Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 4, que não se sente atingido pelas
palavras da presidente Dilma Rousseff contra ele. O peemedebista também
lamentou novamente que o "maior escândalo" de corrupção e de desvio de
dinheiro público "do mundo" esteja na Petrobras, "a maior empresa do
governo dela".Durante evento hoje pela manhã, a presidente
voltou a defender que as razões para o pedido de impeachment dela são
"inconsistentes e improcedentes" e repetiu que não tem contas na Suíça. A
fala era uma referência ao presidente da Câmara, investigado pela
Procuradoria-Geral da República por ter contas não declaradas no país
europeu. Há suspeita de que as contas teriam sido abastecidas por
propinas em contratos da Petrobras.
"Não me sinto atingido
pelas palavras da presidente e lamento que o maior escândalo de
corrupção, de desvio de dinheiro público do mundo esteja na maior
empresa do governo dela, dirigida por ela desde 2003, seja como
ministra, seja como presidente do conselho ou seja, ainda, como
presidente da República", afirmou Cunha em nota enviada por meio de sua
assessoria.
Em outubro, o peemedebista usou discurso
parecido para rebater Dilma. "Eu lamento que seja com um governo
brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo", afirmou em resposta
à declaração dada pela presidente na Suécia. Na ocasião, Dilma disse
"lamentar que seja um brasileiro" a denúncia de que Cunha tem contas
secretas na Suíça.