quarta-feira, 9 de março de 2016



 
A representação contra Delcídio foi apresentada pelo PPS e pela Rede e recebeu o apoio político do PSDB e do DEM.
 
"Conquanto seja necessário exame mais aprofundado, exame superficial dos diálogos [de Delcídio com o filho de Cerveró] demonstram indício de crime e consequente quebra de decoro parlamentar contra o representado", afirmou Mota, ao ler seu parecer.
 
O senador, que foi líder do governo Dilma Rousseff no Senado, firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, mas a colaboração ainda não foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
 
Na delação, segundo reportagem da revista "IstoÉ", o senador afirma que a presidente Dilma agiu para tentar interferir na Operação Lava Jato, por meio da nomeação de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que votaria pela libertação de empreiteiros presos.
 
A presidente negou fortemente a acusação e disse ter nomeado em seu mandato 16 ministros para o STJ e o STF.
 
Delcídio teria citado outros senadores na delação, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
 

Defesa

 
Segundo a defesa, os atos sob suspeita não foram praticados no exercício do mandato, não houve prova de que Delcídio de fato tenha tentado intervir nas investigações e o senador não teria poder para influenciar ministros do STF.
O relator afirmou que o STF entende que as conversas gravadas por um dos interlocutores podem ser legalmente usadas em processos.
"Nessa fase do processo temos que o simples fato de o representado ter admitido ser o autor do diálogo já permite que se avance nas investigações", disse Mota.
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