Marina defende que Congresso suspenda recesso para analisar caso de Dilma e Cunha
Para a ex-presidenciável, a continuidade das peladas fiscais em 2015 - um dos argumentos que justificaram a decisão de Cunha de admitir o pedido de impeachment contra a presidente - é grave e a Rede vai participar da Comissão Especial com total isenção para firmar sua convicção "sem acordo de bastidores". Ela negou que, ao advogar pela ação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode cassar a chapa Dilma e o vice Michel Temer, esteja tratando o processo de impedimento do Congresso como uma questão de "menor importância".
Marina disse que o País está em estado de insolvência em relação às finanças públicas e citou como exemplo o fato de o governo ter aprovado na quarta-feira, 2, a revisão da meta fiscal no Congresso. A medida permite que o Executivo faça um déficit de até R$ 120 bilhões este ano. Ela defendeu uma ação rápida do Congresso na questão envolvendo Dilma e Cunha para evitar o agravamento das crises econômica, social e política.
"O País corre o risco de perder mais uma vez o grau de investimento por outra agência de classificação", disse. Segundo ela, como País está numa situação dramática, há uma possibilidade "muito grande" que isso ocorra, o que terá consequências danosas para o Brasil, que já está em recessão.
Para Marina, não se pode prolongar indefinidamente a crise. Ela defendeu que, apesar de toda urgência para a situação de emergência, é preciso que a sociedade possa se manifestar