Deputado do PDT relembra Getúlio para se posicionar contra impeachment
Deputado Afonso Motta (PDT-RS) justifica posição de seu
partido, contrário ao impeachment de Dilma Rousseff: "Estamos diante de
um fato que agride os princípios democráticos". Em seu discurso,
relembra a desconstituição e o posterior suicídio de Getúlio Vargas.
PSDB começa a sua defesa pró-impeachment
Daniel Coelho abriu a segunda sessão do processo de
impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. O deputado
pernambucano foi o primeiro a falar pelo PSDB. "Nas ditaduras, no
fascismo e nazismo, não há espaço no Parlamento para discutir o
orçamento", afirmou. Segundo ele, e é aí que nasce as pedaladas fiscais.
"Em 2011 começou a prática de desrespeito", afirmou.
Relator do processo de impeachment se defende de ataque
Jovair Arantes (PTB-GO) subiu no palanque e se defendeu da
acusação de que fora Eduardo Cunha (PMDB-RJ quem fez ele ser o relator
do processo de impeachment. Jovair diz que foi eleito para ser o relator
com 62 dos 65 votos da Comissão do Impeachment. E afirmou ainda que os 3
que não votaram não foram contra, mas se abstiveram. “Digo que nós
usamos 16 técnicos competentes nesse trabalho (o relatório)”.
Arlindo Chinaglia vê má-fé e dolo na acusação contra Dilma
Para Arlindo Chinaglia (PT-SP), é de absoluta má fé e dolo a
acusação de pedalada fiscal contra a presidente Dilma Rousseff. O
petista disse que houve distorções e que agora estão tentando "cassar o
voto de 54,5 milhões de brasileiros". "Quem é, respeitosamente, que
prefere abdicar do seu direito legítimo de escolher o governo e delegar
para a famosa Câmara dos Deputados e Senado. Como cidadão, tenho certeza
que ninguém abriria mão. Eu também não abro mão", afirmou. Chinaglia
foi o último a falar pelo PT.
Lula cobra "serenidade" de deputados em processo do impeachment
Deputado do PT reforça defesa de programas sociais
"Neste momento, estamos vivendo um momento onde poderemos
continuar com os programas que levaram ao Brasil inteiro, a exemplo do
Bolsa Família ou do Luz para Todos, a exemplo da quantidade de jovens
que entraram nas universidades", discursa o deputado João Daniel
(PT-SE). "Os 40 milhões que deixaram de passar fome passaram a sonhar. O
sonho passou a ser realidade", acrescentou.
PM do DF apreende facões em ônibus de militantes contra impeachment
A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu 15 facões,
uma garrafa, um tijolo e um estilingue que estavam em quatro ônibus na
avenida N2, perto da Esplanada dos Ministérios. Segundo o coronel Jean,
os ônibus estavam sendo usados por grupos contra o impeachment da
presidente Dilma Rousseff. O policial disse, no entanto, que "não pode
afirmar se todos eram do MST" e que os facões "em princípio podem ser
material de trabalho". Segundo o coronel, não houve violência e ninguém
foi detido.
Deputado do PT relembra 20 anos de mortes em Eldorado dos Carajás
Deputado João Daniel (PT-SE) discursa na Câmara usando uma
faixa com os dizeres 'fora Cunha' e 'não vai ter golpe'. "Nosso país
está correndo um sério risco", diz. "Este dia 17 marca para nós,
lutadores, o Massacre de Eldorado dos Carajás", completa, relembrando a
morte de 19 integrantes do MST no Pará em 1996. No pronunciamento, João
Daniel relembrou ainda outros conflitos agrários e "todos aqueles que
lutam por uma sociedade mais justa".
Benedita da Silva defende conquistas sociais de governos do PT
"Levamos décadas e décadas sem um negrinho na universidade,
sem uma mulher em um posto (público). Mas querem, mas uma vez, colocar
uma distância naquilo que foi conquistado por essa gente digna",
discursa Benedita da Silva (PT-RJ) na Câmara dos Deputados. "A
democracia é o caminho pelo qual poderemos unificar a sociedade
brasileira."
Teori rejeita pedido para anular prisão do publicitário João Santana
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal
(STF), rejeitou o pedido do publicitário João Santana para que fosse
anulada sua prisão e para que seu caso fosse para a Corte. Em seu
despacho, Teori julgou que a reclamação apresentada em março pela defesa
do marqueteiro havia perdido o objeto, uma vez que as investigações
relativas a Santana e a sua mulher, Mônica Moura, já haviam subido para o
Supremo. Leia Mais
Benedita da Silva critica oposição e pede pacto
"Não me venham agora se vestir de verde-amarelo para dizer
que estão defendendo o Brasil. Nós já vimos este filme", discursa
Benedita da Silva (PT-RJ), defendendo Dilma Rousseff. "Ela tem moral,
autoridade. O que falta é uma pactuação dos brasileiros que gostam deste
país", completou.
Na TV, Dilma dirá que defensores do impeachment terão 'marca do golpe'
No pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão
que a presidente Dilma Rousseff fará às 20h desta sexta-feira (15), ela
afirmará que os defensores do impeachment podem até ter suas
justificativas, mas que a história os deixará com a "marca do golpe". No
discurso gravado na manhã de hoje, a petista ressaltou ainda que não
pesa nenhuma denúncia de corrupção contra ela e que o impeachment pode
representar um perigo para a democracia brasileira do país. Segundo ela,
há um "golpe em curso no país" e é preciso lutar pela democracia. Leia Mais
Benedita da Silva culpa Câmara dos Deputados por crise política
Benedita da Silva (PT-RJ) cita momento histórico e defesa
do estado democrático de direito. Em seu discurso, defende Dilma
Rousseff como uma pessoa honesta. "Querem tirar dela aquilo que fomos
para a rua conquistar, para que ela pudesse nos representar", diz.
"Agora dizem que temos 10 milhões de desempregados, por conta da crise
política que esta casa tem criado. Estas pessoas desempregadas agora
foram empregadas pelo governo de Lula e Dilma Rousseff. Querem o
retrocesso na nossa chamada república", discursou.
Deputado do PT: 'Quem é réu na Lava Jato é Cunha, não Dilma'
Paulo Teixeira (PT-SP) critica relações feitas por
deputados da oposição entre presidente Dilma Rousseff e Operação Lava
Jata. "Quem é réu na Operação Lava Jato é o presidente da Câmara. Dilma
Roussef é honesta", discursa deputado. "Ela nunca foi citada na
operação."
Delatores da Andrade Gutierrez depõem na Justiça Federal
O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques Azevedo
e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia Flavio David Barra, que
fecharam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato,
serão interrogados pela Justiça Federal no Rio de Janeiro às 13h desta
sexta-feira. É a primeira vez que os executivos da Andrade depõem para
um juiz desde que decidiram colaborar com a Justiça e revelaram, dentre
outros, o pagamento de dívidas da campanha de Dilma em 2010. Leia Mais
Golpe parlamentar mexerá em direitos dos trabalhadores, diz deputado do PT
"O que está acontecendo neste momento é uma tentativa de um
golpe parlamentar, com raízes na imprensa e no empresariado. Por que um
golpe parlamentar? Querem um golpe para mexer na Constituição para
desconstruir direitos do trabalhar brasileiro", acusa deputado Paulo
Teixeira (PT-SP). Segundo ele, decretos destinaram verbas a
universidades e a investigações judiciais.
PMDB traz discursos duros contra Dilma
O PMDB abriu a sessão que discute o impeachment da
presidente Dilma Rousseff. Cinco deputados se revezaram no púlpito por
uma hora com discursos duros contra a presidente. A exceção foi o líder
da bancada, Leonardo Picciani (RJ), que trouxe fala mais neutra, embora
tenha reconhecido que a maior parte da bancada votará contra o
impeachment. Leia Mais
Para líder do PT na Câmara, carta de Temer a Dilma foi 'patética'
Temer e Cunha "nunca tiveram e nunca terão os 342 'sim'.
Não é voto, não é eleição indireta", diz Afonso Florence (PT-BA) em
discurso da Câmara, que chama de "patética" carta de Michel Temer à
presidente Dilma Rousseff, divulgada no fim de 2015. "O que nós temos,
de fato, é um conjunto de indecisos e indecisas, temendo a pressão feita
até agora, agride, ofende parlamentares", completa o deputado, citando
pesquisa VoxPopuli segundo a qual 58% da população seria contra o
impeachment de Dilma Rousseff.
MST protesta contra impeachment em Sergipe
Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra)
protestam em defesa do governo Dilma Rousseff e da reforma agrária na
altura do quilômetro 77 da BR-101, nas proximidades do Povoado Pedra
Branca, em Sergipe. Leia Mais
Deputado do PMDB-RJ pede que Dilma renuncie em caso de derrota na Câmara
"Existe um fator político [pelo impeachment]", diz deputado
Altineu Côrtes (PMDB-RJ), em discurso na Câmara dos Deputados. "Sei que
é doloroso. Mas tem um fato que vou falar aqui, muito importante: a
presidente Dilma vem lutando contra este processo, que passou por
dificuldades, foi torturada, mas dizem que o mais alto grau da sabedoria
é a humildade. A presidente Dilma disse em entrevista anteontem que, se
for derrotada aqui no dia 17, é carta fora do baralho. Se ela for
derrotada dia 17, no dia 18, ela não deve deixar o Brasil passar por
este processo todo. Se ela tem humildade e declarou que é carta fora do
baralho, deve vir a público no dia 18 e renunciar à presidência",
defende.
Altineu Côrtes (PMDB-RJ) elogia Dilma, mas diz que voto por impeachment 'não é pessoal'
Deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ) diz que Dilma "sempre foi
muito gentil, muito solícita", mas afirma que "os fatos estão aí" "Não é
contra A, B, C ou D. Há companheiros valorosos do governo que
participaram de muitas lutas (...). Não temos que trazer questões
pessoais, e minha questão não é pessoal. O crime de responsabilidade não
foi cometido por querer, não é isso. As coisas aconteceram, os fatos
são esses. O relatório foi aprovado, e cada um de nós tem que tomar uma
posição. Eu fui eleito por nossos eleitores, que estão divididos. A
imensa maioria dos eleitores hoje é favorável ao processo de
impeachment", assegura.
'Não tenho nada contra Dilma, mas tenho um compromisso', diz deputado do PSD-PI
"A previdência social tem um rombo de um regime geral de R$
86 bilhões", diz o deputado Júlio César (PSD-PI) na Câmara dos
Deputados. "Eu estou realmente muito preocupado. Não tenho nada contra a
presidente Dilma, mas tenho um compromisso com o meu povo, com o meu
Piauí. O pais está parado, regredindo", completa.
Lula pede que deputados não embarquem em "aventuras"
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou nesta
sexta (15) vídeo em que faz um alerta aos deputados federais sobre a
votação da admissibilidade da denúncia do impeachment pela Câmara, que
acontece neste domingo. Segundo Lula, o esforço para o Brasil ser
reconhecido como uma nação com instituições sólidas pode ser jogado fora
por um passo impensado no domingo. O ex-presidente pede que os
parlamentares não "embarquem em aventuras, acreditando no canto da
sereia dos que sentam na cadeira antes da hora". E segue: "derrubar um
governo eleito democraticamente sem que haja um crime de
responsabilidade não vai consertar nada. Só vai agravar a crise". Assim
como a presidente Dilma Rousseff, Lula se comprometeu a "ajudar na
reconstrução do diálogo e unir o país". Leia Mais
Deputado do PSD deixa secretaria de GO para votar pelo impeachment
"Retomo o mandato como deputado federal para votar a favor
do impeachment de Dilma Rousseff. Faço isso por acreditar que é o
caminho certo, dado o estado lamentável das coisas do nosso país", diz
deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), que abandonou a secretaria de Gestão e
Planejamento do estado de Goiás. "A posição que defendo é a posição do
estado de Goiás, de um país que quer emergir de um turbilhão."
Para ex-ministro, Temer se sustentaria como vice se impeachment for arquivado
Membro da Executiva Nacional do PMDB e braço direito do
vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Eliseu Padilha disse, nesta
sexta-feira (15), que Temer se sustentaria como vice de Dilma Rousseff
caso o processo de impeachment seja arquivado. Padilha está na Câmara
dos Deputados para acompanhar a sessão que trata da abertura do processo
contra a petista. Leia Mais
Impeachment é o único caminho constitucional, diz deputado do PSD
"O impeachment não está dividindo o Brasil. O que está
dividindo o Brasil é uma crise ética e moral. Precisamos dar uma
resposta. Este é único caminho constitucional para fazer isso", diz o
deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) em discurso na Câmara dos
Deputados.
Evandro Gussi (PV-SP) cita Lênin para criticar PT
Evandro Gussi (PV-SP) cita Lênin: "acuse-os do que você faz
e chame-os do que você é". Depois, critica discurso de José Eduardo
Cardozo, "que trata as finanças públicas como se fosse o dinheiro que se
leva ao mercado". "As estátuas de Lênin, derrubadas na Europa, cairão
domingo", brada.
PT lista 26 atos pró-Dilma em 21 cidades nesta sexta
Em listagem disponível em seu site, o PT relacionou 26 atos
marcados para esta sexta (15) "em defesa da democracia", classificação
que vem sendo dada a manifestações contra o impeachment da presidente
Dilma Rousseff. Os atos, que incluem manifestações nas ruas, vigílias e
palestras, serão realizados em 21 cidades de dez Estados brasileiros e
duas fora do país (Londres e Washington). Várias das manifestações são
convocadas pela Frente Brasil Popular, que reúne centrais sindicais e
movimentos sociais.
Para Bruno Covas (PSDB-SP), PT é responsável por divisão e intolerância
"Faltam investimentos em infraestrutura, falta
investimentos a longo prazo. Houve a submissão da política econômica aos
interesses partidários", diz Bruno Covas (PSDB-SP), criticando a
divisão do país entre diversas classes. "Estamos hoje colhendo raiva e
intolerância", completa.
Bruno Covas (PSDB-SP) cita Petrolão e acusa Dilma e crime de responsabilidade
Bruno Covas (PSDB-SP) faz referência ao assassinato de
Celso Daniel, ao Mensalão, ao Petrolão e a "um projeto bolivariano para o
país". "A Lei de Diretrizes Orçamentárias é clara: o governo poderia
abrir créditos por decreto, desde que não fosse comprometida a meta de
superávit. Mesmo sabendo que não ia cumprir esta meta, o governo editou
seis decretos que abriram um crédito de R$ 6,5 bilhões. A presidente
Dilma cometeu crime de responsabilidade", assegura. "Foi ela que
autorizou a compra de Pasadena, que é um ato que simboliza e cristaliza o
Petrolão", completou.
Líder do governo diz ter 200 votos para barrar impeachment
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE),
afirmou ao discursar no Plenário que há pelos menos 200 votos para
barrar o impeachment na votação deste domingo (17). "Eu tenho minha
lista aqui. Nós não teremos menos de 200 votos aqui no plenário", disse
Guimarães. Para barrar o processo, a presidente Dilma Rousseff precisa
do apoio de pelo menos 172 deputados. A oposição precisa de 342 votos
para aprovar o processo.
Para Imbassahy, brasileiro foram às ruas para pedir recomeço
"Dilma mentiu aos brasileiros e os induziu a erro ao
prometer o que não poderia cumprir", critica Antonio Imbassahy (PSDB-BA)
em discurso na Câmara dos Deputados. "Os milhões de brasileiros que
foram às ruas já mostraram o que querem: a chance de um recomeço",
completou.
Imbassahy diz que defensores de Dilma não negam infrações
"O impeachment é o remédio jurídico que deve ser aplicado
contra a presidente da república que cometeu crime de responsabilidade",
argumenta o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). "O que ficou evidente
durante toda a discussão é que seus defensores não negam as infrações à
legislação. Apenas tentam tumultuar a discussão e desviar o foco
central. O PT, que agora prega o respeito à Constituição, é o mesmo PT
que votou contra o texto da Constituição de 1988. É o mesmo PT que apoio
mais de 50 pedidos de impeachment contra os presidentes Fernando
Henrique, Itamar Franco e Fernando Collor. A própria presidente já
admitiu ter recorrido a manobras ilegais para se justificar, porque
outros antes dela assim o fizeram."
Deputado do PT cobra pacto após vitória do governo contra impeachment
"O país tem que dizer um não, porque nós não podemos...
Temos que discutir isso na segunda-feira. Porque eles não têm votos para
o impeachment. Este país precisa ser repactuado, mas não vai ser desta
forma", encerra José Guimarães (PT-CE) em discurso na Câmara dos
Deputados.
Deputado do PT rebate crítica de opositor e cita articulação de Temer
José Guimarães (PT-CE) rebate críticas de Lelo Coimbra
(PMDB-ES). "É mais grave estar em um hotel articulando ou no [Palácio
do] Jaburu [residência do vice-presidente] recebendo para distribuir
ministérios?", pergunta, referindo-se à articulação feita pelo
ex-presidente Lula em um hotel próximo ao Congresso.
No Senado, ex-petista Cristovam Buarque apoia impeachment
Cristovam Buarque (PPS-DF), que foi ministro de Lula e
atualmente é crítico do PT, estava, até ontem, entre os indecisos.
Agora, tanto PPS quanto PSB já declararam apoio ao impeachment da
presidente. Leia Mais
Líder do PT na Câmara diz: 'Não teremos menos de 200 votos contra o impeachment'
José Guimarães (PT-CE) abre discursos favoráveis ao governo
parabenizando mobilização "contra o golpe". Em seu pronunciamento, cita
governadores de RS, de RJ e de GO como líderes que não são cassados
diante de crises de popularidade. "Não é razoável este tipo de discurso
aqui dentro", afirmou. "Não podemos cometer essa injustiça contra um ser
humano, essa perseguição. É isso que está sendo feito. Cadê os votos
[pró-impeachment]? Nós não teremos menos de 200 votos", acrescenta.
Dilma Rousseff anda de bicicleta na manhã de sexta-feira
Na manhã desta sexta-feira (15), no mesmo dia em que
começou a votação do impeachment da presidente, Dilma Rousseff pedalou
nos arredores do Palácio do Alvorada, em Brasília (DF). Dilma vai gravar
um pronunciamento para ser veiculado em cadeia nacional de rádio e
televisão na noite de hoje, às 20 horas
Manifestantes protestam contra o impeachment e fecham rodovias em PE
Manifestantes estão interditando várias rodovias de
Pernambuco na manhã desta sexta-feira (15). O protesto é contra o
impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela democracia. De acordo
com informações da Polícia Rodoviária Federal, a BR-232 está interditada
em três trechos, a BR-408, a BR-316, a BR-408, a BR-104 e a BR-101 tem
um ponto de bloqueio cada. Os protestos estão ocorrendo em São Caetano,
Arcoverde, Toritama, Moreno, Paudalho, Águas Belas, Petrolândia, Bonança
e Goiana e são realizados por integrantes do Movimento Sem Terra (MST).
Deputado do PMDB cita Ulysses Guimarães: 'A nação vai mudar'
"O Brasil responde por 20% dos desempregados do 50 maiores
países do mundo", diz Manoel Júnior (PMDB-PB), que também cita Ulysses
Guimarães. "Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A nação quer
mudar. A nação deve mudar. A nação vai mudar", conclui, encerrando
discursos do PMDB.
Deputado critica 'culto à personalidade' e defende parlamentarismo
Manoel Júnior (PMDB-PB) defende o parlamentarismo em
discurso. "Aqui em nosso país, se observamos a história da República
Velha e da República Nova, não tivemos um momento de 20 anos de
tranquilidade. Intentona, revolução, golpe, crises políticas, crises
econômicas. O culta à personalidade gera esse tipo de crise que vivemos
hoje", diz. "Estamos, neste instante, para fazer um julgamento. Este
julgamento tem nome: é o impeachment da presidente da república",
completa.
Gilberto Carvalho é chamado de 'ladrão' ao visitar Lula em hotel
Deputada invoca a passagem bíblica para pedir impeachment
Deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) cita passagem bíblica de
Rei Salomão e da criança dividida em duas para ser dada a duas mães.
"Invocando a sabedoria de Salomão, pensando na minha família, na bancada
que represento, no meu país, digo: não quero ver o país dividido. Por
isso peço que, no domingo, exerçam o seu dever cívico e votem a favor do
impeachment já", pede.
Para Soraya Santos (PMDB-RJ), Temer é 'o farol' para conduzir o Brasil
"É momento de esta casa mostrar que está a favor do que
pedem as famílias brasileiras. Basta irmos às ruas para vermos que as
pessoas querem mudanças", diz deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) em
discurso na Câmara. "Só vamos conseguir com união e crença em seu
gestor. É hora de convergência de todos. Felizmente, por um dever
constitucional, temos na pessoa de Michel Temer, alguém com
responsabilidade para conduzir todas as instituições. Você é o farol e a
esperança", exalta.
Serraglio critica 'golpismo' contra vice-presidência
Osmar Serraglio critica "golpismo contra vice-presidentes" e
lembra Café Filho e João Goulart. Segundo peemedebista, lei garante
governo de vice em caso de saída de presidente. Deputado ainda cita "uma
esperançosa nação" em seu discurso e diz que Michel Temer "sempre
ofereceu" pacto pela governabilidade.
Serraglio (PMDB-PR) diz que TCU nunca mudou de posição
"A defesa (de Dilma Rousseff) afirma ser vítima de abuso de
poder. Quer a censura até da leitura da denúncia. A verdade é que se
livrou de graves acusações pela caneta do presidente (Eduardo Cunha) que
agora acusa", diz Osmar Serraglio (PMDB-PR) no plenário da Câmara,
criticando a defesa da presidente diante dos decretos suplementares. "A
verdade é que o TCU nunca mudou de posição", diz.
Deputados da Bahia deram bolsa a políticos, empresários e parentes
Nova integrante do Conselho de Ética da Câmara, a deputada
federal Tia Eron (PRB-BA) teve seu nome citado em irregularidades em um
programa de bolsas de estudo da Assembleia Legislativa baiana voltado
para estudantes carentes. Entre os beneficiários constavam doadores de
campanha, empresários, políticos e parentes de deputados. De acordo com
reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", cada político tinha uma "cota"
de R$ 10 mil para distribuir como auxílio estudantil. Tia Eron e dois
membros de seu partido teriam recebido R$ 48 mil, de oito
bolsistas. "Posso afirmar e provar categoricamente que nunca recebi,
meus filhos, que são meus únicos dependentes legais, nem parentes outros
ou qualquer membro de minha assessoria, tal benefício", disse a
deputada federal, à época. Leia Mais
Para Serraglio (PMDB-PR), Eduardo Cunha foi 'benevolente' com Dilma
Osmar Serraglio (PMDB-RJ), relator da CPI dos Correios que
investigou o escândalo do Mensalão, diz que não há vingança de Eduardo
Cunha no processo de impeachment. "Agiu com muita benevolência",
afirmou. "O presidente Eduardo Cunha destituiu-a de uma dezena de
acusações (...) e apenas admitiu dois fatos atinentes à lei
orçamentária", completou, rechaçando acusações de desvio de poder. Felipe Amorim, em Brasília
PMDB abre manifestação de partidos no debate do impeachment
Líder do partido de maior bancada na Câmara dos Deputados,
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) abriu a etapa de manifestação dos partidos
na discussão do processo de impeachment. Aliado do governo Dilma
Rousseff e contrário ao impeachment, posição oposta à de seu partido,
Picciani evitou fazer uma defesa do impeachment ou da presidente. Em vez
disso, optou por pedir "grandeza" das forças políticas para superar as
divergências após o resultado do processo de impeachment. "Seja qual for
resultado, que no dia seguinte o país possa encontrar o caminho da
reconciliação em que todos possam sentar-se à mesa e construir o futuro.
Perdemos o ano de 2015 em disputas políticas", disse. Cada um dos 25
partidos com representantes na Câmara terá uma hora de fala. Picciani
falou por cerca de 15 minutos e passou a palavra a outros deputados do
PMDB.
Vem Pra Rua marca atos em Brasília; primeiro começa às 17h desta sexta-feira
O movimento Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade
civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff
(PT) e está na organização das manifestações recentes contra o governo,
marcou uma série de atos em Brasília. As concentrações acontecem na
praça dos Três Poderes, junto do Mastro da Bandeira. O primeiro deles
começa às 17h desta sexta-feira (15) e terá trio elétrico. No sábado
(16), o mesmo ato se repete, a partir das 14h. Depois, a partir das 20h
do sábado, será a vez da “vigília pelo impeachment”, com atividades como
debates e oração coletiva. No domingo (17), dia em que o pedido de
impeachment vai ao plenário da Câmara dos Deputados, a concentração está
marcada para as 14h, mas deve se iniciar logo pela manhã. Rogério
Chequer, um dos líderes do Vem Pra Rua, afirmou nesta sexta-feira que,
do seu lado, os atos serão todos pacíficos. “Já fizemos mais de dez
manifestações (contra Dilma) e nunca entramos nisso (em violência).”
Para Lelo Coimbra (PMDB-ES), Dilma traiu os próprios eleitores
"Esta situação deliberadamente criada representou um golpe
cruel no povo brasileiro. Um golpe que enganou especialmente aqueles que
deram o voto à presidente Dilma", diz deputado Lelo Coimbra na Câmara
dos Deputados (PMDB-ES). "Aqueles que nela acreditavam confiavam na
segurança social e econômica do país. Estes sim, foram profundamente
golpeados e enganados. Mais do que aqueles que se opuseram a ela",
completa. Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP
Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel importante
A missão do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de assegurar
a regularidade do processo de impeachment: garantir que todas as
formalidades sejam observadas no procedimento. O juízo de mérito é do
Parlamento. Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel
importante. Se aprovado na Câmara, deverá assegurar o processo regular
no Senado, lembrando que, uma vez instaurado o processo, quem o preside é
o presidente do STF. Se rejeitado o pedido na Câmara, deverá assegurar a
aplicação dessa decisão, impedindo que o tema seja rediscutido sob
outros pretextos e permitindo que a presidente tenha estabilidade para
governar. Domingo será o dia da decisão.
Dilma não reúne condições de governar, diz Lelo Coimbra (PMDB-ES)
"A presidente Dilma Rousseff não reúne mais condições de
seu governo", diz o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) na Câmara. "Neste
momento, deixou de governar, subordinando a Presidência da República a
seu interesse", acrescenta.
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) pede crescimento do Brasil após votação de impeachment
"Nós devemos dar um recado às pessoas que acompanham nosso
trabalho: que elas defendam suas posições, mas que absolutamente se
respeitem, como tenho certeza de que nós aqui nós respeitaremos, com
firmeza na defesa de que cada um fará. Que o país, este plenário, o
PMDB, os demais partidos, possam sair deste processo, maiores do que
nele entram", diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ) no plenário da Câmara,
"tomado pela emoção". "Precisamos cumprir o nosso dever de consciência.
Nosso dever do mandato que exercemos, o mandado que temos o dever de
cumprir com coerência, com dignidade e absoluto compromisso, com
respeito à lei, à Constituição, às normas de funcionamento desta casa",
completa.
Picciani critica governo e oposição em discurso
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) critica governo, pela falta de
compreensão do Brasil dividido após a eleição de 2014, e oposição, por
reconhecer a vitória de Dilma Rousseff na última eleição. "O país não
atravessa de fato um bom momento, um momento a se festejar. Ao
contrário: atravessa um momento em que devemos refletir para buscar
propostas, o diálogo, o caminho que nos permita chegar a dias melhores",
afirma o peemedebista no plenário da Câmara dos Deputados. Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP
Processo de impeachment tem duas fases
O processo de impeachment é bifásico. A primeira fase se
encerra domingo. Caso 2/3 dos integrantes da Câmara (342 Deputados)
votem a favor do impeachment, o Senado fica autorizado a julgar a
presidente da República. O Senado, no entanto, precisa instaurar o
processo de julgamento por maioria simples. Caso isso aconteça, a
presidente fica afastada do cargo pelo prazo máximo de 180 dias. Caso o
Senado, também por 2/3, aprove o impeachment, haverá duas consequências:
primeira, a perda do cargo: ocorrerá, então, a sucessão, com o vice
transformando-se em presidente; segunda, a presidente ficará
impossibilitada de ocupara a mesma ou qualquer outra função pública por
oito anos. Agora, se os votos necessários não forem alcançados, não há
recurso. O processo de impeachment deve ser arquivado, viabilizando o
término do mandato pela presidente.
Vem Pra Rua critica limite do STF a abrangência do pedido de impeachment
Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, um dos movimentos da
sociedade civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma
Rousseff (PT), criticou nesta sexta-feira (15) a decisão do STF
(Supremo Tribunal Federal) de excluir a possibilidade de apreciação,
pela Câmara dos Deputados, de temas que não os estritamente técnicos
listados no pedido de impeachment. Isto é, a Câmara precisa se ater à
questão das chamadas pedaladas fiscais e à assinatura de decretos
suplementares de crédito, não levando em conta outras questões, como a
colaboração premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS),
ex-líder do governo no Senado. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski,
decidiu colocar em ata a possibilidade da “questão da tipificação” do
pedido de impeachment ser “reexaminada em momento oportuno”. Para
Rogério Chequer, isso “causou estranheza”. No início desta manhã, ao
defender o governo na tribuna da Câmara, o advogado-geral da União, José
Eduardo Cardozo, fez questão de lembrar essa limitação do STF. Chequer,
entretanto, elogiou o fato de o jurista Miguel Reale Jr., um dos
autores do pedido de impeachment, que subiu à tribuna antes de Cardozo,
ter “expandido o prejuízo das pedaladas para a economia do país”. Para o
líder do Vem Pra Rua, Reale Jr. mostrou como as pedaladas foram
“instrumento de enganação do povo”.
Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment
A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento
em cadeia nacional de televisão e rádio nessa sexta-feira (15) para
pedir apoio contra o impeachment de seu mandato. No domingo, a Câmara
votará pela continuidade ou não de seu governo. Leia Mais
Achei que não viveria novo impeachment, diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ)
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) agradece liberdade de bancada
do partido em respeitar posicionamento pessoal, "o que já é amplamente
conhecido e público". "Eu entendo este momento como um momento de
extrema gravidade da vida nacional. Um processo como este não é motivo
de comemoração para ninguém - pelo contrário, é um motivo de
preocupação, e devemos estar atentos ao seu desdobramento, ao passo
seguinte, ao dia seguinte. Eu sou de uma geração que não viveu o
arbítrio da ditadura, conhece esta página dos livros de história, e sou
de uma geração que acompanhou ainda na infância e sob a visão que a
infância nos dá das coisas do presidente Fernando Collor. Confesso que
achei que minha geração não viria a viver este momento", afirma
Picciani. "Seja qual for o resultado [do processo de impeachment], que
nós todos tenhamos a grandeza como país. Grandeza que faltou no
pós-eleição de 2014", alfineta.
MST realiza protestos pró-Dilma em ao menos 6 Estados e no DF
Antes do meio-dia, o MST (Movimento dos Trabalhadores
Sem-Terra) já promoveu protestos em ao menos 5 Estados brasileiros
(Pará, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná) e no
Distrito Federal. Os militantes do movimento cobram a realização da
reforma agrária e se opõem ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Na foto, manifestantes queimam pneus e trancam a rodovia BR-050 na
altura de Uberlândia, em Minas Gerais.
PT chegou a me encantar, diz deputado da oposição
"Sou a favor hoje do impeachment por uma razão muito clara:
nós não podemos conviver do que está acontecendo. Com um discurso ao
contrário do que prega o PT, que chegou a me encantar durante parte da
minha vida", diz deputado Takayama (PSC-PR) em pronunciamento na Câmara,
criticando tentativa de "transformar esta nação cristã em uma República
Bolivariana". "Golpe é o que este governo está fazendo", brada.
"Acredito no Michel Temer", diz líder do PP
Dilceu Sperafico chama Renato Molling (PP-RS) para
discursar na Câmara dos Deputados. "É fundamental que nós votemos pelo
impeachment no domingo. Este governo já demonstrou que não tem mais
condições de governabilidade", diz Molling. "Estamos em um país não
muito sério. E existe espaço para quem fala a verdade", completou.
"Acredito no Michel Temer, que tem experiência, já foi três vezes
presidente desta casa (Câmara dos Deputados) e lidera o maior partido do
país", acrescenta.
Militantes pró e contra impeachment marcam protestos em João Pessoa e Campina Grande
A Frente Brasil Popular marcou para a tarde desta
sexta-feira (15) uma nova manifestação no Centro de João Pessoa contra o
impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ato tem concentração
marcada para as 14h, em frente ao colégio Lyceu Paraibano, e a intenção
do movimento é paralisar o comércio e o transporte coletivo da Capital.
Haverá eventos até o domingo (17), dia da votação do processo na Câmara
Federal. Já no domingo, o Movimento Brasil Livre reúne manifestantes
pró-impeachment na praia, na Capital, e no Centro de Campina Grande.
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"O Brasil está falido", diz Miguel Reale em discurso sobre impeachment
Fim da crise política está próximo, diz Dilceu Sperafico (PP-PR)
"Essa crise econômica só será resolvida se a crise política
tiver um fim. E este fim está próximo", afirmou Dilceu Sperafico
(PP-PR). "A solução mais rápida, mais prática, para acharmos uma solução
para as condições do nosso país é um novo governo. Precisamos ter um
governo mais enxuto", completa.
Recife: Vem Pra Rua vai defender impeachment em Boa Viagem
O Movimento Vem Pra Rua do Recife está convocando pessoas
favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff a comparecerem
neste domingo (17/04), a partir das 14h, no Segundo Jardim de Boa
Viagem. “Um telão transmitirá ao vivo a votação. Vamos acompanhar até o
final”, informa o advogado Gustavo Gesteira, líder do grupo. Leia Mais
No Recife, manifestantes pró-Dilma acampam na Praça do Derby
A partir desta sexta (15), com o início das sessões na
Câmara dos Deputados sobre o impeachment de Dilma Rousseff (PT),
manifestantes da Frente Brasil Popular -- coletivo de movimentos sociais
e centrais sindicais -- montam acampamento na Praça do Derby, região
central do Recife, em apoio à presidente. Leia Mais
Dilma Rousseff teve acesso à defesa, diz Ronaldo Nogueira (PTB-RS)
"Nenhum instrumento legítimo da Justiça foi negado à
Presidente da República", diz Ronaldo Nogueira (PTB-RS). "Existe um só
Brasil, uma só sociedade, um só povo e uma só pátria. Não há muros em
nossa constituição", completa, negando espectro ideológico no voto
favorável ao impeachment.
Para Alex Manente (PPS-SP), impeachment "será um recomeço"
"Não é possível admitir vivermos no Brasil esta onda de
corrupção que se instalou no nosso país e que mexeu com a economia de
todos os brasileiros", diz Alex Manente (PPS-SP). "A sociedade
brasileira está aguardando. Certamente, domingo, começaremos a viver uma
nova história. Será um recomeço para o nosso país."
Ato falho de Paulo Foletto (PSB-ES)
Paulo Foletto (PSB-ES) rebate críticas da base aliada do
governo federal, mas comete ato falho: "Golpe está na Constituição".
Depois, corrige-se: "Impeachment está na Constituição". "Impeachment não
é golpe", encerra.
Deputado Paulo Foletto (PSB-ES) faz 'segundos de silêncio'
Deputado Paulo Foletto (PSB-ES) inicia seu discurso com 10
segundos de silêncio. Depois explica: "Este é o silêncio que acontece na
saúde brasileira, que faz cidadão em condição de sobrevivência, não
sobreviverem. Este é o silêncio da educação brasileiro, deste apelido
colocado pela presidente Dilma, de 'Pátria Educadora', que antes de se
preocupar com a universidade, tinha que se preocupar com a educação
básica. Este é o silêncio da infraestrutura do Brasil, que no ano que
vem, não tem direito a tapar buraco de estrada. Este é o silêncio ao
qual o povo brasileiro não vai se submeter." Segundo deputado.
manifestações do domingo serão protagonizadas por populares que não
recebem financiamento, insinuando pagamentos a manifestantes favoráveis
ao governo. Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP
Será difícil identificar formalmente a motivação da decisão final da Câmara
Deputados a favor do impeachment tentam ampliar a
discussão, com o objetivo de justificar o impeachment com base nos fatos
apurados na Operação Lava Jato. Parlamentares contrários ao impeachment
tentam reposicionar o debate, lembrando que a representação acolhida
pela Presidência da Câmara estava baseada nas chamadas "pedaladas
fiscais". Como a votação envolverá 513 parlamentares, será difícil
identificar formalmente a motivação da decisão final da Câmara...
Diego Garcia (PHS-PR): 'Não tenho dúvida dos crimes cometidos'
"Tenho a alegria de participar deste momento e de poder
contribuir para o meu voto", diz Diego Garcia (PHS-PR). "Um ex-vendedor
de roupa, que hoje atua e trabalha pelo povo brasileira no Congresso
nacional. Alguém que morou em casa de madeira, dormiu com barata e
cobra. Conheço a realidade de milhares de brasileiro. Eu não tenho
dúvida dos crimes cometidos por este governo", completa.