sexta-feira, 1 de maio de 2015





Paraná: MEC lamenta violência e pede ‘diálogo’

Josias de Souza

Em nota divulgada no seu site, o Ministério da Educação lamentou o confronto entre a Polícia Militar do Paraná e professores estaduais em greve, que resultou em mais de 200 feridos.
“O diálogo é o caminho para solucionar os conflitos”, diz o texto. “A greve e seus desdobramentos, entre eles os mais graves e inaceitáveis, como a violência, praticada por qualquer parte, prejudicam a todos: estudantes, professores, pais e sociedade.”
Antes de assumir o MEC, em 6 de abril, o ministro Renato Janine Ribeiro ajudara a organizar um abaixo-assinado de acadêmicos em apoio às universidades estaduais paranaenses, que sofreram cortes orçamentários do gestão Richa.
Numa entrevista veiculada duas semanas antes de ser convidado para o posto de ministro, Janine dissera estar preocupado com a cena política brasileira. “As eleições são recentes e pelo menos quatro chefes do poder Executivo estão com problemas sérios”, dissera, antes de enumerar os gestores em apuros.
“A presidente da República [Dilma Rousseff] e os governadores de São Paulo [Geraldo alckmin], Paraná [Beto Richa] e Rio Grande do Sul [José Ivo Sartori] têm problema parecido: o descompasso entre o que prometeram e o que estão fazendo.”
Janine realçara o caso de Richa: “No Paraná, o caso é mais acentuado, porque o governador realmente entrou em choque com os professores. Organizei inclusive um abaixo-assinado em apoio às universidades estaduais. […] Ele simplesmente cortou o dinheiro. Cortou a transferência de verbas de custeio para algumas das principais universidades do Estado, como a de Londrina. No geral, foram várias medidas. O fato é que, no Paraná, o orçamento não está fechando. De alguma forma, em algum lugar, vai ter de cortar.”