sexta-feira, 15 de abril de 2016



Partidos orientam votos na Câmara sobre o impeachment; siga - bloco VII

Uol Notícias


Para Lelo Coimbra (PMDB-ES), Dilma traiu os próprios eleitores

"Esta situação deliberadamente criada representou um golpe cruel no povo brasileiro. Um golpe que enganou especialmente aqueles que deram o voto à presidente Dilma", diz deputado Lelo Coimbra na Câmara dos Deputados (PMDB-ES). "Aqueles que nela acreditavam confiavam na segurança social e econômica do país. Estes sim, foram profundamente golpeados e enganados. Mais do que aqueles que se opuseram a ela", completa.

Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP

Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel importante

A missão do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de assegurar a regularidade do processo de impeachment: garantir que todas as formalidades sejam observadas no procedimento. O juízo de mérito é do Parlamento. Qualquer que seja o desfecho, o STF terá um papel importante. Se aprovado na Câmara, deverá assegurar o processo regular no Senado, lembrando que, uma vez instaurado o processo, quem o preside é o presidente do STF. Se rejeitado o pedido na Câmara, deverá assegurar a aplicação dessa decisão, impedindo que o tema seja rediscutido sob outros pretextos e permitindo que a presidente tenha estabilidade para governar. Domingo será o dia da decisão.

Dilma não reúne condições de governar, diz Lelo Coimbra (PMDB-ES)

"A presidente Dilma Rousseff não reúne mais condições de seu governo", diz o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) na Câmara. "Neste momento, deixou de governar, subordinando a Presidência da República a seu interesse", acrescenta.

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) pede crescimento do Brasil após votação de impeachment

"Nós devemos dar um recado às pessoas que acompanham nosso trabalho: que elas defendam suas posições, mas que absolutamente se respeitem, como tenho certeza de que nós aqui nós respeitaremos, com firmeza na defesa de que cada um fará. Que o país, este plenário, o PMDB, os demais partidos, possam sair deste processo, maiores do que nele entram", diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ) no plenário da Câmara, "tomado pela emoção". "Precisamos cumprir o nosso dever de consciência. Nosso dever do mandato que exercemos, o mandado que temos o dever de cumprir com coerência, com dignidade e absoluto compromisso, com respeito à lei, à Constituição, às normas de funcionamento desta casa", completa.

Picciani critica governo e oposição em discurso

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) critica governo, pela falta de compreensão do Brasil dividido após a eleição de 2014, e oposição, por reconhecer a vitória de Dilma Rousseff na última eleição. "O país não atravessa de fato um bom momento, um momento a se festejar. Ao contrário: atravessa um momento em que devemos refletir para buscar propostas, o diálogo, o caminho que nos permita chegar a dias melhores", afirma o peemedebista no plenário da Câmara dos Deputados.
Vidal Serrano, professor titular de direito constitucional da PUC-SP

Processo de impeachment tem duas fases

O processo de impeachment é bifásico. A primeira fase se encerra domingo. Caso 2/3 dos integrantes da Câmara (342 Deputados) votem a favor do impeachment, o Senado fica autorizado a julgar a presidente da República. O Senado, no entanto, precisa instaurar o processo de julgamento por maioria simples. Caso isso aconteça, a presidente fica afastada do cargo pelo prazo máximo de 180 dias. Caso o Senado, também por 2/3, aprove o impeachment, haverá duas consequências: primeira, a perda do cargo: ocorrerá, então, a sucessão, com o vice transformando-se em presidente; segunda, a presidente ficará impossibilitada de ocupara a mesma ou qualquer outra função pública por oito anos. Agora, se os votos necessários não forem alcançados, não há recurso. O processo de impeachment deve ser arquivado, viabilizando o término do mandato pela presidente.

Vem Pra Rua critica limite do STF a abrangência do pedido de impeachment

Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), criticou nesta sexta-feira (15) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de excluir a possibilidade de apreciação, pela Câmara dos Deputados, de temas que não os estritamente técnicos listados no pedido de impeachment. Isto é, a Câmara precisa se ater à questão das chamadas pedaladas fiscais e à assinatura de decretos suplementares de crédito, não levando em conta outras questões, como a colaboração premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), ex-líder do governo no Senado. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, decidiu colocar em ata a possibilidade da “questão da tipificação” do pedido de impeachment ser “reexaminada em momento oportuno”. Para Rogério Chequer, isso “causou estranheza”. No início desta manhã, ao defender o governo na tribuna da Câmara, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez questão de lembrar essa limitação do STF. Chequer, entretanto, elogiou o fato de o jurista Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment, que subiu à tribuna antes de Cardozo, ter “expandido o prejuízo das pedaladas para a economia do país”. Para o líder do Vem Pra Rua, Reale Jr. mostrou como as pedaladas foram “instrumento de enganação do povo”.

Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment

A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio nessa sexta-feira (15) para pedir apoio contra o impeachment de seu mandato. No domingo, a Câmara votará pela continuidade ou não de seu governo. Leia Mais

Achei que não viveria novo impeachment, diz Leonardo Picciani (PMDB-RJ)

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) agradece liberdade de bancada do partido em respeitar posicionamento pessoal, "o que já é amplamente conhecido e público". "Eu entendo este momento como um momento de extrema gravidade da vida nacional. Um processo como este não é motivo de comemoração para ninguém - pelo contrário, é um motivo de preocupação, e devemos estar atentos ao seu desdobramento, ao passo seguinte, ao dia seguinte. Eu sou de uma geração que não viveu o arbítrio da ditadura, conhece esta página dos livros de história, e sou de uma geração que acompanhou ainda na infância e sob a visão que a infância nos dá das coisas do presidente Fernando Collor. Confesso que achei que minha geração não viria a viver este momento", afirma Picciani. "Seja qual for o resultado [do processo de impeachment], que nós todos tenhamos a grandeza como país. Grandeza que faltou no pós-eleição de 2014", alfineta.