sexta-feira, 15 de abril de 2016


Partidos orientam votos na Câmara sobre o impeachment; siga - bloco VIII

Uol Notícias



Deputado do PDT relembra Getúlio para se posicionar contra impeachment

Deputado Afonso Motta (PDT-RS) justifica posição de seu partido, contrário ao impeachment de Dilma Rousseff: "Estamos diante de um fato que agride os princípios democráticos". Em seu discurso, relembra a desconstituição e o posterior suicídio de Getúlio Vargas.

PSDB começa a sua defesa pró-impeachment

Daniel Coelho abriu a segunda sessão do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. O deputado pernambucano foi o primeiro a falar pelo PSDB. "Nas ditaduras, no fascismo e nazismo, não há espaço no Parlamento para discutir o orçamento", afirmou. Segundo ele, e é aí que nasce as pedaladas fiscais. "Em 2011 começou a prática de desrespeito", afirmou.

Relator do processo de impeachment se defende de ataque

Jovair Arantes (PTB-GO) subiu no palanque e se defendeu da acusação de que fora Eduardo Cunha (PMDB-RJ quem fez ele ser o relator do processo de impeachment. Jovair diz que foi eleito para ser o relator com 62 dos 65 votos da Comissão do Impeachment. E afirmou ainda que os 3 que não votaram não foram contra, mas se abstiveram. “Digo que nós usamos 16 técnicos competentes nesse trabalho (o relatório)”.

Arlindo Chinaglia vê má-fé e dolo na acusação contra Dilma

Para Arlindo Chinaglia (PT-SP), é de absoluta má fé e dolo a acusação de pedalada fiscal contra a presidente Dilma Rousseff. O petista disse que houve distorções e que agora estão tentando "cassar o voto de 54,5 milhões de brasileiros". "Quem é, respeitosamente, que prefere abdicar do seu direito legítimo de escolher o governo e delegar para a famosa Câmara dos Deputados e Senado. Como cidadão, tenho certeza que ninguém abriria mão. Eu também não abro mão", afirmou. Chinaglia foi o último a falar pelo PT.

Lula cobra "serenidade" de deputados em processo do impeachment



Deputado do PT reforça defesa de programas sociais

"Neste momento, estamos vivendo um momento onde poderemos continuar com os programas que levaram ao Brasil inteiro, a exemplo do Bolsa Família ou do Luz para Todos, a exemplo da quantidade de jovens que entraram nas universidades", discursa o deputado João Daniel (PT-SE). "Os 40 milhões que deixaram de passar fome passaram a sonhar. O sonho passou a ser realidade", acrescentou.

PM do DF apreende facões em ônibus de militantes contra impeachment

A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu 15 facões, uma garrafa, um tijolo e um estilingue que estavam em quatro ônibus na avenida N2, perto da Esplanada dos Ministérios. Segundo o coronel Jean, os ônibus estavam sendo usados por grupos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O policial disse, no entanto, que "não pode afirmar se todos eram do MST" e que os facões "em princípio podem ser material de trabalho". Segundo o coronel, não houve violência e ninguém foi detido.

Deputado do PT relembra 20 anos de mortes em Eldorado dos Carajás

Deputado João Daniel (PT-SE) discursa na Câmara usando uma faixa com os dizeres 'fora Cunha' e 'não vai ter golpe'. "Nosso país está correndo um sério risco", diz. "Este dia 17 marca para nós, lutadores, o Massacre de Eldorado dos Carajás", completa, relembrando a morte de 19 integrantes do MST no Pará em 1996. No pronunciamento, João Daniel relembrou ainda outros conflitos agrários e "todos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa".

Benedita da Silva defende conquistas sociais de governos do PT

"Levamos décadas e décadas sem um negrinho na universidade, sem uma mulher em um posto (público). Mas querem, mas uma vez, colocar uma distância naquilo que foi conquistado por essa gente digna", discursa Benedita da Silva (PT-RJ) na Câmara dos Deputados. "A democracia é o caminho pelo qual poderemos unificar a sociedade brasileira."

Teori rejeita pedido para anular prisão do publicitário João Santana

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido do publicitário João Santana para que fosse anulada sua prisão e para que seu caso fosse para a Corte. Em seu despacho, Teori julgou que a reclamação apresentada em março pela defesa do marqueteiro havia perdido o objeto, uma vez que as investigações relativas a Santana e a sua mulher, Mônica Moura, já haviam subido para o Supremo. Leia Mais

Benedita da Silva critica oposição e pede pacto

"Não me venham agora se vestir de verde-amarelo para dizer que estão defendendo o Brasil. Nós já vimos este filme", discursa Benedita da Silva (PT-RJ), defendendo Dilma Rousseff. "Ela tem moral, autoridade. O que falta é uma pactuação dos brasileiros que gostam deste país", completou.

Na TV, Dilma dirá que defensores do impeachment terão 'marca do golpe'

No pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que a presidente Dilma Rousseff fará às 20h desta sexta-feira (15), ela afirmará que os defensores do impeachment podem até ter suas justificativas, mas que a história os deixará com a "marca do golpe". No discurso gravado na manhã de hoje, a petista ressaltou ainda que não pesa nenhuma denúncia de corrupção contra ela e que o impeachment pode representar um perigo para a democracia brasileira do país. Segundo ela, há um "golpe em curso no país" e é preciso lutar pela democracia. Leia Mais

Benedita da Silva culpa Câmara dos Deputados por crise política

Benedita da Silva (PT-RJ) cita momento histórico e defesa do estado democrático de direito. Em seu discurso, defende Dilma Rousseff como uma pessoa honesta. "Querem tirar dela aquilo que fomos para a rua conquistar, para que ela pudesse nos representar", diz. "Agora dizem que temos 10 milhões de desempregados, por conta da crise política que esta casa tem criado. Estas pessoas desempregadas agora foram empregadas pelo governo de Lula e Dilma Rousseff. Querem o retrocesso na nossa chamada república", discursou.

Deputado do PT: 'Quem é réu na Lava Jato é Cunha, não Dilma'

Paulo Teixeira (PT-SP) critica relações feitas por deputados da oposição entre presidente Dilma Rousseff e Operação Lava Jata. "Quem é réu na Operação Lava Jato é o presidente da Câmara. Dilma Roussef é honesta", discursa deputado. "Ela nunca foi citada na operação."

Delatores da Andrade Gutierrez depõem na Justiça Federal

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques Azevedo e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia Flavio David Barra, que fecharam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, serão interrogados pela Justiça Federal no Rio de Janeiro às 13h desta sexta-feira. É a primeira vez que os executivos da Andrade depõem para um juiz desde que decidiram colaborar com a Justiça e revelaram, dentre outros, o pagamento de dívidas da campanha de Dilma em 2010. Leia Mais

Golpe parlamentar mexerá em direitos dos trabalhadores, diz deputado do PT

"O que está acontecendo neste momento é uma tentativa de um golpe parlamentar, com raízes na imprensa e no empresariado. Por que um golpe parlamentar? Querem um golpe para mexer na Constituição para desconstruir direitos do trabalhar brasileiro", acusa deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Segundo ele, decretos destinaram verbas a universidades e a investigações judiciais.

PMDB traz discursos duros contra Dilma

O PMDB abriu a sessão que discute o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cinco deputados se revezaram no púlpito por uma hora com discursos duros contra a presidente. A exceção foi o líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), que trouxe fala mais neutra, embora tenha reconhecido que a maior parte da bancada votará contra o impeachment. Leia Mais

Para líder do PT na Câmara, carta de Temer a Dilma foi 'patética'

Temer e Cunha "nunca tiveram e nunca terão os 342 'sim'. Não é voto, não é eleição indireta", diz Afonso Florence (PT-BA) em discurso da Câmara, que chama de "patética" carta de Michel Temer à presidente Dilma Rousseff, divulgada no fim de 2015. "O que nós temos, de fato, é um conjunto de indecisos e indecisas, temendo a pressão feita até agora, agride, ofende parlamentares", completa o deputado, citando pesquisa VoxPopuli segundo a qual 58% da população seria contra o impeachment de Dilma Rousseff.

MST protesta contra impeachment em Sergipe

Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) protestam em defesa do governo Dilma Rousseff e da reforma agrária na altura do quilômetro 77 da BR-101, nas proximidades do Povoado Pedra Branca, em Sergipe.  Leia Mais

Deputado do PMDB-RJ pede que Dilma renuncie em caso de derrota na Câmara

"Existe um fator político [pelo impeachment]", diz deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ), em discurso na Câmara dos Deputados. "Sei que é doloroso. Mas tem um fato que vou falar aqui, muito importante: a presidente Dilma vem lutando contra este processo, que passou por dificuldades, foi torturada, mas dizem que o mais alto grau da sabedoria é a humildade. A presidente Dilma disse em entrevista anteontem que, se for derrotada aqui no dia 17, é carta fora do baralho. Se ela for derrotada dia 17, no dia 18, ela não deve deixar o Brasil passar por este processo todo. Se ela tem humildade e declarou que é carta fora do baralho, deve vir a público no dia 18 e renunciar à presidência", defende.

Altineu Côrtes (PMDB-RJ) elogia Dilma, mas diz que voto por impeachment 'não é pessoal'

Deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ) diz que Dilma "sempre foi muito gentil, muito solícita", mas afirma que "os fatos estão aí" "Não é contra A, B, C ou D. Há companheiros valorosos do governo que participaram de muitas lutas (...). Não temos que trazer questões pessoais, e minha questão não é pessoal. O crime de responsabilidade não foi cometido por querer, não é isso. As coisas aconteceram, os fatos são esses. O relatório foi aprovado, e cada um de nós tem que tomar uma posição. Eu fui eleito por nossos eleitores, que estão divididos. A imensa maioria dos eleitores hoje é favorável ao processo de impeachment", assegura.

'Não tenho nada contra Dilma, mas tenho um compromisso', diz deputado do PSD-PI

"A previdência social tem um rombo de um regime geral de R$ 86 bilhões", diz o deputado Júlio César (PSD-PI) na Câmara dos Deputados. "Eu estou realmente muito preocupado. Não tenho nada contra a presidente Dilma, mas tenho um compromisso com o meu povo, com o meu Piauí. O pais está parado, regredindo", completa.

Lula pede que deputados não embarquem em "aventuras"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou nesta sexta (15) vídeo em que faz um alerta aos deputados federais sobre a votação da admissibilidade da denúncia do impeachment pela Câmara, que acontece neste domingo. Segundo Lula, o esforço para o Brasil ser reconhecido como uma nação com instituições sólidas pode ser jogado fora por um passo impensado no domingo. O ex-presidente pede que os parlamentares não "embarquem em aventuras, acreditando no canto da sereia dos que sentam na cadeira antes da hora". E segue: "derrubar um governo eleito democraticamente sem que haja um crime de responsabilidade não vai consertar nada. Só vai agravar a crise". Assim como a presidente Dilma Rousseff, Lula se comprometeu a "ajudar na reconstrução do diálogo e unir o país".  Leia Mais

Deputado do PSD deixa secretaria de GO para votar pelo impeachment

"Retomo o mandato como deputado federal para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Faço isso por acreditar que é o caminho certo, dado o estado lamentável das coisas do nosso país", diz deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), que abandonou a secretaria de Gestão e Planejamento do estado de Goiás. "A posição que defendo é a posição do estado de Goiás, de um país que quer emergir de um turbilhão."

Para ex-ministro, Temer se sustentaria como vice se impeachment for arquivado

Membro da Executiva Nacional do PMDB e braço direito do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Eliseu Padilha disse, nesta sexta-feira (15), que Temer se sustentaria como vice de Dilma Rousseff caso o processo de impeachment seja arquivado. Padilha está na Câmara dos Deputados para acompanhar a sessão que trata da abertura do processo contra a petista. Leia Mais

Impeachment é o único caminho constitucional, diz deputado do PSD

"O impeachment não está dividindo o Brasil. O que está dividindo o Brasil é uma crise ética e moral. Precisamos dar uma resposta. Este é único caminho constitucional para fazer isso", diz o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) em discurso na Câmara dos Deputados. 

Evandro Gussi (PV-SP) cita Lênin para criticar PT

Evandro Gussi (PV-SP) cita Lênin: "acuse-os do que você faz e chame-os do que você é". Depois, critica discurso de José Eduardo Cardozo, "que trata as finanças públicas como se fosse o dinheiro que se leva ao mercado". "As estátuas de Lênin, derrubadas na Europa, cairão domingo", brada.

PT lista 26 atos pró-Dilma em 21 cidades nesta sexta

Em listagem disponível em seu site, o PT relacionou 26 atos marcados para esta sexta (15) "em defesa da democracia", classificação que vem sendo dada a manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os atos, que incluem manifestações nas ruas, vigílias e palestras, serão realizados em 21 cidades de dez Estados brasileiros e duas fora do país (Londres e Washington). Várias das manifestações são convocadas pela Frente Brasil Popular, que reúne centrais sindicais e movimentos sociais.

Para Bruno Covas (PSDB-SP), PT é responsável por divisão e intolerância

"Faltam investimentos em infraestrutura, falta investimentos a longo prazo. Houve a submissão da política econômica aos interesses partidários", diz Bruno Covas (PSDB-SP), criticando a divisão do país entre diversas classes. "Estamos hoje colhendo raiva e intolerância", completa.

Bruno Covas (PSDB-SP) cita Petrolão e acusa Dilma e crime de responsabilidade

Bruno Covas (PSDB-SP) faz referência ao assassinato de Celso Daniel, ao Mensalão, ao Petrolão e a "um projeto bolivariano para o país". "A Lei de Diretrizes Orçamentárias é clara: o governo poderia abrir créditos por decreto, desde que não fosse comprometida a meta de superávit. Mesmo sabendo que não ia cumprir esta meta, o governo editou seis decretos que abriram um crédito de R$ 6,5 bilhões. A presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade", assegura. "Foi ela que autorizou a compra de Pasadena, que é um ato que simboliza e cristaliza o Petrolão", completou.

Líder do governo diz ter 200 votos para barrar impeachment

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou ao discursar no Plenário que há pelos menos 200 votos para barrar o impeachment na votação deste domingo (17). "Eu tenho minha lista aqui. Nós não teremos menos de 200 votos aqui no plenário", disse Guimarães. Para barrar o processo, a presidente Dilma Rousseff precisa do apoio de pelo menos 172 deputados. A oposição precisa de 342 votos para aprovar o processo. 

Para Imbassahy, brasileiro foram às ruas para pedir recomeço

"Dilma mentiu aos brasileiros e os induziu a erro ao prometer o que não poderia cumprir", critica Antonio Imbassahy (PSDB-BA) em discurso na Câmara dos Deputados. "Os milhões de brasileiros que foram às ruas já mostraram o que querem: a chance de um recomeço", completou.

Imbassahy diz que defensores de Dilma não negam infrações

"O impeachment é o remédio jurídico que deve ser aplicado contra a presidente da república que cometeu crime de responsabilidade", argumenta o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). "O que ficou evidente durante toda a discussão é que seus defensores não negam as infrações à legislação. Apenas tentam tumultuar a discussão e desviar o foco central. O PT, que agora prega o respeito à Constituição, é o mesmo PT que votou contra o texto da Constituição de 1988. É o mesmo PT que apoio mais de 50 pedidos de impeachment contra os presidentes Fernando Henrique, Itamar Franco e Fernando Collor. A própria presidente já admitiu ter recorrido a manobras ilegais para se justificar, porque outros antes dela assim o fizeram."

Deputado do PT cobra pacto após vitória do governo contra impeachment

"O país tem que dizer um não, porque nós não podemos... Temos que discutir isso na segunda-feira. Porque eles não têm votos para o impeachment. Este país precisa ser repactuado, mas não vai ser desta forma", encerra José Guimarães (PT-CE) em discurso na Câmara dos Deputados.

Deputado do PT rebate crítica de opositor e cita articulação de Temer

José Guimarães (PT-CE) rebate críticas de Lelo Coimbra (PMDB-ES). "É mais grave estar em um hotel articulando ou no [Palácio do] Jaburu [residência do vice-presidente] recebendo para distribuir ministérios?", pergunta, referindo-se à articulação feita pelo ex-presidente Lula em um hotel próximo ao Congresso.

No Senado, ex-petista Cristovam Buarque apoia impeachment

Cristovam Buarque (PPS-DF), que foi ministro de Lula e atualmente é crítico do PT, estava, até ontem, entre os indecisos. Agora, tanto PPS quanto PSB já declararam apoio ao impeachment da presidente. Leia Mais

Líder do PT na Câmara diz: 'Não teremos menos de 200 votos contra o impeachment'

José Guimarães (PT-CE) abre discursos favoráveis ao governo parabenizando mobilização "contra o golpe". Em seu pronunciamento, cita governadores de RS, de RJ e de GO como líderes que não são cassados diante de crises de popularidade. "Não é razoável este tipo de discurso aqui dentro", afirmou. "Não podemos cometer essa injustiça contra um ser humano, essa perseguição. É isso que está sendo feito. Cadê os votos [pró-impeachment]? Nós não teremos menos de 200 votos", acrescenta.

Dilma Rousseff anda de bicicleta na manhã de sexta-feira

Na manhã desta sexta-feira (15), no mesmo dia em que começou a votação do impeachment da presidente, Dilma Rousseff pedalou nos arredores do Palácio do Alvorada, em Brasília (DF). Dilma vai gravar um pronunciamento para ser veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de hoje, às 20 horas

Manifestantes protestam contra o impeachment e fecham rodovias em PE

Manifestantes estão interditando várias rodovias de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (15). O protesto é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela democracia. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, a BR-232 está interditada em três trechos, a BR-408, a BR-316, a BR-408, a BR-104 e a BR-101 tem um ponto de bloqueio cada. Os protestos estão ocorrendo em São Caetano, Arcoverde, Toritama, Moreno, Paudalho, Águas Belas, Petrolândia, Bonança e Goiana e são realizados por integrantes do Movimento Sem Terra (MST).

Deputado do PMDB cita Ulysses Guimarães: 'A nação vai mudar'

"O Brasil responde por 20% dos desempregados do 50 maiores países do mundo", diz Manoel Júnior (PMDB-PB), que também cita Ulysses Guimarães. "Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A nação quer mudar. A nação deve mudar. A nação vai mudar", conclui, encerrando discursos do PMDB.

Deputado critica 'culto à personalidade' e defende parlamentarismo

Manoel Júnior (PMDB-PB) defende o parlamentarismo em discurso. "Aqui em nosso país, se observamos a história da República Velha e da República Nova, não tivemos um momento de 20 anos de tranquilidade. Intentona, revolução, golpe, crises políticas, crises econômicas. O culta à personalidade gera esse tipo de crise que vivemos hoje", diz. "Estamos, neste instante, para fazer um julgamento. Este julgamento tem nome: é o impeachment da presidente da república", completa.

Gilberto Carvalho é chamado de 'ladrão' ao visitar Lula em hotel



Deputada invoca a passagem bíblica para pedir impeachment

Deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) cita passagem bíblica de Rei Salomão e da criança dividida em duas para ser dada a duas mães. "Invocando a sabedoria de Salomão, pensando na minha família, na bancada que represento, no meu país, digo: não quero ver o país dividido. Por isso peço que, no domingo, exerçam o seu dever cívico e votem a favor do impeachment já", pede.

Para Soraya Santos (PMDB-RJ), Temer é 'o farol' para conduzir o Brasil

"É momento de esta casa mostrar que está a favor do que pedem as famílias brasileiras. Basta irmos às ruas para vermos que as pessoas querem mudanças", diz deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) em discurso na Câmara. "Só vamos conseguir com união e crença em seu gestor. É hora de convergência de todos. Felizmente, por um dever constitucional, temos na pessoa de Michel Temer, alguém com responsabilidade para conduzir todas as instituições. Você é o farol e a esperança", exalta.

Serraglio critica 'golpismo' contra vice-presidência

Osmar Serraglio critica "golpismo contra vice-presidentes" e lembra Café Filho e João Goulart. Segundo peemedebista, lei garante governo de vice em caso de saída de presidente. Deputado ainda cita "uma esperançosa nação" em seu discurso e diz que Michel Temer "sempre ofereceu" pacto pela governabilidade.

Serraglio (PMDB-PR) diz que TCU nunca mudou de posição

"A defesa (de Dilma Rousseff) afirma ser vítima de abuso de poder. Quer a censura até da leitura da denúncia. A verdade é que se livrou de graves acusações pela caneta do presidente (Eduardo Cunha) que agora acusa", diz Osmar Serraglio (PMDB-PR) no plenário da Câmara, criticando a defesa da presidente diante dos decretos suplementares. "A verdade é que o TCU nunca mudou de posição", diz.

Deputados da Bahia deram bolsa a políticos, empresários e parentes

Nova integrante do Conselho de Ética da Câmara, a deputada federal Tia Eron (PRB-BA) teve seu nome citado em irregularidades em um programa de bolsas de estudo da Assembleia Legislativa baiana voltado para estudantes carentes. Entre os beneficiários constavam doadores de campanha, empresários, políticos e parentes de deputados. De acordo com reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", cada político tinha uma "cota" de R$ 10 mil para distribuir como auxílio estudantil. Tia Eron e dois membros de seu partido teriam recebido R$ 48 mil, de oito bolsistas.  "Posso afirmar e provar categoricamente que nunca recebi, meus filhos, que são meus únicos dependentes legais, nem parentes outros ou qualquer membro de minha assessoria, tal benefício", disse a deputada federal, à época. Leia Mais

Para Serraglio (PMDB-PR), Eduardo Cunha foi 'benevolente' com Dilma

Osmar Serraglio (PMDB-RJ), relator da CPI dos Correios que investigou o escândalo do Mensalão, diz que não há vingança de Eduardo Cunha no processo de impeachment. "Agiu com muita benevolência", afirmou. "O presidente Eduardo Cunha destituiu-a de uma dezena de acusações (...) e apenas admitiu dois fatos atinentes à lei orçamentária", completou, rechaçando acusações de desvio de poder.
Felipe Amorim, em Brasília

PMDB abre manifestação de partidos no debate do impeachment

Líder do partido de maior bancada na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) abriu a etapa de manifestação dos partidos na discussão do processo de impeachment. Aliado do governo Dilma Rousseff e contrário ao impeachment, posição oposta à de seu partido, Picciani evitou fazer uma defesa do impeachment ou da presidente. Em vez disso, optou por pedir "grandeza" das forças políticas para superar as divergências após o resultado do processo de impeachment. "Seja qual for resultado, que no dia seguinte o país possa encontrar o caminho da reconciliação em que todos possam sentar-se à mesa e construir o futuro. Perdemos o ano de 2015 em disputas políticas", disse. Cada um dos 25 partidos com representantes na Câmara terá uma hora de fala. Picciani falou por cerca de 15 minutos e passou a palavra a outros deputados do PMDB. 

Vem Pra Rua marca atos em Brasília; primeiro começa às 17h desta sexta-feira

O movimento Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e está na organização das manifestações recentes contra o governo, marcou uma série de atos em Brasília. As concentrações acontecem na praça dos Três Poderes, junto do Mastro da Bandeira. O primeiro deles começa às 17h desta sexta-feira (15) e terá trio elétrico. No sábado (16), o mesmo ato se repete, a partir das 14h. Depois, a partir das 20h do sábado, será a vez da “vigília pelo impeachment”, com atividades como debates e oração coletiva. No domingo (17), dia em que o pedido de impeachment vai ao plenário da Câmara dos Deputados, a concentração está marcada para as 14h, mas deve se iniciar logo pela manhã. Rogério Chequer, um dos líderes do Vem Pra Rua, afirmou nesta sexta-feira que, do seu lado, os atos serão todos pacíficos. “Já fizemos mais de dez manifestações (contra Dilma) e nunca entramos nisso (em violência).”

Para Lelo Coimbra (PMDB-ES), Dilma traiu os próprios eleitores

"Esta situação deliberadamente criada representou um golpe cruel no povo brasileiro. Um golpe que enganou especialmente aqueles que deram o voto à presidente Dilma", diz deputado Lelo Coimbra na Câmara dos Deputados (PMDB-ES). "Aqueles que nela acreditavam confiavam na segurança social e econômica do país. Estes sim, foram profundamente golpeados e enganados. Mais do que aqueles que se opuseram a ela", completa.
Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP

Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel importante

A missão do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de assegurar a regularidade do processo de impeachment: garantir que todas as formalidades sejam observadas no procedimento. O juízo de mérito é do Parlamento. Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel importante. Se aprovado na Câmara, deverá assegurar o processo regular no Senado, lembrando que, uma vez instaurado o processo, quem o preside é o presidente do STF. Se rejeitado o pedido na Câmara, deverá assegurar a aplicação dessa decisão, impedindo que o tema seja rediscutido sob outros pretextos e permitindo que a presidente tenha estabilidade para governar. Domingo será o dia da decisão.

Dilma não reúne condições de governar, diz Lelo Coimbra (PMDB-ES)

"A presidente Dilma Rousseff não reúne mais condições de seu governo", diz o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) na Câmara. "Neste momento, deixou de governar, subordinando a Presidência da República a seu interesse", acrescenta.

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) pede crescimento do Brasil após votação de impeachment

"Nós devemos dar um recado às pessoas que acompanham nosso trabalho: que elas defendam suas posições, mas que absolutamente se respeitem, como tenho certeza de que nós aqui nós respeitaremos, com firmeza na defesa de que cada um fará. Que o país, este plenário, o PMDB, os demais partidos, possam sair deste processo, maiores do que nele entram", diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ) no plenário da Câmara, "tomado pela emoção". "Precisamos cumprir o nosso dever de consciência. Nosso dever do mandato que exercemos, o mandado que temos o dever de cumprir com coerência, com dignidade e absoluto compromisso, com respeito à lei, à Constituição, às normas de funcionamento desta casa", completa.

Picciani critica governo e oposição em discurso

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) critica governo, pela falta de compreensão do Brasil dividido após a eleição de 2014, e oposição, por reconhecer a vitória de Dilma Rousseff na última eleição. "O país não atravessa de fato um bom momento, um momento a se festejar. Ao contrário: atravessa um momento em que devemos refletir para buscar propostas, o diálogo, o caminho que nos permita chegar a dias melhores", afirma o peemedebista no plenário da Câmara dos Deputados.
Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP

Processo de impeachment tem duas fases

O processo de impeachment é bifásico. A primeira fase se encerra domingo. Caso 2/3 dos integrantes da Câmara (342 Deputados) votem a favor do impeachment, o Senado fica autorizado a julgar a presidente da República. O Senado, no entanto, precisa instaurar o processo de julgamento por maioria simples. Caso isso aconteça, a presidente fica afastada do cargo pelo prazo máximo de 180 dias. Caso o Senado, também por 2/3, aprove o impeachment, haverá duas consequências: primeira, a perda do cargo: ocorrerá, então, a sucessão, com o vice transformando-se em presidente; segunda, a presidente ficará impossibilitada de ocupara a mesma ou qualquer outra função pública por oito anos. Agora, se os votos necessários não forem alcançados, não há recurso. O processo de impeachment deve ser arquivado, viabilizando o término do mandato pela presidente.

Vem Pra Rua critica limite do STF a abrangência do pedido de impeachment

Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), criticou nesta sexta-feira (15) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de excluir a possibilidade de apreciação, pela Câmara dos Deputados, de temas que não os estritamente técnicos listados no pedido de impeachment. Isto é, a Câmara precisa se ater à questão das chamadas pedaladas fiscais e à assinatura de decretos suplementares de crédito, não levando em conta outras questões, como a colaboração premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), ex-líder do governo no Senado. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, decidiu colocar em ata a possibilidade da “questão da tipificação” do pedido de impeachment ser “reexaminada em momento oportuno”. Para Rogério Chequer, isso “causou estranheza”. No início desta manhã, ao defender o governo na tribuna da Câmara, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez questão de lembrar essa limitação do STF. Chequer, entretanto, elogiou o fato de o jurista Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment, que subiu à tribuna antes de Cardozo, ter “expandido o prejuízo das pedaladas para a economia do país”. Para o líder do Vem Pra Rua, Reale Jr. mostrou como as pedaladas foram “instrumento de enganação do povo”.

Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment

A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio nessa sexta-feira (15) para pedir apoio contra o impeachment de seu mandato. No domingo, a Câmara votará pela continuidade ou não de seu governo. Leia Mais

Achei que não viveria novo impeachment, diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ)

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) agradece liberdade de bancada do partido em respeitar posicionamento pessoal, "o que já é amplamente conhecido e público". "Eu entendo este momento como um momento de extrema gravidade da vida nacional. Um processo como este não é motivo de comemoração para ninguém - pelo contrário, é um motivo de preocupação, e devemos estar atentos ao seu desdobramento, ao passo seguinte, ao dia seguinte. Eu sou de uma geração que não viveu o arbítrio da ditadura, conhece esta página dos livros de história, e sou de uma geração que acompanhou ainda na infância e sob a visão que a infância nos dá das coisas do presidente Fernando Collor. Confesso que achei que minha geração não viria a viver este momento", afirma Picciani. "Seja qual for o resultado [do processo de impeachment], que nós todos tenhamos a grandeza como país. Grandeza que faltou no pós-eleição de 2014", alfineta.

MST realiza protestos pró-Dilma em ao menos 6 Estados e no DF

Antes do meio-dia, o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) já promoveu protestos em ao menos 5 Estados brasileiros (Pará, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná) e no Distrito Federal. Os militantes do movimento cobram a realização da reforma agrária e se opõem ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na foto, manifestantes queimam pneus e trancam a rodovia BR-050 na altura de Uberlândia, em Minas Gerais.

PT chegou a me encantar, diz deputado da oposição

"Sou a favor hoje do impeachment por uma razão muito clara: nós não podemos conviver do que está acontecendo. Com um discurso ao contrário do que prega o PT, que chegou a me encantar durante parte da minha vida", diz deputado Takayama (PSC-PR) em pronunciamento na Câmara, criticando tentativa de "transformar esta nação cristã em uma República Bolivariana". "Golpe é o que este governo está fazendo", brada.

"Acredito no Michel Temer", diz líder do PP

Dilceu Sperafico chama Renato Molling (PP-RS) para discursar na Câmara dos Deputados. "É fundamental que nós votemos pelo impeachment no domingo. Este governo já demonstrou que não tem mais condições de governabilidade", diz Molling. "Estamos em um país não muito sério. E existe espaço para quem fala a verdade", completou. "Acredito no Michel Temer, que tem experiência, já foi três vezes presidente desta casa (Câmara dos Deputados) e lidera o maior partido do país", acrescenta.

Militantes pró e contra impeachment marcam protestos em João Pessoa e Campina Grande

A Frente Brasil Popular marcou para a tarde desta sexta-feira (15) uma nova manifestação no Centro de João Pessoa contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ato tem concentração marcada para as 14h, em frente ao colégio Lyceu Paraibano, e a intenção do movimento é paralisar o comércio e o transporte coletivo da Capital. Haverá eventos até o domingo (17), dia da votação do processo na Câmara Federal. Já no domingo, o Movimento Brasil Livre reúne manifestantes pró-impeachment na praia, na Capital, e no Centro de Campina Grande. Clique em "Leia Mais" e veja a programação completa Leia Mais

"O Brasil está falido", diz Miguel Reale em discurso sobre impeachment



Fim da crise política está próximo, diz Dilceu Sperafico (PP-PR)

"Essa crise econômica só será resolvida se a crise política tiver um fim. E este fim está próximo", afirmou Dilceu Sperafico (PP-PR). "A solução mais rápida, mais prática, para acharmos uma solução para as condições do nosso país é um novo governo. Precisamos ter um governo mais enxuto", completa.

Recife: Vem Pra Rua vai defender impeachment em Boa Viagem

O Movimento Vem Pra Rua do Recife está convocando pessoas favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff a comparecerem neste domingo (17/04), a partir das 14h, no Segundo Jardim de Boa Viagem. “Um telão transmitirá ao vivo a votação. Vamos acompanhar até o final”, informa o advogado Gustavo Gesteira, líder do grupo. Leia Mais

No Recife, manifestantes pró-Dilma acampam na Praça do Derby

A partir desta sexta (15), com o início das sessões na Câmara dos Deputados sobre o impeachment de Dilma Rousseff (PT), manifestantes da Frente Brasil Popular -- coletivo de movimentos sociais e centrais sindicais -- montam acampamento na Praça do Derby, região central do Recife, em apoio à presidente. Leia Mais

Dilma Rousseff teve acesso à defesa, diz Ronaldo Nogueira (PTB-RS)

"Nenhum instrumento legítimo da Justiça foi negado à Presidente da República", diz Ronaldo Nogueira (PTB-RS). "Existe um só Brasil, uma só sociedade, um só povo e uma só pátria. Não há muros em nossa constituição", completa, negando espectro ideológico no voto favorável ao impeachment.

Para Alex Manente (PPS-SP), impeachment "será um recomeço"

"Não é possível admitir vivermos no Brasil esta onda de corrupção que se instalou no nosso país e que mexeu com a economia de todos os brasileiros", diz Alex Manente (PPS-SP). "A sociedade brasileira está aguardando. Certamente, domingo, começaremos a viver uma nova história. Será um recomeço para o nosso país."

Ato falho de Paulo Foletto (PSB-ES)

Paulo Foletto (PSB-ES) rebate críticas da base aliada do governo federal, mas comete ato falho: "Golpe está na Constituição". Depois, corrige-se: "Impeachment está na Constituição". "Impeachment não é golpe", encerra.

Deputado Paulo Foletto (PSB-ES) faz 'segundos de silêncio'

Deputado Paulo Foletto (PSB-ES) inicia seu discurso com 10 segundos de silêncio. Depois explica: "Este é o silêncio que acontece na saúde brasileira, que faz cidadão em condição de sobrevivência, não sobreviverem. Este é o silêncio da educação brasileiro, deste apelido colocado pela presidente Dilma, de 'Pátria Educadora', que antes de se preocupar com a universidade, tinha que se preocupar com a educação básica. Este é o silêncio da infraestrutura do Brasil, que no ano que vem, não tem direito a tapar buraco de estrada. Este é o silêncio ao qual o povo brasileiro não vai se submeter." Segundo deputado. manifestações do domingo serão protagonizadas por populares que não recebem financiamento, insinuando pagamentos a manifestantes favoráveis ao governo.
Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP

Será difícil identificar formalmente a motivação da decisão final da Câmara

Deputados a favor do impeachment tentam ampliar a discussão, com o objetivo de justificar o impeachment com base nos fatos apurados na Operação Lava Jato. Parlamentares contrários ao impeachment tentam reposicionar o debate, lembrando que a representação acolhida pela Presidência da Câmara estava baseada nas chamadas "pedaladas fiscais". Como a votação envolverá 513 parlamentares, será difícil identificar formalmente a motivação da decisão final da Câmara...

Diego Garcia (PHS-PR): 'Não tenho dúvida dos crimes cometidos'

"Tenho a alegria de participar deste momento e de poder contribuir para o meu voto", diz Diego Garcia (PHS-PR). "Um ex-vendedor de roupa, que hoje atua e trabalha pelo povo brasileira no Congresso nacional. Alguém que morou em casa de madeira, dormiu com barata e cobra. Conheço a realidade de milhares de brasileiro. Eu não tenho dúvida dos crimes cometidos por este governo", completa.