quarta-feira, 31 de agosto de 2016




"Golpista é você que está contra a Constituição", diz Temer

O presidente Michel Temer contestou, em sua primeira reunião ministerial após a efetivação no cargo, o rótulo de "golpista" dado por aliados de Dilma Rousseff aos que apoiaram o impeachment da petista, aprovado hoje à tarde no Senado. "Golpista é você que está contra a Constituição", disse o presidente, ao defender a legalidade do processo. "Nós não estamos propondo ruptura constitucional", afirmou. Segundo Temer, é necessário que o governo agora se manifeste claramente em defesa da lisura do processo de impeachment. "Agora falou, nós respondemos. Porque senão eles vão tentar desvalorizar", disse.  "Isso aqui não é brincadeira. Não é ação entre amigos, nem ação contra inimigos."

Viagem para o G-20 é para divulgar "estabilidade política e segurança jurídica" do Brasil, diz Temer

Em sua primeira reunião ministerial após a posse como presidente, Michel Temer disse que vai à China para a reunião do G-20 "para revelar aos olhos do mundo que temos   estabilidade política e segurança jurídica". Temer anunciou que fará reuniões bilaterais com representantes dos governos de Espanha, Japão, Itália e Arábia Saudita. O presidente embarca para a China hoje à noite. Com isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume o comando do país interinamente.

"Vamos falar em adequação da relação empregado-empregador", diz Temer

O presidente Michel Temer disse nesta quarta (31), em sua primeira reunião ministerial após ter sido efetivado no cargo, que é necessário debater a modernização das relações de trabalho. "Não vamos falar em reforma trabalhista. Vamos falar em adequação da relação empregado-empregador", disse o presidente.

Temer diz que irá a bancadas para aprovar teto e reforma da Previdência

Efetivado no cargo, o presidente Michel Temer declarou em reunião com seus ministros que vai procurar as bancadas no Congresso para aprovar o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência. Temer também destacou a necessidade de mostrar para parlamentares e a população a importância da reforma. "Não queremos fazer uma coisa de cima pra baixo. Queremos a compreensão da sociedade brasileira.

Menos de 2h após impeachment, quadros de Dilma são retirados do Planalto

Nem duas horas após a decisão do Senado Federal pelo impeachment de Dilma Rousseff, os retratos da presidente afastada foram retirados dos gabinetes e salas do Palácio do Planalto.
Menos de 2h após impeachment, quadros de Dilma são retirados do Planalto - Gustavo Uribe/Folhapress

Em primeira fala como presidente, Temer destaca necessidade de gerar empregos

Em sua primeira fala após assumir em definitivo a presidência, Michel Temer colocou a geração de empregos como primeira tarefa de seu mandato. Segundo ele, o momento é de "colocar o Brasil nos trilhos em todas as áreas". Em reunião com ministros transmitida pela NBR, o canal de TV do Poder Executivo, Temer cobrou a criação de grupos para "desburocratizar" a ação das pastas. O novo presidente afirmou também que sua "fórmula de governar é da descentralização da ação, sem abrir mão da centralização da decisão." 
 Leandro Prazeres, em Brasília

Geddel diz que PMDB questionará votação que manteve direitos de Dilma

O secretário de governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, disse nesta quarta-feira (31) que o PMDB vai subscrever uma ação judicial que vai questionar junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) a decisão do Senado que manteve a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) habilitada a exercer cargos públicos. Ele minimizou as declarações de líderes da oposição como Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) que questionaram a posição de senadores do PMDB, partido do presidente Michel Temer, que votaram contra a inabilitação de Dilma. "Já conversei com o PSDB e já conversei com o Democratas, e o PMDB já fez um gesto importante que é subscrever essa ação que vai arguir a constitucionalidade da decisão tomada pelo Senado da República. Não há problema nenhum nisso", afirmou Geddel.

Com Renan a favor do impeachment, PT deve deixar governo de Renan Filho

Depois do voto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a favor do impeachment, o presidente do PT em Alagoas, Paulão, declarou que o partido deve entregar os cargos que possui no governo Renan Filho (PMDB) em Alagoas. Em nota, o petista disse: "Não enxergo outro caminho a não ser o rompimento". No Estado, o PT sempre foi aliado se primeira hora do PMDB e sempre foi acusado de servir de moeda de troca para alianças nacionais. 
 Ricardo Marchesan, em Brasília

Deputado reclama de cerimônia de posse de Temer ter sido no Senado, e não na Câmara

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que foi presidente da comissão do impeachment na Câmara, chegou para a posse do presidente Michel Temer reclamando aos jornalistas que a cerimônia deveria ter sido feita no plenário da Câmara, e não no do Senado, pelo local ser maior -- portanto, caberia mais gente. Ele disse que isso "era um absurdo".

Dilma é incluída na galeria de ex-presidentes no site do Palácio do Planalto

Com uma foto oficial em preto e branco, Dilma Rousseff foi incluída no site do Palácio do Planalto na galeria de ex-presidentes. O site foi atualizado poucas horas depois de o Senado decidir pelo impeachment da petista. Michel Temer assumiu a presidência em definitivo por volta das 16h45 desta quarta (31). Leia Mais
Dilma é incluída na galeria de ex-presidentes no site do Palácio do Planalto - Reprodução/Site Palácio do Planalto

Manifestantes articulam protesto de 'péssimas-vindas' a Temer em Brasília

Logo após a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, manifestantes já articulam em uma rede social o protesto intitulado "Péssimas-vindas a Temer - Não vai ter sossego!", marcado para 19h na Esplanada dos Ministérios. Até o momento, mais de mil pessoas confirmaram presença no protesto e cerca de 760 demonstraram "interesse" em participar. Mais de 12 mil perfis no Facebook foram convidados para a manifestação, idealizada pela página do Coletivo Poético Assum Preto. Os acessos ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto continuam fechados para a população. Já o gramado central da Esplanada dos Ministérios está separado por um muro. O lado sul está reservado para manifestantes favoráveis ao impeachment e o lado norte para os movimentos contra a saída de Dilma. As informações são da Agência Estado.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Divisória de vidro que separa Câmara e Senado é quebrada durante a chegada de Temer

A divisória de vidro que separa a Câmara dos Deputados e o Senado foi quebrada durante a chegada do presidente, Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (31). Segundo assessores do Senado, o grande número de pessoas tentando passar de uma casa para a outra causou a quebra da divisória. Ainda segundo o Senado, não houve feridos.

Renan Calheiros encerra sessão de posse de Temer

Em sessão de poucos minutos, Michel Temer tomou posse como presidente da República até 31 de dezembro de 2018. Ele assumiu após o impeachment de Dilma Rousseff, ocorrido no começo da tarde desta quarta (31). Temer não discursou e apenas fez o juramento à Constituição: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil." Leia Mais

Michel Temer assume Presidência da República

Cerca de duas horas após o fim do julgamento do processo de impeachment, o ex-vice-presidente e até então presidente interino Michel Temer (PMDB) tomou posse de forma definitiva da Presidência da República na tarde desta quarta-feira (31) em cerimônia no Congresso Nacional.  Leia Mais
 Leandro Prazeres, em Brasília

Temer é assediado para selfies na chegada ao Senado

O presidente Michel Temer (PMDB) foi recebido com bastante assédio no plenário do Senado. Diversos deputados e senadores fizeram fotos e selfies com ele. Entre os que optaram pela selfie, estava a deputada Raquel Muniz (PSC-MG).

Temer faz juramento à Constituição e toma posse como presidente

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), empossou Michel Temer (PMDB) como presidente da República após este fazer juramento à Constituição. O deputado federal Beto Mansur (PRB-SP) Clique em "Leia Mais" ao lado e veja a cerimônia ao vivo: Leia Mais
Temer faz juramento à Constituição e toma posse como presidente - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Banda dos fuzileiros navais executa Hino Nacional na posse de Temer

A banda dos fuzileiros navais executa o Hino Nacional na posse de Michel Temer como presidente. Clique em "Leia Mais" ao lado e veja a cerimônia ao vivo: Leia Mais

Dilma inicialmente não quis receber a notificação do Senado, diz senador Cameli

O senador Gladson Cameli (PP-AC), encarregado de notificar a decisão do Senado Federal de afastar a presidente Dilma Rousseff, junto com o senador Vicentinho Alves (PR-TO), nesta quarta-feira (31) informou que ela não quis receber os parlamentares. "Estávamos ali apenas para cumprir uma determinação regimental. Mas ela enviou o ex-ministro Jaques Wagner para receber o documento. Como isso não era possível, argumentamos com o ministro e ela acabou decidindo receber apenas o senador Vicentinho e assinou a notificação", explicou Gladson. Ele é o terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado Federal e Vicentinho Alves é o primeiro-secretário. Após a notificação a Dilma, coube a ambos a mesma tarefa junto ao presidente em exercício, Michel Temer, que os recebeu prontamente. Os senadores decidiram, por 61 votos a favor e 20 contrários, afastar Dilma Rousseff do cargo de presidente. Porém em outra votação, por 42 votos a favor, 36 contra e 3 abstenções, os direitos políticos da petista foram mantidos. As informações são da Agência Senado.

Começa no Senado a sessão de posse de Temer

O presidente do Senado, Renan Calheiros, abre a sessão para posse de Michel Temer na Presidência. Deputados, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal estão presentes.

Deputados que apoiaram impeachment estão no Senado para posse de Temer

Deputados que apoiaram o impeachment também estão no Senado para a cerimônia, como o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF).  A reportagem não identificou entre os presentes parlamentares que foram contrários ao impeachment de Dilma Rousseff.

Temer já está no Senado para tomar posse

Michel Temer já está no plenário do Senado Federal para tomar posse em definitivo como presidente da República. Clique em "Leia Mais" ao lado e veja a cerimônia ao vivo: Leia Mais
 Felipe Amorim, em Brasília

Gilmar Mendes já está no Senado para posse de Temer

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, chegou há pouco ao plenário do Senado para a posse de Michel Temer na Presidência da República.

Dilma: "Força conservadora" vai capturar Estado para colocá-lo a serviço do retrocesso social

Em seu discurso logo após o impeachment, Dilma Rousseff disse que uma "força conservadora" vai capturar Estado para colocá-lo a serviço do retrocesso social. "O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social. Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment. Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática. O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido", afirmou Dilma, que teve seu mandato cassado hoje pelo Senado. Leia Mais

Dilma: "Esta história não acaba assim. Voltaremos"

No primeiro pronunciamento após a consolidação do impeachment, Dilma Rousseff disse que "esta história não acaba assim." "Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de Estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano", afirmou a presidente cassada. "Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia." Leia Mais

NYT: Impeachment transfere poder de um partido envolvido em escândalo para outro nas mesmas condições

O jornal norte-americano "The New York Times" noticiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff destacando que ela "continua a ser uma raça rara no Brasil: uma líder proeminente que não foi acusada de enriquecimento ilícito", ao contrário de muitos políticos que a expulsaram do cargo.A nota diz ainda que a saída da presidente representa muito mais do que um juízo de culpa, e sim um veredicto sobre sua liderança e a crise econômica que atinge o maior país da América Latina."O impeachment coloca um fim definitivo aos 13 anos de governo liderados pelo esquerdista Partido dos Trabalhadores, uma era em que a economia do Brasil foi impulsionada, levando milhões de pessoas para a classe média e elevando o perfil do país no cenário global", diz o texto.  Leia Mais

Políticos que fogem da Justiça agora tomam o poder, afirma Dilma

No discurso que fez logo após o Senado decidir por seu impeachment, Dilma Rousseff afirmou que "políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições", ao contrário do que ela e Lula fizeram. Segundo Dilma, estes políticos "apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado." "Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados."   Leia Mais

Maduro condena "golpe oligárquico da direita" e congela relações com o Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (31) que o país congelará as relações com o governo brasileiro após a cassação do mandato de Dilma Rousseff. Maduro afirmou que o processo de impeachment foi um "golpe oligárquico da direito" e se disse solidário "a Dilma e ao povo do Brasil". "Quem luta vence", escreveu Maduro no Twitter. Leia Mais
Maduro condena "golpe oligárquico da direita" e congela relações com o Brasil - Evaristo Sá - 17.jul.2015/AFP

16 dos 61 que votaram pelo impeachment mantiveram direitos políticos de Dilma

Dezesseis dos 61 senadores que votaram a favor do afastamento definitivo de Dilma Rousseff optaram por manter os direitos políticos da presidente cassada. Outros três parlamentares pró-impeachment se abstiveram nesta questão. Leia Mais
16 dos 61 que votaram pelo impeachment mantiveram direitos políticos de Dilma - Ueslei Marcelino

Dilma diz que impeachment é golpe de Estado de quem não foi eleito

Veja ao vivo a posse de Michel Temer como presidente

Tapete vermelho é colocado para a posse de Michel Temer como presidente efetivo do Brasil. A posse ocorre horas depois de o Senado votar pela cassação do mandato de Dilma Rousseff, então afastada do cargo desde maio deste ano. Clique em "Leia Mais" ao lado e veja ao vivo, via streaming, a posse de Michel Temer como presidente:  Leia Mais
Veja ao vivo a posse de Michel Temer como presidente - Márcio Neves/UOL

Rodrigo Maia será presidente interino horas depois da posse de Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou há pouco que o impedimento da ex-presidente da República Dilma Rousseff "é um momento histórico" e marca o momento em que "os três poderes devem se unir para reconstruir o Brasil" e sair da crise econômica e política. "O país teve grandíssima vitória hoje e a base aliada ao presidente Michel Temer se mostrou forte. Com isso, também dialogando com a nova oposição, vamos conseguir aprovar projetos que vão reorganizar o Estado brasileiro e fazer o país voltar a crescer", afirmou Maia. Rodrigo Maia vai ocupar a Presidência da República interinamente nesta quarta-feira (31), já que o presidente Michel Temer, depois de tomar posse, irá viajar para a China, para uma reunião do G-20. Questionado como serão suas atitudes durante o período no comando interino do Palácio do Planalto, Maia disse que vai "presidir com muita discrição". Segundo a Constituição, quando o chefe e o vice do Poder Executivo se ausentam do país, a Presidência da República passa a ser ocupada pelo presidente da Câmara dos Deputados. As informações são da Agência Câmara.
Rodrigo Maia será presidente interino horas depois da posse de Temer - Alan Marques - 19.jul.2016/Folhapress

O Senado aguarda a posse de Michel Temer

Os senadores já estão posicionados no plenário para a posse de Michel Temer -- que está a caminho da casa legislativa, segundo o Planalto.
O Senado aguarda a posse de Michel Temer - Ricardo Marchesan/UOL

"É o segundo golpe de Estado que enfrento na vida", diz Dilma

A ex-presidente Dilma Rousseff se disse mais uma vez vítima de um golpe de Estado, o segundo que ela "enfrentou na vida", de acordo com a própria. "O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo", declarou. Em seu primeiro discurso após a cassação do mandato, a petista também voltou a mencionar os votos recebidos na eleição de 2014. "É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis." Leia Mais

"O golpe é misógino, homofóbico, racista", acusa Dilma

No primeiro pronunciamento após a consolidação do impeachment, Dilma Rousseff reforçou ter sido vítima de um "golpe parlamentar" e assim o classificou: "O golpe é contra o povo e contra a nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência", disse.Adiante, ela se referiu diretamente às mulheres: "Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar."

Dilma: "Não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer até daqui a pouco"

A ex-presidente Dilma Roussef declarou ainda que, no momento, não dirá "adeus" para a população. "Tenho certeza de que posso dizer até daqui a pouco", disse ela, depois de prometer fazer uma oposição "firme e enérgica" ao novo governo. Ela também exaltou a luta das mulheres contra o machismo e a misoginia. "Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar." Leia Mais

Temer assina notificação que oficializa impeachment de Dilma

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer informou ter recebido e assinado a notificação com a resolução que oficializa o resultado da votação no Senado que afastou em definitivo Dilma Rousseff da Presidência da República. A posse de Temer é esperada para as 16h, no Senado Federal.
Temer assina notificação que oficializa impeachment de Dilma - Divulgação/Presidência da República

"Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados", diz Dilma

Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do processo de impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff pediu que seus apoiadores "não desistam da luta". "Haverá contra eles a oposição mais determinada que um governo golpista pode sofrer", disse ela, em referência ao novo presidente, Michel Temer, e à oposição. "Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados." Leia Mais

Dilma: "Haverá contra eles a mais firme e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer"

No pronunciamento, Dilma afirmou ter sido vítima do "segundo golpe de estado que enfrento na vida" e pediu aos mais de 54 milhões de brasileiros que votaram nela que "não desistam da luta"."Não desistam da luta, ouçam bem. Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer; a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer". 

Senado escolheu "rasgar a Constituição" e "consumou golpe parlamentar", diz Dilma em pronunciamento

Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do impeachment no Senado, a ex-presidente Dilma Rousseff afirma que os parlamentares "escolheram rasgar a Constituição federal" ao interromper "o mandato de uma presidente que não cometeu crime de responsabilidade". "Consumaram um golpe parlamentar", disse. Leia Mais
 Ricardo Marchesan, em Brasília

Senado manter direitos políticos de Dilma é "prêmio de consolação", diz Reale Júnior

Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, chamou de "detalhe" e "prêmio de consolação" o fato do Senado ter decidido manter a ex-presidente habilitada para exercer funções públicas. "O que me importa é a saída dela e a possibilidade de um futuro diferente", afirmou o advogado após a votação. Ele disse que não vai ficar para a posse do agora presidente Michel Temer. A advogada Janaina Paschoal, que também foi autora do pedido, afirmou que a divisão da votação é "possível", por causa do precedente do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em que isso ocorreu.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aécio e Caiado vão recorrer ao STF contra manutenção dos direitos políticos de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que irá recorrer do resultado da votação que manteve Dilma habilitada para exercer funções públicas. "Nós vamos recorrer ao STF por compreendermos que a constituição é muito clara e estabelece que a perda do mandato vem acompanhada da perda dos direitos políticos. Houve uma inovação, mas vamos respeitar do presidente do STF e recorreremos ao STF", disse o tucano.  Ronaldo Caiado (DEM-GO) concorda com o aliado tucano e disse que seu partido está inclinado a recorrer do resultado da votação. "A minha posição é de solicitar ao STF para recorrer da decisão dessa última votação. Estamos discutindo aquilo que a Constituição determina e também vejo esse mesmo espírito junto ao PSDB", afirmou.
 Jota, via Twitter

Caiado diz que acusação recorrerá ao STF para anular votação

Caiado diz que haverá recurso ao STF da decisão de fatiar a votação das penas do impeachment. Dilma perdeu cargo, mas pode se candidatar.
 Felipe Amorim, em Brasília

Lindbergh: 'Não reconhecemos Temer como presidente legítimo'

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) prometeu uma oposição "implacável" e disse não reconhecer o governo Temer como legítimo. "Nós não reconhecemos Michel Temer como presidente legítimo", disse. "Será uma oposição implacável", afirmou Lindbergh. O petista diz ver no governo Temer o apoio a uma pauta de retirada de direitos trabalhistas. "Não esperem de nós nenhuma conciliação", disse.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aécio se diz "surpreso" após decisão contra a inabilitação de Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), criticou integrantes do PMDB que votaram contra a inabilitação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para o exercício de funções públicas. "Nos surpreendeu o posicionamento de uma parcela de senhores senadores que diziam defender o afastamento definitivo da presidente da República e buscam a meu ver, atentar contra algo muito claro na Constituição. A pena da inabilitação, dos direitos políticos é inerente à cassação [...] que lideranças expressivas do PMDB se manifestarem dessa forma nos deixa enormes preocupações", disse Aécio Neves.Minutos antes da votação que impediu a inabilitação de Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez um discurso contra a medida.

Mario Magalhaes: "Golpe de 2016 é o maior retrocesso da democracia no Brasil desde 1964"

No derradeiro dia de agosto, o Senado acaba de depor a presidente constitucional Dilma Rousseff. A conspiração comandada por suspeitos e acusados dos crimes mais cabeludos derrubou uma mulher inocente, contra quem inexiste indício de ter se apropriado de bens públicos.O capo do conluio no parlamento, o correntista Eduardo Cunha, permanece protegido por seu mandato na Câmara. Leia Mais
 Felipe Amorim, em Brasília

Defesa de Dilma diz que Ficha Limpa não se aplica ao caso da ex-presidente

 A defesa de Dilma Rousseff defende que a Lei da Ficha Limpa não se aplica ao caso da ex-presidente, pois além de não existir uma prerrogativa legal acerca do impeachment, seria soberana a decisão do Senado quanto à manutenção do direito de ocupar cargos públicos. Os petistas e parlamentares da base aliada acreditam que o resultado do julgamento se sobrepõe às indefinições causadas pela ausência de uma determinação normativa.

No Twitter, Lindbergh diz que "direita raivosa" não conseguiu inabilitar Dilma

Em seu perfil no Twitter, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fez críticas ao principal partido de oposição aos petistas, o PSDB: "PSDB, sedento de sangue, não conseguiu vingança completa das 4 derrotas eleitorais. Saíram estrebuchando por não inabilitar Dilma. GOLPISTAS". Em outro tweet, ele comemorou o Senado ter mantido os direitos políticos de Dilma também com tom crítico: "Direita raivosa não consegue cassar os direitos de Dilma, só o mandato. É mais uma prova: NÃO HOUVE CRIME. É golpe!", postou.

"Não tinha como não estar presente", diz senador que recebeu alta médica para votar

O senador Wellington Fagundes (PR-MT), que recebeu alta médica para ir ao Senado votar no julgamento do impeachment, afirmou que a decisão da maioria dos senadores foi tomada no sentido de garantir a "governabilidade". "Não podemos aumentar a crise. Quem sofre é a população, e a maior crise que temos aqui é a crise política. Não podemos fazer que nosso povo sofra mais", declarou o parlamentar. "É uma votação histórica. Não tinha como não estar presente. Graças a Deus estou recuperado, claro que com toda a recomendação médica para repouso, mas vim aqui cumprir o meu papel". Fagundes se recupera de uma diverticulite.

Em nota, Cunha se coloca como protagonista do processo de impeachment

Em nota sobre a condenação de Dilma Rousseff à perda do mandato, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se disse protagonista do processo de impeachment. Na nota, Cunha acusou Dilma de seguir "mentindo contumazmente, visando a dar seguimento ao papel de personagem de documentário que resolveu exercer, após a certeza do seu impedimento, em curso pelo julgamento em andamento"."O meu ato de abertura do processo de impeachment foi confirmado por votação na comissão especial do impeachment, no plenário da Câmara por 367 votos, e já confirmado em quatro votações no Senado Federal", completou, negando, como afirma Dilma ao Plenário, ter imposto "pautas-bomba" em detrimento de projetos do Executivo para minimizar a crise econômica. "O resto são as desculpas para os documentários da história, incluindo o figurino do golpe, que parece caber mais na história da eleição dela do que na história do impeachment", concluiu.
 Felipe Amorim, em Brasília

Líder do DEM promete recorrer ao STF contra abrandamento de pena a Dilma

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) da decisão que permitiu ao Senado votar separadamente as penas impostas a Dilma Rousseff no processo de impeachment. A presidente teve seu mandato cassado mas, em uma segunda votação, os senadores rejeitaram aplicar a proibição para que ela ocupasse cargos públicos pelos próximos oito anos. "Não existe essa possibilidade na Constituição", disse. Caiado afirmou ver no resultado da votação um acordo entre PT e PMDB.

Telmário muda voto e trai Dilma; indecisos votam pela cassação

A votação do Senado Federal que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff teve uma mudança de voto: senador Telmário Mota (PDT-RR), que havia votado a favor da petista na abertura do processo, decidiu por sua cassação. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), votou pela saída da petista. Ele e outros seis senadores ainda não haviam declarado voto. Todos, menos o senador Roberto Muniz (PP-BA), pediram a cassação de Dilma. Além de Muniz, os que não haviam declarado voto eram o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), Roberto Rocha (PSB-MA), Wellington Fagundes (PR-MT), João Alberto Souza (PMDB-MA). Acir Gurgacz (PDT-RO), que votou pelo impeachment também, aparecia como "indeciso". Leia Mais
 Jota, via Twitter

Cerimônia de posse de Temer será realizada no Senado

Senador Tasso Jereissati pede esclarecimento e Renan Calheiros confirma. A posse de Temer, às 16h, será no Senado, não na Câmara.

No Twitter, Jucá disse ter votado por cassação de direitos políticos de Dilma

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) escreveu em seu perfil no Twitter, logo após a votação que manteve os direitos políticos de DIlma Rousseff: "Quero registrar que eu votei a favor de suspender por oito anos os direitos políticos da ex-presidente.Manter os diretos (sic) é inconstitucional". Em outro tweet, destacou: "Os senadores decidiram manter os direitos políticos da ex-presidente e ela poderá também ocupar cargos públicos."Jucá foi exonerado por Michel Temer do cargo de ministro do Planejamento, em maio passado, depois de ser flagrado em escutas telefônicas defendendo um "pacto" para barrar a Operação Lava Jato, na qual ele é um dos investigados. 

Lewandowski declara encerrado o julgamento do impeachment de Dilma

Após o anúncio da manutenção do direito de Dilma Rousseff ocupar cargos públicos, resultado da segunda votação no plenário do Senado, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, declara encerrado o julgamento do impeachment da ex-presidente da República.

Senado mantém direitos políticos de Dilma

Por 42 votos a 36, os senadores decidiram manter os direitos políticos de Dilma Rousseff. Eram necessários dois terços (54 votos) para que ela ficasse impedida de exercer cargos públicos por oito anos. Três senadores se abstiveram. Leia Mais
 Jota, via Twitter

Posse de Temer será às 16h

O presidente do Senado, Renan Calheiros, anuncia que a posse de Michel Temer será às 16h, no Congresso.
 Jota, via Twitter

Renan pede que direitos políticos de Dilma sejam mantidos

Renan anuncia que é contra inabilitação de Dilma: "Sou contra o que dizem no Nordeste: Além da queda, coice. Não podemos ser desumanos".

Com citação a Tancredo, Aécio diz que defensores de Dilma "violaram a Constituição"

Aécio Neves (PSDB-MG), rival político de Dilma Rousseff e derrotado na eleição presidencial de 2014, cita o famoso discurso de seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves, e diz que "canalhas" são aqueles que "violaram a Constituição" para eternizar um "projeto de poder", em referência ao desmembramento da votação do impeachment, que está sendo votado a pedido dos senadores que compõem a base da defesa de Dilma. "Não importa quem seja atingido, fizemos cumprir a Constituição. (...) Venceu a democracia, venceu a Constituição, venceu o Brasil."

Jorge Viana chora ao apelar por Dilma: "Que democracia estamos construindo?"

O senador Jorge Viana (PT-AC) chorou no apelo aos senadores para que não deixem Dilma perder os direitos políticos. "Que democracia estamos construindo?", disse. "Não estamos em Ouro Preto enforcando ninguém e depois, para certeza da morte, esquartejando", comparou.Também nesse apelo a favor de Dilma, João Capiberibe fez um "apelo em nome da conciliação". "O sectarismo do plenário só faz nos dividir", argumentou.

"Uma coisa não existe sem a outra", diz Aloysio sobre perda de cargo e inabilitação

Chamado a fazer o primeiro encaminhamento da acusação, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) diz ser necessário "aplicar a pena descrita na lei", isto é, o impeachment de Dilma não poderia ser dissociado da inabilitação para ocupação de cargos públicos. Segundo ele, "uma coisa não existe sem a outra". "O fato é o mesmo", afirma.
 Jota, via Twitter

Para Kátia Abreu, maioria no Senado reconheceu probidade de Dilma

Kátia Abreu pede que senadores não inabilitem Dilma para cargos públicos: Maioria reconheceu probidade de Dilma. Não se apropriou de dinheiro público.

Lewandowski convoca encaminhamentos da segunda votação

Quatro senadores (dois contrários e dois favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff) vão discursar agora sobre a pena da inabilitação para admissão em cargos públicos por oito anos. A votação será realizada ao fim dos encaminhamentos.

Impeachment de Dilma é aprovado por 61 votos a 20

O impeachment de Dilma Rousseff acaba de ser aprovado no plenário do Senado. Dos 81 senadores que assinaram a lista de presença, 61 votaram pela cassação do mandato, e 20 votaram contra. Não houve abstenção.
Impeachment de Dilma é aprovado por 61 votos a 20 - Pedro Ladeira/Folhapress

Humberto Costa diz que governo sem legitimidade levaria Brasil a "insegurança e caos"

Em discurso, o senador Humberto Costa (PT-PE) diz que um governo sem a legitimidade das runas lançaria o país na "insegurança e do caos".

Lewandowski abre a primeira votação

Os senadores são convocados para a primeira votação, que é eletrônica e aberta. Os resultados serão exibidos em instantes no telão do plenário. A pergunta a ser respondida é: Dilma cometeu crimes de responsabilidade e deve ser punida com a cassação do mandato?

Collor relembra 1992 e reclama de pedido pró-Dilma

 Leandro Prazeres, em Brasília

Discurso de Lindbergh sobre "canalhas" gera reações nos senadores

O discurso feito pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para encaminhar votos contra o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), gerou reações contrárias no plenário do Senado. Senadores como Sergio Petecão (PSD-AC) e Magno Malta (PR-ES) reagiram ao termo "canalha" usado por Lindbergh ao se referir aos que são favoráveis ao impeachment. "Eu não sou canalha, senador", disse Petecão. Magno Malta disse a mesma coisa.

Lindbergh: favoráveis ao impeachment vão para "a lata de lixo da história"

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) dividirão o tempo de cinco minutos. O petista fez um discurso inflamado em que chamou – a exemplo do que já fizera, no processo, Roberto Requião (PMDB-PR) – repetidas vezes de "canalhas" os defensores do impeachment contra Dilma, que ele chamou de "farsa". "Não pensem pequeno, não pensem nos cargos", pediu aos senadores, referindo-se à gestão Temer. Para ele, quem votar pelo impeachment vai para "a lata de lixo da história". O petista afirmou ainda estar "do lado certo da história" e disse que "dormir tranquilo".Para Grazziotin, "esse é um golpe não só contra Dilma, mas contra a democracia e contra o povo brasileiro". "Temer não tem legitimidade para governar esse país", disse. Ainda na avaliação da senadora, “o povo não está na rua hoje porque está em casa acuado".

Caiado encaminha voto favorável ao impeachment

Após discurso inflamado, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) encaminha voto favorável ao impeachment de Dilma Rousseff. O parlamentar diz que a gestão petista foi baseada no "bolivarianismo", o que teria levado o país a uma "situação caótica". "Estamos vivendo aqui um novo momento para praticar a maior assepsia da política brasileira, para tirar todo o tecido contaminado da política nacional", declarou ele.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Aliados de Cunha acompanham a sessão no Senado

Aliados do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foram ao Plenário do Senado para assistir à sessão que definirá o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), nesta sexta-feira (31). Entre eles estão Carlos Marun (PMDB-MS), Laerte Bessa (PR-DF) e Delegado Waldir (PR-GO). Cunha é apontado por aliados da presidente petista como responsável pelo início do processo de impeachment.

Renan: "Se errarmos, a democracia se corrigirá, e o povo nos corrigirá"

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), discursou e destacou que o país e o parlamento estão "vivendo a história". "Se errarmos, a democracia se corrigirá, e o povo nos corrigirá", afirmou, para sublinhar: "Um dia a história nos julgará, e nossa única certeza é que não nos omitimos".O peemedebista citou Ulysses Guimarães duas vezes para defender que o processo contra Dilma estaria garantido pela Constituição Federal e o "DNA da democracia", pediu desculpas por eventuais "excessos" cometidos nos dias de sessão em "qualquer atitude mais contundente ou passional” e elogiou a condução dos trabalhos feita pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. "É necessário abdicar do jeitinho brasileiro quando tratamos das instituições", disse.

Ana Amélia (PP-RS) encaminha voto favorável ao impeachment

A senadora Ana Amélia (PP-RS) encaminha voto favorável à cassação do mandato de Dilma Rousseff em nome de todos os parlamentares favoráveis ao impeachment. Segundo ela, a saída da petista representa o nascimento de um "fio de esperança", um "novo sistema político mais transparente e mais responsável". "Essa é a resposta que estamos dando à sociedade brasileira", declarou Ana Amélia. Na visão da senadora, a sociedade foi "empoderada pelas redes sociais", o que faz com que a vigilância seja maior e exige que os políticos trabalhem de forma diferente.
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Pena de inabilitação proíbe ser de professor a merendeira, diz Lewandowski

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, diz que a pena de inabilitação para cargos públicos é severa: proíbe ser de professor a merendeira, além de cargos eletivos.

Quatro de um lado, quatro do outro

Os encaminhamentos sobre as duas votações do processo de impeachment serão feitos por até oito senadores, dos quais quatro representantes da acusação e quatro da defesa.
 Leandro Prazeres, em Brasília

Acusação escala Caiado e Ana Amélia para os encaminhamentos pré-votação

Os parlamentares favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) já definiram a lista de senadores responsáveis pelos encaminhamentos antes da votação final. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ana Amélia (PP-RS) foram os escalados. Já entre os defensores da presidente afastada, ainda não há uma definição quanto aos senadores que serão escolhidos.

Senadores debatem sobre perda de direitos políticos de Dilma

No último dia do julgamento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, a bancada do PT no Senado pediu que a votação ocorra em separado: uma para decidir sobre o afastamento definitivo da petista e outra sobre a inabilitação dela para ocupar cargos públicos. O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, decidiu que o requerimento tem base legal. Agora, a decisão caberá aos parlamentares, e a votação será decidida por maioria simples.

Como funciona a votação em separado?

Na primeira votação, os senadores decidirão se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade, sendo afastada definitivamente do cargo de presidente. Na segunda, caso ela seja condenada, será votada a inelegibilidade de Dilma, ou seja, se ela perde por oito anos o direito de exercer funções públicas, não podendo ser eleita para outra função política nesse período. A estratégia da defesa tem como objetivo preservar o direito da petista de disputar eleições e ocupar postos na administração pública mesmo se o Senado decidir pela cassação do mandato. Para que Dilma Rousseff seja condenada e para que seja inabilitada para funções públicas por oito anos é preciso, em cada uma das duas votações, o voto de pelo menos 54 senadores. Leia Mais

Lewandowski defende "esgotar todas as possibilidades", ainda que sessão se alongue

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, diz que a votação decisiva do impeachment de Dilma Rousseff exige a necessidade de "esgotar todas as possibilidades", para que o julgamento possa ser encerrado sem pendências jurídicas e sem dúvidas. Ainda assim, afirma, todas as partes envolvidos poderão recorrer à Corte posteriormente, se assim desejarem.

Lewandowski manda Senado decidir se separa impeachment e inelegibilidade

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, determinou que os próprios senadores definirão se a votação final do processo de impeachment no Senado da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), será dividida em duas etapas. O requerimento pela divisão foi feito pelo PT, representado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), no início dos trabalhos desta quarta-feira (31). Com a decisão de Lewandowski, será feita uma primeira votação para decidir se a votação do impeachment deve ser separada ou não. Leia Mais
Lewandowski manda Senado decidir se separa impeachment e inelegibilidade - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Votação pode ser separada, decide Lewandowski

Lewandowski decide que votação da perda de direitos políticos de Dilma, caso ela perca o mandato, pode ser separada.
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Lewandowski discute penas diferentes para inabilitação

Lewandowski discute as penas diferentes para inabilitação. Na lei do impeachment, cinco anos, na Constituição, oito anos. Diz que não é hora de decidir.
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Maioria simples decidirá sobre votação em separado

Em resumo: Lewandowski decidiu que discussão sobre separação de penas não está preclusa (ainda dá tempo). Senado decidirá por maioria simples.

"Matéria não precluiu", diz Lewandowski

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, rejeita o argumento apresentado pelos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) contra o requerimento do PT a fim de dividir a votação final do processo de impeachment. "A matéria não precluiu", diz ele, citando uma série de dispositivos do Regimento Interno do Senado. A decisão se a inabilitação para cargo público será votada separadamente em relação à cassação do mandato de Dilma Rousseff caberá aos próprios parlamentares. A votação deve ser feita em breve.
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Decisão sobre votação em separado caberá aos senadores

Lewandowski decide: o plenário do Senado vai votar se penas de perda de mandato e inabilitação para cargo público devem ser separadas.
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Pena é "inabilitação para cargo público"

Pena na Constituição Federal é "inabilitação para cargo público", e não perda de direitos políticos. Na prática, impede eleição/nomeação por oito anos.
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Lewandowski discursa antes de decidir sobre votação em separado

Lewandowski está há cinco minutos dando solução que lhe parece "simples", após citar hermenêutica e exegética. Ainda não terminou.
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Lewandowski deve deixar para senadores decisão sobre votação em separado

Lewandowski se encaminha para passar ao plenário do Senado a decisão sobre a separação das penas. Antes, diz um "mas"...

Collor se opõe à divisão da votação e reclama de "dois pesos e duas medidas"

O senador Fernando Collor (PTC-AL) relembra fatos ocorridos em 1992, quando o ex-presidente da República teve o mandato cassado pelo Senado. Ele diz ter apresentado carta-renúncia justamente para evitar a suspensão dos direitos políticos por oito anos. "É uma lembrança muito triste que eu trago ao plenário nesta manhã. Triste por ter me sentido vilipendiado", disse ele, em oposição ao requerimento apresentado pelo PT para que a votação final do processo de impeachment seja desmembrado: primeiro a deposição constitucional, depois a inelegibilidade por oito anos. O parlamentar argumenta que a Casa não poderia ter "dois pesos e duas medidas". "Hoje para minha surpresa se coloca uma questão como essa."

Randolfe defende proposta do PT, e Aloysio argumenta contra

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que faz parte da base aliada de Dilma no Senado, pede a palavra para manifestar apoio ao requerimento apresentado pelo PT. Em seguida, a contradita é feita pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Ele reforça os argumentos apresentados anteriormente pelo correligionário Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Senador tucano contesta requerimento do PT

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) se põe ao requerimento apresentado pelo PT e diz que, mesmo que a cassação dos direitos políticos de Dilma fosse votada em separado, caso o impeachment se confirme, ela já estaria "enquadrada pela Lei da Ficha Limpa". O senador pede que o requerimento apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE) seja indeferido porque, em sua opinião, ele seria "inócuo".

PT apresenta requerimento e pede divisão da votação

Requerimento enviado pelo PT pede a divisão da votação do impeachment, para que primeiro seja votada a perda do mandato da presidente afastada, Dilma Rousseff, e posteriormente a cassação de seus direitos políticos por oito anos.

Aberta a sessão

O presidente do STF e comandante dos trabalhos do julgamento do impeachment, Ricardo Lewandowski, declara aberta a última sessão do processo. Ele inicia a leitura de um relatório que perpassará por todas as fases e movimentos do processo de cassação do mandato da presidente afastada, Dilma Rousseff. Segundo Lewandowski, o documento é "conciso", "enxuto" e "resumido".

Lewandowski chega ao plenário do Senado

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, chega ao plenário do Senado para o último dia do julgamento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Lewandowski chega ao plenário do Senado - Ricardo Marchesan/UOL
 Ricardo Marchesan, em Brasília

Defesa de Dilma quer votação dividida: primeiro a cassação, e depois a inelegibilidade

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que quatro senadores vão dividir o tempo de defesa contra o impeachment nesta quarta-feira (31). Segundo o rito divulgado inicialmente, dois senadores favoráveis ao impedimento e dois contrários falarão por cinco minutos cada um antes da votação final. A senadora afirmou, porém, que esse tempo pode ser dividido em mais parlamentares, restando dois minutos e meio para cada um. Grazziotin também disse que os nomes ainda não estão confirmados, mas ela, Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) devem falar. A senadora também afirmou que os senadores contrários ao impeachment devem entrar com uma questão de ordem pedindo para que a votação seja dividida em duas: uma definindo se a presidente afastada, Dilma Rousseff, perde o cargo, e outra se ela deve ficar inelegível por oito anos.

Dilma fará declaração à imprensa após votação do impeachment

A presidente afastada, Dilma Rousseff, anunciou que fará declaração à imprensa após decisão do Senado sobre o processo que pede seu afastamento definitivo do cargo. O pronunciamento de Dilma será realizado no Palácio da Alvorada e deve ocorrer por volta das 13 horas. O início da votação do impeachment no Senado está marcado para 11h. Se pelo menos 54 entre os 81 senadores optarem pela condenação da presidente, Dilma terá o mandato cassado e ficará inelegível por oito anos. Leia Mais

Temer fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV

Michel Temer também pretende gravar ainda hoje (31) o pronunciamento que fará em cadeia nacional de rádio e TV para dar as primeiras instruções da nova fase do governo, caso o impeachment seja confirmado. A gravação do discurso que deve ir ao ar durante a noite deverá ser feita na volta do Congresso, após reunião ministerial. O vídeo de cinco minutos já tem sido discutido há algumas semanas. A mensagem deve ser de colocar o país "nos trilhos", indicar compromissos com reformas e pregar a união. Leia Mais

Após eventual posse, Temer fará primeira reunião ministerial

A primeira-dama, Marcela Temer, não deverá estar presente em uma eventual posse do marido. No Congresso, a ideia é que a cerimônia seja rápida e simples e, em seguida, o até então interino e os ministros vão voltar para o Planalto a fim de participar da primeira reunião ministerial. Os líderes dos partidos da base aliada também serão convidados para a reunião. Leia Mais

Temer quer todos os ministros presentes em eventual posse

Confirmado o impeachment, logo após o anúncio do resultado da votação, Temer deverá aguardar a notificação de que é o presidente da República. Depois disso, terá que ir ao Congresso para a sessão solene de Posse, que acontecerá no Plenário da Câmara. Ele deve ser recebido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e também cumprimentado por líderes antes do juramento. O peemedebista quer que todos os seus ministros o acompanhem na cerimônia de posse no Congresso. Leia Mais

Dilma em post no Facebook: "Lutei por um Brasil soberano"

Já em tom de resignação, a presidente afastada, Dilma Rousseff, publicou nesta manhã um post em sua página no Facebook. Ela reproduziu trecho de seu discurso no Senado, na segunda-feira (29). "Lutei por um Brasil soberano, mais igual e onde houvesse justiça. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes."
Dilma em post no Facebook: "Lutei por um Brasil soberano" - Geraldo Magela/Agência Senado

Sérgio Petecão (PSD-AC) é o primeiro senador a chegar

Sérgio Petecão (PSD-AC) é o primeiro senador a chegar para a votação decisiva do processo de impeachment de Dilma Rousseff, hoje (31). O parlamentar, que entrou no plenário por volta de 10h, exibe sobre a mesa uma bandeira de seu Estado, o Acre. (Informações de Ricardo Marchesan, do UOL, em Brasília)
Sérgio Petecão (PSD-AC) é o primeiro senador a chegar - Ricardo Marchesan/UOL