Deputado do PMDB cita Ulysses Guimarães: 'A nação vai mudar'
"O Brasil responde por 20% dos desempregados do 50 maiores
países do mundo", diz Manoel Júnior (PMDB-PB), que também cita Ulysses
Guimarães. "Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A nação quer
mudar. A nação deve mudar. A nação vai mudar", conclui, encerrando
discursos do PMDB.
Deputado critica 'culto à personalidade' e defende parlamentarismo
Manoel Júnior (PMDB-PB) defende o parlamentarismo em
discurso. "Aqui em nosso país, se observamos a história da República
Velha e da República Nova, não tivemos um momento de 20 anos de
tranquilidade. Intentona, revolução, golpe, crises políticas, crises
econômicas. O culta à personalidade gera esse tipo de crise que vivemos
hoje", diz. "Estamos, neste instante, para fazer um julgamento. Este
julgamento tem nome: é o impeachment da presidente da república",
completa.
Gilberto Carvalho é chamado de 'ladrão' ao visitar Lula em hotel
Deputada invoca a passagem bíblica para pedir impeachment
Deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) cita passagem bíblica de
Rei Salomão e da criança dividida em duas para ser dada a duas mães.
"Invocando a sabedoria de Salomão, pensando na minha família, na bancada
que represento, no meu país, digo: não quero ver o país dividido. Por
isso peço que, no domingo, exerçam o seu dever cívico e votem a favor do
impeachment já", pede.
Para Soraya Santos (PMDB-RJ), Temer é 'o farol' para conduzir o Brasil
"É momento de esta casa mostrar que está a favor do que
pedem as famílias brasileiras. Basta irmos às ruas para vermos que as
pessoas querem mudanças", diz deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) em
discurso na Câmara. "Só vamos conseguir com união e crença em seu
gestor. É hora de convergência de todos. Felizmente, por um dever
constitucional, temos na pessoa de Michel Temer, alguém com
responsabilidade para conduzir todas as instituições. Você é o farol e a
esperança", exalta.
Serraglio critica 'golpismo' contra vice-presidência
Osmar Serraglio critica "golpismo contra vice-presidentes" e
lembra Café Filho e João Goulart. Segundo peemedebista, lei garante
governo de vice em caso de saída de presidente. Deputado ainda cita "uma
esperançosa nação" em seu discurso e diz que Michel Temer "sempre
ofereceu" pacto pela governabilidade.
Serraglio (PMDB-PR) diz que TCU nunca mudou de posição
"A defesa (de Dilma Rousseff) afirma ser vítima de abuso de
poder. Quer a censura até da leitura da denúncia. A verdade é que se
livrou de graves acusações pela caneta do presidente (Eduardo Cunha) que
agora acusa", diz Osmar Serraglio (PMDB-PR) no plenário da Câmara,
criticando a defesa da presidente diante dos decretos suplementares. "A
verdade é que o TCU nunca mudou de posição", diz.
Deputados da Bahia deram bolsa a políticos, empresários e parentes
Nova integrante do Conselho de Ética da Câmara, a deputada
federal Tia Eron (PRB-BA) teve seu nome citado em irregularidades em um
programa de bolsas de estudo da Assembleia Legislativa baiana voltado
para estudantes carentes. Entre os beneficiários constavam doadores de
campanha, empresários, políticos e parentes de deputados. De acordo com
reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", cada político tinha uma "cota"
de R$ 10 mil para distribuir como auxílio estudantil. Tia Eron e dois
membros de seu partido teriam recebido R$ 48 mil, de oito
bolsistas. "Posso afirmar e provar categoricamente que nunca recebi,
meus filhos, que são meus únicos dependentes legais, nem parentes outros
ou qualquer membro de minha assessoria, tal benefício", disse a
deputada federal, à época. Leia Mais
Para Serraglio (PMDB-PR), Eduardo Cunha foi 'benevolente' com Dilma
Osmar Serraglio (PMDB-RJ), relator da CPI dos Correios que
investigou o escândalo do Mensalão, diz que não há vingança de Eduardo
Cunha no processo de impeachment. "Agiu com muita benevolência",
afirmou. "O presidente Eduardo Cunha destituiu-a de uma dezena de
acusações (...) e apenas admitiu dois fatos atinentes à lei
orçamentária", completou, rechaçando acusações de desvio de poder. Felipe Amorim, em Brasília
PMDB abre manifestação de partidos no debate do impeachment
Líder do partido de maior bancada na Câmara dos Deputados,
Leonardo Picciani (PMDB-RJ) abriu a etapa de manifestação dos partidos
na discussão do processo de impeachment. Aliado do governo Dilma
Rousseff e contrário ao impeachment, posição oposta à de seu partido,
Picciani evitou fazer uma defesa do impeachment ou da presidente. Em vez
disso, optou por pedir "grandeza" das forças políticas para superar as
divergências após o resultado do processo de impeachment. "Seja qual for
resultado, que no dia seguinte o país possa encontrar o caminho da
reconciliação em que todos possam sentar-se à mesa e construir o futuro.
Perdemos o ano de 2015 em disputas políticas", disse. Cada um dos 25
partidos com representantes na Câmara terá uma hora de fala. Picciani
falou por cerca de 15 minutos e passou a palavra a outros deputados do
PMDB.
Vem Pra Rua marca atos em Brasília; primeiro começa às 17h desta sexta-feira
O movimento Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade
civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff
(PT) e está na organização das manifestações recentes contra o governo,
marcou uma série de atos em Brasília. As concentrações acontecem na
praça dos Três Poderes, junto do Mastro da Bandeira. O primeiro deles
começa às 17h desta sexta-feira (15) e terá trio elétrico. No sábado
(16), o mesmo ato se repete, a partir das 14h. Depois, a partir das 20h
do sábado, será a vez da “vigília pelo impeachment”, com atividades como
debates e oração coletiva. No domingo (17), dia em que o pedido de
impeachment vai ao plenário da Câmara dos Deputados, a concentração está
marcada para as 14h, mas deve se iniciar logo pela manhã. Rogério
Chequer, um dos líderes do Vem Pra Rua, afirmou nesta sexta-feira que,
do seu lado, os atos serão todos pacíficos. “Já fizemos mais de dez
manifestações (contra Dilma) e nunca entramos nisso (em violência).”