Temer assina notificação que oficializa impeachment de Dilma

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer informou ter recebido e assinado a notificação com a resolução que oficializa o resultado da votação no Senado que afastou em definitivo Dilma Rousseff da Presidência da República. A posse de Temer é esperada para as 16h, no Senado Federal.
Temer assina notificação que oficializa impeachment de Dilma - Divulgação/Presidência da República

"Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados", diz Dilma

Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do processo de impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff pediu que seus apoiadores "não desistam da luta". "Haverá contra eles a oposição mais determinada que um governo golpista pode sofrer", disse ela, em referência ao novo presidente, Michel Temer, e à oposição. "Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados." Leia Mais

Dilma: "Haverá contra eles a mais firme e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer"

No pronunciamento, Dilma afirmou ter sido vítima do "segundo golpe de estado que enfrento na vida" e pediu aos mais de 54 milhões de brasileiros que votaram nela que "não desistam da luta"."Não desistam da luta, ouçam bem. Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer; a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer". 

Senado escolheu "rasgar a Constituição" e "consumou golpe parlamentar", diz Dilma em pronunciamento

Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do impeachment no Senado, a ex-presidente Dilma Rousseff afirma que os parlamentares "escolheram rasgar a Constituição federal" ao interromper "o mandato de uma presidente que não cometeu crime de responsabilidade". "Consumaram um golpe parlamentar", disse. Leia Mais
 Ricardo Marchesan, em Brasília

Senado manter direitos políticos de Dilma é "prêmio de consolação", diz Reale Júnior

Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, chamou de "detalhe" e "prêmio de consolação" o fato do Senado ter decidido manter a ex-presidente habilitada para exercer funções públicas. "O que me importa é a saída dela e a possibilidade de um futuro diferente", afirmou o advogado após a votação. Ele disse que não vai ficar para a posse do agora presidente Michel Temer. A advogada Janaina Paschoal, que também foi autora do pedido, afirmou que a divisão da votação é "possível", por causa do precedente do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em que isso ocorreu.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aécio e Caiado vão recorrer ao STF contra manutenção dos direitos políticos de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que irá recorrer do resultado da votação que manteve Dilma habilitada para exercer funções públicas. "Nós vamos recorrer ao STF por compreendermos que a constituição é muito clara e estabelece que a perda do mandato vem acompanhada da perda dos direitos políticos. Houve uma inovação, mas vamos respeitar do presidente do STF e recorreremos ao STF", disse o tucano.  Ronaldo Caiado (DEM-GO) concorda com o aliado tucano e disse que seu partido está inclinado a recorrer do resultado da votação. "A minha posição é de solicitar ao STF para recorrer da decisão dessa última votação. Estamos discutindo aquilo que a Constituição determina e também vejo esse mesmo espírito junto ao PSDB", afirmou.
 Jota, via Twitter

Caiado diz que acusação recorrerá ao STF para anular votação

Caiado diz que haverá recurso ao STF da decisão de fatiar a votação das penas do impeachment. Dilma perdeu cargo, mas pode se candidatar.
 Felipe Amorim, em Brasília

Lindbergh: 'Não reconhecemos Temer como presidente legítimo'

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) prometeu uma oposição "implacável" e disse não reconhecer o governo Temer como legítimo. "Nós não reconhecemos Michel Temer como presidente legítimo", disse. "Será uma oposição implacável", afirmou Lindbergh. O petista diz ver no governo Temer o apoio a uma pauta de retirada de direitos trabalhistas. "Não esperem de nós nenhuma conciliação", disse.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aécio se diz "surpreso" após decisão contra a inabilitação de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), criticou integrantes do PMDB que votaram contra a inabilitação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para o exercício de funções públicas. "Nos surpreendeu o posicionamento de uma parcela de senhores senadores que diziam defender o afastamento definitivo da presidente da República e buscam a meu ver, atentar contra algo muito claro na Constituição. A pena da inabilitação, dos direitos políticos é inerente à cassação [...] que lideranças expressivas do PMDB se manifestarem dessa forma nos deixa enormes preocupações", disse Aécio Neves.Minutos antes da votação que impediu a inabilitação de Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez um discurso contra a medida.

Mario Magalhaes: "Golpe de 2016 é o maior retrocesso da democracia no Brasil desde 1964"

No derradeiro dia de agosto, o Senado acaba de depor a presidente constitucional Dilma Rousseff. A conspiração comandada por suspeitos e acusados dos crimes mais cabeludos derrubou uma mulher inocente, contra quem inexiste indício de ter se apropriado de bens públicos.O capo do conluio no parlamento, o correntista Eduardo Cunha, permanece protegido por seu mandato na Câmara. Leia Mais
 Felipe Amorim, em Brasília

Defesa de Dilma diz que Ficha Limpa não se aplica ao caso da ex-presidente

 A defesa de Dilma Rousseff defende que a Lei da Ficha Limpa não se aplica ao caso da ex-presidente, pois além de não existir uma prerrogativa legal acerca do impeachment, seria soberana a decisão do Senado quanto à manutenção do direito de ocupar cargos públicos. Os petistas e parlamentares da base aliada acreditam que o resultado do julgamento se sobrepõe às indefinições causadas pela ausência de uma determinação normativa.