHOU PARA APROVAÇÃO. E FOI APROVADA QUE É O PIOR...
 
Waiverleich
Waiverleich - 23 de Maio às 16:11
Amanhã domingo, todos juntos na esplanada dos ministérios, vamos retirar a Dilma da cadeira tão confortável em que está, na qual, só destrói o povo Brasileiro com seus projetos absurdos de retirada de direitos e beneficios do nosso povo........
 
Waiverleich
Waiverleich - 23 de Maio às 16:09
È lamentável ver uma presidente mentir tanto como a nossa! isso é uma vergonha....vamos diminuir a quantidade de ministérios, cargos comissionados, diminuir os salários dos ministros, deputados e senadores, porque assim, conseguiremos retornar os serviços públicos, como saúde, educação e segurança, extintos nestes tempos de governo do PT, me responda com sinceridade: O Brasil melhorou ou piorou no governo destes bandidos do PT?
 
Jaime
Jaime - 23 de Maio às 12:45
São atitudes e palavras de "líderes" assim que devem preocupar o povo brasileiro. Está bem claro que é gente com um discurso enlatado, coisa de gente faz muito barulho, mas não tem nada a oferecer. Não estranha ter um Congresso tão podre, um Executivo tão incompetente. No fim, o Brasil tem os políticos que merece.
 
Lucia
Lucia - 23 de Maio às 11:34
Essa é outra que tem que ser "apreendida", presa e punida, junto com sua corja nojenta e diabólica,como Lula e esses políticos e capachos do judiciário que estão no poder pra defender bandidos. Vamos à luta, o povo tem que tirar essa quadrlha de lá! CQC...Custe o Que Custar.......
 
marques
marques - 23 de Maio às 11:20
voucher pra pobre em escola particular? Kkkk! Esse pessoal e ou nao e liberal?
 
HELCIUS
HELCIUS - 23 de Maio às 10:58
Isso me faz acreditar que o Brasil ainda tem jeito!!!
 
Jaime
Jaime - 23 de Maio às 12:45
Esse pessoal aí que vai dar jeito? Complicou tudo!










Aécio chama contingenciamento de "arrocho recessivo"







 postado em 22/05/2015 18:49 / atualizado em 22/05/2015 18:58


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), chamou de "arrocho recessivo" o contingenciamento de quase R$ 70 bilhões no Orçamento da União anunciado nesta sexta-feira, 22, pelo governo. Em nota, o tucano disse que os pobres são os que mais sofrem com os cortes e afirmou que a "máscara" do PT "cai em definitivo" após as medidas do pacote de ajuste fiscal. "É bom que fique claro: essa conta não é do povo, é do governo do PT, mas é o povo que está pagando", declarou.

Na avaliação do presidente do PSDB, o próximo passo do governo será o aumento de impostos. "A carga tributária, que aumentou ininterruptamente no governo Dilma, vai continuar a subir", previu.

Aécio criticou a "tesoura do governo Dilma Rousseff" e o comprometimento dos investimentos públicos que, em sua visão, poderia impulsionar a economia no momento em que o País precisa "desesperadamente" retomar o desenvolvimento. "Os R$ 70 bilhões anunciados hoje são apenas parte da conta que o brasileiro vai pagar por causa da gastança desenfreada ocorrida nos últimos anos com o objetivo de vencer as eleições e manter o PT no poder", concluiu.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), também criticou o contingenciamento federal. "O anúncio dos cortes é o retrato em números da situação imposta à economia por um governo obstinado por uma reeleição".

Em nota, Agripino observou a ausência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no anúncio desta tarde. "Uma preocupação que se acrescenta: por trás da ausência do ministro Levy no anúncio dos cortes deve estar a disputa PT versus PT", comentou.