quinta-feira, 1 de outubro de 2015



Influenciado por Cunha, Picciani rejeitou Ministério da Ciência e Tecnologia

Jornal GGN - Dos bastidores da reforma ministerial, informações sobre a disputa entre o grupo de Michel Temer e de Eduardo Cunha por ministérios mais expressivos foram publicadas na coluna do Ilimar Franco (O Globo) nesta quinta-feira (1). Ontem, o jornalista havia divulgado que o deputado federal Celso Pansera assumiria o Ministério da Ciência e Tecnologia, se tornando o segundo nome da Câmara a ocupar uma pasta - o Ministério da Saúde também está na cota do PMDB da Câmara. Agora, segundo Ilimar, o cenário mudou.
Quem teria "fechado" com o governo a indicação de Pansera - deputado classificado pelo doleiro Alberto Youssef, réu e delator da Lava Jato, como "pau mandato" de Cunha - teria sido o grupo de Temer. A ideia, segundo a coluna de Ilimar, era "detonar" qualquer candidato a ministro que tenha ligações com o presidente da Câmara.
Foi nesse sentido que o grupo de Temer teria trabalhado para fazer Dilma rejeitar a indicação do deputado Manoel Junior, ligado a Cunha, para o Ministério da Saúde. O favorito para substituir Arthur Chioro é, agora, Marcelo Castro.
Temer ainda quer alojar o filho de Jader Barbalho, Helder Barbalho, no Ministério dos Portos. Isso porque a pasta tem expressão, já que pode realizar projetos concretos - diferente da situação do Ministério da Ciência e Tecnologia, que apresenta dificuldades com orçamento.
Segundo Ilimar, Henrique Alves teria conversado com Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara e responsável por discutir com o governo os ministeriáveis de sua bancada, e tudo estaria resolvido em relação a Pansera no lugar do ministro Aldo Rebelo, que sairá da Ciência e Tecnologia para substituir Jaques Wagner na Defesa. Mas então Eduardo Cunha teria entrado em cena, e Picciani mudou de ideia.
"Foi o que bastou para que o time de Leonardo Picciani buscasse detonar Helder [para Portos]. Diziam: 'A presidente é quem não quer Helder nos Portos” e “O Jader não quer C&T porque teme a reação da ‘academia’."
A expectativa, segundo os jornais, é de Dilma anuncie a reforma ministerial até sexta-feira (2).