quinta-feira, 1 de outubro de 2015


Claudio Tognolli

Eduardo Cunha não engavetou pedidos de impeachment contra Dilma

Eduardo Cunha engavetou os pedidos de impeachment contra Dilma?
Não.
E quem explica isso a este blog é o advogado Luís Carlos Crema.
Eis o que ele esclarece:
“Ele não engavetou. O Cunha solicitou que nos manifestássemos sobre as denúncias apresentadas em agosto último, bem assim para, se entendêssemos, aditássemos com novos fatos e provas. Em especial, para nos manifestarmos sobre o cabimento de impeachment por atos praticados no mandato anterior.
Na próxima sexta (prazo final), atendendo a intimação do Cunha, faremos o protocolo do “aditamento” das denúncias (ratificando e consolidando com as denúncias anteriores) e juntando novas provas. Em especial, do parecer do Professor Adilson Dallari, favorável ao impeachment por atos praticados no mandato anterior”.
Eis o texto que Crema adiantou a este blog:
No último dia 22 de setembro o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, expediu notificação para que os autores das denúncias apresentadas contra a Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, se manifestassem sobre o pedido de abertura do processo de impeachment protocolado em 12 de agosto de 2015.
Na próxima sexta-feira, 02 de outubro, em atendimento à solicitação do Presidente da Câmara, será protocolada a confirmação dos termos da denúncia e o seu aditamento, para incluir outros atos criminosos praticados por Dilma Rousseff.
Os autores das denúncias, em suas manifestações (confira-se a íntegra em anexo), confirmou os crimes de responsabilidade caracterizados pela prática das “pedaladas fiscais” – atos criminosos que levaram a assinatura da presidente Dilma –, comprovadas pelo corpo técnico do Tribunal de Contas da União. Não necessitando, portanto, da reprovação das contas do (des)governo Dilma para a configuração dos crimes de responsabilidade veiculados na denúncia.
À denúncia foram reunidos outros atos ilícitos da presidente Dilma que constituem crime de responsabilidade, dentre os quais: a submissão de sua administração aos governos estrangeiros, reunidos sob o rótulo de Foro de São Paulo, no qual, inclusive, contou com a participação das FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia); a improbidade na administração do país, comprovando que a ação e a inércia da presidente Dilma no roubo da Petrobras, foram planejadas e executadas de forma intencional, causando, além do desvio do dinheiro, diminuição do valor de mercado da Petrobras, antes avaliada em R$ 737 bilhões, e agora em R$ 135 bilhões (queda de 72%), acumulando dívidas de mais de R$ 330 bilhões; as doações ilegais para a campanha da reeleição da presidente Dilma, demonstrando que o dinheiro roubado na Petrobras abasteceu os cofres do PT e de sua campanha presidencial de 2014; e, a compra de apoio de partidos políticos da “base aliada” com dinheiro desviado da Petrobras, atentando ao livre exercício do Poder Legislativo.
Quanto as manifestações da presidente da Dilma, e de seus comparsas, que afirma que o pedido de impeachment é um golpe para tirá-la do trono, a denúncia crime esclarece:
Manipular perversamente as pessoas, é sim golpe!
Roubar dinheiro público, é sim golpe!
Admitir que um ex-presidente ainda governe, é sim golpe!
Furtar a dignidade das pessoas, impedindo-as de se alimentarem, de habitarem e até de viver minimamente, é sim golpe!
Continuar a mentir, enganar e roubar, é sim golpe!
Maquiar as contas públicas para se reeleger, encobrindo crimes e acobertando a ineficiência da administração pública, é sim golpe!
Se apequenar diante da situação, criada dolosamente pela Presidente da República, é o maior de todos os golpes!
A ação, e a omissão, dolosa de Dilma Rousseff deixou o país à beira do abismo, tudo para conseguir se reeleger e manter o plano nefasto de seu partido político (PT) de eternizar-se no poder, para continuar a espoliar o nosso Brasil.
A eleição da Sra. Dilma Rousseff foi, dolosa e fraudulentamente, financiada pelo engodo, embuste e pela falsidade lançada sobre o povo brasileiro, afora o dinheiro roubado da Petrobras.