segunda-feira, 5 de outubro de 2015


A Lava Jato, enfim, chega no verdadeiro legado de Thomaz Bastos

Em 17 de maio passado, o ex-colunista de Veja , Lauro Jardim, (hoje no Globo) empinou a seguinte nota no Radar:
Embora não militasse na área do direito concorrencial, parte dos pagamentos que Márcio Thomaz Bastos recebeu do Pão de Açúcar, ainda nos tempos em que Abilio Diniz controlava o grupo, era justamente para remunerar sua atuação no Cade – sobretudo na aprovação da fusão com as Casas Bahia.
No caso dos pagamentos a Antonio Palocci, a missão era outra: pendências na Receita Federal.
O MPF já está trabalhando em cima dos documentos relativos a essas contratações.
Neste final de semana, uma revelação-bomba na Folha de S. Paulo:
Advogado da Lava Jato é investigado pela PF
Suspeita é de que um dos defensores da Odebrecht tenha pagado por informações sigilosas sobre inquéritos
Apuração teve início com depoimento de doleira, que acusou seu antigo advogado, também sob suspeita
MARIO CESAR CARVALHO
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
Um dos advogados da Odebrecht, Augusto de Arruda Botelho está sob investigação da Polícia Federal sob a suspeita de ter comprado de policiais dossiês com informações sigilosas ou falsas para desqualificar os delegados da Operação Lava Jato e prejudicar as investigações.
Há suspeitas de que anotações encontradas pela PF no bloco de notas do celular do presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho, possam ter alguma relação com a suposta estratégia ilegal para atrapalhar as apurações.
Um desses textos dizia: “Trabalhar para anular (dissidentes PF…)”, o que foi interpretado pela polícia como sinal de que ele pretendia fazer algo para acabar com a investigação. A Odebrecht sempre refutou essa versão.
Os “dissidentes” da anotação, segundo suspeita da PF, podem ser os mesmos policiais que teriam vendido as informações secretas.
A PF colheu indícios de que o preço dos dados sigilosos pode ter variado de R$ 500 mil a R$ 2 milhões. Entre as informações que teriam sido vendidas, estavam datas de prisões e buscas em empreiteiras, o que permitiria às empresas esconder material que poderia ser apreendido.

Bem: bastou dar uma ida na internet e ver para quem o investigado trabalha:
QUEM SOMOS
CAVALCANTI & ARRUDA BOTELHO ADVOGADOS dedica-se exclusivamente à advocacia criminal em todas as suas especialidades.
Fundado por Dora Cavalcanti Cordani, sócia de Márcio Thomaz Bastos durante seis anos, e seus parceiros de longa data Augusto de Arruda Botelho e Rafael Tucherman, o escritório possui equipe com vasta experiência em sua área de atuação.
Bem: quando eu trabalhava num site, em 2011, (na época em que ainda ele não era alinhado ao governo federal), fiz um perfil de Thomaz Bastos –obviamente quando ele ainda era vivo, não bato em falecido:
A Lava Jato ameaça conspurcar para todo o sempre (com fatos, não interpretações) a memória do dr. Thomaz Bastos e dos seus seguidores no mundo do direito. E não vai parar por aí…