Começa no Senado a sessão de posse de Temer
O presidente do Senado, Renan Calheiros, abre a sessão para posse de Michel Temer na Presidência. Deputados, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal estão presentes.
Deputados que apoiaram impeachment estão no Senado para posse de Temer
Deputados que apoiaram o impeachment também estão no Senado para a cerimônia, como o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF). A reportagem não identificou entre os presentes parlamentares que foram contrários ao impeachment de Dilma Rousseff.
Temer já está no Senado para tomar posse
Michel Temer já está no plenário do Senado Federal para tomar posse em definitivo como presidente da República. Clique em "Leia Mais" ao lado e veja a cerimônia ao vivo: Leia Mais
Felipe Amorim, em Brasília
Gilmar Mendes já está no Senado para posse de Temer
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, chegou há pouco ao plenário do Senado para a posse de Michel Temer na Presidência da República.
Dilma: "Força conservadora" vai capturar Estado para colocá-lo a serviço do retrocesso social
Em seu discurso logo após o impeachment, Dilma Rousseff disse que uma "força conservadora" vai capturar Estado para colocá-lo a serviço do retrocesso social. "O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social. Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment. Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática. O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido", afirmou Dilma, que teve seu mandato cassado hoje pelo Senado. Leia Mais
Dilma: "Esta história não acaba assim. Voltaremos"
No primeiro pronunciamento após a consolidação do impeachment, Dilma Rousseff disse que "esta história não acaba assim." "Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de Estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano", afirmou a presidente cassada. "Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia." Leia Mais
NYT: Impeachment transfere poder de um partido envolvido em escândalo para outro nas mesmas condições
O jornal norte-americano "The New York Times" noticiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff destacando que ela "continua a ser uma raça rara no Brasil: uma líder proeminente que não foi acusada de enriquecimento ilícito", ao contrário de muitos políticos que a expulsaram do cargo.A nota diz ainda que a saída da presidente representa muito mais do que um juízo de culpa, e sim um veredicto sobre sua liderança e a crise econômica que atinge o maior país da América Latina."O impeachment coloca um fim definitivo aos 13 anos de governo liderados pelo esquerdista Partido dos Trabalhadores, uma era em que a economia do Brasil foi impulsionada, levando milhões de pessoas para a classe média e elevando o perfil do país no cenário global", diz o texto. Leia Mais
Políticos que fogem da Justiça agora tomam o poder, afirma Dilma
No discurso que fez logo após o Senado decidir por seu impeachment, Dilma Rousseff afirmou que "políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições", ao contrário do que ela e Lula fizeram. Segundo Dilma, estes políticos "apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado." "Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados." Leia Mais
Maduro condena "golpe oligárquico da direita" e congela relações com o Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (31) que o país congelará as relações com o governo brasileiro após a cassação do mandato de Dilma Rousseff. Maduro afirmou que o processo de impeachment foi um "golpe oligárquico da direito" e se disse solidário "a Dilma e ao povo do Brasil". "Quem luta vence", escreveu Maduro no Twitter. Leia Mais
16 dos 61 que votaram pelo impeachment mantiveram direitos políticos de Dilma
Dezesseis dos 61 senadores que votaram a favor do afastamento definitivo de Dilma Rousseff optaram por manter os direitos políticos da presidente cassada. Outros três parlamentares pró-impeachment se abstiveram nesta questão. Leia Mais