Suplicy é assediado no Rio e leva seu renda mínima a Freixo
No Rio
- José Lucena/Futura Press/Estadão ConteúdoSuplicy foi muito assediado durante evento de campanha de Freixo no centro
Vereador mais votado da história de São Paulo, com 301.446 votos nesta eleição, Eduardo Suplicy (PT) transformou-se ontem em cabo eleitoral do candidato do PSOL à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo. Por volta das 17h, Suplicy e Freixo chegaram juntos à praça Mário Lago, área do centro do Rio conhecida como Buraco do Lume, e causaram alvoroço na região, um tradicional reduto de políticos de esquerda.
Suplicy, que aproveitou para tentar emplacar seu projeto de renda mínima em eventual gestão Freixo, foi muito assediado. "Suplicy é um fofo, nem parece petista", disse a advogada Maria do Carmo Pereira, 53, que abordou o vereador.
O petista gravou em vídeo um depoimento de dois minutos em que declarou apoio a Freixo. "Batalhei muito para que [o prefeito] Fernando Haddad [PT] fosse reeleito em São Paulo, e quase deu, mas perdemos e isso é da democracia. Então decidi vir ao Rio para participar da campanha do Freixo", disse Suplicy. Em seguida, Freixo subiu no caixote e, ao microfone, agradeceu o apoio.
Trump
Suplicy criticou o adversário de Freixo, Marcelo Crivella (PRB), por se recusar a participar dos próximos debates. "Quem gosta da democracia não pode fugir dos debates. Até o (candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald) Trump vai", afirmou o petista.
Suplicy ainda defendeu a presidente cassada Dilma Rousseff (PT) --"ela não cometeu crime nenhum"-- e aproveitou para citar Crivella, que é senador e votou a favor do impeachment.
"Fico assustado com o Crivella, que foi ministro dela (Dilma), tinha a confiança da presidenta e depois votou pela saída de Dilma", afirmou Suplicy, que hoje vai a um comício do candidato do PSOL em Madureira, na zona norte da cidade As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".