quarta-feira, 1 de abril de 2015



Nos 51 anos do golpe militar, maioria prefere a democracia



 


O golpe militar de 1964 completa nesta semana 51 anos. A boa notícia é que os brasileiros preferem a democracia.
É o que mostraram duas pesquisas realizadas nos últimos quatro meses. Em dezembro, um levantamento feito pelo Ibope apontou que para 46% dos brasileiros a “democracia é preferível a qualquer outra forma de governo”. Apenas 18% disseram que “dá na mesma se um regime é democrático ou não”.
Nem sempre foi assim. Em 2002, por exemplo, quando ia alta a decepção com o segundo mandato de FHC (e a crise econômica apertava o cotidiano), os que preferiam a democracia ou não alcançavam o mesmo porcentual, segundo o Ibope. O que sugere que bem estar econômico e preferência por democracia andam juntos.
Seja como for, e mais recentemente, a Fundação Perseu Abramo, pesquisando os manifestantes pró e anti-Dilma, que foram à Avenida Paulista nos dias 13 e 15 de março últimos, apontou que em ambos os grupos a maioria (84% em média) concordaram com a afirmação de que “a democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo”.
Um oceano de opiniões pode separar simpatizantes e opositores de Dilma, mas, pelo menos até aqui, não a democracia como valor em si.
Valorizar a democracia é valorizar a política como forma de disputa e resolução de conflitos na vida social. Cabe às forças políticas ter em mente que em um país com tantas necessidades como o Brasil, melhorar a vida do cidadão é meta permanente. A bem da democracia.
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