sábado, 19 de março de 2016



Giro UOL Especial - Manifestações não inibem impeachment, diz analista

Saulo Novaes
Do UOL, em São Paulo
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Fernando Rodrigues, analista político do UOL, afirma que os atos pró-governo, que ocorreram em 24 Estados e no Distrito Federal, ainda não são suficientes para barrar o processo de impeachment aberto hoje em Brasília pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.
Rodrigues ainda avalia que a prioridade do governo Dilma Rousseff é se salvar da crise política e que a situação não terá tranquilidade enquanto não se resolver o processo de impeachment, que já corre de maneira acelerada.

Nova liminar impede posse
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, determinou nesta sexta-feira (18) a suspensão da posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. Ele determinou ainda que as investigações da Operação Lava Jato sobre o petista fiquem sob a condução do juiz Sérgio Moro.

Lula acompanha gritos de "não vai ter golpe"
Em ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista,que reuniu 95 mil pessoas segundo o Datafolha, o ex-presidente Lula disse que a oposição ainda não aceitou o resultado da eleição de 2014.
"Eles acreditaram que iriam ganhar as eleições. Quando a presidente Dilma ganha, eles, que se dizem pessoas estudadas, não aceitaram. Eles estão atrapalhando a presidente Dilma a governar."
Lula acompanhou os gritos da multidão de "não vai ter golpe" que interromperam o discurso do ex-presidente.

Cunha acelera processo de impeachment
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu pessoalmente uma sessão no plenário da Casa nesta sexta-feira (18). Dessa forma, o prazo da presidente Dilma para apresentar defesa à comissão especial que vai analisar o processo de impeachment já começa a correr – é de dez sessões plenárias.
Ao deixar o plenário, Cunha afirmou que, na segunda (21), também haverá sessão.




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