Sessão do Congresso adia retomada de processo contra Cunha no Conselho de Ética
Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília
Do UOL, em Brasília
Uma sessão do Congresso Nacional na tarde desta quarta-feira (2) impediu que fosse realizada a reunião do Conselho de Ética da Câmara que continuaria o debate sobre o parecer a favor da continuidade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou que encerraria a reunião desta quarta-feira, que durou pouco mais de meia hora, sem retomar a discussão do processo contra Cunha, por não ser possível prever o horário em que será encerrada a sessão do Congresso.
As votações no Congresso (deputados e senadores) impedem o trabalho das comissões no mesmo horário. Segundo Araújo, a sessão do Congresso foi convocada às 22h da terça-feira, depois de ele já ter agendado a reunião desta quarta-feira.
Deputados do Conselho de Ética acreditavam, no entanto, que seria possível encerrar a fase de debates sobre o parecer contra Cunha, apesar de não ser possível submeter o relatório a votação.
Mas o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que não retomaria os debates para não correr riscos de que aliados de Cunha recorressem da decisão com o objetivo de anular a reunião.
"Não vou correr esse risco. É muita responsabilidade. Se arranhar qualquer um dos lados eles vão entrar com recurso e eu não quero em hipótese nenhuma criar celeuma", afirmou Araújo.
A análise do parecer de Fausto Pinato (PRB-SP) pelo prosseguimento do processo contra Cunha será retomada em reunião na próxima terça-feira (8).
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou que encerraria a reunião desta quarta-feira, que durou pouco mais de meia hora, sem retomar a discussão do processo contra Cunha, por não ser possível prever o horário em que será encerrada a sessão do Congresso.
As votações no Congresso (deputados e senadores) impedem o trabalho das comissões no mesmo horário. Segundo Araújo, a sessão do Congresso foi convocada às 22h da terça-feira, depois de ele já ter agendado a reunião desta quarta-feira.
Deputados do Conselho de Ética acreditavam, no entanto, que seria possível encerrar a fase de debates sobre o parecer contra Cunha, apesar de não ser possível submeter o relatório a votação.
Mas o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que não retomaria os debates para não correr riscos de que aliados de Cunha recorressem da decisão com o objetivo de anular a reunião.
"Não vou correr esse risco. É muita responsabilidade. Se arranhar qualquer um dos lados eles vão entrar com recurso e eu não quero em hipótese nenhuma criar celeuma", afirmou Araújo.
A análise do parecer de Fausto Pinato (PRB-SP) pelo prosseguimento do processo contra Cunha será retomada em reunião na próxima terça-feira (8).
Araújo, no entanto, convocou reunião do conselho para esta quarta-feira (2), mas colocou em pauta apenas as representações contra os deputados Alberto Fraga (DEM-DF) e Chico Alencar (PSOL-RJ).
O presidente do conselho disse não ter pautado também o processo contra Cunha por temer que não haja quórum. A Câmara costuma ficar esvaziada na quinta-feira à tarde. A reunião, porém, será às 9h.
O deputado Chico Alencar) criticou a decisão por, segundo ele, dar mais tempo para um possível acordo de bastidores que beneficie Cunha. "A gente tem que analisar essa decisão a partir da visão de a quem ela beneficia. Eu não tenho dúvida que beneficia Eduardo Cunha", disse.
"De hoje até terça temos cinco dias. Como a gente vive na República das negociações, das chantagens, do toma lá, dá cá, dos bastidores, do Planalto pra cá atravessa-se uma rua, e em cinco dias e uma rua e uma calçada muita coisa pode acontecer", afirmou Alencar. "Evidente que o presidente não tem responsabilidade sobre garantir o quórum, mas se você adia, você dá margem a esses rumores", disse.
Cabe a Cunha como presidente da Câmara dar início a um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o que provoca rumores de que o Planalto pode pressionar os deputados do PT a votarem pelo arquivamento do processo, apesar de a bancada do partido ter anunciado nesta quarta-feira que votará pela continuidade das investigações.
"De hoje até terça temos cinco dias. Como a gente vive na República das negociações, das chantagens, do toma lá, dá cá, dos bastidores, do Planalto pra cá atravessa-se uma rua, e em cinco dias e uma rua e uma calçada muita coisa pode acontecer", afirmou Alencar. "Evidente que o presidente não tem responsabilidade sobre garantir o quórum, mas se você adia, você dá margem a esses rumores", disse.
Cabe a Cunha como presidente da Câmara dar início a um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o que provoca rumores de que o Planalto pode pressionar os deputados do PT a votarem pelo arquivamento do processo, apesar de a bancada do partido ter anunciado nesta quarta-feira que votará pela continuidade das investigações.
Adiamentos
Na terça-feira (1º), o Conselho de Ética não conseguiu colocar em votação o parecer de Pinato após seis horas de reunião. Aliados do peemedebista fizeram uma série de contestações ao andamento da sessão e mais de 20 deputados se inscreveram para a fase dos debates, o que fez com que as discussões durassem até as 20h30.
Leia mais em: http://zip.net/bdstHX