quarta-feira, 21 de dezembro de 2016


Lava Jato fecha acordos com Odebrecht e Braskem, que pagarão R$ 7 bilhões

Nathan Lopes
Do UOL, em São Paulo
  • Paulo Whitaker/Reuters
A força-tarefa da Operação Lava Jato confirmou, nesta quarta-feira (21), que foi feito acordo de leniência com a Odebrecht e a Braskem. Firmados em 1º e 14 de dezembro, respectivamente, os acertos para colaboração garantem a devolução de cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos e vítimas da corrupção na Petrobras e em outras esferas do Poder, segundo o MPF (Ministério Público Federal). O acordo foi feito em conjunto com autoridades brasileiras, suíças e americanas.
A Braskem confirmou o acerto e disse que a assinatura da colaboração com Estados Unidos e Suíça foi feita hoje. Em nota a empresa disse que, dessa forma, "conclui a última etapa da negociação do acordo global para resolução das alegações na Operação Lava Jato". Segundo a empresa, as negociações com as autoridades começaram em outubro.
Agora, as colaborações da Odebrecht e da Braskem --empresa petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht e que tem participação da Petrobras-- deverão ser homologadas pela Justiça. Isso já foi feito na Câmara de Combate à Corrupção do MPF. Informações obtidas com 77 delatores da Odebrecht foram encaminhadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e serão avaliadas pelo ministro Teori Zavascki. 
Em nota, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, disse que "acordos como esses multiplicam a dimensão da Lava Jato". "Embora o seu principal objetivo seja apurar condutas ilícitas e expandir as investigações, a leniência permite também às empresas signatárias, que agora passam a atuar ao lado da lei, sanear os seus passivos e retomar a capacidade de investir, contribuindo para a preservação dos empregos e a retomada da atividade econômica".
Além do pagamento, as empresas se comprometeram a revelar fatos ilícitos relacionados à investigação, "incluindo fatos envolvendo agentes políticos de governos federal, estaduais, municipais e estrangeiros", diz a força-tarefa.
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'Caju', 'Santo', 'Missa': políticos citados na delação que foram às ruas contra a corrupção12 fotos

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Apelidado de "Mineirinho", o senador tucano Aécio Neves teria recebido R$ 15 milhões da Odebrecht, segundo delação do ex-executivo da construtora Cláudio Melo Filho. Na foto, ele participa de manifestação contra a corrupção em Belo Horizonte. A assessoria do PSDB de Minas afirmou que os valores doados pela Odebrecht na campanha eleitoral de 2014 foram registrados na Justiça Eleitoral e que Aécio "desconhece supostas citações em planilhas da empresa"VEJA MAIS >Imagem: Reprodução/?@marcus_pestana/Twitter

Cooperação

As empresas já forneceram ao MPF informações e documentos relacionados às práticas ilícitas de que participaram ou têm conhecimento. "A cooperação das empresas com as investigações em curso foi essencial para revelar os ilícitos praticados por empresas, agentes públicos e políticos, no âmbito interno e internacional", aponta a procuradoria.
Dos cerca de R$ 7 bilhões que as empresas pagarão no acordo de leniência, a Braskem é responsável por mais de R$ 3,1 bilhões. Dessa quantia, R$ 2,3 bilhões virão para o Brasil a fim de ressarcir vítimas, diz a força-tarefa.
Nas contas da Braskem, cerca de R$ 1,6 bilhão será pago mediante a ratificação dos respectivos acordos. Desse valor, US$ 95 milhões para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, US$ 65 milhões à SEC (Securities Exchange Commission, agência que regula os mercados de capitais nos EUA), 95 milhões de francos suíços à Procuradoria-Geral da Suíça e R$ 736 milhões ao MPF brasileiro.
"O saldo de aproximadamente R$ 1,5 bilhão será pago ao MPF em seis parcelas anuais, reajustadas pela variação do IPCA. O valor a ser pago ao MPF será posteriormente destinados ao pagamento de indenizações a terceiros".
No caso da Odebrecht, o valor envolvido passa dos R$ 3,8 bilhões. Às vítimas brasileiras, caberão R$ 3 bilhões desse montante.
Segundo o MPF, juntos, os valores pagos tornam esse acordo o maior já feito, em termos monetários, em um caso de corrupção na história mundial. "O combate à corrupção é um esforço global, o que torna extremamente importante a coordenação das atividades de repressão a crimes transnacionais", diz a procuradoria.

PGR ENVIA DELAÇÕES DA ODEBRECHT AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


Programas de integridade

Odebrecht e Braskem comprometeram-se a cessar completamente o envolvimento nos fatos ilícitos que revelaram. "[Elas] concordaram em tomar medidas especiais a fim de evitar a repetição de condutas similares no futuro", informa o MPF. Para isso, as empresas vêm implementando programas de integridade.
"Elas terão a obrigação de aprimorá-los, em atenção às melhores práticas, e de implantar ações, medidas e iniciativas adicionais de ética, integridade e transparência", diz o comunicado da força-tarefa, ressaltando que, "de maneira inédita em acordos de leniência no Brasil", as empresas concordaram em se sujeitar a monitoramento independente pelo prazo médio de dois anos.
Essa tarefa será realizada por profissionais especializados, às custas da empresa e sob supervisão do MPF. Em nota, a Braskem informa que concordou com a condição. A companhia também diz reconhecer sua "responsabilidade pelos atos de seus ex-integrantes e agentes e lamenta quaisquer condutas passadas". "A empresa reafirma o seu compromisso de continuar cooperando com as autoridades e de adotar as medidas adequadas e necessárias para evoluir na sua conduta ética e transparente". 

Pedido de ajuda

No comunicado em que informa o acordo com Odebrecht e Braskem, a força-tarefa pede que os políticos discutam medidas para melhorar os programas de integridade das empresas. "O Congresso Nacional poderia contribuir para este esforço, fortalecendo os sistemas de compliance de empresas, aprovando normas que conduzam à responsabilização criminal de pessoas jurídicas por crimes de corrupção, formação de cartel e fraudes a licitações, tal como existe em diversos países", diz o procurador regional da República Orlando Martello.
Os acordos permitem que tanto Odebrecht quanto Braskem continuem suas atividades, "inclusive para gerar valores necessários à reparação dos ilícitos", ressalta o MPF. A colaboração das empresas também estabelece mecanismos "destinados a assegurar a adequação e efetividade das práticas de integridade das empresas, prevenindo a ocorrência de novos ilícitos e privilegiando em grau máximo a ética e a transparência na condução de seus negócios".
O procurador Paulo Galvão apontou, em nota, que os compromissos assumidos pelas empresas contribuem para "inaugurar uma nova cultura de negócios no setor de infraestrutura e uma nova forma de relação entre o setor privado e o setor público".

Fim

O presidente da Braskem, Fernando Musa, diz que a empresa chega "ao fim deste longo e detalhado processo de investigação independente e de tratativas de negociação com as autoridades" e promete implementar "práticas, políticas e processos mais robustos em toda a companhia, a fim de aperfeiçoar o nosso sistema de governança e conformidade".
"A Braskem possui sólidas condições financeiras e seguirá com sua estratégia de crescimento e internacionalização, por meio de práticas empresariais pautadas pela ética", destaca Musa, que comanda a empresa desde maio deste ano.
A empresa diz que está implementando "diversas iniciativas para evitar que as ações passadas voltem a ocorrer no futuro". "Em março de 2015, quando surgiram as primeiras alegações de práticas impróprias, a Braskem instaurou uma investigação independente, conduzida por escritórios externos, a fim de elucidar o caso". 
O UOL aguarda uma posição da Odebrecht sobre o acordo de leniência feito com a força-tarefa da Lava Jato.

MORO MANDA SOLTAR DOIS EXECUTIVOS DA ODEBRECHT





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Conheça 20 guerras que estão acontecendo hoje

Conflito Colombiano – Uma das guerras mais antigas da América Latina, começou nos anos 1960, envolve liberais, conservadores e socialistas em batalhas armadas pelo controle da Colômbia. A guerra no país já deixou mais de 220 mil mortos, sendo 156 vítimas apenas nesse ano. Os acordos de paz não funcionaram para acabar com a violência. (Wikimedia Commons)



Conflito Colombiano – Uma das guerras mais antigas da América Latina, começou nos anos 1960, envolve liberais, conservadores e socialistas em batalhas armadas pelo controle da Colômbia. A guerra no país já deixou mais de 220 mil mortos, sendo 156 vítimas apenas nesse ano. Os acordos de paz não funcionaram para acabar com a violência. (Wikimedia Commons)


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Conflito de Kivu – É uma guerra entre as forças armadas da República do Congo e o Hutu Power, das Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda, que começou em 2004. Essa guerra já fez mais de 1 milhão de vítimas e continua em andamento na África. (Julien Harneis/Wikimedia Commons)



Conflito de Kivu – É uma guerra entre as forças armadas da República do Congo e o Hutu Power, das Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda, que começou em 2004. Essa guerra já fez mais de 1 milhão de vítimas e continua em andamento na África. (Julien Harneis/Wikimedia Commons)


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Guerra em Darfur – O conflito armado acontece na região do Sudão desde 2003, quando grupos rebeldes começaram a lutar contra o governo pela suposta opressão dos políticos ao povo. O governo respondeu com mais violência e manteve os ataques a pessoas que não são árabes no país. A guerra já fez mais de 170 mil vítimas, sendo 883 nesse ano. (Kalou Kaka/Wikimedia Commons)



Guerra em Darfur – O conflito armado acontece na região do Sudão desde 2003, quando grupos rebeldes começaram a lutar contra o governo pela suposta opressão dos políticos ao povo. O governo respondeu com mais violência e manteve os ataques a pessoas que não são árabes no país. A guerra já fez mais de 170 mil vítimas, sendo 883 nesse ano. (Kalou Kaka/Wikimedia Commons)



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Guerra contra o narcotráfico no México – O governo começou uma intervenção militar em 2006 contra a violência gerada pelo narcotráfico, que fez mais de 6 mil vítimas em lutas pelo controle de rotas para levar droga aos Estados Unidos. Os cartéis mexicanos são responsáveis por 90% da cocaína exportada aos EUA. Desde os anos 1990, quando os colombianos perderam força, a guerra de drogas no país matou mais de 165 mil pessoas. (Diego Fernandez/ Wikimedia Commons)


Guerra contra o narcotráfico no México – O governo começou uma intervenção militar em 2006 contra a violência gerada pelo narcotráfico, que fez mais de 6 mil vítimas em lutas pelo controle de rotas para levar droga aos Estados Unidos. Os cartéis mexicanos são responsáveis por 90% da cocaína exportada aos EUA. Desde os anos 1990, quando os colombianos perderam força, a guerra de drogas no país matou mais de 165 mil pessoas. (Diego Fernandez/ Wikimedia Commons)


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Guerra no Egito – A onda de manifestações começou após um golpe de Estado, em 2013, levou militantes islamitas às ruas e ataques do exército nacional à população. Centenas de pessoas morreram e milhares de outras foram presas durante os embates. A guerra no Egito já fez mais de 600 vítimas. (Mona/ Wikimedia Commons)



Guerra no Egito – A onda de manifestações começou após um golpe de Estado, em 2013, levou militantes islamitas às ruas e ataques do exército nacional à população. Centenas de pessoas morreram e milhares de outras foram presas durante os embates. A guerra no Egito já fez mais de 600 vítimas. (Mona/ Wikimedia Commons)



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Guerra no Paquistão – Também conhecida como Guerra no Waziristão, o conflito que envolve o exército paquistanês e militantes islâmicos, como Talibãs e membros da Al-Qaeda, já matou quase 60 mil pessoas. O exército do país tenta capturar integrantes dos grupos em um ato de guerra declarada contra o terrorismo. (ISAF/Wikimedia Commons)


Guerra no Paquistão – Também conhecida como Guerra no Waziristão, o conflito que envolve o exército paquistanês e militantes islâmicos, como Talibãs e membros da Al-Qaeda, já matou quase 60 mil pessoas. O exército do país tenta capturar integrantes dos grupos em um ato de guerra declarada contra o terrorismo. (ISAF/Wikimedia Commons)


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Guerra em Sinai – As lutas armadas foi inflamada por militantes islâmicos contra as forças do governo na península do Egito, após o início da crise política no país e derrubada do presidente Hosni Mubarak. Desde 2011, o governo tenta operações para retomar o controle de Sinai. Mais de 3 mil pessoas já morreram ao longo das lutas armadas, sendo 626 em 2016. (Beethold Werner/Wikimedia Commons)



Guerra em Sinai – As lutas armadas foi inflamada por militantes islâmicos contra as forças do governo na península do Egito, após o início da crise política no país e derrubada do presidente Hosni Mubarak. Desde 2011, o governo tenta operações para retomar o controle de Sinai. Mais de 3 mil pessoas já morreram ao longo das lutas armadas, sendo 626 em 2016. (Beethold Werner/Wikimedia Commons)


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Conflito na Tailândia – No sul da Tailândia, grupos separatistas de diferentes religiões e etnias estão em guerra desde 1960 e já mataram mais de 6 mil pessoas em busca de conquistar território. Nos anos 2000, os protestos ficaram mais violentos, com bombas, torturas e armas de fogo. Entre 2004 e 2007, mais de 2 mil pessoas morreram, 89% civis. (Wikimedia Commons)




Conflito na Tailândia – No sul da Tailândia, grupos separatistas de diferentes religiões e etnias estão em guerra desde 1960 e já mataram mais de 6 mil pessoas em busca de conquistar território. Nos anos 2000, os protestos ficaram mais violentos, com bombas, torturas e armas de fogo. Entre 2004 e 2007, mais de 2 mil pessoas morreram, 89% civis. (Wikimedia Commons)


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Conflito curdo-turco – A terceira fase dos conflitos entre o governo da Turquia e grupos curdos começou em 2015, ano en que matou mais de 3 mil pessoas. A guerra civil que persiste desde 1984 já fez 45 mil vítimas. Os curdos reivindicam o nacionalismo e atacam o regime moderno na Turquia que fere o direito do povo da região de Curdistão de usar a lingua original e identidade cultural própria do grupo étnico. (QuartierLatin1968/Wikimedia Commons)



Conflito curdo-turco – A terceira fase dos conflitos entre o governo da Turquia e grupos curdos começou em 2015, ano en que matou mais de 3 mil pessoas. A guerra civil que persiste desde 1984 já fez 45 mil vítimas. Os curdos reivindicam o nacionalismo e atacam o regime moderno na Turquia que fere o direito do povo da região de Curdistão de usar a lingua original e identidade cultural própria do grupo étnico. (QuartierLatin1968/Wikimedia Commons)


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Guerra Civil no Myanmar – Considerada a guerra civil mais longa em andamento do mundo, os conflitos começaram em 1948 após Myanmar conseguir independência do Reino Unido e já fizeram mais de 200 mil pessoas. A guerra tem motivos políticos e étnicos, é liderada por diferentes grupos armados e atualmente se concentra em ações contra o abuso do regime militar instalado no país desde 1988. (Pixabay)


Guerra Civil no Myanmar – Considerada a guerra civil mais longa em andamento do mundo, os conflitos começaram em 1948 após Myanmar conseguir independência do Reino Unido e já fizeram mais de 200 mil pessoas. A guerra tem motivos políticos e étnicos, é liderada por diferentes grupos armados e atualmente se concentra em ações contra o abuso do regime militar instalado no país desde 1988. (Pixabay)



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Guerra Israel - Palestina – Os conflitos entre árabes e israelenses no Oriente Médio teve início no século 20, no entanto a fase mais violenta começou em 1964. A guerra já deixou mais de 24 mil mortos. Os conflitos na Faixa de Gaza são constantes. Em 2010, as duas partes tentaram faze rum acordo de paz mediado pelos EUA, ainda sem sucesso efetivo. (Wikimedia Commons)




Guerra Israel - Palestina – Os conflitos entre árabes e israelenses no Oriente Médio teve início no século 20, no entanto a fase mais violenta começou em 1964. A guerra já deixou mais de 24 mil mortos. Os conflitos na Faixa de Gaza são constantes. Em 2010, as duas partes tentaram faze rum acordo de paz mediado pelos EUA, ainda sem sucesso efetivo. (Wikimedia Commons)













Conheça 20 guerras que estão acontecendo hoje

Guerra no Afeganistão – O conflito teve início com o golpe militar de 1978 e sofreu intervenção da extinta URSS para repor o governo comunista. Os EUA ofereceu apoio militar ao Afeganistão contra a União Soviética na época. O cenário mudou após o 11/9 e tropas norte-americanas ocuparam o país em missão anti-terrorista. Os quase 40 anos de guerra já fizeram mais de 1,2 milhão de vítimas , mais de 10 mil só nesse ano. (Wikimedia Common


<p>Guerra no Afeganistão – O conflito teve início com o golpe militar de 1978 e sofreu intervenção da extinta URSS para repor o governo comunista. Os EUA ofereceu apoio militar ao Afeganistão contra a União Soviética na época. O cenário mudou após o 11/9 e tropas norte-americanas ocuparam o país em missão anti-terrorista. Os quase 40 anos de guerra já fizeram mais de 1,2 milhão de vítimas , mais de 10 mil só nesse ano. (Wikimedia Commons)</p>



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Guerra no Iraque – O conflito teve início em 2003 com a invasão de tropas norte-americanas para perseguir Sadam Hussein, morto em 2006. A ausência de Hussein deu força a grupos violentos separatistas. A expansão do poder do Estado Islâmico levou à renúncia do 1° ministro Nouri al-Maliki e ataques aéreos comandados por EUA, Irã, Síria, entre outros países. Mais de 10 mil foram mortos em 2016. (Wikimedia Commons)


<p>Guerra no Iraque – O conflito teve início em 2003 com a invasão de tropas norte-americanas para perseguir Sadam Hussein, morto em 2006. A ausência de Hussein deu força a grupos violentos separatistas. A expansão do poder do Estado Islâmico levou à renúncia do 1° ministro Nouri al-Maliki e ataques aéreos comandados por EUA, Irã, Síria, entre outros países. Mais de 10 mil foram mortos em 2016. (Wikimedia Commons)</p>



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Boko Haram – Em 2009, o grupo Boko Haram iniciou rebelião contra o governo nigeriano. Em 2015, parte do grupo se associou à al-Quaeda e a outra se tornou Estado Islâmico do oeste africano. Mais de 21 mil pessoas morreram nessa guerra, 1,6 mil nesse ano, que envolve além da Nigéria, Camarões e Chade. Boko Haram é conhecido como o grupo terrorista mais cruel do mundo. (Wikimedia Commons)



<p>Boko Haram – Em 2009, o grupo Boko Haram iniciou rebelião contra o governo nigeriano. Em 2015, parte do grupo se associou à al-Quaeda e a outra se tornou Estado Islâmico do oeste africano. Mais de 21 mil pessoas morreram nessa guerra, 1,6 mil nesse ano, que envolve além da Nigéria, Camarões e Chade. Boko Haram é conhecido como o grupo terrorista mais cruel do mundo. (Wikimedia Commons)</p>


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Guerra na Síria – Uma guerra civil tomou conta do país após atos violentos de repressão do presidente Bashar al-Assad para banir protestos populares contra o governo. Os conflitos tiveram intervenções internacionais e refugiados da guerra estão sendo recebidos em alguns países. Mais de 250 mil pessoas morreram, sendo que 34 mil foram vítimas em 2016. (Christian Triebert/ Wikimedia Commons )



<p>Guerra na Síria – Uma guerra civil tomou conta do país após atos violentos de repressão do presidente Bashar al-Assad para banir protestos populares contra o governo. Os conflitos tiveram intervenções internacionais e refugiados da guerra estão sendo recebidos em alguns países. Mais de 250 mil pessoas morreram, sendo que 34 mil foram vítimas em 2016. (Christian Triebert/ Wikimedia Commons )</p>


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Guerra no Sudão do Sul – É um conflito armado entre forças do governo e oposição que teve início em 2013. Crianças são usadas como soldados em grupos rebeldes e mais de um milhão de pessoas foram desalojadas. Tentativas de cessar-fogo falharam e estima-se que a guerra tenha feito mais de 50 mil vítimas até o momento, sendo 1,4 mil nesse ano. (Timothy McKulka / Public Domain)



Guerra no Sudão do Sul – É um conflito armado entre forças do governo e oposição que teve início em 2013. Crianças são usadas como soldados em grupos rebeldes e mais de um milhão de pessoas foram desalojadas. Tentativas de cessar-fogo falharam e estima-se que a guerra tenha feito mais de 50 mil vítimas até o momento, sendo 1,4 mil nesse ano. (Timothy McKulka / Public Domain)


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Guerra Civil na Somália – Os conflitos acontecem no sul do país, onde tropas do governo, militantes islamitas e facções travam batalhas armadas. Tropas do Quênia e da Etiópia tentaram, sem sucesso, controlar a violência. Guerras civis são parte da história da Somália desde os anos 1990. A última fase, que teve início em 2009, já matou mais de 20 mil pessoas, sendo que 2 mil foram vítimas em 2016. (Jonathan Alpeyrie/ Wikimedia Commons)



Guerra Civil na Somália – Os conflitos acontecem no sul do país, onde tropas do governo, militantes islamitas e facções travam batalhas armadas. Tropas do Quênia e da Etiópia tentaram, sem sucesso, controlar a violência. Guerras civis são parte da história da Somália desde os anos 1990. A última fase, que teve início em 2009, já matou mais de 20 mil pessoas, sendo que 2 mil foram vítimas em 2016. (Jonathan Alpeyrie/ Wikimedia Commons)


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Guerra Civil na Líbia – O conflito entre o partido eleito democraticamente, que domina o leste do país, e o partido islamita, que controla o oeste, começou em 2011 e já fez mais de 13 mil vítimas na Líbia. As lideranças rivais já fizeram acordos malsucedidos, ambos continuam a tentar controle sob o país e em 2016 mais de 900 pessoas morreram em batalhas políticas. (Bani Walid/Wikimedia Commons)



Guerra Civil na Líbia – O conflito entre o partido eleito democraticamente, que domina o leste do país, e o partido islamita, que controla o oeste, começou em 2011 e já fez mais de 13 mil vítimas na Líbia. As lideranças rivais já fizeram acordos malsucedidos, ambos continuam a tentar controle sob o país e em 2016 mais de 900 pessoas morreram em batalhas políticas. (Bani Walid/Wikimedia Commons)


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Guerra Civil no Iêmen – A crise no país teve início em 2015 com a disputa pelo controle da nação entre a facção aliada ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh e o grupo que apoia o governo de Abd Rabbuh Mansur Hadi. As batalhas, além de ataques comandados pela Al-Qaeda e pelo Estado Islâmico do Iraque, já mataram mais de 11 mil pessoas no Iêmen. (Ibrahem Qasim/Wikimedia Commons)




Guerra Civil no Iêmen – A crise no país teve início em 2015 com a disputa pelo controle da nação entre a facção aliada ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh e o grupo que apoia o governo de Abd Rabbuh Mansur Hadi. As batalhas, além de ataques comandados pela Al-Qaeda e pelo Estado Islâmico do Iraque, já mataram mais de 11 mil pessoas no Iêmen. (Ibrahem Qasim/Wikimedia Commons)










segunda-feira, 19 de dezembro de 2016



Sim, a Odebrecht também em uma mão no Exército

Claudio Tognolli
Yahoo Notícias
Foto: Mayke Toscano/ Gcom-MT
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Foto: Mayke Toscano/ Gcom-MT
A Justiça Federal decidiu nesta sexta-feira aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal. A decisão foi proferida pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
As investigações apuraram que Lula, seu filho, e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni participaram de negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos Gripen e em uma medida provisória para prorrogação de incentivos fiscais para montadoras de veículos. Segundo o MPF, Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.
Mas tinha mais.
Bem:  vou te antecipar algo que não está nessa denúncia. É outra grande roubalheira. Leva o nome de Mectron, do grupo Odebrecht, da qual o BNDES tem capital de 27,2%.
Antes vale lembrar: há uma sociedade do grupo Odebrecht com Braskem, Petrobras e BNDES.
Braskem
Lembrando: A Braskem, maior petroquímica da América Latina, livrou-se de ter que pagar mais de meio bilhão de reais ao Fisco. A dívida vinha sendo cobrada judicialmente pela Fazenda Nacional desde 2006 e se referia a irregularidades cometidas entre 1992 e 1994 na correção dos balanços da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), hoje controlada pela Braskem.
Em dez de agosto de 2010, por três votos a um, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou prescritos os créditos tributários, pois quando a Fazenda iniciou a cobrança já havia passado mais de cinco anos da constituição da dívida. O relator foi o ministro Castro Meira
Mectron: voltando a ponto principal…
Março de 2011: Depois de negociar por cerca de quatro meses, o grupo Odebrecht assumiu o controle acionário da Mectron, uma das mais importantes empresas do setor de defesa brasileiro, fabricante de mísseis e produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial. As negociações envolveram valores em torno de R$ 100 milhões, segundo a Folha apurou. Com 27,2% do capital total da empresa, o BNDES permanece como acionista da Mectron.
Os quatro fundadores da companhia –Antonio Rogerio Salvador, Azhaury da Cunha, Carlos Alberto de Paiva Carvalho e Wagner Campos do Amaral– também vão manter participação significativa de ações da empresa, situada em São José dos Campos.
Nesta data, o site Defesanet lembrou : “O superintendente da Odebrecht Engenharia Industrial, Roberto Simões, disse que a compra da Mectron demonstra que a empresa acredita muito no mercado de defesa, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, especialmente agora, com os cortes orçamentários anunciados recentemente pelo governo, um grande cliente. Independentemente disso, a Odebrecht tem como meta se tornar o maior “player” nesse segmento no Brasil.
Com a aquisição da Mectron, segundo Simões, o grupo pretende diversificar seu portfólio de produtos militares e ampliar a sua atuação, tanto no mercado de defesa nacional quanto no internacional. “A Mectron é uma empresa estratégica para o Brasil e a Odebrecht ajudará a companhia a se fortalecer para que continue atendendo as demandas das Forças Armadas e, principalmente, para que se torne uma base de exportação de produtos de alta tecnologia”, afirmou.
Agora um press release da Odebrecht, datado de 15 de dezembro de 2014:
A Mectron iniciará, no próximo ano, sua participação no projeto do Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (Integrated Platform Management System – IPMS) do submarino com propulsão nuclear que está sendo desenvolvido pela Marinha do Brasil, com assistência técnica do grupo francês DCNS. O IPMS é o sistema computacional com função de controlar e monitorar diversos equipamentos de submarinos.
O contrato celebrado entre a Mectron, empresa controlada pela Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), e a Amazul contempla o apoio técnico nos serviços de engenharia para participação no desenvolvimento do IPMS. Com prazo de conclusão de dois anos, os trabalhos serão iniciados em fevereiro de 2015 e realizados por uma equipe de engenheiros da Mectron, juntamente com especialistas da Marinha. Os serviços serão realizados no escritório técnico de projetos e submarino localizado no CTMSP – Centro Tecnológico da Marinha, em São Paulo.
“Estamos orgulhosos por mais esta conquista e com a crescente participação da Mectron no PROSUB, assegurando o domínio tecnológico nacional não só para a estrutura dos submarinos, já sendo fabricada no país pela ICN, mas também para os complexos sistemas neles embarcados”, diz Gustavo Ramos, DiretorSuperintendente da ODT/Mectron.
Desova 1: a venda da Braskem
Em 22 de setembro passado, a Folha de S. Paulo verberou que a venda da fatia da Petrobras na Braskem depende de uma negociação com os futuros donos e sócios remanescentes para que sejam transferidos ao comprador vários direitos que a estatal tem hoje na direção da empresa do setor de petroquímica. Sem essa negociação, a cúpula da estatal avalia que a venda (parte dos planos da empresa de negociar seus ativos para reduzir dívida) perderia valor de mercado e não faria sentido negociá-la.
A Petrobras tem como sócia o grupo Odebrecht, que tem 38,3% do capital total e é o controlador da companhia, com 50,1% do capital votante.
A estatal tem 36,1% do capital total da Braskem e 47% do votante. O BNDES é dono de 0,5%, e o restante é negociado em Bolsa de Valores.
Desova 2: a venda do braço armado da Odebrecht
Agora, dia 15 de dezembro de 2016, a Agência Bloomberg noticiou que a fabricante israelense de tecnologia de defesa, ELBIT Systems, está negociando com a Odebrecht para comprar o setor de defesa da Odebrecht.
A Bloomberg diz que o motivo da venda é o escândalo político em que a Odebrecht está envolvida, no âmbito da Operação Lava Jato. As negociações estão em andamento e os valores estão na casa dos US$ 50 milhões. De acordo com a DefesaNet, vale mais a pena para a Odebrecht manter sua presença no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e abrir mão de outros projetos no setor.
Porém, ainda não está claro quais atividades da MECTRON serão adquiridas pela ELBIT caso as negociações avancem. A empresa deve se interessas pelos sistemas relacionados ao caça Gripen NG, desenvolvido pela sueca SAAB junto com a Força Aérea Brasileira e pelo LINK-BR2, sistema que está em desenvolvimento e deverá ser integrado a todas as aeronaves da FAB.
Bom: olha que coincidência!!!!! Seja na Marinha, seja no submarino, seja na Força Aérea, seja nos caças Gripen, a Odebrecht meteu mão gorda em tudo!!!!!
Veja em anexo o contrato sigiloso, obtido por este blog, da Mectron (Odebrecht) sobre o nosso submarino bilionário!!!!
Perguntas que não querem calar: A Odebrecht foi aconselhada pela turma do Lula a comprar uma empresa para participar de licitações do Ministério da Defesa ?
A decisão de compra só demorou porque o PT esperava a Odebrecht ser certificada e participar do fornecimento dos serviços ?
Por que foi chegar a Lava Jato e a Odebrecht está se livrando de seu braço armado?