sexta-feira, 15 de abril de 2016



Partidos orientam votos na Câmara sobre o impeachment; siga - bloco VI

Uol Notícias


MST).

Deputado do PMDB cita Ulysses Guimarães: 'A nação vai mudar'

"O Brasil responde por 20% dos desempregados do 50 maiores países do mundo", diz Manoel Júnior (PMDB-PB), que também cita Ulysses Guimarães. "Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A nação quer mudar. A nação deve mudar. A nação vai mudar", conclui, encerrando discursos do PMDB.

Deputado critica 'culto à personalidade' e defende parlamentarismo

Manoel Júnior (PMDB-PB) defende o parlamentarismo em discurso. "Aqui em nosso país, se observamos a história da República Velha e da República Nova, não tivemos um momento de 20 anos de tranquilidade. Intentona, revolução, golpe, crises políticas, crises econômicas. O culta à personalidade gera esse tipo de crise que vivemos hoje", diz. "Estamos, neste instante, para fazer um julgamento. Este julgamento tem nome: é o impeachment da presidente da república", completa.

Gilberto Carvalho é chamado de 'ladrão' ao visitar Lula em hotel



Deputada invoca a passagem bíblica para pedir impeachment

Deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) cita passagem bíblica de Rei Salomão e da criança dividida em duas para ser dada a duas mães. "Invocando a sabedoria de Salomão, pensando na minha família, na bancada que represento, no meu país, digo: não quero ver o país dividido. Por isso peço que, no domingo, exerçam o seu dever cívico e votem a favor do impeachment já", pede.

Para Soraya Santos (PMDB-RJ), Temer é 'o farol' para conduzir o Brasil

"É momento de esta casa mostrar que está a favor do que pedem as famílias brasileiras. Basta irmos às ruas para vermos que as pessoas querem mudanças", diz deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) em discurso na Câmara. "Só vamos conseguir com união e crença em seu gestor. É hora de convergência de todos. Felizmente, por um dever constitucional, temos na pessoa de Michel Temer, alguém com responsabilidade para conduzir todas as instituições. Você é o farol e a esperança", exalta.

Serraglio critica 'golpismo' contra vice-presidência

Osmar Serraglio critica "golpismo contra vice-presidentes" e lembra Café Filho e João Goulart. Segundo peemedebista, lei garante governo de vice em caso de saída de presidente. Deputado ainda cita "uma esperançosa nação" em seu discurso e diz que Michel Temer "sempre ofereceu" pacto pela governabilidade.

Serraglio (PMDB-PR) diz que TCU nunca mudou de posição

"A defesa (de Dilma Rousseff) afirma ser vítima de abuso de poder. Quer a censura até da leitura da denúncia. A verdade é que se livrou de graves acusações pela caneta do presidente (Eduardo Cunha) que agora acusa", diz Osmar Serraglio (PMDB-PR) no plenário da Câmara, criticando a defesa da presidente diante dos decretos suplementares. "A verdade é que o TCU nunca mudou de posição", diz.

Deputados da Bahia deram bolsa a políticos, empresários e parentes

Nova integrante do Conselho de Ética da Câmara, a deputada federal Tia Eron (PRB-BA) teve seu nome citado em irregularidades em um programa de bolsas de estudo da Assembleia Legislativa baiana voltado para estudantes carentes. Entre os beneficiários constavam doadores de campanha, empresários, políticos e parentes de deputados. De acordo com reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", cada político tinha uma "cota" de R$ 10 mil para distribuir como auxílio estudantil. Tia Eron e dois membros de seu partido teriam recebido R$ 48 mil, de oito bolsistas.  "Posso afirmar e provar categoricamente que nunca recebi, meus filhos, que são meus únicos dependentes legais, nem parentes outros ou qualquer membro de minha assessoria, tal benefício", disse a deputada federal, à época. Leia Mais

Para Serraglio (PMDB-PR), Eduardo Cunha foi 'benevolente' com Dilma

Osmar Serraglio (PMDB-RJ), relator da CPI dos Correios que investigou o escândalo do Mensalão, diz que não há vingança de Eduardo Cunha no processo de impeachment. "Agiu com muita benevolência", afirmou. "O presidente Eduardo Cunha destituiu-a de uma dezena de acusações (...) e apenas admitiu dois fatos atinentes à lei orçamentária", completou, rechaçando acusações de desvio de poder.
Felipe Amorim, em Brasília

PMDB abre manifestação de partidos no debate do impeachment

Líder do partido de maior bancada na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) abriu a etapa de manifestação dos partidos na discussão do processo de impeachment. Aliado do governo Dilma Rousseff e contrário ao impeachment, posição oposta à de seu partido, Picciani evitou fazer uma defesa do impeachment ou da presidente. Em vez disso, optou por pedir "grandeza" das forças políticas para superar as divergências após o resultado do processo de impeachment. "Seja qual for resultado, que no dia seguinte o país possa encontrar o caminho da reconciliação em que todos possam sentar-se à mesa e construir o futuro. Perdemos o ano de 2015 em disputas políticas", disse. Cada um dos 25 partidos com representantes na Câmara terá uma hora de fala. Picciani falou por cerca de 15 minutos e passou a palavra a outros deputados do PMDB. 

Vem Pra Rua marca atos em Brasília; primeiro começa às 17h desta sexta-feira

O movimento Vem Pra Rua, um dos movimentos da sociedade civil que assinam o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e está na organização das manifestações recentes contra o governo, marcou uma série de atos em Brasília. As concentrações acontecem na praça dos Três Poderes, junto do Mastro da Bandeira. O primeiro deles começa às 17h desta sexta-feira (15) e terá trio elétrico. No sábado (16), o mesmo ato se repete, a partir das 14h. Depois, a partir das 20h do sábado, será a vez da “vigília pelo impeachment”, com atividades como debates e oração coletiva. No domingo (17), dia em que o pedido de impeachment vai ao plenário da Câmara dos Deputados, a concentração está marcada para as 14h, mas deve se iniciar logo pela manhã. Rogério Chequer, um dos líderes do Vem Pra Rua, afirmou nesta sexta-feira que, do seu lado, os atos serão todos pacíficos. “Já fizemos mais de dez manifestações (contra Dilma) e nunca entramos nisso (em violência).”