quarta-feira, 31 de agosto de 2016



Collor relembra 1992 e reclama de pedido pró-Dilma




 Leandro Prazeres, em Brasília

Discurso de Lindbergh sobre "canalhas" gera reações nos senadores

O discurso feito pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para encaminhar votos contra o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), gerou reações contrárias no plenário do Senado. Senadores como Sergio Petecão (PSD-AC) e Magno Malta (PR-ES) reagiram ao termo "canalha" usado por Lindbergh ao se referir aos que são favoráveis ao impeachment. "Eu não sou canalha, senador", disse Petecão. Magno Malta disse a mesma coisa.

Lindbergh: favoráveis ao impeachment vão para "a lata de lixo da história"

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) dividirão o tempo de cinco minutos. O petista fez um discurso inflamado em que chamou – a exemplo do que já fizera, no processo, Roberto Requião (PMDB-PR) – repetidas vezes de "canalhas" os defensores do impeachment contra Dilma, que ele chamou de "farsa". "Não pensem pequeno, não pensem nos cargos", pediu aos senadores, referindo-se à gestão Temer. Para ele, quem votar pelo impeachment vai para "a lata de lixo da história". O petista afirmou ainda estar "do lado certo da história" e disse que "dormir tranquilo".Para Grazziotin, "esse é um golpe não só contra Dilma, mas contra a democracia e contra o povo brasileiro". "Temer não tem legitimidade para governar esse país", disse. Ainda na avaliação da senadora, “o povo não está na rua hoje porque está em casa acuado".

Caiado encaminha voto favorável ao impeachment

Após discurso inflamado, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) encaminha voto favorável ao impeachment de Dilma Rousseff. O parlamentar diz que a gestão petista foi baseada no "bolivarianismo", o que teria levado o país a uma "situação caótica". "Estamos vivendo aqui um novo momento para praticar a maior assepsia da política brasileira, para tirar todo o tecido contaminado da política nacional", declarou ele.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aliados de Cunha acompanham a sessão no Senado

Aliados do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foram ao Plenário do Senado para assistir à sessão que definirá o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), nesta sexta-feira (31). Entre eles estão Carlos Marun (PMDB-MS), Laerte Bessa (PR-DF) e Delegado Waldir (PR-GO). Cunha é apontado por aliados da presidente petista como responsável pelo início do processo de impeachment.

Renan: "Se errarmos, a democracia se corrigirá, e o povo nos corrigirá"

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), discursou e destacou que o país e o parlamento estão "vivendo a história". "Se errarmos, a democracia se corrigirá, e o povo nos corrigirá", afirmou, para sublinhar: "Um dia a história nos julgará, e nossa única certeza é que não nos omitimos".O peemedebista citou Ulysses Guimarães duas vezes para defender que o processo contra Dilma estaria garantido pela Constituição Federal e o "DNA da democracia", pediu desculpas por eventuais "excessos" cometidos nos dias de sessão em "qualquer atitude mais contundente ou passional” e elogiou a condução dos trabalhos feita pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. "É necessário abdicar do jeitinho brasileiro quando tratamos das instituições", disse.

Ana Amélia (PP-RS) encaminha voto favorável ao impeachment

A senadora Ana Amélia (PP-RS) encaminha voto favorável à cassação do mandato de Dilma Rousseff em nome de todos os parlamentares favoráveis ao impeachment. Segundo ela, a saída da petista representa o nascimento de um "fio de esperança", um "novo sistema político mais transparente e mais responsável". "Essa é a resposta que estamos dando à sociedade brasileira", declarou Ana Amélia. Na visão da senadora, a sociedade foi "empoderada pelas redes sociais", o que faz com que a vigilância seja maior e exige que os políticos trabalhem de forma diferente.
 Jota, via Twitter

Pena de inabilitação proíbe ser de professor a merendeira, diz Lewandowski

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, diz que a pena de inabilitação para cargos públicos é severa: proíbe ser de professor a merendeira, além de cargos eletivos.

Quatro de um lado, quatro do outro

Os encaminhamentos sobre as duas votações do processo de impeachment serão feitos por até oito senadores, dos quais quatro representantes da acusação e quatro da defesa.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Acusação escala Caiado e Ana Amélia para os encaminhamentos pré-votação

Os parlamentares favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) já definiram a lista de senadores responsáveis pelos encaminhamentos antes da votação final. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ana Amélia (PP-RS) foram os escalados. Já entre os defensores da presidente afastada, ainda não há uma definição quanto aos senadores que serão escolhidos.

Senadores debatem sobre perda de direitos políticos de Dilma

No último dia do julgamento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, a bancada do PT no Senado pediu que a votação ocorra em separado: uma para decidir sobre o afastamento definitivo da petista e outra sobre a inabilitação dela para ocupar cargos públicos. O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, decidiu que o requerimento tem base legal. Agora, a decisão caberá aos parlamentares, e a votação será decidida por maioria simples.

Como funciona a votação em separado?

Na primeira votação, os senadores decidirão se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade, sendo afastada definitivamente do cargo de presidente. Na segunda, caso ela seja condenada, será votada a inelegibilidade de Dilma, ou seja, se ela perde por oito anos o direito de exercer funções públicas, não podendo ser eleita para outra função política nesse período. A estratégia da defesa tem como objetivo preservar o direito da petista de disputar eleições e ocupar postos na administração pública mesmo se o Senado decidir pela cassação do mandato. Para que Dilma Rousseff seja condenada e para que seja inabilitada para funções públicas por oito anos é preciso, em cada uma das duas votações, o voto de pelo menos 54 senadores. Leia Mais