MST protesta em defesa de Dilma em seis cidades do Paraná
A sexta-feira (15) está sendo de protestos em várias
rodovias do Paraná. As manifestações são realizadas pelo Movimento dos
Trabalhadores Sem-Terra (MST), como apoio ao governo da presidente Dilma
Rousseff (PT). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ao todo há
protestos em seis cidades do Estado. Leia Mais
Manifestantes defendem Dilma nas ruas de Porto Alegre
Manifestantes realizam ato a favor do governo da presidente
Dilma Rousseff, em Porto Alegre (RS). O grupo chegou a bloquear a ponte
do Guaíba no sentido Interior-Capital por volta das 8h e causou
congestionamento no local. Os manifestantes, que carregam bandeiras da
Fetraf-Sul, PT, CUT e Via Campesina, seguiram pelas avenidas Sertório e
Farrapos, onde se encontraram com integrantes do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A caminhada tem como destino a
Praça da Matriz.
Protestos contra impeachment fecham vias e trânsito bate recorde em SP
Uma série de protestos contra o impeachment da presidente
Dilma Rousseff (PT) fechou vias e fez o trânsito bater recorde na manhã
desta sexta-feira (15) em São Paulo. Segundo a CET (Companhia de
Engenharia de Tráfego), o índice recorde de congestionamento se deu às
9h, com 183 km de vias com lentidão. A marca anterior havia sido 177 km,
em 11 de março, quando houve chuvas e alagamentos na cidade.
Daniel Almeida (PCdoB-BA) vê Cunha como beneficiário de trama
Daniel Almeida (PCdoB-BA) diz que "oposição não quer
discutir" falta de crimes de Dilma Rousseff e vê a produção de "um golpe
de estado no nosso país" como objetivo de partidos. Para deputado,
Eduardo Cunha "é beneficiário direto e é do partido que seria
beneficiário caso o impeachment passe" pela Câmara.
Ivan Valente vê trama entre mídia, empresários e oposição
"Isso que estão falando de descalabro econômico foi
praticado junto por esta casa", diz Ivan Valente (PSOL-SP). "Ninguém
quer o Temer. Quem saiu para dizer 'fora Dilma', não vai para a rua
defender o Temer. Esta é a grande farsa montada pela mídia, pelo PIB
brasileiro e pelos partidos de oposição que já estão distribuindo
ministérios."
Ivan Valente critica Eduardo Cunha
Ivan Valente (PSOL-SP) vê "um réu convocando uma farsa",
referindo-se ao processo de impeachment aberto por Eduardo Cunha. "A
presidente da república precisa ser cassada por crime de
responsabilidade. O defensor colocou aqui que houve milhões em isenções
fiscais a grande empresas." Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP
1º impeachment presidencial bem sucedido, no mundo, foi o do Collor
Como o internauta pode ver, o impeachment tem caráter
predominantemente político. A ideia de impeachment surgiu há mais de 400
anos na Inglaterra. Naquele momento, por meio do impeachment eram
apurados aspectos criminais e políticos. Com o surgimento do
parlamentarismo, o impeachment entrou em desuso na Inglaterra, sendo
substituído pela moção de desconfiança. Com a independência dos Estados
Unidos, o impeachment ressurgiu, mas com nova roupagem: ao Judiciário, a
apreciação dos aspectos criminais propriamente ditos; ao Congresso, a
apreciação de infrações político administrativas. Um dado curioso, é que
o primeiro pedido de impeachment de um presidente da República ocorreu
nos EUA em 1868, logo depois do final da guerra da secessão, contra o
presidente Andrew Jhonson. Ele foi afastado por decisão da Câmara, mas
no Senado, por um voto de diferença, foi reconduzido ao cargo. O
primeiro impeachment presidencial bem sucedido, no mundo, foi o do
ex-presidente Collor.
Pauderney Avelino: 'Governo mentiu para o Brasil'
"O Brasil está com vergonha. O Governo agiu de uma forma
irresponsável, não respeitando os milhões de votos que sua excelência
obteve. Mentiu para o povo, para uma nação inteira. Agora, só nos resta
fazer justiça. Buscar uma solução, e a solução só pode ser uma:
impeachment à presidente Dilma Rousseff", discursa Pauderney Avelino.
Problemas técnicos resolvidos.
Por um problema técnico, o áudio do discurso do deputado
Pauderney Avelino (DEM-AM) ficou momentaneamente indisponível na
transmissão. A questão foi resolvida rapidamente.
Veja como foi a fala de José Eduardo Cardozo contra o impeachment
Pauderney Avelino (DEM-AM) vê crime de responsabilidade de Dilma
Pauderney Avelini (DEM-AM): "Estamos em uma sessão
história, iniciando o julgamento da presidente Dilma Rousseff. Esse
julgamento se dá justamente pelo cometimento de crimes de
responsabilidade, amplamente conhecidos. Atacou e feriu a lei
orçamentária em 2014 e em 2015. Atacou e feriu a lei de diretrizes
orçamentárias, a lei de responsabilidade fiscal, atacou e feriu a
Constituição Federal", acusou. "O momento pelo que o Brasil passa é uma
encruzilhada. E nesta encruzilhada, rogamos ao Congresso, rogamos ao
povo brasileiro, como se estivéssemos fazendo um toque de reunir os
brasileiros, para que juntos possamos conseguir resolver a crise que o
governo da presidente Dilma trouxe para o nosso país."
Cunha recusa crítica de Maria do Rosário
Maria do Rosário (PT-RS) coloca crítica a manifestação do
PPS há três semanas. Cunha rebate e diz que só aceitará críticas
nominais a deputados.
Ministro cita Ulysses Guimarães em defesa de Dilma na Câmara
Ao discursar em defesa da presidente Dilma Rousseff no
processo de impeachment, o ministro da Advocacia-Geral da União, José
Eduardo Cardozo, afirmou que qualquer governo nascido de uma "ruptura
institucional" não terá legitimidade e citou Ulysses Guimarães ao dizer
que "quando se tira o voto do povo, o povo é expelido do centro para a
periferia da história". Ulysses, que foi do PMDB, também foi presidente
da Câmara dos Deputados e morreu em 1992 Leia Mais
Veja como foi a fala de Miguel Reale Júnior a favor do impeachment
Deputado do SD vê governo 'protagonista da Operação Lava Jato'
Augusto Coutinha (SD-PE): "A melhor reposta que podemos dar
ao povo brasileiro no próximo domingo é uma só: agir de acordo com a
justiça e as regras da democracia". Segundo deputado, Governo federal é
"protagonista da Operação Lava Jato": "Falta seriedade, falta zelo ao
dinheiro público. Falta, acima de tudo, respeito ao povo brasileiro",
afirma.
Weverton Rocha (PDT-MA): solução para a crise não é o impeachment
Weverton Rocha (PDT-MA): "Os próximos dois, três dias serão
aqui de debates duros. Sabemos que o muro construído lá na frente, esta
casa terá a tarefa de desfazê-lo na segunda-feira", afirma o deputado.
"Aqui nós vamos ter vários momentos para expor nossas ideias, para
colocá-las de forma clara. Uma coisa é certa: nós sabemos a importância
que significa o debate que estamos tendo agora", completa. Segundo o
pedetista, solução para a crise não é a deposição de Dilma Rousseff.
"Isso jamais nos autoriza arrancar de forma bruta um mandato popular
dado pelo povo brasileiro", afirma.
Governo do DF espera 300 mil manifestantes na Esplanada no domingo
O governo do Distrito Federal espera 300 mil manifestantes
-- contra e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff -- na
Esplanada dos Ministérios no domingo (17), quando a Câmara dos Deputados
decide o prosseguimento do processo em votação aberta. Um muro foi
erguido pelo governo distrital no gramado da Esplanada para separar os
manifestantes. Ricardo Marchesan, em Brasília
Cardozo diz que pode entrar com mais ações no STF
Ao deixar o plenário, o ministro da Advocacia-Geral da
União, José Eduardo Cardozo, disse que não descarta entrar com nova ação
no STF contra o processo de impeachment, até mesmo antes da votação do
domingo. "A cada passo nós vamos avaliando", afirmou. Ele classificou a
defesa que fez no plenário como "mais um round de uma batalha dura".
'Golpe irá condenar sociedade na história', diz petista
Deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) diz que "golpe irá condenar
sociedade na história". "Não há crime porque a presidente não é ré",
diz.