Dilma x Cunha: acabou a guerra fria. Agora é só guerra
Matheus Pichonelli – 21 horas atrásGuerra improvável, paz impossível. A definição da Guerra Fria, que levou União Soviética e Estados Unidos a pisarem em ovos e patrocinarem, entre cotoveladas, conflitos paralelos pelo mundo durante décadas, serve como resumo da tensão em Brasília desde a posse de Eduardo Cunha na presidência da Câmara.Desde então, o deputado peemedebista se tornou o grandão da turma que cobra o lanche dos colegas menores (ou encolhidos pela crise) para evitar uma briga em iminência diária – não sem antes ameaçar a carnificina a qualquer olhar enviesado. “Que foi, o que está olhado?”Pois a guerra, agora, esquentou. Menos de 24 horas após o deputado aceitar a análise do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, é possível ouvir de longe o estalar dos primeiros estilhaços. Abandonado pelos petistas, só agora indispostos a votar em seu favor no Conselho de Ética, Cunha abandonou a falsa prudência e passou a classificar as ações da presidenta como gravíssimas.Ao saber da declaração de guerra, DilmaLeia mais »Acusado de corrupção atendeu as ‘ruas’: impeachment de Dilma está encaminhado
Matheus Pichonelli – qua, 2 de dez de 2015O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acaba de abrir as comportas para o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). A decisão de Cunha nada tem a ver com os decretos presidenciais que atropelaram a meta de superávit e autorizaram o aumento de gastos do governo, conforme a ação assinada pelos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicuto.Tem a ver com a decisão de três deputados petistas de votar pela abertura do processo contra o peemedebista no Conselho de Ética da Câmara. Em outras palavras: Cunha esperou o primeiro tiro para revidar.E a resposta tem potencial destrutivo para o Planalto.A cena final de Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino, nunca foi tão verossímil.Uma vez aceito, o pedido será agora apreciado pelos deputados. O processo tem prosseguimento se for aprovado por dois terços da Casa – neste caso, a presidenta é afastada e o pedido é analisado pelo Senado em 180 dias. Em uma segunda votação, comandada pelo presidente do STF, a presidenta teria oLeia mais »Olha aí: é o meu guri
Matheus Pichonelli – seg, 30 de nov de 2015