domingo, 27 de dezembro de 2015



Com impeachment, governo precisa mostrar o que quer fazer, diz Levy

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O ministro Joaquim Levy (Fazenda) afirmou nesta sexta-feira que a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma é o momento de o governo mostrar "por que é governo" e afastou o risco de o Congresso voltar a ser obstáculo à aprovação das medidas de ajuste fiscal. Levy falou a jornalistas na sede da Abdib (Associação da Indústria de Base), em São Paulo, após reunião com empresários do setor.
"O impeachment é um motivador para trazer mais transparência e trazer os compromissos do governo. O importante é mostrar qual é a tua agenda, o que tu quer fazer. E como tu vai chegar nesse futuro do Brasil", disse. "A presidente teve muita tranquilidade em deixar claro que se há ali um desejo, uma vontade irreprimível de avançar no processo, não há por que recear", completou.
O ministro descartou o risco de o Congresso abandonar a votação as medidas do ajuste fiscal, afirmando que todas as decisões têm sido discutidas com deputados e senadores. "É a hora de ter as iniciativas. E iniciativas juntos", afirmou. "Todas as vezes que foi preciso, o Congresso respondeu".
Para ele, tanto políticos da base, quando de oposição têm consciência de que as medidas do ajuste fiscal são "fundamentais" para que o ano de 2016 seja melhor.
Para exemplificar o que acredita ser bom diálogo com o Congresso, Levy citou que nesta sexta foi dado andamento à PEC 154, que cria fundos de financiamento aos Estados para complementar a perda de arrecadação com a reforma do ICMS. O texto incluiu a repatriação de recursos do exterior, que "cria a oportunidade de colocar mais R$ 20 bilhões no orçamento do ano que vem, viabilizando o Orçamento do ano que vem", segundo o ministro.
NOVO REBAIXAMENTO
O titular da Fazenda avaliou que um novo rebaixamento da nota de crédito brasileira dependerá da resposta do Brasil ao novo momento político.
"O que as agências querem saber é qual é o compromisso que o governo, congresso, o Brasil têm com o crescimento, com cumprir contratos, ter uma dívida adequada. Na hora que o governo deixa claro esse compromisso, inclusive o compromisso com a meta de superavit do ano que vem, acho que a gente consegue afastar o risco de rebaixamento", avaliou.
Para ele, a aprovação da nova meta fiscal desse ano, com deficit que pode chegar a R$ 120 bilhões, tampouco será um problema. "Todo mundo conhece o deficit, ele foi feito de maneira transparente. Se deve a queda das receitas, pela incerteza política. Se houver foco e esforço, o caminho é para cima", finalizou.
s diz que o governo precisa mostra o que quer fazer. Colocar alguém que conduza a economia e mostre o que está fazendo para alavancá-la. N ã_o há espaço para ortodoxia neste momento de paralização além do normal. Além do da_no causado pela perda de preço das commodities, por exemplo.
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