País da mulher sapiens: MPF processa União por péssimas condições de saneamento em aldeias indígenas
Por Claudio Tognolli | Claudio Tognolli – 7 horas atrás
A presidente Dilma Rousseff participou em 23 de junho passado da cerimônia de abertura dos Primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que ocorrerão agora em outubro, em Palmas, no Tocantins.
“Nós estamos comungando a mandioca com o milho. Estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil”, disse, então.
Foi aquele evento famoso em que Dilma se esmerou nas patacoadas pré-coerentes.
Lembremos…
Durante o evento, ela ganhou de presente uma bola artesanal, feita por povos neozelandeses. “Aqui tem uma bola que eu acho que é um exemplo. É extremamente leve. Eu testei, fiz meia embaixadinha. Acho que a importância da bola é essa. Um símbolo da capacidade que nos distingue. Somos aqueles que têm a capacidade de jogar”, afirmou.
Dilma agradeceu o presente e ainda fez uma relação da criação da bola com o desenvolvimento da humanidade, criando uma nova categoria na evolução humana, a “mulher sapiens”. “Esta bola é o símbolo da nossa evolução porque nós nos transformamos em homo sapiens ou mulheres sapiens”, disse a presidenta ao se referir a bola que, quando se joga de uma pessoa para outra, transmite amor e carinho.
Está tudo aqui:
Agora o mundo real, for a da Dilmosofia e do deboísmo…
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou, nesta terça-feira, uma ação civil pública para que a União providencie a limpeza e a manutenção das instalações sanitárias de quatro aldeias indígenas situadas na capital paulista. Nesses locais, as fossas onde os dejetos são depositados não têm ligação com a rede de esgoto e, por isso, precisam passar por limpeza periodicamente. No entanto, as cavidades não são inspecionadas e esvaziadas com regularidade, o que tem provocado danos à saúde dos habitantes. Lideranças indígenas informaram a morte de nove crianças em razão de doenças adquiridas pelo transbordamento de esgoto nas aldeias.
Eis a nota que o MPF remeteu a este blog:
“O problema foi verificado nas aldeias Tenondé-Porã/Barragem e Krukutu, em Parelheiros (zona sul), e Tekoá Pyau e Tekoá Ytu, no Jaraguá (zona oeste). O Ministério da Saúde, cuja Secretaria Especial da Saúde Indígena é responsável por vistoriar e limpar as fossas periodicamente, vem se omitindo no cumprimento dessas atribuições. Na última década, os próprios moradores tiveram que notificar o órgão para que o serviço fosse realizado. Porém, além de não enviar técnicos aos locais para verificar a situação, a Secretaria não contratou empresa para esvaziar regularmente os compartimentos de esgoto.
. O vazamento dos dejetos pode contaminar o solo das aldeias e lençóis freáticos. Além disso, “a saúde dos moradores – especialmente das crianças – continua em risco, já que a precariedade das condições de saneamento básico é responsável, como se sabe, por provocar diversas doenças parasitárias nas referidas aldeias, entre outros problemas de saúde”, destaca o procurador da República Matheus Baraldi Magnani, autor da ação.
Laudos periciais do MPF identificaram o transbordamento de esgoto na maior parte dos módulos sanitários. Só nos dois agrupamentos indígenas do Jaraguá, os técnicos apontaram vazamentos e falta de conservação em 42 fossas. Havia ainda compartimentos desativados, mas sem lacração.
Na ação, o MPF pede que a Justiça Federal determine liminarmente à União que proceda não só à imediata limpeza das cavidades, mas também desobstrua as tubulações sanitárias entupidas, remova o entulho depositado nas fossas desativadas e as lacre, substitua as peças de louça danificadas nos módulos sanitários e faça a identificação de todos os compartimentos, com sinais que permitam sua rápida localização e agilizem a manutenção. Ao final do processo, a Procuradoria requer que o Ministério da Saúde seja obrigado a realizar a limpeza das fossas semestralmente”.
Nossos primeiros brasileiros ( nosso autêntico DNA autóctone) também levaram a pernada de anão das promessas da boca para fora, não?