Páginas

sábado, 7 de março de 2015




Ministro Cardozo se posiciona contra acusações de Cunha





Jornal GGN - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se posicionou respondendo a acusação feita, via Twitter, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-SP), de que o governo teria "aparelhado" a Procuradoria-Geral da União, para se livrar de acusações na investigação da Operação Lava Jato, esquema de lavagem e desvio de dinheiro, envolvendo políticos e empreiteiras.
 
Segundo Cardozo, "é incorreto imaginar-se que o governo tenha influenciado, tenha colocado palavras na boca de pessoas que prestaram depoimentos na presença de membros do Ministério Público, da força-tarefa que está lá no estado do Paraná colhendo depoimentos". 
 
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, está entre os 47 políticos que figuram na lista de investigados do inquérito sobre a Operação Lava Jato, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
 
 
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha disse haver 'aparelhamento' da PGR.
STF autorizou investigação de 47 políticos, com base em pedido da PGR.
 
Isabela Leite
 
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a negar neste neste sábado (7) que haja interferência do governo nas investigações da Operação Lava Jato. O ministro classificou como "incorreta" a possibilidade de o governo ter interferido em depoimentos que foram prestados em acordos de delação premiada firmados com o Ministério Público.
 
"É incorreto imaginar-se que o governo tenha influenciado, tenha colocado palavras na boca de pessoas que prestaram depoimentos na presença de membros do Ministério Público, da força-tarefa que está lá no estado do Paraná colhendo depoimentos", disse Cardozo. "Imaginar que o governo possa ter algum tipo de interferência para proteger aliados ou punir quem quer que seja é algo que não se sustenta", completou.
 
Nesta madrugada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) publicou em sua conta no Twitter que há "politização" e "aparelhamento" da Procuradoria Geral República (PGR). "Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu e não dá para ficar calado sem denunciar a politização e aparelhamento da PGR. Eles estão a serviço de quem? Pelo critério do indício o PGR só será reconduzido se for da vontade do executivo", publicou Cunha.
 
Na sexta-feira, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar 49 pessoas – das quais 47 políticos – suspeitos de participação no esquema de corrupção na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. Eduardo Cunha está entre os alvos dos inquéritos.