> Consumo mínimo dos mínimos. Alguém vai dizer que banho frio é bom. Até concordo, mas as pessoas poderiam ter o direito de decidir se vão gastar nisso ou não. Só que no caso dessas famílias não tem escolha pois ganham muito pouco e só podem ficar estarrecidas ao ver a exuberância dos nossos enfeites. Que contradição...!
> Na semana passada, isto é, começo de fevereiro, a Prefeitura aumentou o teste que vinha fazendo com música ambiente, na Praça do Coreto e agora, no Calçadão. Isto é uma besteira. Por mais que tentem, não existe música que agrade a todos e todas. Além do mais, tem gente que prefere o som do silêncio para tomar o seu cafezinho no calçadão.
> Ontem, quinta-feira, um comerciante me falou que o Prefeito convidou os comerciantes para uma reunião sobre a reforma do calçadão. Dizem que é para o tal do bule. Sobre essa história do bule vou postar um texto em separado.
> Aliás, vou precisar de colaborações para elucidar de vez uma tese que venho amadurecendo a respeito da técnica de mistificação da autoridade, isto é, todo mundo sabe que a Prefeitura, o Sr. Prefeito sonega informações aos cidadãos e às cidadâs. Trata-se de esconder os fatos e comprovantes. Por essa técnica, imagino, o prefeito faz coisas desastrosas de propósito, como por exemplo, cercar postes com caixotes, carregar e sobrecarregar as árvores com penduricalhos a ponto das pessoas acharem um exagero de verdade e, por aí vai, tudo para se mostrar com um prefeito simplório (de simples, quase ignorante, desastrado mas de boa vontade), que faz tudo para agradar as pessoas da cidade e turistas.
> Isto, no subjetivo. Por trás desse Prefeito Simplório, acredito tem um outro esperto, sagaz que com esse subterfúgio desvia a atenção das pessoas a respeito disso e daquilo. Como já falou Brecht em um dos seus poemas: quanto custa? Pergunte. Afinal, você que vai pagar a conta...
> Ninguém pergunta nada porque a cada dia uma nova invenção do prefeito aparece e acontece para desviar a atenção. Agora temos até uma viela e pinguela chamadas Zé da Bala. A maioria não acredita quando vê. Uma parte das pessoas procuram entrar no clima e acabam concordando: "nossa, como é interessante"...
> Uma outra parte que vem a Guararema para passear também pensam com os seus botões frente ao inusitado: coitados, é coisa de cidade pequena, de poucos recursos. Povo simples. É bom vir conhecer a cultura do povo simples, do interior.
> Mas, de simples em simples, cidadezinha do interior, o cidadão e a cidadã, estasiados pelo inusitado, acabam relevando os fatos estridentes para olhares atentos: - degradam o meio ambiente e passam para os guararemenses, sejam crianças e jovens, adultos e idosos etc, que o meio ambiente está aí para ser atacado, obstruído, transformado, mudado. Manda ver, Zé da Bala, que não tem culpa por essa agressão ao Ribeirão Guararema.
> Inda que mal pergunte, o que será que o Prefeito vai fazer com tanta garrafa pet cortada e pintada que está acumulando. Vai exportar? Vender para o interior? Mas, aqui não é o interior?
> Aliás, se alguém tiver tempo, proponho realizar uma pesquisa nos supermercados: quanto por cento aumentou o consumo de refrigerantes de garrafas pets desde que o prefeito lançou a campanha de decoração do natal da cidade natal. Sei de caso em que a criança, um aluninho, voltou chorando da escola, constrangido por se sentir discriminado por não ter levado garrafa pet. Teoricamente a entrega de garrafas pet seria espontânea, caso tivesse em casa ou encontrasse/achasse. Mas, a criança voltar constrangida? Já viu, o pai ou a mãe de família que passasse por isso e fosse contra tomar produto industrializado para atender a uma campanha da sua prefeitura. Acho que jogar o produto fora para juntar garrafas pet não ia, até porque as crianças entenderiam menos ainda.
> Espero que essas mazelas tenham acabado. Porém, não será possível, enquanto durar esse tipo de campanha não educativa, realizar-se na cidade uma campanha pelo uso de frutas naturais, de preferencia as produzidas no município, como laranja, goiaba, maracujá, manga etc para tomar como suco. É quase de graça, faz bem para a saúde e estimula a natureza a produzir mais.
> Bom, chega. Na próxima, vou falar do tal bule que alguém mandou comprar na cidade grande.
> Abraço a todos e a todas e abayô. Julio.
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