PP fica na base e orientação é votar contra impeachment, diz presidente do partido.
Reuters- 06 de abril de 2016
BRASÍLIA (Reuters) - O PP vai permanecer na base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff e a orientação do comando do partido é pelo voto contra o impedimento, afirmou nesta quarta-feira o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), reconhecendo que a legenda está dividida sobre a questão.
Segundo Nogueira, mais de 40 dos 57 parlamentares do PP são favoráveis à permanência na base governista e contrários ao processo de impeachment que está em tramitação em comissão especial da Câmara dos Deputados.
O partido, um dos maiores da base com 51 deputados e 6 senadores, cancelou uma reunião que realizaria mais tarde nesta quarta para decidir se ficava ou saía do governo, em meio a disputas internas na legenda entre grupos contra e a favor do desembarque.
"Mantém-se o Partido Progressista na base de apoio à presidente Dilma Rousseff até o final dessa votação do processo de impeachment", disse Nogueira a jornalistas, acrescentando que a reunião das bancadas foi cancelada a pedido do grupo pró-impeachment ao perceber que não teria maioria para aprovar o desembarque.
O senador acrescentou que a direção do partido tem uma "responsabilidade de estar ao lado da presidente" Dilma por fazer parte da base aliada, e disse que orientação do comando da legenda é pelo voto contra o impeachment.
"A orientação partidária do presidente é estar ao lado da presidente nesse momento da votação do impeachment", afirmou. Segundo Nogueira, o partido ainda está discutindo se fará uma orientação formal à bancada ou se vai liberar o voto de seus parlamentares.
O PP se tornou, após o desembarque do PMDB do governo Dilma na semana passada, peça-chave entre os partidos da base governista na tentativa de Dilma para sobreviver ao impeachment, e especulou-se que o partido, que já comanda o Ministério da Integração Nacional, ganharia mais espaço na Esplanada dos Ministérios em um movimento de "repactuação" da coalizão.
O presidente do partido assegurou nesta quarta que a legenda não vai negociar cargos durante a tramitação do processo de impeachment, e disse que o PP não discutirá mais sobre o rompimento com o governo até a votação do impedimento na Câmara. A própria presidente Dilma disse na terça-feira que o governo não está preparando nenhuma reestruturação ministerial antes da votação.
(Por Pedro Fonseca, com reportagem de Maria Carolina Marcello em Brasília)
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BRASÍLIA (Reuters) - O PP vai permanecer na base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff e a orientação do comando do partido é pelo voto contra o impedimento, afirmou nesta quarta-feira o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), reconhecendo que a legenda está dividida sobre a questão.
Segundo Nogueira, mais de 40 dos 57 parlamentares do PP são favoráveis à permanência na base governista e contrários ao processo de impeachment que está em tramitação em comissão especial da Câmara dos Deputados.
O partido, um dos maiores da base com 51 deputados e 6 senadores, cancelou uma reunião que realizaria mais tarde nesta quarta para decidir se ficava ou saía do governo, em meio a disputas internas na legenda entre grupos contra e a favor do desembarque.
"Mantém-se o Partido Progressista na base de apoio à presidente Dilma Rousseff até o final dessa votação do processo de impeachment", disse Nogueira a jornalistas, acrescentando que a reunião das bancadas foi cancelada a pedido do grupo pró-impeachment ao perceber que não teria maioria para aprovar o desembarque.
O senador acrescentou que a direção do partido tem uma "responsabilidade de estar ao lado da presidente" Dilma por fazer parte da base aliada, e disse que orientação do comando da legenda é pelo voto contra o impeachment.
"A orientação partidária do presidente é estar ao lado da presidente nesse momento da votação do impeachment", afirmou. Segundo Nogueira, o partido ainda está discutindo se fará uma orientação formal à bancada ou se vai liberar o voto de seus parlamentares.
O PP se tornou, após o desembarque do PMDB do governo Dilma na semana passada, peça-chave entre os partidos da base governista na tentativa de Dilma para sobreviver ao impeachment, e especulou-se que o partido, que já comanda o Ministério da Integração Nacional, ganharia mais espaço na Esplanada dos Ministérios em um movimento de "repactuação" da coalizão.
O presidente do partido assegurou nesta quarta que a legenda não vai negociar cargos durante a tramitação do processo de impeachment, e disse que o PP não discutirá mais sobre o rompimento com o governo até a votação do impedimento na Câmara. A própria presidente Dilma disse na terça-feira que o governo não está preparando nenhuma reestruturação ministerial antes da votação.
(Por Pedro Fonseca, com reportagem de Maria Carolina Marcello em Brasília)
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